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“Fugidinha”: uma análise semântica.

30 jan

Muito bem, antes de mais nada digo que ando com uma preguiça extraordinária de escrever aqui. Por isso ando demorando pra atualizar. Espero corrigir isso num breve momento.

Então vamos ao assunto agora:

Todos vocês devem estar familiarizados com o estrondoso sucesso de um gênero musical hoje conhecido como “sertanejo universitário”. A verdade é que qualquer porcaria hoje chamam de universitário. O que me faz pensar no tipo de ensino que vem sendo dado por aí… Mas eu sou um jornalista! Quem sou eu pra falar mal dos procedimentos pedagógicos dos outros quando eu mesmo não levei os meus a sério? Enfim… Estamos falando de música aqui, não critica ao Ministério da Educação.

Mais especificamente a “música” produzida por um xará meu: Michel Teló.

 

Se eu fizesse uma cara dessas na foto meu pai me deserdava...

Então, esse cara de corte de cabelo duvidoso, que por desgraça da sorte tem meu nome, vem fazendo muito sucesso nas festinhas com suas músicas descoladas e estilo irreverente. Ou não, não presto atenção a essas coisas mais do que o que sou obrigado a ouvir num rádio eventual a me ferir os ouvidos. Em outras palavras: só escuto essa merda porque sou obrigado por força maior.

Mas o que faz meu xará – acho que vou trocar de nome depois desse texto – ser tão popular? Sinceramente, creio que deva ser a mistura de músicas dançantes com cara de idiota-homossexual-fashion. Existem vários por aí hoje em dia e você, que ouve essas porcarias todo dia, pode citá-los.

ADENDO!

Sim, eu sei que você parou aqui depois de uma procura no Google e pensa encontrar algo sobre seu ídolo para mostrar pras amiguinhas. Mas lamento, só vai ter a verdade de mim. E como é dito, a verdade dói.

FIM DO ADENDO.

Podemos resumir suas músicas como um grande emaranhado de refrões destinados a colar na cabeça das pessoas da forma mais perniciosa possível… Uma vez instaladas na mente da vítima não podem ser retiradas, sob pena de arrancar um bom naco de inteligência da pessoa ao mesmo tempo que destroem as sinapses existentes. Em resumo, uma praga.

Mas estou enrolando muito. Vamos ao que interessa, que é analizar academicamente a peça intitulada “Fugidinha” de autoria de meu malfadado xará.

Sério, vou trocar de nome depois disso…

Fugidinha

Tô bem na parada
Ninguém consegue entender
Chego na balada
Todos param pra me ver
Tudo dando certo
Mas eu tô esperto
Não posso botar tudo a perder

Este é o primeiro verso da música. Nota-se que o eu-lírico expõe o fato de estar em sua plenitude como pessoa em seu meio social. No caso, a balada. Notadamente, todos gostam dele e o respeitam. Contudo, não há motivo explicito para isso, de modo que só podemos aceitar que é dito. Até mesmo na segunda estrofe é dito que ninguém consegue entender. Muito provavelmente nem mesmo o próprio eu-lírico. Apesar disso, nas útimas estrofes é colocado que ele não pode “botar tudo a perder”. Sendo esse “tudo” na minha opinião, explicitado no verso posterior e seguintes mesmo que de forma um tanto quanto enviesadas.
Sempre tem aquela
Pessoa especial
Que fica na dela
Sabe seu potencial
E mexe comigo
Isso é um perigo
Logo agora que eu fiquei legal

Neste segundo verso o eu-lírico fala de uma “pessoa especial”. Não se sabe mais nada dela a não ser que tem “potencial” e “mexe” com o personagem. Neste caso, como é uma letra de sertanejo universitário supõe-se que se trata de algo de conotação sexual. Muito provavelmente um objeto de desejo do eu-lírico, tal como uma musa ou algo assim. Contudo, no decorrer do texto o personagem diz que isso é um perigo. Há um impedimento para que o desejo pela pessoa se concretize. O que se pode supor que os tais amigos da balada não veriam com bons olhos essa união. E, uma vez sendo uma balada, pode-se argumentar que é uma balada gay.
No momento todos respeitam o eu-lírico gay. Mas ele nutre desejo por um ente do sexo oposto, o que pode fazer com que ele perca este respeito rapidamente, fazendo com que as coisas não deem “tão certo” pra ele. Então podemos pensar num real empecilho para a concretização do desejo. A última estrofe fala que ele “ficou legal” há pouco tempo. O que pode indicar que o eu-lírico já sofreu reveses desses outras vezes e sabe as consequências disso, preferindo por manter suas preferências em segundo plano para não ser afetado socialmente.
Uma análise de cunho hétero também pode surtir o mesmo efeito aqui.
Tô morrendo de vontade de te agarrar
Não sei quanto tempo mais vou suportar
Mas pra gente se encontrar
Ninguém pode saber
já pensei e sei o que devo fazer
O jeito é dar uma fugidinha com você
O jeito é dar uma fugida com você
Se você quer
Saber o que vai acontecer
Primeiro a gente foge
Depois a gente vê.

