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As Fronteiras do Desinteresse.

20 nov

Ultimamente ando lendo muito pouco, o que é uma lástima. Até porque, a grana anda curta pra isso e eu acabo gastando o que não devo em videogame… Pensando nisso, forcei-me a fazer uma ficha na biblioteca local a alguns meses atrás. O lugar tem menos livros que a minha estante, é verdade, mas pelo menos tem alguns que eu não li até hoje. Entre eles está a famosa trilogia As Fronteiras do Universo.

Bem, se é realmente famosa ou não, não tenho como dizer. O fato é que fizeram um filme do primeiro livro que eu assisti com tanto interesse anos atrás que a única coisa dele que lembro é a Nicole Kidman. Talvez tenha sido melhor assim, uma vez que os fãs dizem que o filme é uma bosta fedorenta e não tem quase nada a ver com a história.

Então, os livros contam a história de uma menina de 12 anos chamada Lyra. Ela gosta de pular nos telhados e arrumar confusão com os meninos da rua como toda criança saudável. A diferença é que ela tem um dimon, um bichinho que a segue o tempo todo como uma consciência. Tá, todos no mundo dela têm um dimon, Ela não é especial por causa disso. Acontece que, por motivos de roteiro, ela é destinada a mudar a realidade. Mas pra fazer isso ninguém pode contar a ela que a menina é predestinada. Sacou?

É, também achei meio besta. Mas funciona dentro do mundo da história, então não vejo problema. Só não gosto muito de personagens presos a destinos grandiosos. Isso sempre me soa meio forçado quando não feito muito bem…

Continuando. Lyra, a menina esperta é presa a esse destino e acaba viajando para o Polo Norte, onde encontra uma turminha da pesada para viver grandes aventuras. No final da história ela atravessa um portal para outro mundo.

Vamos agora falar da história como um todo, os três livros. Eu gostei bastante do primeiro, pois Lyra é muito esperta e consegue levar todo mundo no bico. Gosto de personagens assim. O final também é uma das coisas que me deixou bem impressionado e louco de vontade de pular logo pro segundo livro.

Mas aí veio o segundo livro…

O gatinho já está com cara de desconfiado...

O gatinho já está com cara de desconfiado…

O segundo livro não começa imediatamente onde o primeiro terminou. Ao contrário, apresenta um protagonista totalmente novo. E chato, na minha opinião. É um moleque do nosso mundo que tem uma mãe esquizofrênica e tenta esconder a coitada dos agentes de saúde ou coisa assim. Ele deixa a pobre mulher com a professora de piano e some pra outra cidade fazer não me lembro o que. Detalhe: a partir desse livro não lembro muito bem das coisas porque, bem, tudo vai ficando muito chato. Depois de páginas intermináveis, o garoto encontra um portal para outro mundo e nele a Lyra, que está mais perdida que cego em tiroteio.

Enfim, não vejo nada muito digno de muita nota a não ser dizer que o segundo livro não passa de uma ponte para o terceiro.

O gato já está visivelmente aborrecido.

O gato já está visivelmente aborrecido.

Não é que o livro seja ruim. É que nos dois anteriores criam uma expectativa de que algo gigantesco vai acontecer, e quando acontece eu pensei “só isso?”. Acabei me sentindo um pouco enganado pela coisa toda. Nem vou falar nada sobre o que acontece pra não dar spoiler em quem ainda queira ler. Mas pra mim ficou com algo a desejar. Pensei que no final veria algo que me fizesse gritar PORRA e jogar o livro contra a parede do mesmo modo que fiz no final de 1984 ou quando leio algum livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo. Contudo, as coisas se dão de modo bem suave e tranquilo. Não diria previsível, porque senão seria impactante para mim…

Acho que tá aí! O livro é imprevisível de um jeito ruim. Você espera uma picanha sangrando no espeto e acaba recebendo amendoins salgadinhos. É bom ainda, mas parece que podia ser melhor.

É isso que eu gostaria de dizer sem dar spoiler. Não foi muito, pelo que dá pra ver.

Então, até semana que vem, quando tentarei escrever outra coisa e voltar com a periodicidade desta benga. Até porque, agora que tenho um PC decente, vou ter muito jogo pra poder falar!

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A Guerra dos Tronos. Não tenho outro título melhor…

19 nov

Depois de um longo e tenebroso recesso, no qual pode-se argumentar que estava sem conexão, mas que também me deu uma bruta preguiça de atualizar isso aqui, estou de volta! O fato é que ainda estou com preguiça, somando-se ao fato de eu estar escrevendo de um laptop, logo, vou tentar não escrever merda aqui.

