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O Sonho do sonho do sonho do sonho…

19 set

Finalmente voltei de viagem a Belo Horizonte, lugar o qual talvez voltarei em breve talvez. Mas isso não interessa isso… O fato é que minha ida a capital mineira me fez frequentar um cinema por lá na falta do que fazer. Então fui assistir a Inception – não gosto do nome “A Origem” apesar de ser a tradução direta.

Então, vamos ao filme que é o que interessa. Até porque no momento estou ouvindo um podcast e não posso me concentrar totalmente no que estou fazendo. Não sei como isso vai sair, mas foda-se.

Começando, Inception é o típico filme de assalto, tal qual vários que aparecem de vez em quando. E como filme de assalto temos sempre os velhos clichês do gênero como o bandido-mor juntar uma equipe de especialistas em cada área diferente e traçar um plano de ação que normalmente vai pra merda e tem-se que apelar para a improvisação.

Mas isso só é a parte mais sem graça do filme.

O que é realmente interssante na história é que o tal bandidão-mor não rouba coisas comuns, mas informação através dos sonhos. No começo do filme ele e sua equipe se ferram tentando roubar informação de um cara que posteriormente os contrata para, não roubar uma idéia de alguém, mas para implantá-la. Uma coisa que é provavelmente impossível, a principio

Isso abre um pormenor muito legal pra história.  Pense bem, você é um cara especializado em roubar coisas da cabeça dos outros e, de repente, se vê numa trama para implantar uma idéia na cabeça de alguém. E pior, usando sonhos pra isso. Então eles elaboram um plano para entrar nos sonhos do alvo os usando para implantar a idéia. Assim, boa parte da história, ou ela toda, se passa nos sonhos de alguém.

Muitas vezes dá pra fazer paralelos com Vingador do Futuro – Total Recall – com aquela coisa de uma idéia dentro de uma idéia. Fora que você nunca sabe o que é de verdade ou sonho dentro da história. Coisa que você vai ficar boiando até mesmo no final, que eu não vou contar óbvio. Tem até uns caras pela internet que pensaram como ficaria um Total Recall feito pelo Nolan – não vou dizer quem é o cara, mas vocês devem saber.

Então, eu não vou contar muito mais sobre a história senão vou acabar estragando a surpresa de quem ainda pretende assistir. Mas acho que posso dizer que você sai do cinema com a cabeça tão mexida que nem um liquidificador poderia fazer o mesmo.

Pra finalizar, se nada disso te empolga, tem a gracinha da Elle Page no filme:

Ela não é adorável?

Então acho que é isso. O programa do podcast acabou e com ele minhas parcas idéias para o texto. Fiquem com uma música pra acordar!

O que não fazer numa sessão de cinema.

31 jul

Cá estou eu, depois de meditação profunda a fim de encontrar um assunto interessante pra conversar aqui. Creio até que encontrei um bom neste momento.

Enfim, acredito que todos que me conheçem também gostam de cinema. Sim, não há nada melhor do que gastar umas boas duas horas numa sala fechada, escura e refrigerada assistindo a um bom filme. Mas sempre existem os poréns, e quantos são eles! Até porque não se pode esperar que haja paz e harmonia eterna num lugar que reúne um monte de gente diferente ao mesmo tempo, ainda que eu tente esquecer da existência de todos tão logo a luz se apague. Sem sucesso em algumas vezes, é verdade…

Então, vamos a uma listinha do que pessoas minimamente civilizadas, ou qualquer um idealmente, deveria serguir. É simples, rápido e fácil.

Conversar durante o filme


Essa é clássica. Você está lá, sentadão na sua cadeira tentando assistir ao filme quando na fileira atrás ou a frente tem um chato ou um grupo deles comentando o filme.

Simplesmente comentam qualquer coisa aleatória e alheia ao que será mostrado na tela!

A questão é: se queriam conversar por que não foram a um boteco ou qualquer outro lugar que não fosse o cinema? E o que os faz pensar que é a coisa mais normal do mundo atrapalhar o entretenimento dos outros com isso?

Mas não é tudo! Existe um desdobramento desse problema muito mais perigoso e letal para os envolvidos; falar sobre o filme durante o mesmo!