Este é o último e maior verso da peça e traz a conclusão do problema apresentado na anterior. Posto que não pode satisfazer seu desejo pelo sexo oposto de modo aberto e explícito a todos, seu desejo só aumenta a ponto de ficar incontrolável. O que o leva a tomar medidas mais desesperadas, como fugir dos olhos de seu círculo social a fim de escapar das críticas que virão de tal comportamento. É uma conclusão simples e o problema está teoricamente resolvido, sem que nenhuma das partes tenha que demonstrar o que é publicamente para seus congêneres de balada.

Em resumo, a música fala o tempo todo de uma bicha enrustida que tem medo de dar loucamente ou de uma bicha louca que não quer aparecer com mulher do lado. De qualquer jeito, o personagem do texto não é sexualmente bem resolvido. Fim da análise.

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Um pouco de mim pra vocês.

19 jul

Vamos dar uma chacoalhada no tédio e escrever mais um texto para o blogue. Afinal, não tenho nada melhor pra fazer mesmo no momento… Pensava em escrever alguma coisa sobre Fundação, trilogia que estou lendo como se não houvesse amanhã desde semana passada. Mas algo dentro de mim diz que devo utilizar este espaço de nada para algumas elucubrações – nossa, sempre quis usar essa palavra.

Enfim, estava pensando numa divagação mais intelectual. Assim a turma de cinco pessoas que lê esta benga pode parar de pensar que sou um inútil estúpido e construo qualquer coisa de relevante na internet.

Como se houvesse relevância num troço que só existe para busca de putaria e piadinhas adolescentes…

Mas vamos continuar. Há alguns dias estava pensando no enredo para um livro futuro. Aliás, estou pensando nisso faz uns bons anos e nada muito interessante apareceu. Nada além do que postei numa página à parte aqui com o nome de Como Escrever um Épico. Queria fazer um troço mais interessante e instigante do que uma narrativa intelectualóide sem identificação com a cabeça das pessoas. Minha idéia era fazer uma coisa realmente interessante e que fosse forte o suficiente para ser lido e apreciado desde os chatos metidos a intelectuais até as pessoas que lêem só por diversão.

Então eu pensei numa coisa assim:

Temos uma escritora, ou aspirante a escritora. Não me importa o gênero do protagonista. Na verdade só pensei numa mulher porque estou de saco cheio de protagonistas homens. E também porque sofro de alergia crônica a homem. Sim, chego perto de um e começo a ficar empolado e doido pra sumir pra longe. O engraçado é que com mulheres o efeito é reverso… Tá, a piada foi estúpida…

Prosseguindo, essa mulher quer porque quer escrever um livro. Motivos não faltam. Ela pode ser uma escritora de sucesso tentando completar mais um best-seller e pode estar sendo pressionada pelos editores, pode ser uma pé-rapado escrevendo qualquer coisa nas horas vagas, não importa. O que importa é o fato da desgraçada ter uma louca vontade de escrever e não conseguir.

Sim, tudo começará com uma porra de um bloqueio criativo. Não parece muito interessante no início, mas eu achei a melhor forma de começar.