Então, já que começei vamos logo dizer sobre o que escreverei; literatura. Mais especificamente, literatura fantástica, uma coisa que vem me consumindo nas últimas semanas desde que resolvi ouvir Blind Guardian e outras coisas correlatas… Mas estou divagando.

Sim, eu sei. Enrolo muito pra dizer sobre o que vou escrever… O fato é que não tenho o texto pronto na cabeça e gosto de conversar fiado com quem está lendo isto aqui. Que posso fazer? Enfim, falarei de um livro lançado há pouco tempo e que tomou todo o meu tempo, não me deixando nem atualizar esta porra aqui.

A Guerra dos Tronos. As Crônicas de Gelo e Fogo!

Saca só a capa da edição brasileira:

Foda, né? Pena que a tradução não foi grande coisa, aproveitando o que tinham feito pra Portugal e adaptarem mais ou menos o texto. Mas tudo bem, não é de tradução que quero falar. Deixa isso pra quem tem saco e conhecimentos maiores que os meus. O negócio aqui é o livro em si. As Crônicas de Gelo e Fogo são uma série de sete livros creio eu, os últimos ainda estão sendo escritos. Sendo que cada livro tem em média umas 500 páginas – é o cara gosta de escrever.

A história trata de uma disputa entre famílias nobres pelo trono do reino de Westeros, uma terra onde o verão pode durar décadas e o inverno mais décadas ainda. Alguns anos antes do começo da história, essas mesmas famílias depuseram o antigo rei e colocaram um outro no lugar, que de heróico e fodão, transformou-se num bêbado comilão e sem o menor trato com coisas referentes a governo. Que se há de fazer, o cara gostava de confusão! Colocaram o homem numa posição onde você tem que aguentar aporrinhação o dia todo e o sujeito não aguentou. Essa é a vida…

Já que o nosso bom e beberrão rei, que chama-se Robert, não tem saco para seus deveres reais manda seu amigo de infância assumir o cargo de A Mão do Rei, algo parecido com um Primeiro Ministro. Meio a contra-gosto o cara vai e é aí que toda a história começa.

Antes de mais nada, A Guerra dos Tronos, além de ser uma fantasia, é um livro sobre política medieval. Ou seja, prepare-se para várias e várias páginas de intrigas e negociações antes da ação de verdade começar. Não é como em O Senhor dos Anéis, onde os hobbits já tinham que sair correndo do Condado feito veadinhos assustados. Aqui a coisa é mais complexa, e quem não gosta de intriga nas histórias pode achar um pouco cansativo. O que mais chateia, entretanto, é o tal amigo do rei, Eddard Stark. O cara vive preso a uma idéia de honra que não faz mais sentido no tempo que ele vive. O que o faz muitas vezes tomar decisões erradas, mas não vou falar sobre elas para não estragar a leitura de ninguém.

Além de Eddard, temos seus filhos e sua esposa que participam ativamente da trama. Bem no começo da história um de seus filhos encontram uma ninhada de lobos gigantes e passam a tratá-los como animais de estimação. Parece que os lobos vão ter um papel bem interssante na história, se bem que eles já têm, sendo o prolongamento das personalidades dos filhos. Mas acho que vocês vão gostar mais do Jon, o bastardo de Eddard. Ele vive junto com os irmãos e a madrasta como uma grande família feliz. Mas o moleque sabe que aquele não é o seu lugar.

Seu lugar acaba sendo na Patrulha da Noite.

Cabe aqui falarmos dessa parte da história. Ao norte do continente existe uma enorme muralha de gelo construida há milênios com o intuito de proteger o resto do reino da invasão de forças obscuras conhecidas somente como Os Outros, vigiada pela Patrulha da Noite. Para além da muralha só há uma floresta que somente a patrulha da noite tem coragem de entrar e o inverno mais frio que se possa imaginar. E com o fim do verão no continente, o perigo de que alguma coisa resolva atacar é cada vez maior…

Mas não temos grandes coisas acerca do que acontece na muralha em comparação com as intrigas da corte. Até porque, esse é o mote desse primeiro livro. Espero que mais coisas aconteçam ao norte do continente daqui pra frente porque tudo parece muito interessante.

Por fim, temos um outro foco do livro que trata dos filhos desse rei morto anos atrás na história. Eles estão refugiados nas terras do leste, vivendo dos favores dos nobres dali. A fim de conseguir um exército para retomar seu reino, o filho mais velho, cujo nome não lembro, vende a irmã para um chefe tribal de uma nação que tem muitas coisas parecidas com os mongóis. Mas não é sobre esse cara que trata essa parte da história, mas sim da irmã, Daenerys. Certamente a personagem que mais cresce no livro até um final espetacular que eu não vou contar pra não estragar.