Pois é, e numa dessas o famigerado conversador solta uma coisa que vai acontecer no filme só daqui há uns 20 minutos ou mais. Não sei quanto a vocês, mas eu tenho vontade de pegar o chato e estourar a cabeça do dito contra uma parece assim como se faz com uma uva- vi isso num filme de terror quando tinha uns 7 anos. Por isso é um hábito letal e perigoso…

Falar ao celular

Quase como uma variação do citado acima, mas com o agravante das luzes do aparelhinho. Sim, porque hoje em dia não basta os celulares terem toques que ultrapassem os limites seguros de decibéis recomendados pela Organização Mundial de Saúde. É preciso que aquelas pestes tenham luzes tão fortes quanto o farol de milha de uma carreta!

Desse modo, você é obrigado a aturar aquela iluminação de boate gay enquanto tenta assistir ao seu filme

Não consigo imaginar um tipo de punição cruel o suficiente pra essa gente. Talvez só mesmo retirar os celulares dessa gente.

Anda anda no cinema

Curto e grosso. Cinema é sagrado, e como tal deve-se assistir as películas com a máxima reverência, mesmo que o filme seja uma bosta. Portanto, se querem andar de um lado pro outro vão para uma porra de uma pista de cooper!

Casais mais que apaixonados ao lado

Essa tenho certeza que todo mundo passou, e com um pouco de sorte fez parte do grupo pelo menos uma vez. Não tem nada mais chato do que você querer ver o filme enquanto o casal ao lado está quase em pleno ato sexual, um sugando a boca do outro e sabe-se lá o que mais.

Francamente, se queriam se agarrar loucamente, vão pra um motel! Ninguém é obrigado a aquentar as taras exibicionistas dos outros, principalmente se estiverem perto demais de você. Aí a pobre vítima tem apenas duas opções: ou muda de lugar ou tenta uma vaguinha na suruba…

Adolescentes

Deixei a maior praga para o final. Nada, absolutamente nada é pior do que um bando de adolescentes na mesma sala de projeção do que você. Eles simplesmente fazem tudo que foi citado acima e com orgulho. E não há nada que pare uma horda de adolescentes enfurecidos querendo provar pra si mesmos que são crescidinhos enquanto agem como moleques do primário.

Por ser praticamente o inferno na terra, adolescentes podem ser citados como a maior praga cinematográfica desde Uwe Boll. É recomendado não ir a filmes que possam ter uma dose mínima deles e correr de qualquer grupo que possa se aproximar.

Todo cuidado é pouco se você não tem uma TV Full HD de 70 polegadas e um sistema de som foda e casa. Terá que se aventurar em cinemas…

Deus e o Diabo na Terra dos Aliens

18 fev

Depois de uma produtiva viagem de negócios, onde ficou acertado que eu entraria em mais uma enrascada financeira, estou de volta! E voltei logo depois do carnaval, vejam só. Todos felizes, contentes depios de terem bebido muito mais do que é recomendado até para os elefantes… Mas este é o espírito da festa de Momo, não é?

Só um aviso pra vocês, não inventem de viajar pra lugar nenhum nesta época. Sério, as estradas estão abarrotadas e eu peguei um trânsito infernal.

Voltando à programação normal… O que podemos escrever hoje? Tive algumas idéias, mas nenhuma ainda formada até o momento em que eu estou escrevendo. Sim, estou escrevendo sem nem mesmo saber o que vou colocar na próxima linha.

Acho que vou falar então das minhas experiências cinematográficas destas últimas semanas. Estava muito entediado lá pelas bandas de Minas Gerais em negócios excusos e extremamente entediantes quando resolvi alugar alguns filmes para ver. Na verdade aluguei uma porrada deles, inclusive alguns episódios de House, série que estou começando a gostar.

Mas não é disso que falarei. Tenho três filmes que prentendo falar mais do que qualquer coisa. Os dois primeiros são Alien, e Alien O Resgate. Depois de muito tempo resolvi que deveria finalmente ver os filmes. Ainda que eu diga que seja o melhor filme de monstro de todos os tempos, não tinha visto toda a filmografia da coisa.

O último é um super cult do cinema nacional. Deus e Diabo na Terra do Sol. Filme do qual muito ouvi falar durante meu período da faculdade, mas que curiosamente só tinha visto pedaços dele até então. Agora descobri o motivo disso…

Sem pressa, vamos aos Aliens!

Simpático, não?