E como ela tenta resolver seu bloqueio? Bem, muita gente tem muitas fórmulas pra isso. Tem gente que se esforça mais ainda em cima de um papel branco, outros que procuram tratamento psquiátrico. Há ainda os que enchem a cara de qualquer coisa, de cerveja a cocaína, pra poder abrir a cabeça. Por fim, tem gente que escreve em blogs mixurucas na internet! Embora isso até hoje não tenha me ajudado muito, devo confessar…

Pois é, nossa heroína não consegue escrever e seu modo para burlar a bloqueio é lendo mais livros! Se empilhando de todos os livros que consegue pegar na biblioteca pública da cidade. Ressalva: como se trata de uma cidade fictícia a biblioteca também é, logo, eu posso colocar o acervo que quiser dentro da porra.

Numa das suas andanças pela biblioteca ela dá de cara com um livro diferente. Parece ser bem velho, não tem título na capa nem o nome do autor. Pra falar a verdade, não existe identificação nenhuma do que trata aquele livro, nem em que lugar foi impresso nem nada. Simplesmente começa e pronto. Por uma curiosidade idiota – e por que seria? – ela resolve pegar o tal livro para ler. Nisso ela descobre que o dito não está em lugar nenhum na base de dados da biblioteca e mesmo assim o leva pra casa. Numa rápida pesquisa na internet também descobre que não há menção dele em lugar nenhum.

Aí ela resolve ler o livro. E entra em parafuso com a história contada nele. Não, não sei o teor da história e vou pensar nisso mais tarde. Mas a mulher fica maluca com o troço. A ponto dela ter pequenos, depois grandes, comichões de plagiar cada página do troço.

Pensem comigo, é um trabalho simples. Aquele livro simplesmente não existe. Seria uma moleza atribuir a história a ela e fim de papo. Como nossa esperta escritora conclui, o livro é praticamente pedido para ser plagiado na cara dura e assim ela o faz.

Agora entramos na parte do conflito da história e o final do deste texto brutalmente longo.

A medida que ela copia as páginas do livro original, certos acontecimentos da história passam para a sua vida. No começo coisas idiota, como um personagem secundário que dá bom dia ou coisa assim. Mas certamente degringolará para algo mais sério. Não sei o que.

Bem, é mais ou menos isso que se passa pela minha cabeça nestes últimos dias. Só escrevi isso porque queria saber o que vocês, meus cinco leitores, pensam sobre isso.

Futebol, o épico moderno.

29 jun

Hoje em dia as histórias épicas se focam tão somente em fantasias medievais e contos que ocorreram na época que os bichos ainda falavam. A modernidade, ao que parece, perdeu aquele sentido aventureiro de antigamente.

Culpa da televisão, que nos faz assistir  novelas toda noite ao invés de contar histórias em volta de uma fogueira. Mas a televisão também é responsável pelos videogames, aquela tentativa brilhante de retorno ao nosso heroísmo perdido. Ainda que caras gordos numa poltrona não sejam lá muito heróicos…

Enfim, estava pensando que, uma vez que estamos em época de Copa do Mundo, poderíamos falar um pouco sobre o esporte que aglomera as massas e enche as ruas dos barulhos mais irritantes; o futebol. Pra falar a verdade, nem é sobre futebol em si que eu pretendo escrever aqui, mas sim das transmissões de televisão.

Ora, como se eu fosse o tipo de sujeito que gosta de ir a estádios. Tá, já fui algumas vezes ao mineirão ver um jogo ou outro. Contudo, a última coisa que olhei naquela hora foi o jogo. Isso quando o tropeiro que eu comia não se revoltava dentro do meu estômago…

O que estou querendo dizer é; só quando se assiste essa benga pela televisão é que temos a idéia de que o esporte em si é uma coisa grandiosa, mesmo que não seja coisa nenhuma.

Exemplo, você está assistindo um jogo num estádio e aquela merda é uma chatice pura. Muita gente tem o hábito de ouvir rádio ao mesmo tempo, já que o narrador passa mais emoção ainda que nada aconteça verdadeiramente em campo. E pode ter certeza, funciona. Eu na minha época de torcedor fanático, ouvia o jogo no rádio no domingo e quando via os lances pela televisão achava que tinha acompanhado outro jogo… Mas isso morreu depois que eu fiz 15 anos, então não conta mais.

Além do mais, estou falando de televisão aqui.

Na TV não temos os narradores se esgoelando pra transmitir emoção, até porque, todo mundo está vendo a mesma coisa do narrador. Seria idiota o cara gritar por uma coisa que não tem importância efetiva  nenhuma no decorrer da partida. Então o que eles fazem? Simples, meu garoto! Eles usam imagens! Toneladas delas e de todos os tipos.

