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Guerreiro, esse lutador!

9 jul

Meus amigos.

Este post de hoje é um manifesto, uma carta de apoio a toda essa classe sofrida e batida nos campos de batalha da vida! Sim, estamos falando deste trabalhador da brutalidade, este maestro das armas, deste artista da carnificina!

O guerreiro!

Mas o que vem sendo feito dele atualmente? Vilipendiado, humilhado e tolhido por aquela classe elitista e pseudo-intelectual, os magos!

Esses inimigos do povo, sempre arrogando superioridade intelectual, fazem de tudo para que nosso companheiro dos machados e espadas perca sua real importância. Primeiro incentivaram histórias onde os magos, são a mola mestra das tramas, vejam só! Isso pode ser visto claramente em O Senhor dos Anéis, onde os magos são os responsáveis por tudo que acontece e resta apenas ao proletariado guerreiro reagir a todos esses desmandos. Persistindo em sua épica luta até aparecer outro mago e salvar o dia! Isso é uma clara tentativa do patriarcado mágico de fazer valer suas idéias, tentando incutir na cabeça do povo o conceito de que os magos são mais poderosos, e por isso, podem enfrentar o mal muito melhor do que guerreiros abrutalhados cheios de músculos!

Ele enfrenta o mal frente a frente. Sem intermediários. E o que ganha com isso?

Mas como, eu pergunto, como magos pensam que podem enfrentar o mal se eles sempre estão na retaguarda em todos os grupos, preparando calmamente suas magias, enquanto os guerreiros, esses trabalhadores, ficam na linha de frente tomando e distribuindo porrada? Poderia um mago resistir cinco minutos contra um troll se não tivesse um malfadado guerreiro ao seu lado segurando o bicho? Claro que não! Mesmo assim, eles ainda insistem em tentar nos passar a idéia de que são melhores!

Nos últimos anos, vendo que não tem tido o mesmo sucesso, resolveram enfiar na mente das crianças suas concepções de mundo. Tendo como garoto-propaganda um tal de Harry Potter eles querem convencer os jovens de que é legal ser mago. Pior! Agora eles deixaram as sutilezas de lado e passaram a chamar todos que não comungam de seu pensamento de “trouxas”! Isso é um absurdo! Quer dizer que só pelo fato de não gostar de sentar numa vassoura voadora, com todo duplo sentido que isso gera, o guerreiro ainda tem que aguentar ser chamado de trouxa? É uma falta de respeito sem tamanho!

Mas a lista não para por aí. Até nos videogames, reino onde os guerreiros reinavam absolutos estripando, decepando e causando todo tipo de hematomas, fraturas e concussões em seus inimigos, os magos já começam a querer invadir.  O primeiro movimento foi mostrando o quanto magos poderiam ajudar o guerreiro na aventura usando curas ou até magias que melhoravam sua defesa e ataque. Mas isso durou pouco, e hoje os magos usam de estratégias cada vez mais agressivas.

Isto, meus amigos, significa o fim da convivência pacífica.

Não tendo mais como resistir a esse avassalador ataque capitaneado pelas forças da magia, alguns guerreiros, temendo perder seu espaço, tentam absorver características dos magos. Daí nascem os paladinos e outros tantos híbridos que caminham nessa terra nebulosa entre não ser uma coisa nem oura. Angustiados com seu próprio ser…

É isto que os guerreiros querem? Ser um não-mago e um não-guerreiro. Uma criatura sem nome, honra, destino ou mesmo um inimigo para desmembrar? Não, mil vezes não! Os guerreiros não devem ceder! Sempre foi assim e sempre será!

Guerreiros de todos os mundos, uni-vos! Vocês não tem nada a perder a não ser os seus mágicos grilhões! O poder dos magos apenas reside em sua mente, não na realidade. O que pode fazer um mago quando a quota diária de poder se esvai ou acaba o MP? Nada! Eles ficam completamente indefesos! O que faz um guerreiro quando está exausto? Grita com toda a fúria e continua a batalha com mais vontade ainda! Os guerreiros não precisam dos magos, mas sim o contrário!

Unam-se, guerreiros, acabemos com a tirania arcana!

É isso que Arnold, nosso maior apoiador, tem para os magos!

Tolkien e seus anéis ardentes.

