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As Fronteiras do Desinteresse.

20 nov

Ultimamente ando lendo muito pouco, o que é uma lástima. Até porque, a grana anda curta pra isso e eu acabo gastando o que não devo em videogame… Pensando nisso, forcei-me a fazer uma ficha na biblioteca local a alguns meses atrás. O lugar tem menos livros que a minha estante, é verdade, mas pelo menos tem alguns que eu não li até hoje. Entre eles está a famosa trilogia As Fronteiras do Universo.

Bem, se é realmente famosa ou não, não tenho como dizer. O fato é que fizeram um filme do primeiro livro que eu assisti com tanto interesse anos atrás que a única coisa dele que lembro é a Nicole Kidman. Talvez tenha sido melhor assim, uma vez que os fãs dizem que o filme é uma bosta fedorenta e não tem quase nada a ver com a história.

Então, os livros contam a história de uma menina de 12 anos chamada Lyra. Ela gosta de pular nos telhados e arrumar confusão com os meninos da rua como toda criança saudável. A diferença é que ela tem um dimon, um bichinho que a segue o tempo todo como uma consciência. Tá, todos no mundo dela têm um dimon, Ela não é especial por causa disso. Acontece que, por motivos de roteiro, ela é destinada a mudar a realidade. Mas pra fazer isso ninguém pode contar a ela que a menina é predestinada. Sacou?

É, também achei meio besta. Mas funciona dentro do mundo da história, então não vejo problema. Só não gosto muito de personagens presos a destinos grandiosos. Isso sempre me soa meio forçado quando não feito muito bem…

Continuando. Lyra, a menina esperta é presa a esse destino e acaba viajando para o Polo Norte, onde encontra uma turminha da pesada para viver grandes aventuras. No final da história ela atravessa um portal para outro mundo.

Vamos agora falar da história como um todo, os três livros. Eu gostei bastante do primeiro, pois Lyra é muito esperta e consegue levar todo mundo no bico. Gosto de personagens assim. O final também é uma das coisas que me deixou bem impressionado e louco de vontade de pular logo pro segundo livro.

Mas aí veio o segundo livro…

O gatinho já está com cara de desconfiado...

O gatinho já está com cara de desconfiado…

O segundo livro não começa imediatamente onde o primeiro terminou. Ao contrário, apresenta um protagonista totalmente novo. E chato, na minha opinião. É um moleque do nosso mundo que tem uma mãe esquizofrênica e tenta esconder a coitada dos agentes de saúde ou coisa assim. Ele deixa a pobre mulher com a professora de piano e some pra outra cidade fazer não me lembro o que. Detalhe: a partir desse livro não lembro muito bem das coisas porque, bem, tudo vai ficando muito chato. Depois de páginas intermináveis, o garoto encontra um portal para outro mundo e nele a Lyra, que está mais perdida que cego em tiroteio.

Enfim, não vejo nada muito digno de muita nota a não ser dizer que o segundo livro não passa de uma ponte para o terceiro.

O gato já está visivelmente aborrecido.

O gato já está visivelmente aborrecido.

Não é que o livro seja ruim. É que nos dois anteriores criam uma expectativa de que algo gigantesco vai acontecer, e quando acontece eu pensei “só isso?”. Acabei me sentindo um pouco enganado pela coisa toda. Nem vou falar nada sobre o que acontece pra não dar spoiler em quem ainda queira ler. Mas pra mim ficou com algo a desejar. Pensei que no final veria algo que me fizesse gritar PORRA e jogar o livro contra a parede do mesmo modo que fiz no final de 1984 ou quando leio algum livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo. Contudo, as coisas se dão de modo bem suave e tranquilo. Não diria previsível, porque senão seria impactante para mim…

Acho que tá aí! O livro é imprevisível de um jeito ruim. Você espera uma picanha sangrando no espeto e acaba recebendo amendoins salgadinhos. É bom ainda, mas parece que podia ser melhor.