Em resumo, é um livro bom? Sim, muito bom. Quem gosta de fantasia vai adorar. É a coisa mais fabulosa que você ja leu na vida? Claro que não! Mas não deixa de ter grande valor como divertimento. O resto é pedantismo besta de quem gosta de aparecer.

Acho que este é o fim.

O Apocalipse dos Anjos.

27 set

Ultimamente tenho lido muita fantasia. Talvez por tentar procurar um modo de escapar um pouco da vida ou porque enchi o saco de clássicos da literatura… O fato é que ultimamente tenho lido muitas histórias fantásticas. Quem sabe um dia eu volte a ler outras coisas, como Crime e Castigo, aquele livro que eu sempre quis ler mas nunca tive oportunidade… Enfim, isso não importa.Vamos ao que interessa.

Hoje resolvi falar de um livro que há muito tempo tem sido colocado no alto pela turma do Jovem Nerd. Pra quem conheçe o site, já devem saber do que estou falando; A Batalha do Apocalipse.

Sim, negada, eu também fui pego pela onda e comprei o meu. Estava curiosíssimo para saber do que exatamente tratava a história que era vendida como algo inédito na literatura brasileira. Mas será que o livro faz juz ao que diz? É o que vou tentar escrever neste humilde blogue.

A Batalha do Apocalispe fala, é claro, do apocalipse. Mas não só isso. No começo é mencionada uma rebelião de anjos que não deu certo e que, por isso, foram condenados a vagar na Terra até o dia do juízo final.  Tudo muito certo e bonitinho.

Mas não, estes anjos não são Lúcifer e cambada! São o grupo do herói da história, Ablon! Conheçam ele!

Sério, quando ele foi descrito fisicamente não consegui tirar da cabeça que o sujeito era a cara do Humberto Gessinger! O que não é ruim, considerando que eu sou um velho adorador de Engenheiros do Havaí e mais um monte de tralha oitentista… Acontece também que o tempo todo durante a história fiquei imaginando um anjo com asas e tudo tocando um contrabaixo e cantando “pra ser sincero”.

Puta que pariu, minha imaginação é uma merda mesmo!

Mas o livro não é só o Humberto, digo, Ablon. Existem muitos outros personagens que eu não pretendo mencionar porque não vejo motivo pra isso. Acrescentarei apenas que nosso anjo salvador tem a ajuda de uma bela feiticeira na sua caminhada através da história do mundo. Sim, o livro não é só a tal história do apocalipse, mas da própria vida desse Ablon na Terra se preparando para o tal embate que decididamente um dia acontecerá.

Aliás, a feiticeira é o par romântico do nosso cabeludo herói por toda a história. Ele, como anjo, é naturalmente imortal e ela, por meio das artes do Exu Trigueleta, também.

E justiça seja gostei muito mais dessas partes falando do passado do que o relato do apocalipse propriamente dito. Este é bem pequeno comparado com as aventuras que Ablon passa no decorrer da história.

Uma parte que eu gostei bastante foi quando ele viajou da China até Roma na época do nascimento de Jesus. Tal viajem certamente não era um mar de rosas com passarinhos cantando e brisa refrescante ao longo do caminho. Fiquei bem preso acompanhando os passos do herói tentando sair de um buraco na China até Roma junto com os mais diversos tipos que andavam por ali na época.

Eu adoro histórias de viagens a lugares exóticos e seus caminhos inóspitos, podem me chamar de bobo alegre!

Pra finalizar a história acaba numa grande batalha.

Todos os méritos para a descrição da batalha que o autor fez. Foi muito emocionante mesmo. Fiquei tenso nas partes mais dramáticas da coisa toda. Foi um desfecho muito legal para a caminhada de Ablon. Só tenho uma pequena resalva: Achei os poderes dos caras nas lutas final coisas dignas de desenho japonês como Dragon Ball. Tudo bem, são entidades super fortes, mas não consegui deixar de pensar isso. Mas é minha opinião.

Em vista disso, agora posso dizer que A Batalha do Apocalipse fez juz a todo hype criado em cima dele. É uma história bem amarrada, com bons personagens e reviravoltas muito fodas. Vale a pena se você está procurando algo interessante pra ler.

Tolkien e seus anéis ardentes.