Agora entramos no assunto.

As transmissões fazem com que os jogadores se transformem, de pessoas comuns, em verdadeiros heróis do seu povo. É pra isso que servem aquelas imagens em câmera lenta repetidas à exaustão dos feitos deles. Como que para dizer o tempo todo que o sujeitos não são pessoas normais como eu ou você… Bem, eu não sou normal pelo simples motivo de escrever um blogue, mas isso não quer dizer nada já que não posso nem chutar uma bola.

Até mesmo a bola torna-se um personagem dessa história. Muitas vezes toma até um aspecto bem humano, como atualmente com a tal bola da copa cujo nome não me interessa de modo nenhum.

Mas antes de terminar não posso deixar de falar dos torcedores. Aquela gente maluca que gasta rios de dinheiro pra ver onze caras correndo atrás de uma bola quando poderia investir em forma mais interessantes de conseguir sexo. Eu pelo menos pensaria nisso se tivesse esse tempo e dinheiro… Mas continuando, o caras se matam, gritam e esgoelam por seus times atrás de uma recompensa que, se pensar direito, é bem idiota: ver seu time ganhar. Eles são os verdadeiros personagens dessa coisa toda. As pessoas comuns que vêem os heóris passarem em sua frente com seus feitos para depois contar a todos como foi.

Afinal, é de contar histórias, muitas vezes bestas, que se fazem os épicos.

Todo mal que você desejar.

28 fev

Então, estava pensando em voltar a escrever meus textos meio literário-filosóficos. Afinal, preciso mostrar que não sou apenas um mané que gosta de brincar com as palavras e sim um intelectual cult e letrado que não tem mais o que fazer do que escrever num blogue que ninguém lê…

Bem, melhor começar logo.

Aviso de antemão que não serei engraçadinho nem farei piadas daqui pra frente. Se quiserem ir embora e esperar o próximo texto, fiquem à vontade.

Dito isto, procedamos ao nosso instigante tema de hoje:

O mal.

Sim, o mal. Não aquele mal idiota das histórias em quadrinhos ou dos livros religiosos, pelo menos não tanto esses. Me refiro ao mal mais visceral. Algo que as pessoas passaram a adorar e temer como uma espécie de deus pecaminoso e sedutor… Pois é, o mal é algo tão sedutor que nunca sai de nossas mentes nem por um segundo. O tempo todo desejamos algum tipo de mal à alguém, mesmo que seja simplesmente escorregar no chão. Tudo isso é mal.

Então, o que o torna tão sedutor? Por que as pessoas o tem na qualidade de um deus? E principalmente, por que tantas histórias onde o mal precisa ser vencido pelas forças do bem e da luz, estas sempre em épica desvantagem de força e recursos?

Simples, porque as pessoas são más por natureza. E a maneira de purgarmos esse mal interno é criando histórias nas quais ele é obliterado. Se não fosse assim o mundo seria engolfado pela loucura e selvageria. Precisamos de histórias de destruição do mal e redenção tanto quanto precisamos de comida e água. É algo que nos mantém vivos.

Sempre procuramos alguma coisa pra acalmar a besta interior.

Enfim, sempre precisamos de algo pra nos lembrar que ser mau é ruim e não aceito pela sociedade padrão. Para isso criaram os filmes de terror. Tá, também foi pra assustarem e excitarem adolescentes cheios de hormônios. Mas o sentido dele é brincar com o medo do mal desconhecido, da ameaça que não pode ser controlada. Um bom exemplo disso, é o filme Os Pássaros. Quem não assistiu esse filme merece a foqueira sequida de forca! Nele, pássaros começam a atacar e matar as pessoas sem motivo algum, e vai continuar sem motivo o tempo todo. Porque a idéia é fazer com que o espectador sinta a ameaça pela ameaça. O medo pelo medo.

Isso é educar contra o mal? De certa forma sim. Você aprende a não meter seu nariz onde não é chamado. Da mesma forma os filmes de terror sangrentos agem. Os livros também são assim. Precisamos o tempo todo lembrar de nossa natureza.