É isso que eu gostaria de dizer sem dar spoiler. Não foi muito, pelo que dá pra ver.

Então, até semana que vem, quando tentarei escrever outra coisa e voltar com a periodicidade desta benga. Até porque, agora que tenho um PC decente, vou ter muito jogo pra poder falar!

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A odisséia de ler em outra língua.

19 nov

Voltamos, galera!!!

Decidi dar um tempo em Diablo 2 – do qual falarei em seguida – e na minha infinita preguiça de atualizar isto aqui. Pois vamos voltar a falar de literatura neste blogue novamente, uma vez que falei demais de videogame antes…. Poxa, eu gosto pra cacete de videogame. É basicamente o que me faz não ser um maníaco homicida, matando todo mundo que apareça na minha frente. Então, agradeça enquanto eu estou esplodindo e esmagando cabeças virtuais quando eu poderia fazer isso pra valer!…

Aham… Mas do que eu iria falar mesmo?…

Ah, sim! De ler coisas em outras líguas! Muita gente que se acha sabida em qualquer outra língua que não seja a própria gosta de fazer isso de vez em quando. Nem que seja pra ler as piadinhas infames que pululam na internet… Sim, eu sei que você é um doente que adora ver o que postam no 4chan o dia todo, preferencialmente no /b/. E quem pode julgá-lo? Praticamente a internet inteira olha o que acontece naquele lugar amaldiçoado… Nem adianda se fazer de santo dizendo que nunca entrou nenhuma vez! Se você diz que nunca fez isso só posso lhe chamar de uma coisa: Mentiroso! Ou deve ter ganho seu primeiro computador hoje. Então, considere-se apresentado à escória da internet!!!

Puta merda, perdi o fio da meada de novo! Então, afora as paginas engraçadinhas na net, algumas pessoas que fingem verniz cultural como eu também se metem a besta a ler livros que não estão em seu idioma pátrio. Isso acontece frequentemente depois que você termina aquele chatíssimo curso de inglês,  ou de qualquer outra língua, que te custou o olho da cara e um saco gigantesco. Até porque, o recém-poliglota quer por a prova seus conhecimentos linguísticos. E como não tem muitos com quem falar normalmente o jeito é apelar pra filmes, jogos ou livros mesmo. Contudo, filmes e jogos possuem linguagem bem coloquial e fácil para nossos desbravadores das letras. Quem tem coragem mesmo pega um livro bem foda e o lê de cabo a rabo!

Alguns tentam Shakespeare logo de cara… Esses estão sofrendo de sérios problemas mentais caso tenham insistido nessa loucura.

Outros, mais espertos, pegam os livros mais famosos da atualidade. Uma vez que eles têm uma linguagem moderna, fica um pouco mais fácil de ler. Já li o primeiro livro da série de Harry Potter e alguns de Stephen King e outros cujo nome esqueci só pra dar um exemplo.

Mas eu queria mais! Queria ler algo realmente foda e complicado em inglês! Queria testar minhas capacidades a nível máximo!!! Ou queria me punir inconscientemente por algo que fiz, vá lá eu saber…

Então lá fui eu me meter a ler A Song of Ice and Fire no original!!!

Podem dizer, sou doido.

No momento estou no quarto livro da série e posso dizer que consigo entender a maior parte das coisas. Tirando uma ou outra palavra estranha o resto é tudo bem apresentável.

Mas por que estou falando disso?

Simples, não tenho assunto nenhum pra falar aqui no momento e resolvi compartilhar uma de minhas humildes aventuras literárias com vocês!

Contudo, existe um problema sério para ler em outra língua, pelo menos pra mim. O gasto de energia na leitura é simplesmente muito maior do que se eu lesse em português. Sim, parece que enquanto eu leio em inglês, estou na academia, treinando para ser lutador de MMA e não lendo um romançe de fantasia comum e tranquilo. No fim de um capítulo estou totalmente morto por fora e por dentro e acabo voltando ao videogame. Acho que só acontece comigo… Sou fresco, que se pode fazer?

