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Ghost in the Shell, o fantasma dos computadores

1 dez

Imagine um futuro onde a internet está espalhada por todos os cantos e todos, absolutamente todos estão conectados. Não apenas por meio de computadores, mas diretamente, a partir de implantes cerebrais e plugues nas nucas para os cabos de dados…

Mais ainda, as pessoas podem substituir partes perdidas do seus corpos por partes mecânicas perfeitamente adaptáveis, mais fortes e funcionais. Alguns substituem todo o corpo deixando apenas o cérebro como ciborgues completos, tendo habilidades sobre-humanas.

Parece assustador né? Mas ao mesmo tempo interessante… Que foi? Como se você nunca tivesse passado o fim de semana inteiro na frente do computador! Seria a mesma coisa, só que permanente.

Mas essa não é a grande sacada do troço. Vamos por partes.

Vamos mergulhar na história.

Antes de mais nada, é bom deixar claro aqui que não pretendo falar de absolutamente tudo envolvendo Ghost in the Shell – dentre eles uma série de animação para a TV e mangá – porque simplesmente prefiro me focar nos longa metragens. O motivo disso? Pode chamar de preguiça mas eu chamo de escolha retórica.

Continuando, o primeiro longa data de 1995 pelo que diz a wikipédia. Mas eu acho que é bem mais velho, uma vez que eu lembro de ter visto a capa do vídeo disso na locadora onde eu alugava meus cartuchos de Master System bem ao lado da prateleira de jogos… Mas estou divagando…

O que interessa é que a história se desenvolve em torno de Motoko Kusanagi, apelidada “Major” pelos colegas. Ela é uma ciborgue completa, ou seja, de natural só tem o cérebro e assim pode chutar o seu rabo na velocidade da luz enquanto desfila nua a sua frente…

Sério, ela fica pelada várias vezes durante o filme, não que isso me incomode é claro.

A Major como veio ao mundo, ou quase...

Mas não é um desenho de putaria, seus pervertidos! É algo altamente intelectualizado e cult.

Diga-se de passagem que Ghost in the Shell influenciou diretamente os criadores de Matrix, cujos nomes são impronunciáveis. Sim, desenho japonês contendo mulheres nuas e violência formou o cinema da década de 90. Duvido que vocês sabiam disso!

Agora vocês sabem, o que me permite ir direto para a continuação dele, Innocence.

Basicamente conta a história de uma pane de robôs acompanhantes que acabam matando seus donos. O policial que sobrou do primeiro filme – eu contei que a Major se une a uma entidade eletrônica chamada Puppet Master e vaga sem rumo na rede no primeiro filme? Agora contei. – está investigando o caso.

Batou, o cara que sobrou, e seu cachorro tristonho.

Lá pelas tantas ele descobre o real motivo do defeito nos robôs. Que eu não vou contar porque quero que você assista aos filmes seu preguiçoso! Por que acha que eu não não contei quase nada do enredo deles? Pra justamente isso.

Agora vamos terminar que este texto está há mais de 3 dias mofando nos rascunhos…

A grande sacada de Ghost in the Shell é ser, além de um filme de ação, uma ficção científica filosófica. Em meio a tanta tecnologia até mesmo dentro das pessoas, o que define a diferença entre homem e máquina? Esse é o mote do primeiro filme. Quanto ao segundo, na minha opinião, fala muito mais da dicotomina – odeio essa palavra, mas não tem outra – entre deus e o homem. Até porque um dos personagens da história aparece com tando poder sobre a rede que a tudo circunda que pode ser compradado à um deus. Não vou dizer quem é esse personagem, mas quem é esperto já deve ter sacado do quem estou falando.

Bem, hora de colocar o texto no blogue. Na próxima falarei de histórias de Natal. Até lá!

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