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Futebol, o épico moderno.

29 jun

Hoje em dia as histórias épicas se focam tão somente em fantasias medievais e contos que ocorreram na época que os bichos ainda falavam. A modernidade, ao que parece, perdeu aquele sentido aventureiro de antigamente.

Culpa da televisão, que nos faz assistir  novelas toda noite ao invés de contar histórias em volta de uma fogueira. Mas a televisão também é responsável pelos videogames, aquela tentativa brilhante de retorno ao nosso heroísmo perdido. Ainda que caras gordos numa poltrona não sejam lá muito heróicos…

Enfim, estava pensando que, uma vez que estamos em época de Copa do Mundo, poderíamos falar um pouco sobre o esporte que aglomera as massas e enche as ruas dos barulhos mais irritantes; o futebol. Pra falar a verdade, nem é sobre futebol em si que eu pretendo escrever aqui, mas sim das transmissões de televisão.

Ora, como se eu fosse o tipo de sujeito que gosta de ir a estádios. Tá, já fui algumas vezes ao mineirão ver um jogo ou outro. Contudo, a última coisa que olhei naquela hora foi o jogo. Isso quando o tropeiro que eu comia não se revoltava dentro do meu estômago…

O que estou querendo dizer é; só quando se assiste essa benga pela televisão é que temos a idéia de que o esporte em si é uma coisa grandiosa, mesmo que não seja coisa nenhuma.

Exemplo, você está assistindo um jogo num estádio e aquela merda é uma chatice pura. Muita gente tem o hábito de ouvir rádio ao mesmo tempo, já que o narrador passa mais emoção ainda que nada aconteça verdadeiramente em campo. E pode ter certeza, funciona. Eu na minha época de torcedor fanático, ouvia o jogo no rádio no domingo e quando via os lances pela televisão achava que tinha acompanhado outro jogo… Mas isso morreu depois que eu fiz 15 anos, então não conta mais.

Além do mais, estou falando de televisão aqui.

Na TV não temos os narradores se esgoelando pra transmitir emoção, até porque, todo mundo está vendo a mesma coisa do narrador. Seria idiota o cara gritar por uma coisa que não tem importância efetiva  nenhuma no decorrer da partida. Então o que eles fazem? Simples, meu garoto! Eles usam imagens! Toneladas delas e de todos os tipos.

Agora entramos no assunto.

As transmissões fazem com que os jogadores se transformem, de pessoas comuns, em verdadeiros heróis do seu povo. É pra isso que servem aquelas imagens em câmera lenta repetidas à exaustão dos feitos deles. Como que para dizer o tempo todo que o sujeitos não são pessoas normais como eu ou você… Bem, eu não sou normal pelo simples motivo de escrever um blogue, mas isso não quer dizer nada já que não posso nem chutar uma bola.

Até mesmo a bola torna-se um personagem dessa história. Muitas vezes toma até um aspecto bem humano, como atualmente com a tal bola da copa cujo nome não me interessa de modo nenhum.

Mas antes de terminar não posso deixar de falar dos torcedores. Aquela gente maluca que gasta rios de dinheiro pra ver onze caras correndo atrás de uma bola quando poderia investir em forma mais interessantes de conseguir sexo. Eu pelo menos pensaria nisso se tivesse esse tempo e dinheiro… Mas continuando, o caras se matam, gritam e esgoelam por seus times atrás de uma recompensa que, se pensar direito, é bem idiota: ver seu time ganhar. Eles são os verdadeiros personagens dessa coisa toda. As pessoas comuns que vêem os heóris passarem em sua frente com seus feitos para depois contar a todos como foi.

Afinal, é de contar histórias, muitas vezes bestas, que se fazem os épicos.

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Eu vejo novelas… Todo o tempo…

14 maio

Antes que venham me azucrinar, não não assisto mais novelas. Quando eu tinha uns 12 anos até assistia, mas depois que fiquei velho elas parecem a mim simplesmente um apanhado das mesmas situações. Sempre pensei que nos núcleos criativos das televisões do país existia um manual de como fazer uma novela, dada a grande escala de situações semelhantes em todas elas. Provavelmente essa coisa exista mesmo…

Enfim, estou com vontade de falar sobre novelas justamente porque hoje acaba mais uma novela bossa nova cheia de ricos entediados que adoram passear pelo leblon. Sério, não sei qual a graça dessa merda. Mas como não assisto nada disso além das propagandas da televisão, não me importo.