Creio que é somente o que tenho a dizer no momento. Outro dia voltarei com um texto decente. Provavelmente sobre videogame…

Manual prático de cultura pop.

28 jun

Vendo o crescimento da chamada cultura pop e as massas de novos aspirantes a que nela tentam entrar, elaboramos este manual simples em dez lições básicas para uma primeira ajuda. Esperamos que seja útil para todos que almejam ser pops.

1- Em primeiríssimo lugar, você tem que definir sua situação no mundo pop. Sim, porque existem diversas definições do que é ser pop: Há o pop cult, o revival anos 70 ou 80, o apenas cult, apenas pop… Enfim, uma miríade de nomes que fariam a cabeça do mais aplicado estudioso rodar. Para este manual, então, usaremos o padrão “pop apenas”, o qual parece ser o mais simples de se definir.

2- Definido o seu estilo, é mister escolher o modo de vestir-se. Ou você acha que pop que é pop sai por aí com jeans e camiseta só? Procure ser o mais colorido possível. Quase uma árvore de natal. Misturar Rosa shock com verde claro ajuda muito nessas horas… E não se esqueça dos grandes óculos escuros – bem grandes mesmo! Assim, nem um cego vai deixar de ver que pela rua caminha um pop.

3- O modo de falar de um pop deve coadunar-se aos mais recentes estilo e tendências da época. Logo, abuse de expressões estrangeiras. Mesmo que você não faça a menor idéia do que esteja falando, a maioria das pessoas vai sempre pensar que você é uma pessoa viajada e, principalmente, descolada. Alguém que não se limita a apenas um léxico verbal.

4-O gosto cultural de um pop é a questão mais espinhosa a que se deve tratar. Em primeira análise o pop que é pop acha tão lindo a bunda da Sheila Mello balançando quanto uma ária de Puccini. Pra ele tudo é cultura! E tanto melhor quando ela vem da expressão genuína popular, como eles dizem. Entende-se por expressão popular forrós, bailes funk e similares, embora poucos deles tenham coragem de frequentar os lugarem nos quais efetivamente o povo vai.

5- Ainda falando de cultura, assunto deveras complicado. Além de estar íntimo dos gostos da população, o pop que é pop deve saber tudo o que acontece na cena alternativa. Define-se “cena alternativa” como bandas que não fazem sucesso por vários motivos, o maior deles é ser ruim mesmo. Não importa se o vocalista é desafinado ou o músico não sabe tocar nem “dó, ré, mi, fá”, o negócio é ter atitude. Aliás, este é um tema que será retomado mais à frente.

6-Terminando de falar sobre os gostos culturais pops, chegamos à literatura. Na verdade essa parte é a mais complicada de se definir, visto que os pops moldam seus gostos literários ao que vêem em outros lugares, como filmes – geralmente americanos ou um iraniano de vez em quando – ou bandas de música. Mas nunca falta na estante pop um exemplar dos últimos que acabaram de se transformar em filmes ou que foram fonte de inspiração para algum grupo ou pop star nos quais ele se espelhe.

7- Nunca, jamais, em tempo algum, seja visto numa mesa de botequim enchendo os cornos de cerveja com cachaça enquanto discute a zaga do Atlético Mineiro. Não há atitude mais anti-pop! Exceto, é claro, quando isso é feito nos barzinhos pop, com seu grupo pop à tiracolo que sempre terão uma considerão pertinente sobre a situação débil do esporte brasileiro e como o padrão de cores das camisas dos times é medonho.

8- Derivação do anterior. Frequente sempre lugares pop, cheios de gente pop como você. Tais estabelecimentos geralmente têm uma decoração espalhafatosa, o que atrai pops mais que açúcar atrai formigas. E quanto mais decorado o lugar, maior será a conta a pagar, como diz a lógica. Mas não se importe com isso! Ainda que não tenha nem um tostão no bolso pop que é pop não deve nunca perder a pose! Peça uma água mineral e diga a todos que está parando de beber. Hoje em dia é pop tomar água enquanto todos bebem cerveja na sua frente. Mostra força de vontade!