Então, devido a isso, criamos penas para quem não suporta prender o mal dentro de si. Penas que podem ser físicas e bem verdadeiras até as psicológicas e fantasiosas, como o inferno. O inferno é uma boa maneira de tentar fazer com que as pessoas não sejam más. O mecanismo é bem simples, inculcar na pessoa o medo irracional de uma pena eterna pelos erros que ele venha a cometer. Se a pessoa acreditar está feito, teremos um cidadão modelo por toda a vida. Se não, bem… Pode-se lidar com isso desde filmes até uma boa cadeia ou mesmo uma surra.

Pense o quanto sua mãe te surrou quando era criança toda vez que você fazia algo considerado errado… Pois é, a coisa é mais ou menos igual.

Enfim, estamos presos a uma sociedade cheia de malucos prontos pra nos arrancar o pescoço quando a mínima chance se apresentar, mas que não o fazem por puro e simples questão social. Não matamos nosso semelhante não porque vamos para o inferno ou a cadeia, mas porque o pacto social precisa ser mantido a qualquer custo. Ainda que podando esse lado da nossa natureza.

Pense nisso da próxima vez que desejar que seu amigo escorregue no chão da lanchonete.

Aleatórias

10 nov

Gente, eu juro que tentei. Fiz tanta força que acabei tendo uma diarréia das bravas… Mas simplesmente não consegui pensar em nada melhor pra escrever aqui esta semana. Ou seja, já que esta é a dura realidade, vou começar uma nova seção nesta benga:

Filosofias Filosofais para se Dissertar em Botecos!

Sim, eis o que o desespero faz com uma pessoa cujo blogue deve ser atualizado. É já que começei por desespero, vamos por ele! Ora, neste momento minhas mãos estão tremendo devido a falta de assunto, estou ouvindo um punk rock que me dá vontade de pegar um carro e tirar um racha aleatório contra um mané qualquer e depois estourar a cara no muro. Ou ainda ir a um boteco bem barra pesada e começar uma briga.

Mas não tem carro pra correr nem dinheiro pra boteco aqui. Até os botecos aqui são um saco… Logo terei que me conformar com o desespero e o vazio de não poder fazer nada, querido leitor.

desanimo

Começemos um texto desanimador...

O triste disso tudo é que eu nem posso beber. Sim, coleguinhas, estou preso à promessa que fiz a mim mesmo de não encher a cara…

A quem estou querendo enganar?

Tomo remédios arrasa-quarteirão que fariam meu cérebro fritar em questão de segundos caso eu tome contato com álcool em qualquer forma.

De certa forma, acho que meu cérebro já fritou… Não consigo pensar em nada que preste faz uns dias…

Oh, vida ingrata, na qual tenho um blogue e nenhum assunto para comentar!!!!

Já sei! Acho que vou falar da piriguete da Uniban…

Não, muito batido o tema. Primeiro que piriguetes tem aos montes por aí, segundo que não estou com vontade de discutir com um bando de virgens que não podem ver perna de mulher.

Definitivamente é um assunto que não tem nada a ver…

O da Madona! Pois é! Ela, dando pro Jesus aqui no Brasil…

Quem disse que eu me importo com isso? Aliás, quando era moleque preferia o Michael Jackson a ela nas minhas coleções de músicas. Não me perguntem por que.

Além do mais, estamos tentando escrever um blogue sério de literatura por aqui. E não é nada recomendável começarmos com besteiras de revista de fofoca agora. Mesmo que sejam assunto fácil por aí.

É que eu sou metido à besta sabem? Gosto de inventar o que ninguém inventou antes. Ou pelo menos gosto de ter essa ilusão. Vaidade pura.

Já disse que sou um poço de vaidade e escrever sobre qualquer merda não vai me fazer sentir melhor…

Olha, acho que vou desistir gente. Hoje tá difícil.

Hoje saio totalmente derrotado e triste pois não elaborei um texto minimamente decente para meus amiguinhos.

Quem sabe na próxima.

despedida

Sim, eu sei quando estou derrotado.

Por que eu gosto de videogame – 2ª Parte

22 out

Sim, senhoras e senhores. Eis que venho com a segunda parte de minhas aventuras eletrônicas. Se antes fiz um breve resumo de minha vida de nerd na frente de um monitor e queimando meus neurônios tentando terminar o Sonic o mais rápido que podia, hoje falarei de um gênero de jogo que me cativou.