6 out

Vou ser bem franco. Quando ouvi pela primeira vez falar o nome de Tolkien, Senhor dos Anéis e o escambau foi quando eu tinha acabado de entrar na faculdade. Na época estava-se na espectativa do tal filme a ser produzido e lançado sabe-se lá quando. Mesmo assim, só soube dessas coisas por meio de colegas viciados em RPG que, por motivos misteriosos, conheciam a saga dos hobbits e dos anéis.

Mas como um troço que era praticamente uma relíquia de sociedade secreta virou a febre de então? Se querem saber, eu não sei. Palavra, quando li O Senhor dos Anéis pela primeira vez, atiçado pelos meus amigos RPGistas, fiquei completamente decepcionado.

Sim, me decepcionei com quase tudo ali. A história, os personagens, o mundo em si. Não que a coisa toda fosse ruim. Achei realmente bem construída e tal. O problema é que o livro não me oferecia nada de novo, nada que eu já não esperasse. Era como estar vendo a mesma história só que com personagens e situações ligeiramente diferentes.

Vamos falar sério, o livro é uma montanha de clichês sobre outra. O fato do personagem fracote e medroso ter a obrigação de queimar o Anel do Poder na Montanha da Perdição – só eu que vejo alguma putaria nisso? – já é um tremendo de um lugar comum. Todo mundo já fez isso,  ora bolas!

Então os fãs vem com essa: O mundo é contruido nos mínimos detalhes, até nas línguas, seu nerd gordo de videogame!

Ao que eu respondo prontamente: E daí? Qualquer panaca pode construir um mundo de fantasia e encher de persoangens clichê. Não precisa ser mestre em linguística como o Tolkien pra fazer isso.

Eu posso fazer isso! Provavelmente até você, que está lendo isto agora! Tudo que é preciso é tempo e saco infinitos para tal…

Coisa que nem eu nem você certamente temos… Nem todos são sustentados por universidades como nosso autor de anéis. Sim, Tolkien era professor universitário e não escritor, nerd e fundador de sociedades secretas criadas com pactos em sindarin. Era um cara bem normal e prosaico.

Uma coisa ao menos deve ser dita. Liv Tailer é o máximo de elfa!

Uma coisa ao menos deve ser dita. Liv Tailer é o máximo de elfa!

Mas eu não começei este texto para falar mal da obra do homem. Não senhor! Caso pensem que sou um sujeito ranzinza sem amor no coração.

Primeiro queria expressar os primeiros sentimentos que tive ao ler O Senhor dos Anéis. Agora, mais velho e mais chato, resolvi ler O Hobbit e O Silmarillion, graças à promoçaozinha bacana que o Submarino aprontou esses dias – pena que não vou ganhar nada com essa propaganda!

O Hobbit é bem o que se vê no livro que o vai suceder. Um hobbit metido numa guerra maluca por motivos estapafúrdios. Pelo menos o livro tem o mérito de não ser tão maniqueísta quanto o posterior, embora o seja em grande medida. Não temos a batalha do bem supremo contra o mal supremo no final. O que pra mim é ótimo.

Sem falar no aspecto humano que Bilbo Bolseiro, o hobbit do título, dá a tudo. Todos os personagens são guerreiros com sangue nos olhos e querem se matar apenas pelo prazer da carnificina. Nosso amiguinho de pés peludos só quer fumar seu cachimbo em paz na varanda de casa. Não é um desejo ruim, não mesmo.

Bilbo é gente como a gente! Mais ou menos...

Bilbo é gente como a gente! Mais ou menos...

Então terminei O Hobbit com a mesma sensação de já ter visto aquilo antes. Mas pelo menos não era mais novidade…

Eis que começo O Silmarillion!!

O Relato dos Dias Antigos, ou seja lá como a turma chame aquilo.

Só sei que o cara resolve escrever como se fosse uma bíblia.

O que torna o livro chato…

Muito chato…

Tão chato que foi capaz de me fazer cabeçear enquanto leio. E eu nunca faço isso.

Não posso dizer muita coisa sobre ele. Apenas que é uma descrição do começo do mundo que o Tolkien inventou. É cheio de elfos e deuses em batalhas mais que épicas de tremer as montanhas.

Provavelmente vai terminar numa super batalha do bem contra o mal que vai estraçalhar metade do continente e destruir nações. No fim o mal será punido e o bem recompensado.

Nada de muito diferente do que estou acostumado…

A diferença é que já nao espero uma super história como quando começei a ler O Senhor dos Anéis, há anos atrás. Só uma história interessante que me distraia.

No fim das contas acho que era o que Tolkien também queria. E não posso culpá-lo por isso.