9-Dedique-se a um hábito tipicamente pop. Colecione todos os filmes de um determinado ator, saiba tudo sobre um personagem de ficção famoso, seitas exotéricas… Qualquer coisa serve, desde que seja da alçada do mundo pop. Mas não invente muito que nada é mais anti-pop que parecer mais inteligente ou curioso que os outros pops.

10-O mais importante. ATITUDE. Em caixa alta mesmo. O que todo pop precisa aprender é ter atitude. Ainda não se sabe exatemente o que isso quer dizer neste tão misterioso mundo, mas ao que tudo indica, ande de maneira mais solta, fale de modo mais arrastado ou cantado. Não há uma regra para isso. Os mais bem sucedidos são os que conseguiram mesclar a maior parte de características diferentes. Se não é o seu caso, use palavrões à vontade e nunca, mas nunca mesmo, utilize em sua totalidade o o estilo que foi usado neste texto. Fazendo isso, você estará pronto para se aventurar nesse mundo cada vez mais colorido! Boa sorte!

Quando um livro pesa

9 jan

Vamos largar um pouco a preguiça de atualizar isso. Terminamos as festas de final de ano e até agora não consegui atualizar isto aqui. Tudo porque meu computador velho de guerra foi para o além e tenho que me virar com um notebook emprestado. Quem disse que as coisas são fáceis?

Então, como faz tempo que não escrevo vou falar de outro livro – mas já tenho algo sobre videogames preparado, não se preocupem.

Sem mais enrolação digo que o livro que ando lendo chama-se As Memórias do Livro. Fala de um códice medieval judeu encontrado na Bósnia na época da guerra civil. Uma especialista australiana é chamada para… sei lá pra que ela é chamada! Esse é o primeiro problema da história. A mulher é contratada para, teoricamente, restaurar o livro velho. Mas tudo que ela faz é recolher pedaços de coisas que caíram nele ao longo dos anos como asas de insetos, sal e gotas de vinho. Pensei que restauradores de livros altamente graduados fizessem coisas mais interessantes do que pegar pedaços de pergaminho velho e depois sair da sala sem ter mais nada a fazer… Mas divago…

O que me chateou bastante na coisa toda é que esses pedaços servem de mote para contar a tal história do livro medieval judeu, passando pela segunda guerra até a inquisição espanhola. Tudo muito bom e muito legal, não fosse por um pequeno probleminha: A narrativa é a coisa mais chata que já vi recentemente. Nem mesmo O Silmarilion consegue ser tão arrastado quando ele.

Outra coisa muito pior: Todas, absolutamente todas as histórias do passado do códice medieval remetem a judeus sendo perseguidos, censurados e ferrados nas mais diversas épocas e lugares. Tudo bem, é um livro judeu, mas será que em quase quinentos anos de vida essa porra nunca passou nas mãos de quem não era judeu? Por que não apenas um cara que gosta de colecionar essas coisas? Esse tipo de gente sempre existiu… Mas não, a autora quer mostrar como os judeus foram ferrados e humilhados por toda a história do ocidente! Tadinhos deles, o único povo no mundo que foi vítima disso!…

Sério, isso é patético.

O pior é que tal história chata e sem graça foi premiada nos Estados Unidos, país natal da escritora.

Podem me chamar de qualquer coisa, mas não tenho saco pra um livro cujo interesse é fazer um povo de coitadinhos e injustiçados da história. Como se só os judeus tivessem sido massacrados em toda a história da humanidade…

Nas histórias podemos encontrar meninas judias tentando escapar de nazistas, médicos – judeus – e padres católicos renascentistas que fazem de tudo para esconder sua origem… judia… Tudo é motivo para falar como os judeus são mal vistos pela sociedade de todas as épocas. Uma papagaiada só.

Em resumo, não gostei nem um pouco da coisa toda.

