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Final Fantasy, os primeiros jogos. Uma resenha idiota.

17 jul

Sim, eu sei, não escrevo mais sobre literatura no blogue. Mas tenho um bom motivo: Não tenho lido nada ultimamente e não me sinto mais seguro em escrever textos teóricos – ou seja, estou sóbrio. Logo, vou falar sobre Final Fantasy pela milionésima vez. Contudo, detendo-me nos três primeiros jogos.  Mas antes que perguntem, não, eu não vou falar das versões antigas pra NES. Aquelas coisas são injogáveis até mesmo pra um fóssil da era mesozoica como eu.  Contudo, se você é um nerd adorador de velharias e acha que nunca deveriam ter tirado seu amado mega-drive do mercado, aconselho a parar de ler isto imediatamente. Até porque falarei das verões de Final Fantasy I e II para PSP e o remake de Final Fantasy III para DS. Chega de enrolação, então!

Final Fantasy I e II

Acredito que boa parte de vocês ao menos tenha ouvido falar dos dois primeiros jogos da série. E também imagino que conhecem a velha história de que o primeiro jogo salvou a Square da falência colossal – algo que nem mesmo Sakaguchi poderia prever, tenho certeza. Pois bem, o jogo tirou a empresa da lista dos candidatos à bancarrota e ao harakiri de seus membros ao mesmo tempo que tornava-se um clássico entre os desocupados do mundo inteiro!

Imaginem então, nosso Sakaguchi, ter ouvido numa tarde dos longínquos anos 80 a ordem de seu chefe de criar um jogo que prestasse, senão o jeito era botar todo mundo no olho da rua e fechar as portas. Pensem na tensão que esse pobre homem sofreu naquela noite, ao som de Prince e Madonna… Junte a isso uma garrafa de uísque e pronto! A receita para se criar um clássico!

Assim ele adormeceu e sonhou… E no sonho viu quatro guerreiros da luz escolhidos pelos cristais para salvar o mundo das trevas. Claro que isso não é nem um pouco original. Então seu cérebro alcoolizado elaborou as mais diversas criaturas, lugares e situações, até chegar no que temos hoje: Final Fantasy I.

O jogo em si não é grande coisa, mas sabe-se lá por que vendeu horrores no Japão e reabasteceu o caixa da moribunda Square. Você pode escolher entre classes básicas como mago negro, guerreiro ou ladrão e vai de cidade em cidade resolver os problemas das pessoas até dar de cara com o vilão final. Nerds do mundo todo babam o ovo desse jogo por sua versão original ser tão somente difícil. Bem, eu não acho que nível de dificuldade faz um jogo bom ou ruim, O problema é que FFI não é só difícil em sua versão para NES, é frustrante. Se você nunca jogou, experimente e verá hordas de goblins avançando em cima de seu grupo de guerreiros bostas, numa derrota estupenda, para você. Enfim, nerdice e masoquismo volta e meia andam juntas

A certa altura do jogo, seus personagens podem melhorar as classes. Seu guerreiro torna-se cavaleiro, o mago ganha magias que podem eliminar um exército inteiro, etc – embora eles sempre precisem de uma mísera chave enferrujada para abrir uma porta caindo aos pedaços.

Bem, acho que é isso que posso falar de FFI. Não sei se satisfez a vocês, então, estou preparado para as pauladas dos fanboys sem vida sexual e os pedidos encarecidos das moças por uma demonstração ao vivo de como brandir uma espada! Agora o próximo!

Em FFII as coisas mudam um pouco de figura. Devido ao enorme sucesso do primeiro, a Square achou por bem deixar Sakaguchi devidamente abastecido de músicas pop e psicotrópicos. Sabe-se lá quando o homem vai ter outra viagem daquelas… Mas ele teve. Uma viagem com quatro garotos que tiveram sua cidade destruída por um imperador maluco e com sérias tendências homossexuais – coisa que, daqui pra frente, aparece muito durante a série.

Admito que ainda não joguei muito desse jogo por vários motivos, sendo um deles desinteresse total. Mas pelo que fiz deu pra perceber que o sistema de batalha mudou radicalmente, não há classes e eu até agora não sei direito como funciona aquilo pra falar a verdade. Ah, sim! Os personagens têm alguma personalidade neste jogo, Não são apenas bonecos como os do anterior. Talvez as doses de uísque com Madonna tenham sido maiores dessa vez, vá se saber. Contudo, esse jogo demorou ainda muitos anos para chegar ao ocidente, ficando apenas disponível através de traduções livres de desocupa, digo, fãs da série.

E pela primeira vez na franquia temos um jogo com uma história que não foi escrita por um moleque de primeira série! Mas sim por um moleque da quinta série! E isso foi um grande avanço, podem ter certeza. O jogo começa com os respectivos garotos tentando fugir da cidade em chamas, mas logo são interceptados por soldados inimigos e tomam um tremenda coça que deixa todos à beira da morte. Pelas leis da conveniência universal eles são resgatados pela Resistência – não a do John Connor – e passam a lutar ao seu lado contra o império. Ao mesmo tempo esses garotos procuram o amigo deles, que também estava fugindo, mas desapareceu sem deixar rastros. Até legal pra um jogo de NES. No fim eles enfrentam o imperador Clóvis Bornay e todos são felizes para sempre!

Próximo!

Final Fantasy III

Prepare-se. Estamos entrando agora em território demoníaco. Vendo que Madonna já não era a mesma coisa e que a bebida já não lhe fazia efeito, Sakaguchi fez um pacto com todas as entidades demoníacas e youkays que a cultura japonesa pode conceber. Ali em cima disse que FFI é difícil? Sim, ele é mesmo. Mas FFIII ultrapassa o humanamente possível em dificuldade. Você começa como Luneth – já disse que falarei da versão de DS –, um sujeito idiota que cai num buraco porque vive com a cabeça nas nuvens. Lá dentro toma imediato contado com seres meigos, chamados goblins – sim, eles mesmo! Armado apenas de umas pedrinhas ele os enfrenta e vence. No decorrer de sua aventura para sair do buraco onde se meteu acaba, encontrando o Cristal que o escolhe como um dos guerreiros da luz – acho que Sacaguchi andou lendo muito Paulo Coelho naquela época… Daí consegue voltar para sua vila, de onde parte em sua jornada para salvar o mundo, acompanhado de seu amiguinho medroso e cagão. Também no grupo entrarão Refia, a filha do armeiro da vila mais próxima e Ingus, um cavaleiro metido a fodão

