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Videogames, ontem e hoje na visão de um velho.

26 jul

O tempo passa e as coisas que você pensava que eram legais já não te parecem tão legais, ou o contrário. Isso acontece com todo mundo que tem uma mente saudável, creio eu. Claro, menos pros malucos de 40 anos que adoram dizer que nos anos 80 tudo era bom e que hoje é uma merda… Essa gente não merece respeito. Até porque, nos anos 80 tivemos a lambada, esse mal que foi lançado contra o mundo e chorando se foi para sempre sem aviar, amém!

Mas eu não estou aqui pra saudosismo oitentista. Pra isso tem a internet brasileira. Estou aqui pra falar de uma coisa que me veio a cabeça atualmente. Como eu via videogames quando era um adolescente retardado nos anos 90 e como os vejo hoje. Claro, minha percepção deles mudou muito ao longo dos anos! Principalmente nos tópicos a seguir:

Suspense/terror

Orgulhosamente sempre disse que sou um cagão, principalmente no que concerne a videogame. Posso assistir a um filme de terror sem me assustar com quase nada e rir da história. Curiosamente, o mesmo não acontece com jogos. Toda vez que tentei jogar algo do gênero eu não passava de dois minutos e já estava me cagando todo de medo, desligando tudo e correndo pra debaixo da cama.

Isso acontece até hoje…

Mas meu primeiro contato com o medo num videogame nem foi com jogos como Resident Evil ou Silent Hill. Essas merdas saíram bem depois! Meu primeiro cagaço gamístico foi mesmo com DOOM!

Sério, eu morria de medo desses capetas!

Não lembro onde nem quando foi a primeira vez que joguei DOOM, mas lembro perfeitamente o medo que me deu. Os gritos dos bichos, o ambiente estranho, até a visão em primeira pessoa – que eu nunca tinha experimentado num jogo antes – me faziam ficar receoso.  E quando um bicho do inferno aparecia do nada e pulava em cima de você? Cacete, nem sei como não tive pesadelos por conta disso!

Hoje todo mundo dá risada de DOOM, mas na época era o mais próximo de um filme de terror que se tinha num videogame. Pelo menos pra mim…

Agora temos história altamente perturbadoras sobre irmãs gêmeas estranhas lidando com fantasmas. DOOM é merda perto disso.

Violência

Esse é o ponto mais tocado pela turma que adora falar mal dos videogames. Vivem gritando por aí que os jogos são extremamente violentos e tornam as pessoas assim também!

Baseando-se nesse raciocínio uma criança pode ser propensa a pular violentamente em tartaruguinhas porque jogou muito Super Mario Bros… Ou seja, esse povo é profundamente idiota.

Mas o que era violência num jogo? Bem, pelo menos violência para um Michel lá nos anos 90. Em primeiro lugar, era DOOM e as poças de sangue de pixels que se formavam em volta dos bichos mortos. Aquilo realmente era algo chamativo no passado. Tão chamativo, que os paladinos da moral, justiça e falta do que fazer logo proclamaram o jogo o próprio capeta!!! Mas depois de um tempo o jogo saiu de moda e essa turma foi logo atrás de outro pra destilar sofismas…

Acho que estou me desviando. Enfim, o  jogo que eu achei mais violento na minha tenra juventude foi este:

Nessa eu nem vou ser criativo.

Sim, turminha! O primeiro Mortal Kombat. Hoje não é nada, mas para um moleque de 12 entrar um fliperama no início dos anos 90 e dar de cara com essa cena é quase um choque. Tudo bem que depois os moleques de 12 anos enchem o saco pra ser o primeiro a jogar, mas a primeira impressão é a que fica. Mortal Kombat causou, e ainda causa em certa medida, furor na galera moralista que não queria ver as criancinhas inocentes expostas a esse tipo de violência! Mesmo que ela fosse basicamente sangue de ketchup… Mas isso não impediu que milhões de pré-adolescentes pelo mundo se divertissem arrancando as cabeças de seus adversários com a coluna e tudo.

Se os moralistas daquela época soubessem o que o futuro traria…

História

Agora a parte mais complicada. Bem, jogos antigos não eram muito conhecidos por terem histórias muito complicadas. Pelo menos os que eu podia jogar, uma vez que não sabia nada de inglês. A maioria das coisas que eu pegava na época se resumia a Sonic e Street Fighter. Então, dá pra imaginar que eu nunca liguei muito pra história num jogo até pouco tempo. Contudo, tenho um jogo que gostei particularmente e que até saquei uma outra parte da trama.

É esse aqui!