Pra terminar tem a história da tal especialista em conservação de livros. Mas ela é chata e sem sal, além de ser mal construída.

Sugiro evitar essa pilha de letras sem graça e partir para A Clash of Kings. Muito mais interessante.

E pra terminar, não sou anti-semita. Simplesmente gosto de boas histórias, e não propaganda mal feita. Sim, to revoltado hoje!

Duna, o deserto que não terminei

21 dez

Sempre falo aqui dos livros que eu li recentemente – ou não tão recentemente assim – tentando partilhar um pouco da minha experiência em ler essas bengas com vocês, meus queridos nerds à toa. Que posso fazer, gosto de falar das coisas que leio e jogo, embora não tenha feito muito disso nas últimas semanas…

Mas hoje a coisa vai ser um pouco diferente. Vou escrever sobre um livro que não terminei de ler. Chama-se Duna. Até onde cheguei nele, é uma ficção científica onde Paul Atreides é uma espécie de escolhido que deve liderar um povo para uma nova era. Foi só isso que peguei…

Agora fui muito rápido. Voltando, estava eu na biblioteca pública de Belo Horizonte procurando o que tinha de interessante pra ler quando dei com esse livro. Sabia da fama dele por terem me falado antes, do mesmo modo que O Senhor dos Anéis. Então peguei pra ver o que era o negócio.

Nota: Quando se mora numa cidade do interior onde a coisa mais culta que fazem é assistir televisão não é de se admirar que eu nunca ouvisse falar dessas coisas antes de entrar pra faculdade…

Confesso que não lembro muito da história, a não ser de que a família de Paul Atreides vai para um planeta deserto habitado por gente que usa um traje nojento necessário para sobreviver no local – prefiro não contar detalhes aqui. Lembro que parei no momento que eles iriam experimentar o tal traje. No dia seguinte tive que devolvê-lo para a biblioteca. Quem manda ser lerdo pra  ler?

Fiquei com essa mágoa em meu coração, procurando pelo maldito livro em todos os lugares que podia, pois não mais poderia pegar livros na biblioteca de BH por motivos diversos… Foi então que esta semana me deparei com isto:

Cliquem na imagem!

Sim, estão finalmente vendendo esse troço na internet. Isso depois de eu procurar por todo o canto. Ah! Ignorem a capa do filme, estava com pressa de pegar qualquer coisa pra ilustrar o texto.

Bem, é só isso, o desejo de um nerd comedor de livros satisfeito. Embora eu ainda nem saiba quando irei comprar, talvez depois que terminar de ler tudo que tenho aqui. Ou não… Sabe-se lá se o livro acaba antes disso?

 

A Guerra dos Tronos. Não tenho outro título melhor…

19 nov

Depois de um longo e tenebroso recesso, no qual pode-se argumentar que estava sem conexão, mas que também me deu uma bruta preguiça de atualizar isso aqui, estou de volta! O fato é que ainda estou com preguiça, somando-se ao fato de eu estar escrevendo de um laptop, logo, vou tentar não escrever merda aqui.

Então, já que começei vamos logo dizer sobre o que escreverei; literatura. Mais especificamente, literatura fantástica, uma coisa que vem me consumindo nas últimas semanas desde que resolvi ouvir Blind Guardian e outras coisas correlatas… Mas estou divagando.

Sim, eu sei. Enrolo muito pra dizer sobre o que vou escrever… O fato é que não tenho o texto pronto na cabeça e gosto de conversar fiado com quem está lendo isto aqui. Que posso fazer? Enfim, falarei de um livro lançado há pouco tempo e que tomou todo o meu tempo, não me deixando nem atualizar esta porra aqui.

A Guerra dos Tronos. As Crônicas de Gelo e Fogo!

Saca só a capa da edição brasileira:

Foda, né? Pena que a tradução não foi grande coisa, aproveitando o que tinham feito pra Portugal e adaptarem mais ou menos o texto. Mas tudo bem, não é de tradução que quero falar. Deixa isso pra quem tem saco e conhecimentos maiores que os meus. O negócio aqui é o livro em si. As Crônicas de Gelo e Fogo são uma série de sete livros creio eu, os últimos ainda estão sendo escritos. Sendo que cada livro tem em média umas 500 páginas – é o cara gosta de escrever.