É de se falar também que neste jogo que o sistema de jobs de Final Fantasy atingiu quase a plenitude – embora trocentos nerds discordem de mim, mas eu não me importo. São dezenas deles cada vez que você encontra um cristal e milhares de oportunidades de estratégia. Quanto a história, não é nada interessante. Apenas encontre os cristais e mate o vilão no final – como serão os outros jogos da série até FFVI. Mas a grande característica do jogo é sua extrema dificuldade. Nada é conseguido de forma fácil nele. Há passagens nas quais é necessário apenas usar magias, pois você está miniaturizado e seu cavaleiro cheio de força não vale absolutamente nada nelas. Os chefes do jogo parecem ter tanto HP que dá pra pensar que a memória do jogo foi gasta quase toda com isso. Fora os monstros apelões…

Pra terminar falarei de duas coisas. Primeiro, dos personagens que aparecem para ajudar o grupo ao longo da trama. Não sei se eles aparecem na versão de NES, mas nesta eles ficaram muito bem bolados. Com destaque para Desch, um sujeito que perdeu a memória e apenas sabe que precisa chegar numa torre o mais rápido possível. O que não faz ele deixar de ser um idiota completo, passeando pelo ninho do Bahamut sem nenhum motivo… A segunda coisa chama-se Cloud of Darkness, o inimigo final do jogo – que, na verdade não passa de uma puta praticamente nua. Daquele tipo de chefe imortal, ao menos que você despache os quatro chefes quase imortais que a circundam. Mesmo assim ela não deixa de ser extremamente apelona. Um prato cheio para os nerds com sede de desafio e toneladas de tempo livre.

Por enquanto é só. Se gostarem, quem sabe eu fale dos outros jogos da série. Ou posso escrever sobre literatura e tentar parecer um pouco mais intelectual… Vocês escolhem.

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Minha chave tem o poder!

28 fev

Vamos nós falar de videogame aqui de novo. Um dos temas que mais gosto. Ultimamente estou preterindo ler A Clash of Kings – continuação de A Guerra dos Tronos – só pra jogar qualquer besteira. Sim, eu sou doido, não precisam me dizer algo que já sei…

Eu participo de algumas comunidades no orkut – sim, envergonho-me por isso – e nelas volta e meia alguém aparece pra puxar o saco de um jogo qualquer. Em boa parte dos casos o jogo em si é Xenogears, o que me obriga a tomar parte na rasgação de seda. Mas existem muitos outros os quais não conheço e que são comentados.

Um deles era Kingdom Hearts. Talvez vocês conheçam ele, provavelmente até gostem dele. Mas se tem mais de 15 anos certamente não acham a coisa mais fabulosa feita pelo homem desde a invenção da picanha acebolada. Aliás, adoro picanha acebolada… Mas não é de culinaria que falarei, mas do jogo em si.

A verdade é que até pouco tempo, ou alguns anos mesmo, não sabia sequer da existência dessa benga. Afinal, sou um jogador redimido, ou não, depois de uma adolescência e faculdade quase sem diversões eletronicas. Até porque, tinha outros meios de me entreter que não vem ao caso agora. Até pesquisei um pouco sobre o tal. Coisa que não foi muito longe, visto que descobri ser uma história baseada nos desenhos da Disney. E eu nunca fui lá muito fã deles. Tá, eu adoro os desenhos do Pateta e morro de rir dos xiliques do Donald, mas isso só não me faz um adorador dos seus produtos. Também havia o motivo de que aqueles personagens claramente infantis me afastavam do jogo. Afinal, eu sou um intelectual gramsciano e tenho que manter o nível!… Queria poder acreditar nisso… Enfim…

Depois de muito tempo, rompi o preconceito e decidi jogar essa coisa. Aproveitei o fato de lançarem Birth By Sleep para o PSP e começei por ele mesmo. Afinal, não era dito que esse seria o início de todos os jogos da franquia? Então decidi ir do começo mesmo.

Só pus esta imagem pra botar a Aqua em primeiro plano.

A impressão que tive de um modo geral foi boa. Sistema legal e divertido e gráficos bons. Também gostei dos personagens do jogo, relevando as bobagens óbvias que aparecem de vez em quando. Mas vamos falar sobre isso direito.

Kingdom Hearts Birth by Sleep conta a história de três amigos que treinam juntos com seu mestre de keyblade – a arminha básica de todos os jogos. Depois da graduação, digamos assim, de dois deles seu mestre manda o garoto mais velho, Terra,  a procura de bichos do mal. Mas o mestre era um cara estranho e pediu para que a segunda graduada, Aqua, ficasse na cola do mané para que ele não faça merda. Nesse meio termo o mais novo dos amigos, Ventus, sofrendo de uma crise brutal de boiolice resolveu seguir Terra pelo universo só porque ele não deu tchauzinho pra ele e muito menos beijinho.

Muito bem, depois disso os três acabam viajando pelos mundos do tal universo, que são mundos dos desenhos da Disney com um ou outro personagem de Final Fantasy. Em cada mundo que entram encontram mais criaturas do mal para dar com a chave-lâmina na cabeça. Devo dizer que enquanto Terra e Aqua tentam cumprir suas missões Ventus continua com sua boiolice infindável correndo atrás dos dois só porque um sujeito estranho disse que eles não seriam mais amiguinhos dele.

Lá pelo meio da história Terra fica tentado se irá para o lado negro da força ou não. Pois é, qualquer semelhança com Star Wars não é mera conhecidência. Só pra esclarecer, o mestre dos meninos é interpretado por Mark Hammil, nada menos que Luke Skywalker… Voltando a história, Terra pensa se deveria se entregar as trevas para ficar mais forte ou não.

Enquanto isso seus amigos continuam na cola dele… Gente mais sem o que fazer!

No final acontece uma luta entre os três garotos, o vilão e seus assecla de preto. Todos se ferram e fim da história.

O que mais me impressiona nisso tudo é a falta de criatividade no enredo da história. Poxa vida, tinha que ser a famosa historinha do cara indo para as trevas? E o pior, Ventus não tem a menor motivação nessa história. Simplemente sai por aí porque acha que seus amigos vão largá-lo. O que eu faria sem sombra de dúvida, dado o nível de chatice do moleque.

A despeito disso, se você esquecer que a história do jogo é ridícula dá até pra se divertir. O problema é que eu nunca esqueço…

Não bastasse eu ter jogado isso, quis ir para o primeiro jogo da série. Afinal, tinha que saber com o que estava lidando antes de falar qualquer coisa sobre ele. Então debrucei-me sobre Kingdom Hearts, de Playstation 2.