O alien é certamente um dos monstros de cinema que eu mais gosto. Ao lado dele está o Predador e aquele monstro de marsmelow dos Caça Fantasmas… Pela primeira vez vi no gênero não um bicho idiota que matava a torto e a direito, mas uma criatura com padrão comportamental complexo, ou minimamente complexo se você quiser dar uma de chato cult. Vejamos, o alien não mata a sua presa. Ele simplesmente a captura, prende e a deixa para ser usada como hospedeiro pela larva de fecundação nojenta e que parece ter dedinhos humanos. Sim, um destino muito mais cruel que a morte por empalamento, se querem uma opinião.

Falemos dos filmes então.

O primeiro e um clássico do cinema e certamente o mais assustador deles. Só a cena do alien estourando a barriga de um membro da tripulação da nave me fez pular do sofá de nojo e terror. E deve-se dizer que o próprio alien é mais expressivo que os dos outros filmes. Talvez por ser simplesmente um cara numa roupa de látex a coisa toda fica mais viva. Ou pode ser só besteira minha mesmo.

O fato é que toda a atmosfera do filme é claustrofóbica. O confinamento numa nave de carga escura e enorme, onde um bicho pronto pra te arregaçar está à espreita foi muito bem produzido. Tudo isso culminando no final mais brutalmente tenso que eu já vi.

Depois disso temos Aliens, o Resgate, de nosso amigo James Cameron.

Antes de prosseguir gostaria de dizer que eu não tenho nada contra o senhor Cameron. Ele simplesmente tem me decepcionado nos últimos anos. Afinal, espero sempre mais do cara que fez Exterminador do Futuro… Dito isso, continuemos.

O segundo filme traz a pobre e espezinhada Ripley de volta ao convívio de suas criaturinhas de estimação. Só que agora num planeta recentemente colonizado e que perdeu contato por motivos misteriosos. Não é preciso dizer que isso é motivo suficiente pra mandar a mulher até lá. Claro, desta vez escoltada por um bom grupo de fuzileiros armados até os dentes, porque ninguém é trouxa de enfrentar os bichos só na mão.

Eu achei o filme até bom, mas pra mim faltou alguma coisa. Tensão eu acho. No primeiro você está preso numa nave no meio do espaço. No segundo temos um planeta inteiro e sabe-se lá porque motivo enfiam a ação toda nas instalações de colonização de um jeito meio besta na minha opinião. Some-se a isso os fuzileiros cheios de armas. Tá que eles não dão conta de uma colônia inteira cheia de aliens, mas toda pirotecnia das armas acaba tornando um filme de horror num filme de ação. Enfim, esse é o grande problema do filme na minha visão. E nem a Ripley materna tentando proteger uma menininha como se fosse sua própria filha melhorou muito a coisa.

No final, temos  a luta entre Ripley e a Rainha Alien. Coisa que eu achei totalmente caricata, uma vez que elas caem na porrada pra valer, a mulher com a ajuda de um mecha, sim, Cameron sempre gostou deles.

Enfim, chega de aliens e vamos ao cinema nacional. Mas como já me alonguei demais serei breve.

Eu também rodaria de tédio se pudesse.

Podem me chamar de idiota americanizado, mas eu não gostei do filme que todo mundo paga pau há anos. Só pra vocês terem uma idéia como essa benga é idolatrada, durante todos os meus anos na faculdade de comunicação, não passou nenhum sem que um dos professores se babasse em torno desse filme. Eu só era apresentado a uns trechos do dito, não mais. O que não me permitia ter uma opinião melhor sobre a obra.

Tá, Glauber Rocha é foda e criou uma nova linguagem cinematográfica, não nego. Mas tem um pequeno probleminha nisso: O troço é extremamente chato para o espectador comum. Ou pra qualquer espectador…

O ritmo da narrativa é tão lento que muitas vezes lutei pra poder acompanhar a história sem ceder aos ímpetos de avançar o filme. Outras vezes as longas cenas sem áudio ou nenhuma ação interessante me davam um enorme tédio.

Vamos ser sinceros, a fotografia pode ser bonita e a linguagem inovadora, mas o filme não faz nem um pouco de esforço pra ser palatável às pessoas normais. Sem falar na trilha com músicas do Villa Lobos, completamente fora do lugar.

Depois reclamam que a indústria do cinema no Brasil é um lixo. Se tivéssemos mais diretores querendo fazer entretenimento ao invés de arte as coisas estariam melhores. Por isso os filmes brasileiros tem uma bilheteria tão ruim.