Joguei Blackthorne quando era adolescente e tudo que eu saquei da história era que o sujeito com pinta de metaleiro e portador de uma escopeta era o herdeiro de um reino mágico há muito tempo tomado por um exército do mal. Para que ele não fosse pego, mandaram o cara ainda moleque para a Terra, de onde ele foi tirado logo que teve idade suficiente pra carregar sua própria arma. O resto do jogo é sobre a sua batalha para retomar o reino. Não tem muito mais que isso, pelo que me lembro. Até tentei jogar no emulador atualmente, mas a paciência me impede. Além desse jogo ser difícil pra cacete.

Era uma história boa pra época, mas hoje acho que nem as crianças teriam saco.

Hoje temos coisas muito mais maduras em complexas, não é mesmo?… Não é?…

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Guerreiro, esse lutador!

9 jul

Meus amigos.

Este post de hoje é um manifesto, uma carta de apoio a toda essa classe sofrida e batida nos campos de batalha da vida! Sim, estamos falando deste trabalhador da brutalidade, este maestro das armas, deste artista da carnificina!

O guerreiro!

Mas o que vem sendo feito dele atualmente? Vilipendiado, humilhado e tolhido por aquela classe elitista e pseudo-intelectual, os magos!

Esses inimigos do povo, sempre arrogando superioridade intelectual, fazem de tudo para que nosso companheiro dos machados e espadas perca sua real importância. Primeiro incentivaram histórias onde os magos, são a mola mestra das tramas, vejam só! Isso pode ser visto claramente em O Senhor dos Anéis, onde os magos são os responsáveis por tudo que acontece e resta apenas ao proletariado guerreiro reagir a todos esses desmandos. Persistindo em sua épica luta até aparecer outro mago e salvar o dia! Isso é uma clara tentativa do patriarcado mágico de fazer valer suas idéias, tentando incutir na cabeça do povo o conceito de que os magos são mais poderosos, e por isso, podem enfrentar o mal muito melhor do que guerreiros abrutalhados cheios de músculos!

Ele enfrenta o mal frente a frente. Sem intermediários. E o que ganha com isso?

Mas como, eu pergunto, como magos pensam que podem enfrentar o mal se eles sempre estão na retaguarda em todos os grupos, preparando calmamente suas magias, enquanto os guerreiros, esses trabalhadores, ficam na linha de frente tomando e distribuindo porrada? Poderia um mago resistir cinco minutos contra um troll se não tivesse um malfadado guerreiro ao seu lado segurando o bicho? Claro que não! Mesmo assim, eles ainda insistem em tentar nos passar a idéia de que são melhores!

Nos últimos anos, vendo que não tem tido o mesmo sucesso, resolveram enfiar na mente das crianças suas concepções de mundo. Tendo como garoto-propaganda um tal de Harry Potter eles querem convencer os jovens de que é legal ser mago. Pior! Agora eles deixaram as sutilezas de lado e passaram a chamar todos que não comungam de seu pensamento de “trouxas”! Isso é um absurdo! Quer dizer que só pelo fato de não gostar de sentar numa vassoura voadora, com todo duplo sentido que isso gera, o guerreiro ainda tem que aguentar ser chamado de trouxa? É uma falta de respeito sem tamanho!

Mas a lista não para por aí. Até nos videogames, reino onde os guerreiros reinavam absolutos estripando, decepando e causando todo tipo de hematomas, fraturas e concussões em seus inimigos, os magos já começam a querer invadir.  O primeiro movimento foi mostrando o quanto magos poderiam ajudar o guerreiro na aventura usando curas ou até magias que melhoravam sua defesa e ataque. Mas isso durou pouco, e hoje os magos usam de estratégias cada vez mais agressivas.

Isto, meus amigos, significa o fim da convivência pacífica.

Não tendo mais como resistir a esse avassalador ataque capitaneado pelas forças da magia, alguns guerreiros, temendo perder seu espaço, tentam absorver características dos magos. Daí nascem os paladinos e outros tantos híbridos que caminham nessa terra nebulosa entre não ser uma coisa nem oura. Angustiados com seu próprio ser…

É isto que os guerreiros querem? Ser um não-mago e um não-guerreiro. Uma criatura sem nome, honra, destino ou mesmo um inimigo para desmembrar? Não, mil vezes não! Os guerreiros não devem ceder! Sempre foi assim e sempre será!

Guerreiros de todos os mundos, uni-vos! Vocês não tem nada a perder a não ser os seus mágicos grilhões! O poder dos magos apenas reside em sua mente, não na realidade. O que pode fazer um mago quando a quota diária de poder se esvai ou acaba o MP? Nada! Eles ficam completamente indefesos! O que faz um guerreiro quando está exausto? Grita com toda a fúria e continua a batalha com mais vontade ainda! Os guerreiros não precisam dos magos, mas sim o contrário!

Unam-se, guerreiros, acabemos com a tirania arcana!

É isso que Arnold, nosso maior apoiador, tem para os magos!