A verdade é que, o objeto que me interessa neste momento é a novela em si. E não simplesmente aquela porcaria que todos os dias lota as grades de programação da TV aberta.

Não sei se todos sabem, mas as novelas começaram muito antes do rádio e da televisão sequer pensar em existirem. Isso no Brasil, sejamos claros de uma vez. Por aqui existia o hábito dos jornais de trazerem em seus números histórias serializadas. Essas histórias também são conhecidas como novelas e faziam os jornais venderem na época, assim como acontece hoje na TV.

Imagine o seguinte fato: Você é o senhor Fulano. Todas as semanas compra seu jornal de domingo para ficar a par das fofocas da corte ou do preço do café – caso seja rico, é claro. Sabendo disso, sua amantíssima esposa também gosta de folhear o periódico. Contudo o que ela mais procura é a continuação da história que lera no domingo passado, onde a mocinha e o mocinho estavam prestes a se beijar… Sim, as coisas nunca mudam… Não me surpreederia se a mulher intimasse o homem a comprar o jornal todos os domingos a fim de não perder nenhum capítulo da trama.

Acho que a coisa acontecia mais ou menos assim. Até porque não pesquisei praticamente nada sobre o tema e não sei como se dava a periodicidade dos jornais naquela época. E nem me interessa saber. O que interessa aqui é o fato da novela já estar enraizada na cultura popular – pelo menos o popular que sabia ler. E até entre os que não sabiam, certamente as pessoas conheciam alguma coisa a partir das conversas e comentários que um ou outro soltasse na rua ou em casa.

Igualzinho é hoje… É possível saber exatamente o que se passa numa novela sem nem mesmo assistir a um só capítulo dela, apenas ouvindo conversas dos outros. Claro que isso não é um hábito que se iniciou há meros 40 anos…

Muitos autores, hoje consagrados como clássicos brasileiros, já escreveram novelas. Machado de Assis e José de Alencar são dois dos mais famosos.

Machado de Assis também era noveleiro, crianças!

De fato, as novelas de hoje devem muito ao que esses dois escreveram e aos parâmetros estabelecidos, dados hoje como se fossem a tábua de salvação de qualquer autor. De José de Alencar veio a abordagem romântica dos mocinhos que se amam loucamente ainda que todas as adversidades do mundo se oponham a eles. De Machado vem a visão mais cínica e até de certa forma humorística sobre os hábitos, conceitos e preconceitos das pessoas.  Essa base toda migrou do jornal para o rádio e depois para a televisão hoje em dia.Tá tudo lá, é só perder um pouco de tempo hoje pra descobrir no horário nobre.

Ou seja, não é a toa que no Brasil novelas façam as pessoas parar na frente de uma televisão. Eu por mim, acho todas uma chatisse sem tamanho, mas como já terminei de escrever este texto acho que vão para sempre pensar que sou um noveleiro dos mais empedernidos.

Mas fora isso, podemos dizer que a novela teve caras importantes se preocupando com ela! Ou vocês acham que Memórias Póstumas de Brás Cubas já nasceu livro pronto? Não, Machado de Assis o escreveu como uma novela e só depois o organizou como livro, assim como muitos autores fizeram na época dele. Dava uma boa visibilidade escrever uma novela na época…

Hoje em dia autores não tem tanta visibilidade, nem mesmo credibilidade por escreverem novelas. Talvez pelo fato de existir o velado manual de fazer novela… Ou talvez as pessoas não dêem mesmo muita importância pra diversão que tem todos os dias quando chegam em casa.

Deve ser por isso que a audiência dela tem diminuido ano a ano. Sim, eu sei das pesquisas de audiência, me processem, sou uma fraude nerd… Quanto a mim, continuarei jogando videogame e lendo livros quando não tiver nada pra fazer. Televisão me dá angústia.

Ghost in the Shell, o fantasma dos computadores

1 dez

Imagine um futuro onde a internet está espalhada por todos os cantos e todos, absolutamente todos estão conectados. Não apenas por meio de computadores, mas diretamente, a partir de implantes cerebrais e plugues nas nucas para os cabos de dados…

Mais ainda, as pessoas podem substituir partes perdidas do seus corpos por partes mecânicas perfeitamente adaptáveis, mais fortes e funcionais. Alguns substituem todo o corpo deixando apenas o cérebro como ciborgues completos, tendo habilidades sobre-humanas.

Parece assustador né? Mas ao mesmo tempo interessante… Que foi? Como se você nunca tivesse passado o fim de semana inteiro na frente do computador! Seria a mesma coisa, só que permanente.