Não queiram ser o novo Glauber, seus cornos! Entretenham a platéia e pronto. Sem firula. Um bom exemplo é Alien, muito foda psicologicamente e um puta entretenimento.

Mas acho difícil chegarmos nesse nível de amadurecimento intelectual…

Fui!

Avatar, o filme mil vezes já filmado.

19 dez

Acredito que todo mundo foi pego no hype que James Cameron tem feito nos últimos anos acerca de Avatar, seu mais novo filme. Eu também fui pego. Pra ser mais exato há uns dois anos, quando se discutia sobre os direitos do nome. Na época a galera andava brigando se a adaptação de Avatar, o desenho animado, teria ou não o mesmo nome do filme de Cameron. No fim da briga decidiu-se que não. O que pra mim não faz a menor diferença. Mas devo concordar que o desenho animado me satisfez bem mais.

Eu gosto de desenho animado, ora essa!

Olha ali, o texto vai começar!

Assisti Avatar ainda ontem, no dia da estréia, ainda com a sensação de que talvez veria algo épico na minha frente. Não digo que me decpcionei, mas também não achei nenhuma maravilha.

Enfim, estou pensando num modo de contar sobre o filme sem soltar muito da história pra quem ainda não viu. O que no fim é uma grande burrice, pois é simplesmente a história o grande calcanhar de Aquiles da produção.

Se não acredita lembre-se de Dança com Lobos. Agora insira naves espaciais e criaturas azuis no lugar dos índios norte-americanos. É a mesma coisa. Sem falar que a condução do roteiro é a mais previsível possível. Você pode prever sem a menor sombra de erro o que vai acontecer na cena seguinte.

Isso pode ser muito legal pra muitos que não gostam de se surpreender. Mas pra mim… Bem, isso eu considero um erro grosso.

Vamos ser francos. O cara gasta quase 400 milhões de dólares no troço e não teve como escrever um roteirozinho melhor? Eu acho uma puta falta de senso da parte dele.

Sem querer dar spoiler, mas só pra exemplificar, numa parte do filme os personagens são perseguidos por um bichão enorme, capaz de fazer qualquer dinossauro se cagar de medo. Eles escapam e lá pelas tantas um dos nativos diz que só meia dúzia de gatos pingados em toda história conseguiu domar o bicho.

Só sendo muito distraído pra não sacar que o herói da história mais cedo ou mais tarde irá fazê-lo.

Isso entre outras coisas…

Sim, eu sou azul e clichê, e daí?

Mas então, você quer dizer que Avatar é um poço de merda fedorenta, você me pergunta? Não, definitivamente não. É um bom filme, embora não chegue nem perto de Distrito 9 ou Bastardos Inglórios em qualidade de roteiro. Avatar não passa de um filme pipoca pra sentar e se divertir enquanto se espera a chuva passar do lado de fora do cinema, não mais.

Agora, e quanto aos efeitos especiais tão falados? Estão lá, toneladas deles. O filme todo parece um grande jogo de videogame. E vocês sabem o quanto eu gosto de videogames, por isso acabei gostando dele um pouco mais do que deveria. Mas é claro que efeitos visuais não se bastam a si mesmos.

No fim a impressão que eu acabei tendo é de que James Cameron só queria usar seus brinquedos novos. Não se importou muito com a história que iria contar e sim com as técnicas empregadas. Uma atitude que eu vi muito nos caras do departamento de animação da Belas Artes na UFMG… Só que eles não vão ganhar Oscars…

Essa atitude de desvelo com a história me deixa muito incomodado. Principalmente quando vem de um cara que nos deu Exterminador do Futuro 2 – esqueçam Titanic, aquilo é uma diarréia.

Hoje na internet o que não falta são pessoas proclamando que o filme é a revolução do cinema e sei lá mais o que. Não me importo com efeitos especiais, desde que me dêem uma história legal pra poder assistir e me lembrar depois que eu sair da sala de cinema.

Coisa que Avatar não me deu, infelizmente.

Um beijo e até mais!

Ghost in the Shell, o fantasma dos computadores

1 dez

Imagine um futuro onde a internet está espalhada por todos os cantos e todos, absolutamente todos estão conectados. Não apenas por meio de computadores, mas diretamente, a partir de implantes cerebrais e plugues nas nucas para os cabos de dados…

Mais ainda, as pessoas podem substituir partes perdidas do seus corpos por partes mecânicas perfeitamente adaptáveis, mais fortes e funcionais. Alguns substituem todo o corpo deixando apenas o cérebro como ciborgues completos, tendo habilidades sobre-humanas.