Esse aí é o Sora ao lado do "grande mago", Donald...

Como poderei começar a falar sobre Kingdom Hearts? Dizer que o jogo tem a abertura mais sem sentido que já vi na história do videogame parece pouco.Parece que a coisa toda foi tirada de um sonho do Nomura, o criador do jogo, a base de muitas drogas, desenhos da Disney e bijuterias de gosto duvidoso. Japoneses são estranhos por natureza, então nem comento muito isso.

Sora e seus amigos, Riku e a menina que não lembro o nome – pra vocês verem como ela é importante – vivem tranquilamente numa ilha paradísíaca. Certo dia eles resolvem construir uma jangada para se aventurar nos oceanos. Sozinhos… Lembrando que essa idéia só poderia ter surgido da cabeça de algum retardado, pois não há nenhum motivo para eles sairem da tal ilha que não fosse fogo no rabo. Afinal, eles vivem há muito tempo por lá, com suas famílias e tudo mais. Poderiam até construir um resort para ricos entediados quando crescessem e assim poder comprar um caminhão de camisinhas para as orgias que promoveriam… Mas não! O moleques querem construir uma jangada, meter uns cocos pra beber água nela e sair pelo mar à espera da morte por fome, desidratação ou tubarão.

Uma certa noite, quando a jangada está pronta, acontece algo não previsto: O Fim do Mundo!!!! Ou pelo menos foi assim que eu entedi aquela coisa estranha. Sora fica se cagando de medo enquanto Riku faz pose de fodão e diz que é a chance deles pra sair da ilha, seja lá como for…

Um adendo: Riku é o típico personagem metido a fodão de anime. Sempre sério e quase não interagindo com ninguém porque quer “ficar mais forte”. Resumindo, um imbecil típico que os moleques adoram. Fim do adendo.

Então, no meio do colapso gerado por sei lá o que Riku diz que é a chance deles e desaparece num turbilhão de trevas, deixando seu amiguinho Sora com cara de otário. O que não é difícil, diga-se de passagem. No momento seguinte, Sora ganha sua keyblade sabe-se lá porque e tem que lutar contra os monstrinhos de trevas que apareceram até terminar num monstrão completamente inútil.

Repararam que nisso tudo não falei da amiguinha deles? É porque ela não aparece mesmo, pra você ver como ela é importante.

Em resumo, o moleque cai num mundo habitado pelo Cid de Final Fantasy VII, Squall de Final Fantasy VIII e pelos sobrinhos do Donald além de outros que não me importa citar. Depois de uma série de eventos que podem ser resumidos na palavra “estranho”, Sora encontra seus parceiros de luta, Donald e Pateta. Eles estão procurando justamente a ele para ajudarem na busca pelo rei Mickey que resolveu dar uma fugidinha do palácio e dos mandos da Minie… Cara, a cada linha isso fica cada vez mais sem sentido! Por fim os três começam a viajar pelos mundos Disney provavelmente a procura de Mickey e dos amigos do Sora, embora não pareça muito.

Agora vamos aos comentários. Sério, eles estão numa busca desesperada por pessoas sumidas mas não parece. Em cada mundo que passam se dignam a interagir com os outros para resolver problemas alheios e até a se divertir. De que outro modo eles resolvem participar do campeonato de lutas do mundo do Hercules? Que motivo esse trio de cornos tinha pra fazer isso além da pura diversão?

E mais, no começo dizem ao Sora que ele não pode dizer pra ninguém que é de outro mundo, porque é a regra e tem que ser assim. Mas pensemos por um minuto. Você aparece do nada com dois malucos que mais parece fugidos do circo e faz aparecer uma chave gigante pra bater nas coisas sabe-se lá como. Bem, qualquer pessoa mentalmente capacitada para abrir um refrigerante estranharia esse negócio como sendo diferente demais. Mas ninguém percebe. E ainda fazem cara de surpresa quando dizem que eles são de outros lugares! Tem que ter muita paciência!

Avançando um pouco na história, Sora descobre que Riku está bem. Mas o moleque foi cooptado pelas forças do MAL e está agindo enganado por elas pois quer ajudar a amiguinha sem nome sabe-se lá como. O que o faz entrar em choque com Sora. Claro, nesse tipo de jogo tem que ter o amigo bonzinho idiota e o metido a fodão brigando por um motivo qualquer. Eles tem que brigar pois a molecada adora esse tipo de coisa, mesmo que não tenha o menor sentido.

Pra terminar, os vilões da história são todos vilões clássicos da Disney como a bruxa da Branca de Neve ou o Capitão Gancho. Não sei quanto a vocês, mas eu deixei de levar as maldades dessa turma a sério quando fiz 10 anos.

Por fim, se você quer um jogo com um gameplay até divertidinho, mas com a história totalmente descartável pode jogar Kingdom Hearts.

Os melhores RPGs de Playstation 1

7 out

A verdade é uma só; não consigo ficar muito tempo sem falar de videogame. E como não tenho um bom livro pra comentar ainda, vamos falar daquelas lindas diversões eletrônicas que animam todos nós. Na verdade terei, quando o livro que encomendei chegar, mas falemos disso outro dia.

Então, estava pensando em discorrer sobre os melhores RPGs de Play 1, como diz o título auto explicativo ali em cima. Pra mim, os melhores jogos do gênero que já joguei até hoje. Isso mesmo, até hoje não inventaram nada melhor há uns 10 anos mais ou menos. Espero que um dia mudem isso…

Começemos então!

Chrono Cross

Certamente o jogo com o gráfico mais bonito já produzido para o console. Chrono Cross é sequência do clássico super-foda, sem igual e inimitável, Chrono Trigger. Conheci gente que não considera o jogo uma sequência, pela história parecer muito diferente da primeira e pelos personagens serem outros… Mas esse povo não merece consideração pois tenho certeza que só jogaram uns cinco minutos do jogo pra falar isso.

Sim, a história é bem diferente e com personagens que não tem nada a ver com o primeiro jogo. Nem mesmo o lugar onde eles se movimentam é o mundo de Chrono Trigger. Na verdade é só um arquipélago estúpido jogado num canto do mundo. Logo, as pessoas torcem o nariz… Na verdade só moleques mimados jogadores de Final Fantasy VII que fazem isso, pois 90% deles são idiotas completos.

Enfim… O jogo conta a história de Serge, um garoto que vive numa vila de pescadores pacífica e alegre no meio do nada. Certo dia ele acorda tarde e esquece de um encontro que teria com a namorada para pegar uns corais para um colar. Claro que a menina ficou puta e mandou o mané pegar os corais e fazer a porra do colar sozinho, ela iria sentar e esperar.