Mas essa não é a grande sacada do troço. Vamos por partes.

Vamos mergulhar na história.

Antes de mais nada, é bom deixar claro aqui que não pretendo falar de absolutamente tudo envolvendo Ghost in the Shell – dentre eles uma série de animação para a TV e mangá – porque simplesmente prefiro me focar nos longa metragens. O motivo disso? Pode chamar de preguiça mas eu chamo de escolha retórica.

Continuando, o primeiro longa data de 1995 pelo que diz a wikipédia. Mas eu acho que é bem mais velho, uma vez que eu lembro de ter visto a capa do vídeo disso na locadora onde eu alugava meus cartuchos de Master System bem ao lado da prateleira de jogos… Mas estou divagando…

O que interessa é que a história se desenvolve em torno de Motoko Kusanagi, apelidada “Major” pelos colegas. Ela é uma ciborgue completa, ou seja, de natural só tem o cérebro e assim pode chutar o seu rabo na velocidade da luz enquanto desfila nua a sua frente…

Sério, ela fica pelada várias vezes durante o filme, não que isso me incomode é claro.

A Major como veio ao mundo, ou quase...

Mas não é um desenho de putaria, seus pervertidos! É algo altamente intelectualizado e cult.

Diga-se de passagem que Ghost in the Shell influenciou diretamente os criadores de Matrix, cujos nomes são impronunciáveis. Sim, desenho japonês contendo mulheres nuas e violência formou o cinema da década de 90. Duvido que vocês sabiam disso!

Agora vocês sabem, o que me permite ir direto para a continuação dele, Innocence.

Basicamente conta a história de uma pane de robôs acompanhantes que acabam matando seus donos. O policial que sobrou do primeiro filme – eu contei que a Major se une a uma entidade eletrônica chamada Puppet Master e vaga sem rumo na rede no primeiro filme? Agora contei. – está investigando o caso.

Batou, o cara que sobrou, e seu cachorro tristonho.

Lá pelas tantas ele descobre o real motivo do defeito nos robôs. Que eu não vou contar porque quero que você assista aos filmes seu preguiçoso! Por que acha que eu não não contei quase nada do enredo deles? Pra justamente isso.

Agora vamos terminar que este texto está há mais de 3 dias mofando nos rascunhos…

A grande sacada de Ghost in the Shell é ser, além de um filme de ação, uma ficção científica filosófica. Em meio a tanta tecnologia até mesmo dentro das pessoas, o que define a diferença entre homem e máquina? Esse é o mote do primeiro filme. Quanto ao segundo, na minha opinião, fala muito mais da dicotomina – odeio essa palavra, mas não tem outra – entre deus e o homem. Até porque um dos personagens da história aparece com tando poder sobre a rede que a tudo circunda que pode ser compradado à um deus. Não vou dizer quem é esse personagem, mas quem é esperto já deve ter sacado do quem estou falando.

Bem, hora de colocar o texto no blogue. Na próxima falarei de histórias de Natal. Até lá!

Miyazaki e seus mundos fantásticos.

18 out

Existe uma verdade da qual jamais escaparei. Não conheço absolutamente nada sobre literatura japonesa. Claro, vejo desenhos animados de montão e de vez em quando alguns quadrinhos. Mas isso não deve chegar nem perto da literatura que aquele país produz. Por uma óbvia barreira linguística e cultural, só temos acesso ao lixo produzido por eles.

Vamos falar sério….

Colegiais com espadas retalhando demonios ou sujeitos bombados soltando raios pelas mãos não é o que você exatamente chama de cultura. Mas os adolescentes idiotas acham isso, então eu não vou discutir esses pormenores, uma vez que não interessam a ninguém que lê este blogue.

Sério, se você está lendo o que eu escrevo deve desprezar do fundo do seu coração aquelas produções idiotas que simplesmente se resumem em porrada estilizada com acrobacias. Contudo, deve amar uma boa animação, que conta uma história bonita e cheia de profundidade…

Nossa, como estou gay hoje! Estou quase lambendo a mim mesmo!…

Isso pegou mal…

Agora dane-se.

Continuando… minha…exposição…

Não tenho a menor idéia do que se produz de livros no Japão que não sejam historias semi-pornôs idiotas envolvendo adolescentes. Porém, acho que conheço um pouco de boa coisa vinda de lá, pelo menos no que se condiz a animação – sim, otakus, eu jamais chamarei desenho japonês de animê, isso é imbecil à enésima potência.

Alguém consegue levar isso à sério tendo mais de 8 anos?