Parece assustador né? Mas ao mesmo tempo interessante… Que foi? Como se você nunca tivesse passado o fim de semana inteiro na frente do computador! Seria a mesma coisa, só que permanente.

Mas essa não é a grande sacada do troço. Vamos por partes.

Vamos mergulhar na história.

Antes de mais nada, é bom deixar claro aqui que não pretendo falar de absolutamente tudo envolvendo Ghost in the Shell – dentre eles uma série de animação para a TV e mangá – porque simplesmente prefiro me focar nos longa metragens. O motivo disso? Pode chamar de preguiça mas eu chamo de escolha retórica.

Continuando, o primeiro longa data de 1995 pelo que diz a wikipédia. Mas eu acho que é bem mais velho, uma vez que eu lembro de ter visto a capa do vídeo disso na locadora onde eu alugava meus cartuchos de Master System bem ao lado da prateleira de jogos… Mas estou divagando…

O que interessa é que a história se desenvolve em torno de Motoko Kusanagi, apelidada “Major” pelos colegas. Ela é uma ciborgue completa, ou seja, de natural só tem o cérebro e assim pode chutar o seu rabo na velocidade da luz enquanto desfila nua a sua frente…

Sério, ela fica pelada várias vezes durante o filme, não que isso me incomode é claro.

A Major como veio ao mundo, ou quase...

Mas não é um desenho de putaria, seus pervertidos! É algo altamente intelectualizado e cult.

Diga-se de passagem que Ghost in the Shell influenciou diretamente os criadores de Matrix, cujos nomes são impronunciáveis. Sim, desenho japonês contendo mulheres nuas e violência formou o cinema da década de 90. Duvido que vocês sabiam disso!

Agora vocês sabem, o que me permite ir direto para a continuação dele, Innocence.

Basicamente conta a história de uma pane de robôs acompanhantes que acabam matando seus donos. O policial que sobrou do primeiro filme – eu contei que a Major se une a uma entidade eletrônica chamada Puppet Master e vaga sem rumo na rede no primeiro filme? Agora contei. – está investigando o caso.

Batou, o cara que sobrou, e seu cachorro tristonho.

Lá pelas tantas ele descobre o real motivo do defeito nos robôs. Que eu não vou contar porque quero que você assista aos filmes seu preguiçoso! Por que acha que eu não não contei quase nada do enredo deles? Pra justamente isso.

Agora vamos terminar que este texto está há mais de 3 dias mofando nos rascunhos…

A grande sacada de Ghost in the Shell é ser, além de um filme de ação, uma ficção científica filosófica. Em meio a tanta tecnologia até mesmo dentro das pessoas, o que define a diferença entre homem e máquina? Esse é o mote do primeiro filme. Quanto ao segundo, na minha opinião, fala muito mais da dicotomina – odeio essa palavra, mas não tem outra – entre deus e o homem. Até porque um dos personagens da história aparece com tando poder sobre a rede que a tudo circunda que pode ser compradado à um deus. Não vou dizer quem é esse personagem, mas quem é esperto já deve ter sacado do quem estou falando.

Bem, hora de colocar o texto no blogue. Na próxima falarei de histórias de Natal. Até lá!

Vampiros, o terror da literatura.

22 nov

Então, hoje falaremos de um assunto terrível. Terrível e dentuço… Não, não é da Mônica, caso sua mente infantil e besta tenha pensado nisso. Vamos conversar sobre outro tipo de dentuço, que não usam vestido vermelho nem tem um coelho de pelúcia azul.

Vampiros!…

Parece que todo mundo gosta de histórias de vampiros. O que muito me surpreende porque até hoje eu nunca li um livro decente sobre o assunto. Sério, o Drácula de Bram Stoker é o troço mais chato e anticlimático que já li em toda minha vida. Drácula não faz nada de interessante a história toda e morre do jeito mais idiota possível no final.

Tem também os romances de Anne Ricce, que eu acho extremamente sem graça também. Mas são até melhores que o clássico.

Agora estamos vivento a febre dos vampirinhos emos que brilham(!?) ao sol e tem crises existenciais sobre morder ou não a menina chata que se joga em cima deles… Que história sensacional!… Isso se você for uma adolescente vinte quilos acima do peso e com  sérios problemas emocionais e de relacionamento. Qualquer ser humano normal dá risada dessa história. Mas quem disse que adolescentes, e ainda mais nesse estado, são seres humanos normais?