6 out

Vou ser bem franco. Quando ouvi pela primeira vez falar o nome de Tolkien, Senhor dos Anéis e o escambau foi quando eu tinha acabado de entrar na faculdade. Na época estava-se na espectativa do tal filme a ser produzido e lançado sabe-se lá quando. Mesmo assim, só soube dessas coisas por meio de colegas viciados em RPG que, por motivos misteriosos, conheciam a saga dos hobbits e dos anéis.

Mas como um troço que era praticamente uma relíquia de sociedade secreta virou a febre de então? Se querem saber, eu não sei. Palavra, quando li O Senhor dos Anéis pela primeira vez, atiçado pelos meus amigos RPGistas, fiquei completamente decepcionado.

Sim, me decepcionei com quase tudo ali. A história, os personagens, o mundo em si. Não que a coisa toda fosse ruim. Achei realmente bem construída e tal. O problema é que o livro não me oferecia nada de novo, nada que eu já não esperasse. Era como estar vendo a mesma história só que com personagens e situações ligeiramente diferentes.

Vamos falar sério, o livro é uma montanha de clichês sobre outra. O fato do personagem fracote e medroso ter a obrigação de queimar o Anel do Poder na Montanha da Perdição – só eu que vejo alguma putaria nisso? – já é um tremendo de um lugar comum. Todo mundo já fez isso,  ora bolas!

Então os fãs vem com essa: O mundo é contruido nos mínimos detalhes, até nas línguas, seu nerd gordo de videogame!

Ao que eu respondo prontamente: E daí? Qualquer panaca pode construir um mundo de fantasia e encher de persoangens clichê. Não precisa ser mestre em linguística como o Tolkien pra fazer isso.

Eu posso fazer isso! Provavelmente até você, que está lendo isto agora! Tudo que é preciso é tempo e saco infinitos para tal…

Coisa que nem eu nem você certamente temos… Nem todos são sustentados por universidades como nosso autor de anéis. Sim, Tolkien era professor universitário e não escritor, nerd e fundador de sociedades secretas criadas com pactos em sindarin. Era um cara bem normal e prosaico.

Uma coisa ao menos deve ser dita. Liv Tailer é o máximo de elfa!

Uma coisa ao menos deve ser dita. Liv Tailer é o máximo de elfa!

Mas eu não começei este texto para falar mal da obra do homem. Não senhor! Caso pensem que sou um sujeito ranzinza sem amor no coração.

Primeiro queria expressar os primeiros sentimentos que tive ao ler O Senhor dos Anéis. Agora, mais velho e mais chato, resolvi ler O Hobbit e O Silmarillion, graças à promoçaozinha bacana que o Submarino aprontou esses dias – pena que não vou ganhar nada com essa propaganda!

O Hobbit é bem o que se vê no livro que o vai suceder. Um hobbit metido numa guerra maluca por motivos estapafúrdios. Pelo menos o livro tem o mérito de não ser tão maniqueísta quanto o posterior, embora o seja em grande medida. Não temos a batalha do bem supremo contra o mal supremo no final. O que pra mim é ótimo.

Sem falar no aspecto humano que Bilbo Bolseiro, o hobbit do título, dá a tudo. Todos os personagens são guerreiros com sangue nos olhos e querem se matar apenas pelo prazer da carnificina. Nosso amiguinho de pés peludos só quer fumar seu cachimbo em paz na varanda de casa. Não é um desejo ruim, não mesmo.

Bilbo é gente como a gente! Mais ou menos...

Bilbo é gente como a gente! Mais ou menos...

Então terminei O Hobbit com a mesma sensação de já ter visto aquilo antes. Mas pelo menos não era mais novidade…

Eis que começo O Silmarillion!!

O Relato dos Dias Antigos, ou seja lá como a turma chame aquilo.

Só sei que o cara resolve escrever como se fosse uma bíblia.

O que torna o livro chato…

Muito chato…

Tão chato que foi capaz de me fazer cabeçear enquanto leio. E eu nunca faço isso.

Não posso dizer muita coisa sobre ele. Apenas que é uma descrição do começo do mundo que o Tolkien inventou. É cheio de elfos e deuses em batalhas mais que épicas de tremer as montanhas.

Provavelmente vai terminar numa super batalha do bem contra o mal que vai estraçalhar metade do continente e destruir nações. No fim o mal será punido e o bem recompensado.

Nada de muito diferente do que estou acostumado…

A diferença é que já nao espero uma super história como quando começei a ler O Senhor dos Anéis, há anos atrás. Só uma história interessante que me distraia.

No fim das contas acho que era o que Tolkien também queria. E não posso culpá-lo por isso.