Alguém consegue levar isso à sério tendo mais de 8 anos?

Então, para sanar minha total ignorância acerca do beletrismo nipônico acabo assistindo a produções que primam por suas belas histórias e não por garotas de mini-saia que espalham a alegria e a pedofilia por onde passam. Nesta onda já peguei todos os filmes de Ghost in the Shell, dos quais falarei outro dia.

Hoje darei mais brilho às obras de um senhor chamado Hayao Miyazaki. Muitos o comparam a um Walt Disney de olhos puxados. O que eu acho uma ofensa da grossa na minha opinião.

Ele até hoje não inventou um pato que só se veste da cintura pra cima e quando toma banho coloca a toalha da cintura pra baixo. Nem mesmo um rato com sérias tendências homossexuais. Aliás, ele não parece sofrer de traumas emobichas como nosso colega americano, que odiava ver pais em suas obras.

Isso mesmo, papai e mamãe. Dizem que isso insinua sexo e as criancinhas americanas purinhas foram todas trazidas pelas cegonhas atrapalhadas de desenho animado.

Verdade, não consigo levar Disney à sério. Podem argumentar que Bambi tem uma carga emocional do cacete e técnicas de arrasar, mas é só isso. O resto é baboseira.

Mas estamos falando do japa e não do velho americano…

Só espero que ele não resolva montar um parque temático futuramente. Se a razão existe isso não vai acontecer!

Acho que perdi muito tempo reclamando dos outros então melhor irmos para os filmes.

O Castelo Animado é uma das últimas obras do velho.

O Castelo Animado é uma das últimas obras do velho.

O Castelo Animado infelizmente foi o único de seus filmes que eu realmente vi no cinema. O resto tive que me contentar com a locadora amiga ou a internet sempre presente.

A história trata de uma moça dona de uma loja de chapéus. Lá pelas tantas ela é salva pelo galâ saltador da história e por isso uma bruxa ciumenta a condena a viver num corpo de velha.

E é aí que está o pulo da história.

A moça já era uma velha desde o início, presa ao passado de uma loja de chapéus herdada pelo pai. Ninguém da própria família ligava pra aquilo. Ao se ver transformada de gatinha juvenil a uma velha nojenta ela se viu obrigada a fugir da cidade, encontrando abrigo no tal castelo que se mexia graças a um foguinho bem bacana chamado Calcifer. Como se fosse a alma do próprio castelo.

Eu disse que o proprietário do imóvel é o cara que a salvou e ao mesmo tempo condenou no início da história? Pois é, é ele mesmo. O sujeito sofre uma transformação todos os dias que o torna uma espécie de pássaro e ele passa a lutar numa guerra não muito distante e que atinge também o país da moça tornada velha.

O pulo do gato nessa história é que, toda vez que a moça é obrigada a se desvencilhar de velhos hábitos e medos ela rejuvenesce um pouco. Cada vez que ela se supera volta um pouco a ser mais jovem, até a superação final quando ela retoma totalmente sua aparência anterior, embora ainda continue para sempre com os cabelos brancos.

Uma linda forma de dizer que por mais que nos tornemos melhores, algo em nós continua ali para no dizer quem somos.

Disney faria algo assim? Não, ele fez a bela adormecida que fica lá roncando enquando não chega o príncipe fodão pra salvar a puta dorminhoca…

Grande contribuição as mentes infantis ele deu, meus parabéns!

Por fim, devo relatar que na sessão na qual assisti ao filme estava um trio, ou quarteto que era visivelmente abicharado… Me senti estranho num lugar onde teoricamente passaria um filme pra criança e de repente me aparece um batalhão de bichas… Deve ser azar meu mesmo…

Mas vamos para o próximo.

Uma cena dessas deve ser traumática para qualquer menininha.

Uma cena dessas deve ser traumática para qualquer menininha.

Muito bem, em A Viagem de Chirriro, uma menina estava viajando com os pais – coisa que Disney abomina como o diabo da cruz – quando inexplicavelmente param o carro em frente a um túnel estranho.

Do outro lado do túnel eles encontram o que parecia ser um festival com barracas cheias de comidas. E como os pais da menina estavam se roendo de fome abocanharam tudo sem nem mesmo se perguntar o que raio uma feira cheia de comida e vazia de gente estaria fazendo no meio do nada.

Parece que adultos sempre são idiotas ao não aceitar preceitos básicos para não se foder legal, essa que é a verdade.