Mas não, meus queridos. Não ficarei o texto inteiro falando mal das historinhas insossas de Crepúsculo e afins.

Minha questão é um pouco mais profunda:

Como um tipo de personagem que só tem gerado as maiores bombas literárias da história traz tanto fascínio?

Já pensaram nisso?

Cara, NENHUMA HISTÓRIA SOBRE VAMPIROS É BOA! Absolutamente nenhuma. São todas um saco.

É claro que os fanzocas de Anne Ricce e dessa safra nova de chupadores(?) de sangue irão discordar de mim. Contudo, eu não dou a mínima pra eles e podem gritar à vontade. Se quiserem podem até comentar que ficarei feliz em falar mais mal das coisas que vocês tanto amam, manés!

Mas será que algum de vocês pode encontrar a resposta? Por que esse fenômeno estranho?

Eu penso que a resposta reside no fato de que livros ruins acabaram ganhando boas adaptações cinematográficas e em jogos de RPG. Pergunte ao seu amigo que leu Drácula e depois viu o filme qual ele acha melhor. Eu voto no segundo sem pestanejar.

Foi simplesmente o cinema de terror que criou o que é o vampiro hoje. Depois embalou num pacote pra todo mundo comprar e a galera vai engolindo.

Não que eu desgoste disso. Bons filmes serão sempre bons filmes. Mas é estranho ver que vampiros só se dão bem na telona do que em páginas. Novamente, não falo dos “novos” filmes de vampiros, não me comprometam.

Nem adianta olhar assim, você sabe que é verdade.

Então, vampiros só seriam bons personagens para filmes, certo?

Ao que eu respondo, não sei. Até porque, eu realmente não li nenhuma história em que um vampiro seja realmente interessante. São sempre os mesmos clichês de sempre. O cara atrai a vítima, geralmente uma mulher, a seduz, bebe seu sangue e eventualmente a transforma numa vampira que irá repetir o processo. Como um ciclo de reprodução.

Sim, vampiros são meros animais cujo interesse é ficar mais forte e se reproduzir. Não se engane, essa sempre foi a premissa básica da coisa. Logo, não vejo como personagens interessantes podem ser criados embaixo disso. Minto, até vejo, mas creio que nem se pode chamá-los de vampiros…

É uma coisa complicada. Até jogos de RPG e videogames usam a mesma premissa, com grande sucesso devo acrescentar.

Vampiro, A máscara é um dos RPGs mais conhecidos do mundo depois de Dungeons and Dragons. A série Castlevania é uma das mais lucrativas dos videogames.

E irritantes também, devido a sua dificuldade insana.

Até hoje eu não passei da maldita fase da montanha de Castlevania: Order of Ecclesia do Nintendo DS. Jogo desgraçado que só me faz raiva!…

….

Enfim, a coisa não muda drasticamente de um mídia pra outra.

O jogo pode até ser bom, mas é sempre mais do mesmo.

Finalizando, no fim, vampiros são apenas animais selvagens que precisam ser caçados para que não matem as pessoas. É isso e ponto. Qualquer abstração do conceito gera coisas chatas como os livros da Anne Ricce ou mesmo os vampirinhos adolescentes emos.

Isso é certo e não se pode mexer? Não sei, ninguém fez nada melhor até hoje, já disse. Mas caso alguém, nos próximos anos, venha a ter uma grande idéia estarei pronto para ouvir. Afinal, eu também gosto de histórias de vampiros, apesar de a grande maioria ser horrorosa!

A ciência da fantasia.

15 nov

E voltamos à programação normal, garotada!

Eu sei que já falei pra cacete de fantasia por aqui. Vocês devem estar querendo me pegar com um machado e decepar minha cabeça infeliz por isso. Mas eu gosto, poxa! Me dêem um desconto!

Desta fez eu não falarei tanto de fantasia. Quer dizer, não de fantasias medievais, com guerreiros combatendo o mal e trepando com a mocinha sobre uma pilha de cadáveres feita de seus inimigos…

Por alguma razão essa imagem me pareceu muito sexy…

Preciso arrumar uma namorada com urgência.

Enfim, falarei da fantasia do que pode acontecer, no meu conceito. Ou você acha que ficção científica é o que? Apenas uma viagem na maionese sobre histórias onde talvez, quem sabe um dia, provavelmente, viveremos num mundo onde a altíssima tecnologia existe.