Trata-se dos Role Playing Games, RPGs, aqueles jogos que te fazem ficar uma semana na frente da televisão engordando como um porco de abate enquanto fantasia com coisas que não existem. É isso.

Antes de mais nada, devo dizer que começei a me dedicar ao gênero bem tarde. Pra ser mais exato, depois de ter me graduado em jornalismo e finalmente aprendido algum inglês prestável. Antes, esse tipo de jogo era visto por mim como praticamente a porta do inferno.

Quando era criança os moleques das locadoras – sempre eles – diziam que eram jogos que precisavam de quase um ano pra terminar devido ao tamanho deles. Eu, pequeno infante que gostava de terminar meus jogos num fim de semana nem fiquei muito atraído por eles.

Minto!

Na verdade minto descaradamente!

Quando lançaram Phantasy Star para Master System eu estava louco para jogá-lo. Tudo por uma única e mínima peculiaridade: era o primeiro jogo oficialmente traduzido para o português.

Então pensei, acho que desta vez em consigo jogar esse tal de RPG! Não deve ser tão difícil assim… Pensava eu em minha pueril mente.

Ledo engano. O jogo não só se revelou de uma tradução extremamente tosca – coisa que, justiça seja feita, só venho reparando agora – tanto que eu não conseguia matar o primeiro mosquito que vinha atrás de mim. Pior, eu não tinha a menor noção do que deveria fazer naquele jogo onde era tudo aberto e você podia entrar nas cidadezinhas a hora que quisesse.

Resumo da ópera, minha primeira experiência nisso foi um desastre total e absoluto. O que me fez perder anos de minha vida em jogos de corrida e Sonic. Pelo menos o Sonic era legal…

Ao sair da faculdade, resolvi retornar um pouco ao velho vício.

Sabem como é, cara desempregado, sem nada melhor pra fazer depois de distribuir montanhas de currículos e querendo treinar o inlês recém-aprendido. Acabei procurando por uns jogos de Super Nintendo, por serem bem mais fáceis de encontrar e menores também. Foi nessa época que ouvi de uma colega minha – que infelizmente não é solteira… – que Final Fantasy VI era um dos melhores jogos da série.

Mas eu só encontrei o tal do Final Fantasy III. Sim, eu não entendia patavinas da contagem maluca que existia antes, e só muito depois aprendi. Me processem.

No fim eu não gostei muito a apresentação do jogo e dos gráficos. Se falar que a movimentação em grade me irritava pra cacete. Então fui procurar por outro do mesmo nível. Foi quando me deparei com minha paixão.

Chrono Trigger simplesmente me roubou a alma.

Chrono Trigger simplesmente me roubou a alma.

Chrono tinha algo que eu amava desde pequeno. Viagens no tempo. Você não estava preso a um mundo medieval simplificado e plano. Existiam várias fases da história que você deveria explorar para evitar a grande catástrofe que se abateria sobre o mundo mil anos depois do começo do jogo.

Agora, você pensa o quão heróicos são os personagens, ou idiotas, depende do ponto de vista. Os caras estavam mil anos no passado, antes da destruição total do mundo, mas mesmo assim eles resolveram lutar para evitá-la. Se fosse você, seu nerd gordo e fedorento aí na frente do computador, tenho certeza que se cagaria nas calças e voltaria pra casa da mamãe. É claro que faria isso.

Mencionei que o jogo todo era desenhado por Akira Toryama, o cara de Dragon Ball? E que o protagonista parece um Goku de cabelos vermelhos? Pois é, com tanta identificação assim, fica difícil não gostar dos personagens.

Sem falar na história complexa e intrigante. E como toda boa história de viagem no tempo, o que você fazia no passado influenciava o futuro de uma forma ou de outra. Sensacional!!!

Agora vamos para outro jogo.

Desta vez não vou ser cronológico. Vou falar sobre um que acabei de terminar e que me marcou muito.

Suikoden 2!!

Reparem no olhar heróico do protagonista, a postura firme! Assim como eu!

Reparem no olhar heróico do protagonista, a postura firme! Assim como eu!

O jogo é uma continuação quase direta do primeiro. Digo quase porque  se passa numa região diferente do mesmo continente.