A menina já estava com um medo de morte do lugar e queria sair dali o quanto antes. Mas o casal mané resolveu sentar e comer. E, enquanto eles comiam, transformavam-se em enormes e nojentos porcos bem na frente da filhinha.

Desnecessário dizer que ficou apavorada sem saber o que fazer. Só me lembro que pouco tempo depois ela foi admitida como empregada num hotel para espíritos – uma vez que o mundo que eles entraram era o mundo dos espíritos – para poder fazer com que os pais voltem ao normal.

O resto da história envolve o trabalho muitas vezes nojento, outras vezes hilário no tal hotel, suas relações com os hóspedes e empregados do mesmo e com um menino que não sabe o próprio nome.

Enfim, a menina tinha que se virar num lugar hostil para conseguir a humanidade dos pais de volta e não tinha nenhuma garantia de que isso realmente aconteceria. Queria ver se o tio Disney deixaria o Huguinho, Zezinho e Luizinho fazerem metade do que essa menina fez! Aliás, eles nem tem pais, só tios!

Porra, Disney, o que você tem contra sexo? Por acaso nasceu de inseminação artificial?

Vamos acabar com isso por hoje então.

Nausicaa do vale do vento é uma das coisas mais fodas que vi ultimamente.

Nausicaa do vale do vento é uma das coisas mais fodas que vi ultimamente.

Na verdade foi District 9. Mas como estou falando de animação japonesa não vou falar de favela-movie envolvendo ETs. Falarei de Nausicaa, uma moça que vive numa vila litorânea protegida pelo vento que mantém os esporos de um fungo letal à distância.

Passada num mundo pós-apocaliptico a história mostra que, mesmo depois de se ferrarem legal e definitivamente, a humanidade não toma jeito e sempre arruma uma desculpa pra fazer uma guerra.

Pois, nossa bela jovem Nausicaa estava vivendo sua vida tranquila, caçando carapaças vazias de insetos gigantes e passeando pela floresta de fungos e animais mortíferos quando num belo dia um avião cai em seu vilarejo. Todos os seus ocupantes morrem, inclusive uma menina, que a própria Nausicaa carrega em seus braços no meio da tragédia.

Mas o avião continha uma carga valiosa. O que fez com que o exército de um país tal que eu não tive vontade de identificar tomasse a vilazinha a força com todas as armas e tanques que tinha direito, subjulgando os pacatos cidadãos.

Nessa parte uma das cenas que mais me impressionou foi a de Nausicaa, que sempre fora toda fofinha até então, ao ver que os soldados mataram seu pai parte numa fúria assassina contra eles, só sendo controlada muito tempo depois por muitos, mas muitos soldados.

Pois é, nunca deixem garotas bravas o suficiente para quererem arrancar sua cabeça. Não é saudável.

A idéia dos invasores era queimar todo o fundo letal. O que de início parece razoável. Mas Nausicaa sabe que o fungo só é assim porque está limpando a sujeira que a humanidade fez durante séculos, como se fosse um aspirador de pó gigante e pegajoso. E que queimar a benga toda não iria ajudar em nada, ao contrário, só iria enfurecer os insetos gigantes que faziam o Godzilla parecer uma lagartixa mal formada.

Mas quem disse que sujeitos com armas têm cérebros na cabeça? Melhor era nem falar nada…

Além de bonita e uma moça corajosa!

Além de bonita e uma moça corajosa!

Ela e alguns membros da sua vila são levados de reféns para a capital do tal império idiota. Contudo, são atacados por inimigos e quase morrem todos, sendo a moça obrigada a salvar o dia e a pele da galera, até mesmo da general metida a besta.

Nesse meio tempo ela descobre um plano para usar os insetos superdesenvolvidos como uma arma para aniquilar de vez a vila da menina. E nem a tal arma deixada pelo avião pôde ter feito alguma coisa.

Coube a ela, pegar o inseto que estavam usando de isca e ir de encontro ao exército enfurecido de bichos sedentos de sangue com metros e metros de altura largura e comprimento…

E é isso…

A grande sacada as obras do velho é que as pessoas sempre tem que superar seus problemas internos para poder seguir em frente. Contudo, ao contrário de Disney, não há uma solução mágica que faça tudo ficar lindo e maravilhoso depois.

As consequências dos fatos se fazem sentir depois do final da história, sejam bons ou ruins.

Então chego ao final do texto de hoje. Espero que tenham gostado. Ah, é claro que eu não falei da obra toda dele porque eu simplesmente não vi. Pra qualquer coisa wikipédia é sua amiga.

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