Atentem para um detalhe importante: Serge é um dos poucos heróis de RPG que realmente pega alguém ou no mínimo é heterosexual. Toma essa Cloud veadinho! Vai se consolar com o Sephiroth e sua espada gigante!

Voltando, depois de brigar com uma lagartixas nosso herói consegue o que procurava e vai ao encontro de sua amada. Quando o pobre estava pronto pra dar uns amassos na menina na praia um portal aparece do nada e o traga para… o mesmo lugar!!! Mas sem a namorada por perto.

Imaginando que a dita foi embora por ter ficado puta com o desmaio de bichinha dele, Serge corre para a vila atrás dela. Quando a encontra descobre que, ELA NÃO SABE QUEM É ELE! Aliás, ninguém na vila o conhece. Depois de certo tempo ele descobre que um bebê chamado Serge morreu há muitos anos, encontra uma garota hiperativa que usa blusa branca e arruma briga com meio mundo a fim de descobrir que merda está acontecendo com ele.

Mas isso você só vai saber se jogar, seu preguiçoso!

No mais, Chrono Cross é um jogo quase perfeito não fossem certas coisas que irritam como personagens demais. Vale uma jogada pra quem tem saco.

Suikoden 2

Todo o calor e ferocidade da guerra, isso é o que esse jogo traz. Suikoden 2 conta a história de dois amigos que, no ínicio, estavam no último dia do serviço militar quando, à noite, o acampamento onde estavam foi atacado pelas tropas de um reino rival com o apoio do capitão de seu próprio acampamento. O jogo já começa com uma bela traição e isso só se intensifica ao longo dele.

Então, o ataque fez com que as relações entre os dois reinos chegassem à guerra declarada. Nossos dois coleguinhas fogem do acampamento e tentam voltar para a cidade deles, onde são acusados de espionagem e condenados a morte. Contudo eles se salvam numa ação que envolve princesas e meninas malucas que lutam kung fu, fugindo para outro país, onde não os persigam.

Este é o começo de Suikoden 2, um dos jogos mais épicos que já tive o prazer de experimentar na minha vida de viciado em videogame. Tudo nele é grandiso, começando pelo mapa onde você anda – que é grande pra cacete – passando por uma história que conta as consequências de uma guerra e escolhas feitas por causa dela. Dá vontade de chorar no final, que eu não vou contrar, claro.

Um adendo para o poderoso Luca Blight, o vilão mais motherfucker já criado. O cara consegue ser tão casca grossa, malvado e psicótico que faz os vilões de Final Fantasy parecerem destaques de escola de samba.

Quando isso acontece é porque há coisas que precisam ser revistas.

Shin Megami Tensei: Persona 2 Innocent Sin

Shin Megami Tensei, ou Megaten pra quem conhece a mais tempo. Essa série se caracteriza por jogos com histórias sombrias, de cunho quase satanista, onde você tem que lutar e fazer pactos com demônios de modo a se fortalecer e prosseguir na história.

Persona sempre foi uma espécie de válvula de escape de Megaten, onde eram contadas histórias um pouco mais leves sempre envolvendo estudantes nelas. E sim, Persona existiu bem antes de seus irmãos pops Persona 3 e 4 e suas histórias cheias de emos e date sim semi-erótico para japoneses… Mas os últimos são até legais.

Em Persona 2 seu grupo vive a volta de rumores. O principal deles é sobre Joker, um sujeito ou entidade que pode aparecer depois de um certo ritual e realiza um sonho de quem o chamou. Um dos membros do seu grupo, o mais idiota, claro, o chama. Mas parece que o Joker tem certos desafetos com seu pessoal, pra dizer o mínimo, e passa a persegui-los. Ao mesmo tempo os tipicos rumores escolares como maldições tornam-se verdadeiros. Fora que o diretor da escola pira e tenta foder todo mundo, no mal sentido da coisa.

Isso faz com que nossos heróis tenham que navegar num mar de rumores tornados realidade enquanto fogem de um maníaco estranho e tentam saber quem são os caras que querem ressussitar Hitler. Sim, o bigodinho em pessoa! Deve ser por isso que esse jogo nunca saiu do Japão… Ocidentais cagões…

Sorte que um nerd boa praça traduziu todo o jogo há pouco tempo.

Persona 2 é quase perfeito, não fosse o sistema de batalha que beira o ridículo. O sistema de batalha é muito travado e confuso, sem falar que você precisa escolher se quer conversar com os demônios a fim de ganhar uns itens. Isso é típico de um megaten, mas não deixa de ser um saco.

Por isso não consegui ir muito longe no jogo e o abandonei. Quem sabe outro dia.

Final Fantasy IX

Essa é a hora onde o pessoal que está lendo vai ter espasmos de ódio e querer minha cabeça. Afinal, POR QUE NÃO COLOCAR FINAL FANTASY VII, O MELHOR, SEU CORNO DESGRAÇADO!!! Certamente tem muita gente me xingando de coisa pior agora. Mas eu tenho um bom motivo. Simplesmente não acho Final Fantasy VII essa coisa toda, só um joquinho legal e fim.

Mas Final Fantasy IX, foi a obra prima final da série para Playstation 1. Com gráficos perfeitos, história sensacional e ainda por cima um protagonista que não é um emo depressivo de merda! Toma mais essa Cloud!… E você também, Squall!

Zidane, sim esse é o nome dele, consegue ser na minha opinião, o melhor personagem criado para série em todos os tempos. Começa como um sujeito engraçado metido a conquistador que todo o tempo tenta pegar a princesinha, mas falha miseravelmente nisso. Mas Zidane coloca um mecha de cabelo na testa e vai chorar ouvindo Simple Plain por causa disso? Não, mil vezes não! Ele vai para um boteco paquerar a garçonete e quem mais estiver dando sopa no lugar! Isso é que é um sujeito que honra as calças que veste, ainda que se ferre o tempo todo querendo comer a sua princesa de calça colante amarela.

E ainda temos o seu amigo, Vivi. Um pequeno mago negro que não consegue ser mais bonitinho porque faltou espaço no CD. Vivi é capaz de tropeçar de um modo tão engraçado que não tem como não gostar dele na primeira vez que aparece.  Além de ter peito pra entrar no espetáculo de teatro particular da rainha sem pagar ou falar com o segurança! Esse é nosso Vivi!