Tudo começa quando dois amigos que estão servindo ao exército de seu país estavam se preparando para voltar para casa depois do acordo de paz. Contudo, antes de os pobres coitados pudesse tirar seus rabos fora disso, descobriram que o Prícipe Luca Blight, do país ao qual eles pertenciam armou um massacre em seu próprio acampamento com o intuito de recomeçar a guerra e desta fez escrotizar geral.

Não minto, Luca Blight é o cara mais escroto, filho da puta e safado que você pode encontrar num jogo de videogame. O cara se compraz tanto com o sofrimento alheio em cenas tão pesadas que eu fiquei pensando como um jogo desses passou nos critérios de censura carolas do ocidente.

Já que falei dele, vamos continuar! O cara é foda, merece um parágrafo! Luca Blight tem a força de um batalhão a coragem de um louco enraivecido e é pior do que o próprio capeta num dia de mau humor. Certamente o tinhoso sentiria vergonha ao ser comparado a Luca Blight, e nunca mais sairia das profundas do inferno.

Até pra ser vencido esse cara necessitou de batalhões inteiros indo sem parar em cima dele. E ainda assim continuava de pé. Ao morrer ele ainda disse ser a encarnação do mal  absoluto. No fim ele corrompeu todo mundo e a guerra continuou muito pior do que com ele. Quero ver um vilãozinho de jogo fazer o mesmo que isso.  No máximo eles ficam pulando do alto de seus castelos fazendo maldades tão imbecis quanto furar a bola de futebol dos moleques a rua.

Luca Blight era realmente um monstro.

Luca Blight era realmente um monstro.

Depois dele, a guerra que antes tinha um tom maniqueísta fortíssimo passou a ser uma guerra entre dois amigos com interesses conflitantes. Mas a coisa já tinha degringolado tanto que nehum deles poderia mais simplesmente dizer que acabou e vamos ficar em paz. Tinha que tudo ser decidido até o último soldado cair.

E muitos caíram.

Por isso Suikoden 2 está em meu coração como um dos melhores RPGs que já joguei.

Então, vamos para a cereja do bolo?

Que foi? Pensaram que eu iria colocar o emo do Cloud?

Que foi? Pensaram que eu iria colocar o emo do Cloud?

Final Fantasy tornou-se uma das minhas fraquias de jogos preferidas por uma coisa bem simples. Privilegiava a história em detrimento do sistema de jogo muitas vezes.

O que provocava muitas vezes aberrações como Final Fantasy Tactics…

Serío, o jogo pode ter até uma história boa, mas é de uma dureza de matar. Simplesmente um joguinho de tabuleiro que você joga contra a inteligência artificial. Qual é a graça disso? E ainda me vem os panacas dizer que xadrez é a mesma coisa. Então eles enfiem um rei no cu pra ver que é a mesma coisa. Quem diz tamanha burrice certamente não passou tardes inteiras de xadres regadas a café enquanto conversava qualquer bobagem com seu adversário.

Eu já fiz muito na faculdade. E não me arrependo.

Se os nerds de joguinhos táticos não gostaram do que eu disse já falei o que devem fazer. E peguem de um conjunto de peças bem grandes.

Fim do desabafo…

Fora isso, Final Fantasy é uma série bem legal. Não é nada que se possa dizer, “nossa, o cara que escreveu essa história merece no Nobel”. Claro que não. São apenas jogos divertidos que fazem sua cabeça viajar num mundo fantástico. Às vezes medieval, às vezes mais tecnológico, uma vez que nenhum título tem absolutamente ligação com o outro, sendo totalmente indepentendentes. Vou ser pleonástico mesmo pra ver se as pessoas entendem de uma vez.

Final Fantasy não é uma série, é uma franquia! Não há a menor necessidade de se manter uma cronologia.

Muito melhor que o pessoal do Zelda que inventa mil e uma formas de ligar cada jogo. Todas totalmente estabapafúrdias.

De todas as personagens femininas do jogo Terra é minha preferida.

De todas as personagens femininas do jogo Terra é minha preferida.

A galera metida a espertona em relação ao jogo, costuma dizer que existe uma demarcação entre os jogos desde o advento do SNES e depois do aparecimento do Playstation 1. Dizem que Final Fantasy VII rompeu paradigmas da série.

Ao que eu respondo, rá! Final Fantasy VI já havia começado a romper os enredos chatos de simplesmente pegar os cristais e matar o vilão no final. Havia drama, emoção. Os personagens estavam ali não somente pra fazer número. Tá, só alguns, como em todos os jogos da franquia.

