As Fronteiras do Desinteresse.

20 nov

Ultimamente ando lendo muito pouco, o que é uma lástima. Até porque, a grana anda curta pra isso e eu acabo gastando o que não devo em videogame… Pensando nisso, forcei-me a fazer uma ficha na biblioteca local a alguns meses atrás. O lugar tem menos livros que a minha estante, é verdade, mas pelo menos tem alguns que eu não li até hoje. Entre eles está a famosa trilogia As Fronteiras do Universo.

Bem, se é realmente famosa ou não, não tenho como dizer. O fato é que fizeram um filme do primeiro livro que eu assisti com tanto interesse anos atrás que a única coisa dele que lembro é a Nicole Kidman. Talvez tenha sido melhor assim, uma vez que os fãs dizem que o filme é uma bosta fedorenta e não tem quase nada a ver com a história.

Então, os livros contam a história de uma menina de 12 anos chamada Lyra. Ela gosta de pular nos telhados e arrumar confusão com os meninos da rua como toda criança saudável. A diferença é que ela tem um dimon, um bichinho que a segue o tempo todo como uma consciência. Tá, todos no mundo dela têm um dimon, Ela não é especial por causa disso. Acontece que, por motivos de roteiro, ela é destinada a mudar a realidade. Mas pra fazer isso ninguém pode contar a ela que a menina é predestinada. Sacou?

É, também achei meio besta. Mas funciona dentro do mundo da história, então não vejo problema. Só não gosto muito de personagens presos a destinos grandiosos. Isso sempre me soa meio forçado quando não feito muito bem…

Continuando. Lyra, a menina esperta é presa a esse destino e acaba viajando para o Polo Norte, onde encontra uma turminha da pesada para viver grandes aventuras. No final da história ela atravessa um portal para outro mundo.

Vamos agora falar da história como um todo, os três livros. Eu gostei bastante do primeiro, pois Lyra é muito esperta e consegue levar todo mundo no bico. Gosto de personagens assim. O final também é uma das coisas que me deixou bem impressionado e louco de vontade de pular logo pro segundo livro.

Mas aí veio o segundo livro…

O gatinho já está com cara de desconfiado...

O gatinho já está com cara de desconfiado…

O segundo livro não começa imediatamente onde o primeiro terminou. Ao contrário, apresenta um protagonista totalmente novo. E chato, na minha opinião. É um moleque do nosso mundo que tem uma mãe esquizofrênica e tenta esconder a coitada dos agentes de saúde ou coisa assim. Ele deixa a pobre mulher com a professora de piano e some pra outra cidade fazer não me lembro o que. Detalhe: a partir desse livro não lembro muito bem das coisas porque, bem, tudo vai ficando muito chato. Depois de páginas intermináveis, o garoto encontra um portal para outro mundo e nele a Lyra, que está mais perdida que cego em tiroteio.

Enfim, não vejo nada muito digno de muita nota a não ser dizer que o segundo livro não passa de uma ponte para o terceiro.

O gato já está visivelmente aborrecido.

O gato já está visivelmente aborrecido.

Não é que o livro seja ruim. É que nos dois anteriores criam uma expectativa de que algo gigantesco vai acontecer, e quando acontece eu pensei “só isso?”. Acabei me sentindo um pouco enganado pela coisa toda. Nem vou falar nada sobre o que acontece pra não dar spoiler em quem ainda queira ler. Mas pra mim ficou com algo a desejar. Pensei que no final veria algo que me fizesse gritar PORRA e jogar o livro contra a parede do mesmo modo que fiz no final de 1984 ou quando leio algum livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo. Contudo, as coisas se dão de modo bem suave e tranquilo. Não diria previsível, porque senão seria impactante para mim…

Acho que tá aí! O livro é imprevisível de um jeito ruim. Você espera uma picanha sangrando no espeto e acaba recebendo amendoins salgadinhos. É bom ainda, mas parece que podia ser melhor.