A história é quase uma releitura de tudo que foi feito da série até aquele momento. Temos princesas em perigo, depois reinos em guerra até encontramos o desgraçado doido pra foder todo mundo por motivos que só ele entende. Praticamente perfeito.

Eu acho melhor parar de falar de Final Fantasy IX agora, senão não vou parar e ninguém quer isso…

Valkyrie Profile

Este aqui saiu um pouco do padrão do gênero. Com um sistema de combate bem ativo e uma história até certo ponto inovadora. Não temos os castelos e princesas tão comuns, mas deuses nórdicos prestes a entrar em guerra contra as forças do mal. E para isso precisam de almas dispostas a lutar ao seu lado. Almas que só podem ser conseguidas dos pobres mortais.

A destacada para a tarefa é Leneth, uma das valquírias de Asgard. Ela recolhe as almas de pessoas valorosas que morrem por motivos diversos e as recruta para a esperada guerra no mundo espiritual. No caminho tem que lidar com problemas mundanos, como feiticeiros assassinos, espíritos do mal doidos para atrapalhar e  um mago maluco que mais parece o Harry Potter.

Mais uma vez devo dizer que o sistema desse jogo é um dos melhores já criados para um RPG de videogame. Pena que a história não é tão empolgante assim…

Quer dizer, a história é até legal. Mas você precisa completar certos requisitos dentro do jogo para vê-la em seu todo. O que só é conseguido se você tem um bom guia. Foi o que eu fiz, e não tenho vergonha disso.

Essa foi minha pequena lista. Se vocês tiverem outros jogos para colocar é só comentar. Ficarei feliz em dizer o quanto o gosto de vocês é despresível! Até.

O jogo mais injustiçado do mundo

27 ago

Muito bem, esta semana parece que estou um pouco mais produtivo que o usual. Então vou escrever mais umas coisinhas pro blogue ainda sobre o tema videogame. Sim, estou meio sem livros aqui e os filmes são chatos, então sou obrigado a falar de um dos meus passatempos preferidos, depois de escrever merda no twitter, é claro.

Certamente vocês não conhecem um jogo chamado Rudora no Hihou. Também eu não conhecia há algumas semanas. Aliás, quase ninguém, além dos japoneses, conhecia tal jogo. O máximo que ele teve de reconhecimento por aqui nas terras do sol poente foi por parte de nerds absurdamente loucos, que conheciam japonês o suficiente para jogá-lo e babar em cima. Ou seja, uns quatro ou cinco caras que devem ter 30 anos hoje e nunca treparam na vida… Contudo, para sorte das pessoas normais, um desses nerds assexuados resolveu fazer algo de útil e traduziu totalmente a belezinha para nós!

Isso foi há uns poucos anos já… Mas o jogo continua conhecido apenas por nerds virgens cheios de espinhas e tempo livre para postarem em trocentos fóruns diferentes na internet. Bem, eu vou tentar mudar um pouco isso agora.

Sigam-me os bons!

Muito bem, Rudora no Hihou – ou sua tradução Treasures of the Rudras – é um RPG para Super Nintendo. Um dos últimos jogos a serem feitos para o videogame e o último jogo da Square para o bichinho também. O jogo em si usa praticamente os mesmo gráficos de Final Fantasy VI mas tem um sistema um pouco diferente. Pra começar as magias, ou mantras como são chamados, não são aprendidos, comprados ou qualquer coisa parecida. Simplesmente você escreve um nome no lugar indicado e ele pode se tornar uma magia. Pode parecer legal no começo, mas eu achei um inferno encontrar os poderes mais fortes sem um bom guia me ajudando. Fora isso é o típico RPG japonês de sempre: Viaje pelo mapa do mundo passando por cidades, florestas, templos, etc, enfrente inimigos e no final salve o mundo da ameça da escuridão escura e malvada. Verdade, JRPGs nunca foram lá modelos de criatividade, mas têm seu charme.

Mas suponho que vocês queiram que eu fale da história, até porque isto aqui é pra falar de histórias e não perder tempo com aspectos técnicos das coisas!

Enfim…

O mote de Treasures of the Rudras está no conceito de morte e ressureição ao que parece das religiões indus. Digo isso porque o jogo tem uma porrada de nomes indus e não porque sou um profundo conhecedor do troço. No começo diz que o mundo a cada 4 mil anos, é destruído por uma entidade super poderosa – os Rudras – que depois de terminado o serviço estabelece outras formas de vida no lugar.

Assim, vária raças já foram quase extintas no momento que a história começa.

Desnecessário dizer que o jogo acontece justamente faltando 15 dias para o próximo Rudra aparecer e quebrar geral…

E às vésperas desse fim de mundo acompanhamos de início três jornadas diferentes! Sim, o jogo se divide em três histórias paralelas, onde os personagens se cruzam de vez em quando. Ao que parece, no final os protagonistas juntam-se para a última e descisiva batalha contra as forças do mal e da escuridão! Mas não cheguei nessa parte ainda, então tenho que esperar pra ver.

O mais interessante contudo que eu acho nesse jogo é como a história foi dividida. Enquanto se joga com um grupo, por exemplo, o guerreiro idiota que quer ser o mais forte, ao avançar coisas vão acontecendo ao mundo e o mudando. E você só saberá o que aconteceu exatamente quando ver a jornada de outro personagem. Acho interessante o modo como se divide a narrativa.

Normalmente num jogo a coisa toda é dada de uma vez e, mesmo que existam grupos diferentes fazendo coisas diferentes ao mesmo tempo, parece que ambos estão praticamente fazendo a mesma coisa. Em Treasure of the Rudras não. Todos os personagens tem uma motivação distinta do outro e a coisa só avança para o “vamos salvar o mundo” só pelo meio do jogo – em algum momento isso tinha que acontecer, né?

Enfim, é um jogo que eu considerei muito bom e que vale a pena ser jogado por quem gosta do gênero e tem paciência pra ver uma história complicada. Até porque, se alguém que nunca jogou nem mesmo um Final Fantasy na vida, vai achar o troço a coisa mais irritante e nonsense do mundo. Embora pareça mesmo.

Apesar de todas essas qualidades, Treasure of the Rudras é um jogo pouco conhecido, até mesmo no Japão. Talvez porque foi um dos últimos jogos do já moribundo Super Nintendo. Ou talzez foi ofuscado pelo sucesso brutal de Chrono Trigger e outros jogos do gênero na mesma época. Mas é bom saber que a Square fez outra coisa legal para o console a despeito da histeria coletiva que existe até sobre Final Fantasy VI e Chrono Trigger. Não é um jogo perfeito, mas é perfeito pra perder tempo num domingo chato.