Não discuto os méritos e deméritos de Final Fantasy VII tem, como todos da franquia. Apenas digo que a Sony fez uma campanha de marketing muito mais eficiente para promover o jogo do que a Nintendo um dia faria até mesmo com o Mario. Esse foi o segredo. E por isso o jogo rende tanto ainda hoje. Quem não admitir isso classificarei como fanzoca idiota e sem cérebro sem a menor pena. Já está avisado.

No momento, estou agora à procura de um Playstation 3 com o qual eu possa finalmente jogar Final Fantasy XIII, o último título da franquia até agora. O problema é que, como bom jornalista duro que sou vai demorar um pouquinho até conseguir o raio do jogo.

Só pra terminar, fanzocas, nem tentem fazer arruaça. Tia Linghtning está de olho aberto.

Vai encarar?

Vai encarar?

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Estou doido de tanto escrever!

27 set

Loucura…

Tema que aparece em um sem número de obras literárias. Hoje eu estive pensando em falar justamente dela. Muitos escritores usam o recurso do personagem louco como uma ligação mais íntima com o leitor, se for um doidinho mais simpático. Ou pode fazê-lo tornar-se um profeta. Monstros sanguinários também podem muito bem ser chamados de loucos.

Em resumo, malucos são uma mão na roda quando se quer criar um personagem interessante e cativar os leitores. Por isso eles sempre aparecem por aí ao longo do tempo e dos livros.

Uma explicação para isso seria a de que comportamentos ditos anormais, impressionam as pessoas. Eu penso que é isso mesmo. Ou alguém por aí acha interessante uma história sobre um sujeito comum fazendo coisas comuns cujo desfecho é totalmente previsível. Ninguém, e eu afirmo com veemência, gosta disso. Ninguém mesmo. É chato pra cacete e não serve pra nada.

Por mais normal e gente boa que seja um personagem, ele tem que ter um lado diferenciado. Algo na sua construção que chame a atenção. Funcionários públicos entediados podem ser bem mais palatáveis se o tempo todo imaginarem meios de matar os colegas de repartição, ainda que nunca o façam realmente na história.

Entendem onde quero chegar? Todo mundo é doido, só depende do ponto de vista e do talento do autor.

Eu diria até mais. Que a loucura pode ser apontada como um dos maiores temas da literatura. Hamlet se finge de doido – ou era mesmo – pra poder conseguir sua vingança. Dom Quixote é um velho maluco de carteira que gosta de espancar moinhos de vento e enfiar a cabeça na boca de um leão só porque pensa que é cavaleiro.

Exemplos não acabam nunca.

Seja maluco e torne-se um personagem interessante!

Seja maluco e torne-se um personagem interessante!

Muitos também usam o próprio ambiente para criar algo totalmente fora da realidade. Mas aí entramos no domínio do fantástico e das viagens de ácido do Lewis Carrol e sua Alice. Não falemos muito disso agora. Basta citar também as histórias de Franz Kafka, outro autor do qual nunca consegui passar da metade. Dou um doce pra quem encontrar algum traço de sanidadenaquilo. É uma puta duma viagem, malandro!!!

Ia colocar uma barata gigante agora, mas preferi não fazer...

Ia colocar uma barata gigante agora, mas preferi não fazer...

Pra terminar este texto pequenininho tenho só mais uma consideração a fazer. Os loucos, assim como a grande maioria dos personagens literários, são uma personificação em papel do que queremos ser em algum momento da vida.

Eu, por exemplo sempre quis ser os Dom Quixote…

O que vocês estão fazendo com essa camisa de força?

Era brincadeira, deixe esse troço quieto!

Gente mais paranóica…

Voltando. Os loucos existem porque as pessoas purgam seus desejos mais obscuros neles. Não podem sair dando cambalhotas na rua como bem entendem, mas se contentam em ler a revistinha da Mônica.

Eu, que não sei andar a cavalo nem tenho uma armadura pra poder me jogar em cima de um moinho, leio Dom Quixote…

Parem com isso, tirem essa coisa de mim! Eu não estou louco, não estou louco!

Já tomei meu remédio hoje, cacete!

Acho que agora tenho que ir. Até outro dia. O eletrochoque me espera.