É isso que eu gostaria de dizer sem dar spoiler. Não foi muito, pelo que dá pra ver.

Então, até semana que vem, quando tentarei escrever outra coisa e voltar com a periodicidade desta benga. Até porque, agora que tenho um PC decente, vou ter muito jogo pra poder falar!

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To the Moon, quando videogames não precisam de monstros.

20 set

Depois de uma longa estada em Final Fantasy XI, estou de volta. Sério, aquele jogo é do capeta. Só dei uma parada porque fiquei extremamente frustrado com a dificuldade de algumas coisas lá. Mas isso é outra história.

O fato é que aproveitei a parada pra jogar coisas que meu vício não me permitiu nas últimas semanas. Uma delas, obviamente, é o jogo do qual falarei agora.

Certamente todo mundo já está familiarizado com a explosão dos jogos indies. Sim, devido ao milagre da tecnologia, pessoas comuns podem fazer jogos que as grandes empresas não tem mais colhão ou criatividade pra fazer. E aí entra To the Moon, o jogo mais simples e mais emocionante que já tive a chance de jogar até hoje.

Só pra vocês terem uma ideia, fiz força pra não chorar como um bebezinho no final dele, mas não evitei ficar com os olhos marejados.

Pois, é…

A história do negócio é a seguinte: no futuro, uma empresa desenvolve um aparelho que consegue implantar memórias artificiais nas pessoas. Mas como fazer isso em alguém saudável pode levá-lo à loucura decidiram então que seria uma boa ideia usar a invenção em pessoas à beira da morte. Assim teriam uma experiência de completude e extrema felicidade momentos antes de falecerem.

Johnny é uma dessas pessoas. Um homem idoso em suas últimas horas cujo maior desejo é ir para a Lua, mas ele não sabe por que. Cabe aos doutores Rosalene e Watts, empregados da empresa que criou o aparelho, concederem esse desejo.  Para isso, precisam entrar nas memórias dele, começando pela mais recente até a infância, modelando-as para que Johnny possa morrer pensando que realizou seu maior sonho. Assim os dois atravessam episódios da sua vida, tentando descobrir onde exatamente esse desejo de ir à Lua começou e como fazê-lo se tornar realidade nas suas lembranças.

O jogo é extremamente simples, mas com um roteiro e trilha sonora que deixa muitos grandes no chinelo. Aliás, nesta geração não vi nenhum jogo com a carga emocional do To the Moon. Ele consegue ser dramático e engraçado na medida certa. Sem apelar paras os clichês retardados cheios de dramalhão furado ou comédia forçada  que sempre aparecem por aí, principalmente em RPGs japoneses. A história toda é sobre a vida de uma pessoa que não foi nada de espetacular. Não foi famoso, rico, excêntrico nem nada. Um homem normal, com sua esposa, parentes e amigos. Suas alegrias e suas tristezas. E alguns segredos que  Johnny há muito tempo esqueceu e bloqueou em sua mente… Enfim, muito parecido que a vida de todo mundo. Conduzido com uma trilha sonora magistral que traz mais peso ainda para as cenas, sejam elas cômicas ou dramáticas. Sim, a música é realmente muito boa!

E pensar que tudo isso foi feito basicamente por uma pessoa só usando Rpg Maker XP como engine! Sim, garotos, vocês podem fazer algo que presta com isso, é só terem dedicação e um pouco de talento!

Acho bom dizer que se você quer um desafio, melhor nem chegar perto do jogo. Não há nada disso nele. O jogo inteiro foi feito claramente para se contar uma história e não para você se gabar que venceu o chefão de 100 porrilhões de HP usando um cabo de vassoura como arma. Não há a menor possibilidade de perder no jogo. O mais próximo de desafio que encontrei foram quebra-cabeças que aparecem de vez em quando, embora eles mesmos sejam bem fáceis.