Pra quem quiser jogar, hoje qualquer torradeira emula um SNES, não precisa ter um super computador. Só é mais difícil achar o jogo em si, já que é uma coisa meio underground. Nada que o oráculo não possa resolver.

Acharam mesmo que eu iria passar o link aqui? Quem sabe no twitter…

Levante-se e estremeça os céus!

8 jul

Em 1998 eu estava loucamente apaixonado por uma estudante de intercâmbio japonesa na escola. Ela até gostava de mim, mas eu era idiota demais pra perceber isso. O que me fez ficar como um emo – coisa que não existia na época – e perder uns 15 quilos – o que eu preciso fazer de novo. A menina nem era grande coisa, pra se falar a verdade. Mas como eu era um moleque idiota isso não importava.

E porque estou contanto fatos do passado de minha vida? Simples, só pra dizer que 1998 foi um ano singular. Me apaixonei por uma japinha esquisita enquanto no Japão lançavam Xenogears… Ah, Xenogears!…

A japinha se foi há anos, mas o jogo ainda está em meu coração como a coisa mais sensacional que vi num video game até hoje.

Claro, existem muitos  jogos melhor produzidos do que Xenogears – não vou falar da picuinha da época porque não convém. Mas nenhum com uma história tão interessante, pelo menos pra mim.

Então vamos falar de uma coisa realmente foda. A história de Xenogears!

Leiam e verão que é um jogo deveras atraente.

A história começa com uma animação onde uma nave de passageiros é atacada por dentro por um inimigo desconhecido. Vendo que não tem mais solução para o problema, o capitão decide ordenar a evacuação e logo depois explode a ponte de comando para que o inimigo não tome o computador central. Por fim a nave cai num planeta estranho com uma sobrevivente também bem estranha, que eu prefiro não comentar.

Se quiser ver a abertura olhe aqui!

Enfim, depois dessa épica sequência, somos transportados para um continente onde dois países travam uma guerra por tantos anos que nenhum deles sabe qual foi o real motivo da briga. Como de praxe em todos os jogos do gênero, temos um pequena vila no meio desses países e o herói da história reside nela.

Não vou perder o meu tempo em dizer como ele se torna o herói da história. Apenas direi que o dito se chama Fei Fong Wong e, durante um ataque de Gears – robôs gigantes – ele entra num por vários motivos, fica doidão e destrói tudo.

O motivo dele ter ficado maluco e matado todo mundo é Fei ser um maluco foda, com problema de dupla ou até tripla personalidade. Sendo que ele não se lembra quando troca de personalidades. Ele só vai resolver esse problema lá no final do jogo, quando você alcança o máximo do poder dele.

Sim, estou contando o final do jogo e uma peça importantíssima da história!!! Dane-se, Xenogears é velho pra cacete e não tenho obrigação em esconder detalhes da história.

Isso tem um motivo. O mote fundamental de toda história do jogo se assenta no fato de que o tal Fei é o único que tem poder pra enfrentar Deus e matá-lo. Sim, amiguinhos, Fei deve ser o Assassino de Deus. Uma coisa que ele não se sente muito confortável em ser, pra dizer o mínimo.

Então, o cara tem que matar Deus… É só isso, seu herege de uma figa? Me pergunta você. Não não é só isso. Durante sua jornada para saber quem realmente é ele vê que existe uma outra nação lucrando com a guerra entre os países e a estimulando. Solaris, uma nação superdesenvolvida escondida no céu que vê as pessoas que moram na superfície apenas como rebanho e eles como pastores deles. Além disso, fazem experiências genéticas  uma com as pessoas da superfície e tiram tudo de proveitoso para sustentar sua própria nação em detrimento das outras. Bem filho da puta, não é?

Ainda não acabou. Esse mesmo país sustenta um corpo religioso para poder conseguir voluntários para experiências genéticas e energia. Não vou dizer como, jogue e você verá a nojenta verdade.

Agora chegamos a um impasse: Por que cargas d’água eles fazem isso? Ao que eu respondo, jogue, não vou contar a coisa mais interessante de história. Quero que você jogue Xenogears em toda sua grandeza.

Mas ainda tenho que falar sobre Krelian. O glorioso vilão da história!

Krelian é maquiavélico, frio e calculista. E ainda por cima não tem a menor pena de passar em cima de todo mundo pra poder conseguir seus objetivos. Não é a toa que ele diz que jogou fora sua humanidade para fazer o que acha que tem que fazer. Tá, essa última frase ficou muito fã de desenho japonês. Mas é mesmo assim. O personagem parece uma máquina capaz de tudo pra conseguir o que quer.

E o que ele quer? Simples!

“Criar Deus com suas próprias mãos!”

Singelo, não? Bem, também não contarei porque ele quer isso nem o que acontece no final. Acho que a preguiça não me deixa contar a história toda. Até porque eu não tenho saco de contar uma história inteira de um jogo num texto. Quem quiser que jogue esse maravilhoso jogo. É para Playstation 1 e qualquer computador hoje em dia emula sem a menor dificuldade.

Logo mais voltamos aos textos literários.

MMORPG e seus estranhos apreciadores

31 maio

Estava sentindo falta de falar sobre meu segundo assunto preferido neste blogue. Sério, eu adoro literatura, mas se eu falar só disso todo o tempo eu mesmo vou começar a enjoar. De vez em quando é bom desligar o cérebro e fazer algo idiota, como ler os livros do Dan Brown… No meu caso, prefiro jogar videogames, algo muito mais denso e culturalmente instigante do que ler O Código da Vinci – sim, odeio Dan Brown.

Estava pensando em começar a falar a respeito de estilos de jogos. E tenho vários que aprecio, com grande favor para os RPGs. Mas isso seria muito chato e as pessoas não têm paciência para mais um idiota metido a crítico. Então resolvi escrever sobre o tipos que jogam essas bengas.

Acreditem, tem nerd pra tudo neste mundo. E também nerds distintos para cada tipo de jogo que você pedir. Mas essa gente só faz mesmo é arrumar desculpa pra brigar, então que eles se matem.

Depois dessa introdução mastodôntica vamos direto ao assunto: MMORPG. Pra quem é normal essa sigla significa Massive Multiplayer Role Playing Game. Essa sigla enorme e destranbelhada geralmente precede jogos nos quais o jogador é transportado para um mundo de faz de conta onde ele pode fazer virtualmente tudo, ou quase tudo, ou porra nenhuma, depende do jogo a se jogar.

Esse faz parte daqueles que não te deixam fazer grande coisa.