A história trata de uma disputa entre famílias nobres pelo trono do reino de Westeros, uma terra onde o verão pode durar décadas e o inverno mais décadas ainda. Alguns anos antes do começo da história, essas mesmas famílias depuseram o antigo rei e colocaram um outro no lugar, que de heróico e fodão, transformou-se num bêbado comilão e sem o menor trato com coisas referentes a governo. Que se há de fazer, o cara gostava de confusão! Colocaram o homem numa posição onde você tem que aguentar aporrinhação o dia todo e o sujeito não aguentou. Essa é a vida…

Já que o nosso bom e beberrão rei, que chama-se Robert, não tem saco para seus deveres reais manda seu amigo de infância assumir o cargo de A Mão do Rei, algo parecido com um Primeiro Ministro. Meio a contra-gosto o cara vai e é aí que toda a história começa.

Antes de mais nada, A Guerra dos Tronos, além de ser uma fantasia, é um livro sobre política medieval. Ou seja, prepare-se para várias e várias páginas de intrigas e negociações antes da ação de verdade começar. Não é como em O Senhor dos Anéis, onde os hobbits já tinham que sair correndo do Condado feito veadinhos assustados. Aqui a coisa é mais complexa, e quem não gosta de intriga nas histórias pode achar um pouco cansativo. O que mais chateia, entretanto, é o tal amigo do rei, Eddard Stark. O cara vive preso a uma idéia de honra que não faz mais sentido no tempo que ele vive. O que o faz muitas vezes tomar decisões erradas, mas não vou falar sobre elas para não estragar a leitura de ninguém.

Além de Eddard, temos seus filhos e sua esposa que participam ativamente da trama. Bem no começo da história um de seus filhos encontram uma ninhada de lobos gigantes e passam a tratá-los como animais de estimação. Parece que os lobos vão ter um papel bem interssante na história, se bem que eles já têm, sendo o prolongamento das personalidades dos filhos. Mas acho que vocês vão gostar mais do Jon, o bastardo de Eddard. Ele vive junto com os irmãos e a madrasta como uma grande família feliz. Mas o moleque sabe que aquele não é o seu lugar.

Seu lugar acaba sendo na Patrulha da Noite.

Cabe aqui falarmos dessa parte da história. Ao norte do continente existe uma enorme muralha de gelo construida há milênios com o intuito de proteger o resto do reino da invasão de forças obscuras conhecidas somente como Os Outros, vigiada pela Patrulha da Noite. Para além da muralha só há uma floresta que somente a patrulha da noite tem coragem de entrar e o inverno mais frio que se possa imaginar. E com o fim do verão no continente, o perigo de que alguma coisa resolva atacar é cada vez maior…

Mas não temos grandes coisas acerca do que acontece na muralha em comparação com as intrigas da corte. Até porque, esse é o mote desse primeiro livro. Espero que mais coisas aconteçam ao norte do continente daqui pra frente porque tudo parece muito interessante.

Por fim, temos um outro foco do livro que trata dos filhos desse rei morto anos atrás na história. Eles estão refugiados nas terras do leste, vivendo dos favores dos nobres dali. A fim de conseguir um exército para retomar seu reino, o filho mais velho, cujo nome não lembro, vende a irmã para um chefe tribal de uma nação que tem muitas coisas parecidas com os mongóis. Mas não é sobre esse cara que trata essa parte da história, mas sim da irmã, Daenerys. Certamente a personagem que mais cresce no livro até um final espetacular que eu não vou contar pra não estragar.

Em resumo, é um livro bom? Sim, muito bom. Quem gosta de fantasia vai adorar. É a coisa mais fabulosa que você ja leu na vida? Claro que não! Mas não deixa de ter grande valor como divertimento. O resto é pedantismo besta de quem gosta de aparecer.