Creio que esse seja o começo de um modo de contar histórias usando videogames sem ficarmos presos a essas regras de sempre precisar de lutar contra algo. Até porque, jogos eletrônicos têm um potencial muito maior de te emocionar do que um filme em muitos casos. Pelo menos essa é minha opinião. Afinal, enquanto no filme você é um espectador passivo, no videogame você está vivendo aquilo tudo.

Essa pra mim é a grande mágica de To the Moon. Você fica preso àqueles personagens por pouco mais de cinco horas – o jogo é bem curto mesmo – determinado a saber porque aquele sujeito quer tanto ir para a Lua se nem ele mesmo se lembra o porque. Você está lá, na pele dos cientistas, procurando pistas em meio às memórias de uma vida inteira no intuito de satisfazer esse desejo.

E nos seus últimos momentos o jogo te dá aquela pancada que te faz chorar!  Mesmo que você saiba desde o começo o que vai acontecer, não deixa de ser emocionante. Eu, pelo menos resisti bravamente!

No final dos créditos você descobre que esse jogo é só a primeira parte de uma série na qual os produtores já estão trabalhando os próximos capítulos.

Acho que vou parar por aqui senão vou chorar pra valer lembrando disso.

Fiquem com uma das músicas do jogo:

Videogames, ontem e hoje na visão de um velho.

26 jul

O tempo passa e as coisas que você pensava que eram legais já não te parecem tão legais, ou o contrário. Isso acontece com todo mundo que tem uma mente saudável, creio eu. Claro, menos pros malucos de 40 anos que adoram dizer que nos anos 80 tudo era bom e que hoje é uma merda… Essa gente não merece respeito. Até porque, nos anos 80 tivemos a lambada, esse mal que foi lançado contra o mundo e chorando se foi para sempre sem aviar, amém!

Mas eu não estou aqui pra saudosismo oitentista. Pra isso tem a internet brasileira. Estou aqui pra falar de uma coisa que me veio a cabeça atualmente. Como eu via videogames quando era um adolescente retardado nos anos 90 e como os vejo hoje. Claro, minha percepção deles mudou muito ao longo dos anos! Principalmente nos tópicos a seguir:

Suspense/terror

Orgulhosamente sempre disse que sou um cagão, principalmente no que concerne a videogame. Posso assistir a um filme de terror sem me assustar com quase nada e rir da história. Curiosamente, o mesmo não acontece com jogos. Toda vez que tentei jogar algo do gênero eu não passava de dois minutos e já estava me cagando todo de medo, desligando tudo e correndo pra debaixo da cama.

Isso acontece até hoje…

Mas meu primeiro contato com o medo num videogame nem foi com jogos como Resident Evil ou Silent Hill. Essas merdas saíram bem depois! Meu primeiro cagaço gamístico foi mesmo com DOOM!

Sério, eu morria de medo desses capetas!

Não lembro onde nem quando foi a primeira vez que joguei DOOM, mas lembro perfeitamente o medo que me deu. Os gritos dos bichos, o ambiente estranho, até a visão em primeira pessoa – que eu nunca tinha experimentado num jogo antes – me faziam ficar receoso.  E quando um bicho do inferno aparecia do nada e pulava em cima de você? Cacete, nem sei como não tive pesadelos por conta disso!

Hoje todo mundo dá risada de DOOM, mas na época era o mais próximo de um filme de terror que se tinha num videogame. Pelo menos pra mim…

Agora temos história altamente perturbadoras sobre irmãs gêmeas estranhas lidando com fantasmas. DOOM é merda perto disso.

Violência

Esse é o ponto mais tocado pela turma que adora falar mal dos videogames. Vivem gritando por aí que os jogos são extremamente violentos e tornam as pessoas assim também!

Baseando-se nesse raciocínio uma criança pode ser propensa a pular violentamente em tartaruguinhas porque jogou muito Super Mario Bros… Ou seja, esse povo é profundamente idiota.