O mais interessante é que esse tipo de jogo exerce no seu usuário uma dependência semelhate a da droga. Principalmente nos que são uma droga de jogo, como Ragnarok e qualquer coisa que exista no Brasil e as pessoas teimam e chamar de MMORPG – Sim, estou falando de Perfect World.

A pessoa simplesmente desiste de tudo e todos na sua vidinha, que já era de merda, é bom esclarecer, para se dedicar a uma porra de um jogo. E o pior, um jogo terrivelmente ruim! Só quero ver alquém me explicar a grande diversão que existe em simplesmente matar monstrinhos o dia todo sem nenhuma explicação decente do porque você faz isso. Digo, nos jogos normais há pelo menos um verniz de história, alguma coisa que te diz porque o personagem está lá e o que ele faz no mundo. Num desses MMORPGs, estilo Perfect World, isso é sumariamente ignorado. Simplesmente o negócio é matar monstrinhos e conseguir itens.

Mas isso não seria o pior se não fosse outra coisa: os jogadores. Até porque, não exite jogo online sem um monte de malucos jogando ao mesmo tempo. Conversar já não sei. O tempo que joguei Ragnarok e Perfect World ninguém conversava com ninguém, só ficava matando monstro  e correndo pra cá e pra lá. Um tédio absoluto.

Contudo, algumas dessas pessoas parece que tentam se socializar com os demais. Nada assim muito articulado, sabem. O máximo que produzem é algo escrito num jargão muito particular que pode ser resumido numa palavra: miguxês. Sim, aquelas palavras horrivelmente mal escritas e frases sem sentido que esse tipo de gente acha super fofo, sabe-se lá porque motivo. Mas eles acham, 0ra! Tem gente que também gosta de jiló com taioba, quem sou eu pra julgar essas pessoas?

O problema é que eu tenho a mania de ser o mais consiso possível no que escrevo. Sim, mania de metido a besta, mas é só minha tá! O que impossibilita que eu entre em entendimento com esse povo.

Cuidado com caras de cavalo que querem conversar; é cilada!

É claro, não poderia deixar de falar dos jogadores compulsivos. Aquele povo que não quer papo com ninguém e está no jogo apenas para matar, matar e acumular itens, não importa o quão idiota isso seja. Afinal, é um jogo online! Mas os caras devem pensar que contato não deve ser lá uma grande prioridade e se dedicam simplesmente a jogar sem esquentar se tem mais alguém naquele mundo além dele. Pra mim essa gente precisa de sexo com urgência…

Isso tudo, claro, é um apanhado meu dos tipinhos mais recorrentes em todos os MMORPGs que eu joguei – que foram bem poucos pra falar a verdade. Não sei se existem piores ou melhores porque não os encontrei. Também não abarquei a categorias crianças, por ser demasiada óbvia. Crianças são um porre em todo lugar.

É verdade que há bons jogos  e jogadores do gênero – Final Fantasy XI -, mas eles ficam eclipsados perante o total descalabro de malucos que aparecem nessas coisas.

Por fim, não, não falarei mal de brasileito aqui. Eles fazem isso por si mesmos. Mas os japoneses são infinitamente piores. Pense nisso quando estiver se aventurando num mundo de mentira e encontrar um sujeito falando em caracteress perto de você.

Por que eu gosto de videogame – 2ª Parte

22 out

Sim, senhoras e senhores. Eis que venho com a segunda parte de minhas aventuras eletrônicas. Se antes fiz um breve resumo de minha vida de nerd na frente de um monitor e queimando meus neurônios tentando terminar o Sonic o mais rápido que podia, hoje falarei de um gênero de jogo que me cativou.

Trata-se dos Role Playing Games, RPGs, aqueles jogos que te fazem ficar uma semana na frente da televisão engordando como um porco de abate enquanto fantasia com coisas que não existem. É isso.

Antes de mais nada, devo dizer que começei a me dedicar ao gênero bem tarde. Pra ser mais exato, depois de ter me graduado em jornalismo e finalmente aprendido algum inglês prestável. Antes, esse tipo de jogo era visto por mim como praticamente a porta do inferno.

Quando era criança os moleques das locadoras – sempre eles – diziam que eram jogos que precisavam de quase um ano pra terminar devido ao tamanho deles. Eu, pequeno infante que gostava de terminar meus jogos num fim de semana nem fiquei muito atraído por eles.

Minto!

Na verdade minto descaradamente!

Quando lançaram Phantasy Star para Master System eu estava louco para jogá-lo. Tudo por uma única e mínima peculiaridade: era o primeiro jogo oficialmente traduzido para o português.

Então pensei, acho que desta vez em consigo jogar esse tal de RPG! Não deve ser tão difícil assim… Pensava eu em minha pueril mente.

Ledo engano. O jogo não só se revelou de uma tradução extremamente tosca – coisa que, justiça seja feita, só venho reparando agora – tanto que eu não conseguia matar o primeiro mosquito que vinha atrás de mim. Pior, eu não tinha a menor noção do que deveria fazer naquele jogo onde era tudo aberto e você podia entrar nas cidadezinhas a hora que quisesse.

Resumo da ópera, minha primeira experiência nisso foi um desastre total e absoluto. O que me fez perder anos de minha vida em jogos de corrida e Sonic. Pelo menos o Sonic era legal…

Ao sair da faculdade, resolvi retornar um pouco ao velho vício.

Sabem como é, cara desempregado, sem nada melhor pra fazer depois de distribuir montanhas de currículos e querendo treinar o inlês recém-aprendido. Acabei procurando por uns jogos de Super Nintendo, por serem bem mais fáceis de encontrar e menores também. Foi nessa época que ouvi de uma colega minha – que infelizmente não é solteira… – que Final Fantasy VI era um dos melhores jogos da série.

Mas eu só encontrei o tal do Final Fantasy III. Sim, eu não entendia patavinas da contagem maluca que existia antes, e só muito depois aprendi. Me processem.

No fim eu não gostei muito a apresentação do jogo e dos gráficos. Se falar que a movimentação em grade me irritava pra cacete. Então fui procurar por outro do mesmo nível. Foi quando me deparei com minha paixão.

Chrono Trigger simplesmente me roubou a alma.

Chrono Trigger simplesmente me roubou a alma.

Chrono tinha algo que eu amava desde pequeno. Viagens no tempo. Você não estava preso a um mundo medieval simplificado e plano. Existiam várias fases da história que você deveria explorar para evitar a grande catástrofe que se abateria sobre o mundo mil anos depois do começo do jogo.

