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A Guerra dos Tronos. Não tenho outro título melhor…

19 nov

Depois de um longo e tenebroso recesso, no qual pode-se argumentar que estava sem conexão, mas que também me deu uma bruta preguiça de atualizar isso aqui, estou de volta! O fato é que ainda estou com preguiça, somando-se ao fato de eu estar escrevendo de um laptop, logo, vou tentar não escrever merda aqui.

Então, já que começei vamos logo dizer sobre o que escreverei; literatura. Mais especificamente, literatura fantástica, uma coisa que vem me consumindo nas últimas semanas desde que resolvi ouvir Blind Guardian e outras coisas correlatas… Mas estou divagando.

Sim, eu sei. Enrolo muito pra dizer sobre o que vou escrever… O fato é que não tenho o texto pronto na cabeça e gosto de conversar fiado com quem está lendo isto aqui. Que posso fazer? Enfim, falarei de um livro lançado há pouco tempo e que tomou todo o meu tempo, não me deixando nem atualizar esta porra aqui.

A Guerra dos Tronos. As Crônicas de Gelo e Fogo!

Saca só a capa da edição brasileira:

Foda, né? Pena que a tradução não foi grande coisa, aproveitando o que tinham feito pra Portugal e adaptarem mais ou menos o texto. Mas tudo bem, não é de tradução que quero falar. Deixa isso pra quem tem saco e conhecimentos maiores que os meus. O negócio aqui é o livro em si. As Crônicas de Gelo e Fogo são uma série de sete livros creio eu, os últimos ainda estão sendo escritos. Sendo que cada livro tem em média umas 500 páginas – é o cara gosta de escrever.

A história trata de uma disputa entre famílias nobres pelo trono do reino de Westeros, uma terra onde o verão pode durar décadas e o inverno mais décadas ainda. Alguns anos antes do começo da história, essas mesmas famílias depuseram o antigo rei e colocaram um outro no lugar, que de heróico e fodão, transformou-se num bêbado comilão e sem o menor trato com coisas referentes a governo. Que se há de fazer, o cara gostava de confusão! Colocaram o homem numa posição onde você tem que aguentar aporrinhação o dia todo e o sujeito não aguentou. Essa é a vida…

Já que o nosso bom e beberrão rei, que chama-se Robert, não tem saco para seus deveres reais manda seu amigo de infância assumir o cargo de A Mão do Rei, algo parecido com um Primeiro Ministro. Meio a contra-gosto o cara vai e é aí que toda a história começa.

Antes de mais nada, A Guerra dos Tronos, além de ser uma fantasia, é um livro sobre política medieval. Ou seja, prepare-se para várias e várias páginas de intrigas e negociações antes da ação de verdade começar. Não é como em O Senhor dos Anéis, onde os hobbits já tinham que sair correndo do Condado feito veadinhos assustados. Aqui a coisa é mais complexa, e quem não gosta de intriga nas histórias pode achar um pouco cansativo. O que mais chateia, entretanto, é o tal amigo do rei, Eddard Stark. O cara vive preso a uma idéia de honra que não faz mais sentido no tempo que ele vive. O que o faz muitas vezes tomar decisões erradas, mas não vou falar sobre elas para não estragar a leitura de ninguém.

Além de Eddard, temos seus filhos e sua esposa que participam ativamente da trama. Bem no começo da história um de seus filhos encontram uma ninhada de lobos gigantes e passam a tratá-los como animais de estimação. Parece que os lobos vão ter um papel bem interssante na história, se bem que eles já têm, sendo o prolongamento das personalidades dos filhos. Mas acho que vocês vão gostar mais do Jon, o bastardo de Eddard. Ele vive junto com os irmãos e a madrasta como uma grande família feliz. Mas o moleque sabe que aquele não é o seu lugar.

Seu lugar acaba sendo na Patrulha da Noite.

Cabe aqui falarmos dessa parte da história. Ao norte do continente existe uma enorme muralha de gelo construida há milênios com o intuito de proteger o resto do reino da invasão de forças obscuras conhecidas somente como Os Outros, vigiada pela Patrulha da Noite. Para além da muralha só há uma floresta que somente a patrulha da noite tem coragem de entrar e o inverno mais frio que se possa imaginar. E com o fim do verão no continente, o perigo de que alguma coisa resolva atacar é cada vez maior…

Mas não temos grandes coisas acerca do que acontece na muralha em comparação com as intrigas da corte. Até porque, esse é o mote desse primeiro livro. Espero que mais coisas aconteçam ao norte do continente daqui pra frente porque tudo parece muito interessante.

Por fim, temos um outro foco do livro que trata dos filhos desse rei morto anos atrás na história. Eles estão refugiados nas terras do leste, vivendo dos favores dos nobres dali. A fim de conseguir um exército para retomar seu reino, o filho mais velho, cujo nome não lembro, vende a irmã para um chefe tribal de uma nação que tem muitas coisas parecidas com os mongóis. Mas não é sobre esse cara que trata essa parte da história, mas sim da irmã, Daenerys. Certamente a personagem que mais cresce no livro até um final espetacular que eu não vou contar pra não estragar.