Mas o que era violência num jogo? Bem, pelo menos violência para um Michel lá nos anos 90. Em primeiro lugar, era DOOM e as poças de sangue de pixels que se formavam em volta dos bichos mortos. Aquilo realmente era algo chamativo no passado. Tão chamativo, que os paladinos da moral, justiça e falta do que fazer logo proclamaram o jogo o próprio capeta!!! Mas depois de um tempo o jogo saiu de moda e essa turma foi logo atrás de outro pra destilar sofismas…

Acho que estou me desviando. Enfim, o  jogo que eu achei mais violento na minha tenra juventude foi este:

Nessa eu nem vou ser criativo.

Sim, turminha! O primeiro Mortal Kombat. Hoje não é nada, mas para um moleque de 12 entrar um fliperama no início dos anos 90 e dar de cara com essa cena é quase um choque. Tudo bem que depois os moleques de 12 anos enchem o saco pra ser o primeiro a jogar, mas a primeira impressão é a que fica. Mortal Kombat causou, e ainda causa em certa medida, furor na galera moralista que não queria ver as criancinhas inocentes expostas a esse tipo de violência! Mesmo que ela fosse basicamente sangue de ketchup… Mas isso não impediu que milhões de pré-adolescentes pelo mundo se divertissem arrancando as cabeças de seus adversários com a coluna e tudo.

Se os moralistas daquela época soubessem o que o futuro traria…

História

Agora a parte mais complicada. Bem, jogos antigos não eram muito conhecidos por terem histórias muito complicadas. Pelo menos os que eu podia jogar, uma vez que não sabia nada de inglês. A maioria das coisas que eu pegava na época se resumia a Sonic e Street Fighter. Então, dá pra imaginar que eu nunca liguei muito pra história num jogo até pouco tempo. Contudo, tenho um jogo que gostei particularmente e que até saquei uma outra parte da trama.

É esse aqui!

Joguei Blackthorne quando era adolescente e tudo que eu saquei da história era que o sujeito com pinta de metaleiro e portador de uma escopeta era o herdeiro de um reino mágico há muito tempo tomado por um exército do mal. Para que ele não fosse pego, mandaram o cara ainda moleque para a Terra, de onde ele foi tirado logo que teve idade suficiente pra carregar sua própria arma. O resto do jogo é sobre a sua batalha para retomar o reino. Não tem muito mais que isso, pelo que me lembro. Até tentei jogar no emulador atualmente, mas a paciência me impede. Além desse jogo ser difícil pra cacete.

Era uma história boa pra época, mas hoje acho que nem as crianças teriam saco.

Hoje temos coisas muito mais maduras em complexas, não é mesmo?… Não é?…

Final Fantasy, os primeiros jogos. Uma resenha idiota.

17 jul

Sim, eu sei, não escrevo mais sobre literatura no blogue. Mas tenho um bom motivo: Não tenho lido nada ultimamente e não me sinto mais seguro em escrever textos teóricos – ou seja, estou sóbrio. Logo, vou falar sobre Final Fantasy pela milionésima vez. Contudo, detendo-me nos três primeiros jogos.  Mas antes que perguntem, não, eu não vou falar das versões antigas pra NES. Aquelas coisas são injogáveis até mesmo pra um fóssil da era mesozoica como eu.  Contudo, se você é um nerd adorador de velharias e acha que nunca deveriam ter tirado seu amado mega-drive do mercado, aconselho a parar de ler isto imediatamente. Até porque falarei das verões de Final Fantasy I e II para PSP e o remake de Final Fantasy III para DS. Chega de enrolação, então!

Final Fantasy I e II

Acredito que boa parte de vocês ao menos tenha ouvido falar dos dois primeiros jogos da série. E também imagino que conhecem a velha história de que o primeiro jogo salvou a Square da falência colossal – algo que nem mesmo Sakaguchi poderia prever, tenho certeza. Pois bem, o jogo tirou a empresa da lista dos candidatos à bancarrota e ao harakiri de seus membros ao mesmo tempo que tornava-se um clássico entre os desocupados do mundo inteiro!