Alguns autores até foram muito visionários e previram algumas verdades. De viagens espaciais até a internet com é conhecida hoje. Isso quando ninguém pensava nessas coisas.

Mas vamos por partes.

Meu conhecimento de ficção científica se atém somente ao nível dos filmes. Já li um pouco alguma coisa mas é muito pouco pra que eu possa dizer que conheço escritores do gênero.

Vou me atrever apenas a dizer que o negócio é filho de um fenômeno histórico muitas vezes chamado de mecanização em massa. Isso aconteceu mais ou menos na segunda metade do século XIX. Primeiro tínhamos as indústrias, depois fotografias e, quando menos se espera, as fotografias se movimentam e surge o cinema. O ser humano estava desbravando, graças a força da máquina, lugares onde jamais até então se pensou ir. E máquinas cada vez maiores e mais eficientes eram construidas.

Isso foi uma bela oportunidade pra malucos cheios de imaginação, como devem imaginar.

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H G Wells, um dos malucos do gênero, escritor de Guerra dos Mundos

Enfim, o troço é simplesmente uma elegia à máquina. Parece que na literatura, o pico dos escritores de ficção científica foi entre a primeira e segunda metade do século XX, com gente como Isaac Asimov e outros mais.

Mas, como eu sou um nerd inculto nessa coisa toda, vou falar de filmes de ficção científica!

Claro, a gente tem que falar do que sabe! Não sou comentarista de economia do Bom Dia Brasil pra falar do que não entendo picas nenhuma. A não ser que eu fosse regiamente pago, como os idiotas da globo e tal… Mas estou divagando.

Vamos começar então com um dos grandes princípios da Ficção Científica!

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Vamos encher a porra toda de maquinas!!!

Sim, como pode existir o gênero sem um montão de máquinas. E melhor ainda! Sem máquinas malvadonas querendo destruir a humanidade! Computadores super lógicos que chegam a conclusão de que somos um monte de merda que deve ser descartada do mundo.

Afinal de contas é isso que somos mesmo…

Todo mundo imagina um futuro apocalíptico onde somos devidamente chumbados por nossas próprias criações. Alguns até gostam de pensar que isso pode se tornar verdade…

Mas as máquinas não estão aí só pra escrotizar!

Não senhor!

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Tá aí Robin Willians que não me deixa mentir!

Muitas vezes as máquinas aparecem como meios de nos tornar melhores. De tornar a sociedade melhor e mais civilizada pois nelas mesmas estão inseridos conceitos de civilidade que racionalmente serão seguidos por máquinas a fim de que a humanidade alcance níveis cada vez maiores de entendimento.

A quem eu estou querendo enganar? Todo mundo sabe que a Skynet vai foder com todo mundo e exterminadores pularão nas suas goelas gordas antes que consigam mijar de medo.

É, parece que máquinas utópicas estão fora do esquema.

Passemos para outro, que será o último, devido a um branco total e brilhante em meu cérebro…

Novos padrões comportamentais e de estado!

Se você é um nerd atualizado e culto como eu certamente leu Admirável Mundo Novo e 1984. Caso contrário, rasteje para fora desta sua caverna para a biblioteca mais próxima.

Enfim, são dois livros que falam em sociedades futuras, nascidas da guerra mundial e tomadas pelo totalitarismo. Deve ser porque esses livros foram todos escritos na época da ascensão dos nazi-facistas, comunistas e derivados. A turma pensou que essa seria a onda do futuro.

Um futuro onde você não dá um peido sem que o Estado mande ou saiba. Onde até o que você será por toda sua vida infeliz já é determinado desde o nascimento.

O argumento recorrente das histórias é que, uma vez que o ser humano não tem opção de ser autodeterminado ele não pode causar mais conflitos. Seria então o início da paz mundial de verdade.

Ou seja, só seremos felizes como zumbis idiotas que fazem a mesma coisa o dia todo e não pensam em nada além disso.

Conheço algumas pessoas assim, e o número tem aumentado assustadoramente.

Será que os caras estavam certos mesmo?

Bem, dizem que a Ficção Científica de certo modo prevê o futuro…

E só pra finalizar: Não nerds, Star Wars não é ficção científica, é fantasia mesmo, assim como Star Trek. Sinto decepcioná-los, mas não vão se matar por isso, vão?