Em resumo, é um livro bom? Sim, muito bom. Quem gosta de fantasia vai adorar. É a coisa mais fabulosa que você ja leu na vida? Claro que não! Mas não deixa de ter grande valor como divertimento. O resto é pedantismo besta de quem gosta de aparecer.

Acho que este é o fim.

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Tolkien e seus anéis ardentes.

6 out

Vou ser bem franco. Quando ouvi pela primeira vez falar o nome de Tolkien, Senhor dos Anéis e o escambau foi quando eu tinha acabado de entrar na faculdade. Na época estava-se na espectativa do tal filme a ser produzido e lançado sabe-se lá quando. Mesmo assim, só soube dessas coisas por meio de colegas viciados em RPG que, por motivos misteriosos, conheciam a saga dos hobbits e dos anéis.

Mas como um troço que era praticamente uma relíquia de sociedade secreta virou a febre de então? Se querem saber, eu não sei. Palavra, quando li O Senhor dos Anéis pela primeira vez, atiçado pelos meus amigos RPGistas, fiquei completamente decepcionado.

Sim, me decepcionei com quase tudo ali. A história, os personagens, o mundo em si. Não que a coisa toda fosse ruim. Achei realmente bem construída e tal. O problema é que o livro não me oferecia nada de novo, nada que eu já não esperasse. Era como estar vendo a mesma história só que com personagens e situações ligeiramente diferentes.

Vamos falar sério, o livro é uma montanha de clichês sobre outra. O fato do personagem fracote e medroso ter a obrigação de queimar o Anel do Poder na Montanha da Perdição – só eu que vejo alguma putaria nisso? – já é um tremendo de um lugar comum. Todo mundo já fez isso,  ora bolas!

Então os fãs vem com essa: O mundo é contruido nos mínimos detalhes, até nas línguas, seu nerd gordo de videogame!

Ao que eu respondo prontamente: E daí? Qualquer panaca pode construir um mundo de fantasia e encher de persoangens clichê. Não precisa ser mestre em linguística como o Tolkien pra fazer isso.

Eu posso fazer isso! Provavelmente até você, que está lendo isto agora! Tudo que é preciso é tempo e saco infinitos para tal…

Coisa que nem eu nem você certamente temos… Nem todos são sustentados por universidades como nosso autor de anéis. Sim, Tolkien era professor universitário e não escritor, nerd e fundador de sociedades secretas criadas com pactos em sindarin. Era um cara bem normal e prosaico.

Uma coisa ao menos deve ser dita. Liv Tailer é o máximo de elfa!

Uma coisa ao menos deve ser dita. Liv Tailer é o máximo de elfa!

Mas eu não começei este texto para falar mal da obra do homem. Não senhor! Caso pensem que sou um sujeito ranzinza sem amor no coração.

Primeiro queria expressar os primeiros sentimentos que tive ao ler O Senhor dos Anéis. Agora, mais velho e mais chato, resolvi ler O Hobbit e O Silmarillion, graças à promoçaozinha bacana que o Submarino aprontou esses dias – pena que não vou ganhar nada com essa propaganda!

O Hobbit é bem o que se vê no livro que o vai suceder. Um hobbit metido numa guerra maluca por motivos estapafúrdios. Pelo menos o livro tem o mérito de não ser tão maniqueísta quanto o posterior, embora o seja em grande medida. Não temos a batalha do bem supremo contra o mal supremo no final. O que pra mim é ótimo.

Sem falar no aspecto humano que Bilbo Bolseiro, o hobbit do título, dá a tudo. Todos os personagens são guerreiros com sangue nos olhos e querem se matar apenas pelo prazer da carnificina. Nosso amiguinho de pés peludos só quer fumar seu cachimbo em paz na varanda de casa. Não é um desejo ruim, não mesmo.

Bilbo é gente como a gente! Mais ou menos...

Bilbo é gente como a gente! Mais ou menos...

Então terminei O Hobbit com a mesma sensação de já ter visto aquilo antes. Mas pelo menos não era mais novidade…

Eis que começo O Silmarillion!!

O Relato dos Dias Antigos, ou seja lá como a turma chame aquilo.

Só sei que o cara resolve escrever como se fosse uma bíblia.

O que torna o livro chato…

Muito chato…

Tão chato que foi capaz de me fazer cabeçear enquanto leio. E eu nunca faço isso.

Não posso dizer muita coisa sobre ele. Apenas que é uma descrição do começo do mundo que o Tolkien inventou. É cheio de elfos e deuses em batalhas mais que épicas de tremer as montanhas.

Provavelmente vai terminar numa super batalha do bem contra o mal que vai estraçalhar metade do continente e destruir nações. No fim o mal será punido e o bem recompensado.

Nada de muito diferente do que estou acostumado…

A diferença é que já nao espero uma super história como quando começei a ler O Senhor dos Anéis, há anos atrás. Só uma história interessante que me distraia.

No fim das contas acho que era o que Tolkien também queria. E não posso culpá-lo por isso.