Acho que este é o fim.

O Apocalipse dos Anjos.

27 set

Ultimamente tenho lido muita fantasia. Talvez por tentar procurar um modo de escapar um pouco da vida ou porque enchi o saco de clássicos da literatura… O fato é que ultimamente tenho lido muitas histórias fantásticas. Quem sabe um dia eu volte a ler outras coisas, como Crime e Castigo, aquele livro que eu sempre quis ler mas nunca tive oportunidade… Enfim, isso não importa.Vamos ao que interessa.

Hoje resolvi falar de um livro que há muito tempo tem sido colocado no alto pela turma do Jovem Nerd. Pra quem conheçe o site, já devem saber do que estou falando; A Batalha do Apocalipse.

Sim, negada, eu também fui pego pela onda e comprei o meu. Estava curiosíssimo para saber do que exatamente tratava a história que era vendida como algo inédito na literatura brasileira. Mas será que o livro faz juz ao que diz? É o que vou tentar escrever neste humilde blogue.

A Batalha do Apocalispe fala, é claro, do apocalipse. Mas não só isso. No começo é mencionada uma rebelião de anjos que não deu certo e que, por isso, foram condenados a vagar na Terra até o dia do juízo final.  Tudo muito certo e bonitinho.

Mas não, estes anjos não são Lúcifer e cambada! São o grupo do herói da história, Ablon! Conheçam ele!

Sério, quando ele foi descrito fisicamente não consegui tirar da cabeça que o sujeito era a cara do Humberto Gessinger! O que não é ruim, considerando que eu sou um velho adorador de Engenheiros do Havaí e mais um monte de tralha oitentista… Acontece também que o tempo todo durante a história fiquei imaginando um anjo com asas e tudo tocando um contrabaixo e cantando “pra ser sincero”.

Puta que pariu, minha imaginação é uma merda mesmo!

Mas o livro não é só o Humberto, digo, Ablon. Existem muitos outros personagens que eu não pretendo mencionar porque não vejo motivo pra isso. Acrescentarei apenas que nosso anjo salvador tem a ajuda de uma bela feiticeira na sua caminhada através da história do mundo. Sim, o livro não é só a tal história do apocalipse, mas da própria vida desse Ablon na Terra se preparando para o tal embate que decididamente um dia acontecerá.

Aliás, a feiticeira é o par romântico do nosso cabeludo herói por toda a história. Ele, como anjo, é naturalmente imortal e ela, por meio das artes do Exu Trigueleta, também.

E justiça seja gostei muito mais dessas partes falando do passado do que o relato do apocalipse propriamente dito. Este é bem pequeno comparado com as aventuras que Ablon passa no decorrer da história.

Uma parte que eu gostei bastante foi quando ele viajou da China até Roma na época do nascimento de Jesus. Tal viajem certamente não era um mar de rosas com passarinhos cantando e brisa refrescante ao longo do caminho. Fiquei bem preso acompanhando os passos do herói tentando sair de um buraco na China até Roma junto com os mais diversos tipos que andavam por ali na época.

Eu adoro histórias de viagens a lugares exóticos e seus caminhos inóspitos, podem me chamar de bobo alegre!

Pra finalizar a história acaba numa grande batalha.

Todos os méritos para a descrição da batalha que o autor fez. Foi muito emocionante mesmo. Fiquei tenso nas partes mais dramáticas da coisa toda. Foi um desfecho muito legal para a caminhada de Ablon. Só tenho uma pequena resalva: Achei os poderes dos caras nas lutas final coisas dignas de desenho japonês como Dragon Ball. Tudo bem, são entidades super fortes, mas não consegui deixar de pensar isso. Mas é minha opinião.

Em vista disso, agora posso dizer que A Batalha do Apocalipse fez juz a todo hype criado em cima dele. É uma história bem amarrada, com bons personagens e reviravoltas muito fodas. Vale a pena se você está procurando algo interessante pra ler.