Imaginem então, nosso Sakaguchi, ter ouvido numa tarde dos longínquos anos 80 a ordem de seu chefe de criar um jogo que prestasse, senão o jeito era botar todo mundo no olho da rua e fechar as portas. Pensem na tensão que esse pobre homem sofreu naquela noite, ao som de Prince e Madonna… Junte a isso uma garrafa de uísque e pronto! A receita para se criar um clássico!

Assim ele adormeceu e sonhou… E no sonho viu quatro guerreiros da luz escolhidos pelos cristais para salvar o mundo das trevas. Claro que isso não é nem um pouco original. Então seu cérebro alcoolizado elaborou as mais diversas criaturas, lugares e situações, até chegar no que temos hoje: Final Fantasy I.

O jogo em si não é grande coisa, mas sabe-se lá por que vendeu horrores no Japão e reabasteceu o caixa da moribunda Square. Você pode escolher entre classes básicas como mago negro, guerreiro ou ladrão e vai de cidade em cidade resolver os problemas das pessoas até dar de cara com o vilão final. Nerds do mundo todo babam o ovo desse jogo por sua versão original ser tão somente difícil. Bem, eu não acho que nível de dificuldade faz um jogo bom ou ruim, O problema é que FFI não é só difícil em sua versão para NES, é frustrante. Se você nunca jogou, experimente e verá hordas de goblins avançando em cima de seu grupo de guerreiros bostas, numa derrota estupenda, para você. Enfim, nerdice e masoquismo volta e meia andam juntas

A certa altura do jogo, seus personagens podem melhorar as classes. Seu guerreiro torna-se cavaleiro, o mago ganha magias que podem eliminar um exército inteiro, etc – embora eles sempre precisem de uma mísera chave enferrujada para abrir uma porta caindo aos pedaços.

Bem, acho que é isso que posso falar de FFI. Não sei se satisfez a vocês, então, estou preparado para as pauladas dos fanboys sem vida sexual e os pedidos encarecidos das moças por uma demonstração ao vivo de como brandir uma espada! Agora o próximo!

Em FFII as coisas mudam um pouco de figura. Devido ao enorme sucesso do primeiro, a Square achou por bem deixar Sakaguchi devidamente abastecido de músicas pop e psicotrópicos. Sabe-se lá quando o homem vai ter outra viagem daquelas… Mas ele teve. Uma viagem com quatro garotos que tiveram sua cidade destruída por um imperador maluco e com sérias tendências homossexuais – coisa que, daqui pra frente, aparece muito durante a série.

Admito que ainda não joguei muito desse jogo por vários motivos, sendo um deles desinteresse total. Mas pelo que fiz deu pra perceber que o sistema de batalha mudou radicalmente, não há classes e eu até agora não sei direito como funciona aquilo pra falar a verdade. Ah, sim! Os personagens têm alguma personalidade neste jogo, Não são apenas bonecos como os do anterior. Talvez as doses de uísque com Madonna tenham sido maiores dessa vez, vá se saber. Contudo, esse jogo demorou ainda muitos anos para chegar ao ocidente, ficando apenas disponível através de traduções livres de desocupa, digo, fãs da série.

E pela primeira vez na franquia temos um jogo com uma história que não foi escrita por um moleque de primeira série! Mas sim por um moleque da quinta série! E isso foi um grande avanço, podem ter certeza. O jogo começa com os respectivos garotos tentando fugir da cidade em chamas, mas logo são interceptados por soldados inimigos e tomam um tremenda coça que deixa todos à beira da morte. Pelas leis da conveniência universal eles são resgatados pela Resistência – não a do John Connor – e passam a lutar ao seu lado contra o império. Ao mesmo tempo esses garotos procuram o amigo deles, que também estava fugindo, mas desapareceu sem deixar rastros. Até legal pra um jogo de NES. No fim eles enfrentam o imperador Clóvis Bornay e todos são felizes para sempre!

Próximo!