Agora, você pensa o quão heróicos são os personagens, ou idiotas, depende do ponto de vista. Os caras estavam mil anos no passado, antes da destruição total do mundo, mas mesmo assim eles resolveram lutar para evitá-la. Se fosse você, seu nerd gordo e fedorento aí na frente do computador, tenho certeza que se cagaria nas calças e voltaria pra casa da mamãe. É claro que faria isso.

Mencionei que o jogo todo era desenhado por Akira Toryama, o cara de Dragon Ball? E que o protagonista parece um Goku de cabelos vermelhos? Pois é, com tanta identificação assim, fica difícil não gostar dos personagens.

Sem falar na história complexa e intrigante. E como toda boa história de viagem no tempo, o que você fazia no passado influenciava o futuro de uma forma ou de outra. Sensacional!!!

Agora vamos para outro jogo.

Desta vez não vou ser cronológico. Vou falar sobre um que acabei de terminar e que me marcou muito.

Suikoden 2!!

Reparem no olhar heróico do protagonista, a postura firme! Assim como eu!

Reparem no olhar heróico do protagonista, a postura firme! Assim como eu!

O jogo é uma continuação quase direta do primeiro. Digo quase porque  se passa numa região diferente do mesmo continente.

Tudo começa quando dois amigos que estão servindo ao exército de seu país estavam se preparando para voltar para casa depois do acordo de paz. Contudo, antes de os pobres coitados pudesse tirar seus rabos fora disso, descobriram que o Prícipe Luca Blight, do país ao qual eles pertenciam armou um massacre em seu próprio acampamento com o intuito de recomeçar a guerra e desta fez escrotizar geral.

Não minto, Luca Blight é o cara mais escroto, filho da puta e safado que você pode encontrar num jogo de videogame. O cara se compraz tanto com o sofrimento alheio em cenas tão pesadas que eu fiquei pensando como um jogo desses passou nos critérios de censura carolas do ocidente.

Já que falei dele, vamos continuar! O cara é foda, merece um parágrafo! Luca Blight tem a força de um batalhão a coragem de um louco enraivecido e é pior do que o próprio capeta num dia de mau humor. Certamente o tinhoso sentiria vergonha ao ser comparado a Luca Blight, e nunca mais sairia das profundas do inferno.

Até pra ser vencido esse cara necessitou de batalhões inteiros indo sem parar em cima dele. E ainda assim continuava de pé. Ao morrer ele ainda disse ser a encarnação do mal  absoluto. No fim ele corrompeu todo mundo e a guerra continuou muito pior do que com ele. Quero ver um vilãozinho de jogo fazer o mesmo que isso.  No máximo eles ficam pulando do alto de seus castelos fazendo maldades tão imbecis quanto furar a bola de futebol dos moleques a rua.

Luca Blight era realmente um monstro.

Luca Blight era realmente um monstro.

Depois dele, a guerra que antes tinha um tom maniqueísta fortíssimo passou a ser uma guerra entre dois amigos com interesses conflitantes. Mas a coisa já tinha degringolado tanto que nehum deles poderia mais simplesmente dizer que acabou e vamos ficar em paz. Tinha que tudo ser decidido até o último soldado cair.

E muitos caíram.

Por isso Suikoden 2 está em meu coração como um dos melhores RPGs que já joguei.

Então, vamos para a cereja do bolo?

Que foi? Pensaram que eu iria colocar o emo do Cloud?

Que foi? Pensaram que eu iria colocar o emo do Cloud?

Final Fantasy tornou-se uma das minhas fraquias de jogos preferidas por uma coisa bem simples. Privilegiava a história em detrimento do sistema de jogo muitas vezes.

O que provocava muitas vezes aberrações como Final Fantasy Tactics…

Serío, o jogo pode ter até uma história boa, mas é de uma dureza de matar. Simplesmente um joguinho de tabuleiro que você joga contra a inteligência artificial. Qual é a graça disso? E ainda me vem os panacas dizer que xadrez é a mesma coisa. Então eles enfiem um rei no cu pra ver que é a mesma coisa. Quem diz tamanha burrice certamente não passou tardes inteiras de xadres regadas a café enquanto conversava qualquer bobagem com seu adversário.

Eu já fiz muito na faculdade. E não me arrependo.

Se os nerds de joguinhos táticos não gostaram do que eu disse já falei o que devem fazer. E peguem de um conjunto de peças bem grandes.

Fim do desabafo…

Fora isso, Final Fantasy é uma série bem legal. Não é nada que se possa dizer, “nossa, o cara que escreveu essa história merece no Nobel”. Claro que não. São apenas jogos divertidos que fazem sua cabeça viajar num mundo fantástico. Às vezes medieval, às vezes mais tecnológico, uma vez que nenhum título tem absolutamente ligação com o outro, sendo totalmente indepentendentes. Vou ser pleonástico mesmo pra ver se as pessoas entendem de uma vez.

Final Fantasy não é uma série, é uma franquia! Não há a menor necessidade de se manter uma cronologia.

Muito melhor que o pessoal do Zelda que inventa mil e uma formas de ligar cada jogo. Todas totalmente estabapafúrdias.

De todas as personagens femininas do jogo Terra é minha preferida.

De todas as personagens femininas do jogo Terra é minha preferida.

A galera metida a espertona em relação ao jogo, costuma dizer que existe uma demarcação entre os jogos desde o advento do SNES e depois do aparecimento do Playstation 1. Dizem que Final Fantasy VII rompeu paradigmas da série.

Ao que eu respondo, rá! Final Fantasy VI já havia começado a romper os enredos chatos de simplesmente pegar os cristais e matar o vilão no final. Havia drama, emoção. Os personagens estavam ali não somente pra fazer número. Tá, só alguns, como em todos os jogos da franquia.

Não discuto os méritos e deméritos de Final Fantasy VII tem, como todos da franquia. Apenas digo que a Sony fez uma campanha de marketing muito mais eficiente para promover o jogo do que a Nintendo um dia faria até mesmo com o Mario. Esse foi o segredo. E por isso o jogo rende tanto ainda hoje. Quem não admitir isso classificarei como fanzoca idiota e sem cérebro sem a menor pena. Já está avisado.

No momento, estou agora à procura de um Playstation 3 com o qual eu possa finalmente jogar Final Fantasy XIII, o último título da franquia até agora. O problema é que, como bom jornalista duro que sou vai demorar um pouquinho até conseguir o raio do jogo.

Só pra terminar, fanzocas, nem tentem fazer arruaça. Tia Linghtning está de olho aberto.

Vai encarar?

Vai encarar?

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