Final Fantasy III

Prepare-se. Estamos entrando agora em território demoníaco. Vendo que Madonna já não era a mesma coisa e que a bebida já não lhe fazia efeito, Sakaguchi fez um pacto com todas as entidades demoníacas e youkays que a cultura japonesa pode conceber. Ali em cima disse que FFI é difícil? Sim, ele é mesmo. Mas FFIII ultrapassa o humanamente possível em dificuldade. Você começa como Luneth – já disse que falarei da versão de DS –, um sujeito idiota que cai num buraco porque vive com a cabeça nas nuvens. Lá dentro toma imediato contado com seres meigos, chamados goblins – sim, eles mesmo! Armado apenas de umas pedrinhas ele os enfrenta e vence. No decorrer de sua aventura para sair do buraco onde se meteu acaba, encontrando o Cristal que o escolhe como um dos guerreiros da luz – acho que Sacaguchi andou lendo muito Paulo Coelho naquela época… Daí consegue voltar para sua vila, de onde parte em sua jornada para salvar o mundo, acompanhado de seu amiguinho medroso e cagão. Também no grupo entrarão Refia, a filha do armeiro da vila mais próxima e Ingus, um cavaleiro metido a fodão

É de se falar também que neste jogo que o sistema de jobs de Final Fantasy atingiu quase a plenitude – embora trocentos nerds discordem de mim, mas eu não me importo. São dezenas deles cada vez que você encontra um cristal e milhares de oportunidades de estratégia. Quanto a história, não é nada interessante. Apenas encontre os cristais e mate o vilão no final – como serão os outros jogos da série até FFVI. Mas a grande característica do jogo é sua extrema dificuldade. Nada é conseguido de forma fácil nele. Há passagens nas quais é necessário apenas usar magias, pois você está miniaturizado e seu cavaleiro cheio de força não vale absolutamente nada nelas. Os chefes do jogo parecem ter tanto HP que dá pra pensar que a memória do jogo foi gasta quase toda com isso. Fora os monstros apelões…

Pra terminar falarei de duas coisas. Primeiro, dos personagens que aparecem para ajudar o grupo ao longo da trama. Não sei se eles aparecem na versão de NES, mas nesta eles ficaram muito bem bolados. Com destaque para Desch, um sujeito que perdeu a memória e apenas sabe que precisa chegar numa torre o mais rápido possível. O que não faz ele deixar de ser um idiota completo, passeando pelo ninho do Bahamut sem nenhum motivo… A segunda coisa chama-se Cloud of Darkness, o inimigo final do jogo – que, na verdade não passa de uma puta praticamente nua. Daquele tipo de chefe imortal, ao menos que você despache os quatro chefes quase imortais que a circundam. Mesmo assim ela não deixa de ser extremamente apelona. Um prato cheio para os nerds com sede de desafio e toneladas de tempo livre.

Por enquanto é só. Se gostarem, quem sabe eu fale dos outros jogos da série. Ou posso escrever sobre literatura e tentar parecer um pouco mais intelectual… Vocês escolhem.

Guerreiro, esse lutador!

9 jul

Meus amigos.

Este post de hoje é um manifesto, uma carta de apoio a toda essa classe sofrida e batida nos campos de batalha da vida! Sim, estamos falando deste trabalhador da brutalidade, este maestro das armas, deste artista da carnificina!

O guerreiro!

Mas o que vem sendo feito dele atualmente? Vilipendiado, humilhado e tolhido por aquela classe elitista e pseudo-intelectual, os magos!

Esses inimigos do povo, sempre arrogando superioridade intelectual, fazem de tudo para que nosso companheiro dos machados e espadas perca sua real importância. Primeiro incentivaram histórias onde os magos, são a mola mestra das tramas, vejam só! Isso pode ser visto claramente em O Senhor dos Anéis, onde os magos são os responsáveis por tudo que acontece e resta apenas ao proletariado guerreiro reagir a todos esses desmandos. Persistindo em sua épica luta até aparecer outro mago e salvar o dia! Isso é uma clara tentativa do patriarcado mágico de fazer valer suas idéias, tentando incutir na cabeça do povo o conceito de que os magos são mais poderosos, e por isso, podem enfrentar o mal muito melhor do que guerreiros abrutalhados cheios de músculos!

Ele enfrenta o mal frente a frente. Sem intermediários. E o que ganha com isso?

Mas como, eu pergunto, como magos pensam que podem enfrentar o mal se eles sempre estão na retaguarda em todos os grupos, preparando calmamente suas magias, enquanto os guerreiros, esses trabalhadores, ficam na linha de frente tomando e distribuindo porrada? Poderia um mago resistir cinco minutos contra um troll se não tivesse um malfadado guerreiro ao seu lado segurando o bicho? Claro que não! Mesmo assim, eles ainda insistem em tentar nos passar a idéia de que são melhores!

Nos últimos anos, vendo que não tem tido o mesmo sucesso, resolveram enfiar na mente das crianças suas concepções de mundo. Tendo como garoto-propaganda um tal de Harry Potter eles querem convencer os jovens de que é legal ser mago. Pior! Agora eles deixaram as sutilezas de lado e passaram a chamar todos que não comungam de seu pensamento de “trouxas”! Isso é um absurdo! Quer dizer que só pelo fato de não gostar de sentar numa vassoura voadora, com todo duplo sentido que isso gera, o guerreiro ainda tem que aguentar ser chamado de trouxa? É uma falta de respeito sem tamanho!

Mas a lista não para por aí. Até nos videogames, reino onde os guerreiros reinavam absolutos estripando, decepando e causando todo tipo de hematomas, fraturas e concussões em seus inimigos, os magos já começam a querer invadir.  O primeiro movimento foi mostrando o quanto magos poderiam ajudar o guerreiro na aventura usando curas ou até magias que melhoravam sua defesa e ataque. Mas isso durou pouco, e hoje os magos usam de estratégias cada vez mais agressivas.

Isto, meus amigos, significa o fim da convivência pacífica.

Não tendo mais como resistir a esse avassalador ataque capitaneado pelas forças da magia, alguns guerreiros, temendo perder seu espaço, tentam absorver características dos magos. Daí nascem os paladinos e outros tantos híbridos que caminham nessa terra nebulosa entre não ser uma coisa nem oura. Angustiados com seu próprio ser…

É isto que os guerreiros querem? Ser um não-mago e um não-guerreiro. Uma criatura sem nome, honra, destino ou mesmo um inimigo para desmembrar? Não, mil vezes não! Os guerreiros não devem ceder! Sempre foi assim e sempre será!

Guerreiros de todos os mundos, uni-vos! Vocês não tem nada a perder a não ser os seus mágicos grilhões! O poder dos magos apenas reside em sua mente, não na realidade. O que pode fazer um mago quando a quota diária de poder se esvai ou acaba o MP? Nada! Eles ficam completamente indefesos! O que faz um guerreiro quando está exausto? Grita com toda a fúria e continua a batalha com mais vontade ainda! Os guerreiros não precisam dos magos, mas sim o contrário!

Unam-se, guerreiros, acabemos com a tirania arcana!

É isso que Arnold, nosso maior apoiador, tem para os magos!

O mundo maravilhoso – e violento – dos FPSs! Segunda parte – Half Life

1 jul

Vamos falar de um jogo que pra mim é simplesmente o melhor FPS que já joguei até hoje.

Mas antes, um adendo: Se vai começar a xilicar por causa de Duke Nukem melhor parar agora. Tenho um bom motivo pra não falar dele que se resume numa só palavra: vertigem. Não consigo jogar aquela benga sem que tenha vontade de vomitar a cada cinco segundos enquanto me seguro pra não ter um ataque epilético. Pode me chamar de fracote, mas não posso fazer  nada se um jogo faz isso com meu cerebelo.

Dito isto, continuemos.

Half Life foi lançado em 1998. Época em que muitos dos moleques que dizem amar FPS e enchem o saco nos multiplayers de Call of Duty ainda engatinhavam ou nem eram nascidos. A grande sacada do jogo em relação aos seus concorrentes como Doom e Quake é que ele, ao contrário desses, tinha uma história decente. Sim, não era só um troço no qual você tinha que atirar indiscriminadamente em tudo que se move. A coisa toda tinha uma lógica muito bem trabalhada.

Então falemos sobre ela.

O protagonista do jogo é Gordon Freeman, Phd em Física Teórica pelo M.I.T – Instituto de Tecnologia de Massachusetts, pra quem não sabe, e uma instituição bem real e reconhecida mundialmente. Ele trabalha para uma empresa de pesquisa tecnológica avançada chamada Black Mesa, no departamento de Materiais Anômalos. Ah, o tal laboratório se localiza numa antiga base de lançamento de foguetes e tem vários níveis subterrâneos. Mas o que tudo isso tem a ver com atirar, seu desgraçado, você já começa a perguntar. Eu digo que fique quieto e me deixe terminar…

Gordon Freeman, com seus ultra científicos aparelhos de pesquisa de campo.

Enfim, nosso amigo Gordon, por uma fatalidade não explicada do destino, chega atrasado para seu dia de trabalho quando o jogo começa. Provavelmente tomou todas no boteco na noite anterior e acordou tarde no dia seguinte com uma bruta ressaca. Pelo menos eu gosto de pensar que ele fez isso, o que adiciona um pouco mais de dramaticidade ao negócio. Continuando, neste mesmo dia, Gordon estava escalado para fazer parte de um experimento com um material novo dentro da Câmara de Testes do laboratório. Então, ele chega, toma um esporro de um colega por ter estado na esbórnia até tarde na noite passada, e vai colocar sua roupa de proteção para o tal experimento. Quando chega no lugar, a equipe responsável parece um tanto preocupada com o fato do material ser instável ou coisa assim. Preocupações logo dirimidas pelo cientista mais velho que manda todo mundo ir trabalhar e Gordon entrar logo na porra da câmara, senão vai pessoalmente pedir pro supervisor cortar o salário deles! Bem parecido com o que fazem com você no seu emprego, não?

Dentro da câmara, nosso amigo de ressaca realiza procedimentos de rotina para ativação dos equipamentos enquanto espera pela amostra a ser analisada. Imagino que, enquanto Gordon faz isso, vai pensando “puta que pariu, porque eu não disse que tava doente hoje e não podia vir trabalhar?” Admita, todo mundo já teve um dia assim, não?…

Então, a tal amostra chega e quando ele vai colocá-la dentro do aparelho de teste A COISA TODA EXPLODE NA CARA DELE!

Não consigo pensar num início de expediente pior que esse.  Se você consegue, por favor, me atualize.

No instante seguinte ele parece ser transportado para lugares estranhos cheios de monstros. O que certamente Gordon deve creditar à ressaca, já que essa merda não existe, né? Quando volta a si, vê que a câmara foi pro saco junto com todo o laboratório, aparentemente. Ele mesmo só não morreu por causa da roupa de proteção, obviamente. Tentando sair do lugar percebe que a merda foi bem maior do que imaginou e pensa novamente como tudo teria sido melhor se tivesse ficado em casa neste dia… O lugar inteiro parece que vai desmoronar a qualquer momento, e tem gente morta por toda parte. Os sobreviventes dizem que você tem que ir até a superfície buscar ajuda, já que suas chances são maiores por estar com equipamento de proteção.

Agora vamos dar uma pausa pra explicações. A tal explosão abriu buracos no espaço/tempo de onde estão saindo os monstros que Gordon viu. E essas criaturas estão atacando e matando as pessoas do lugar sem motivo aparente ainda no começo do jogo. Mas sem isso não teria no que atirar, não é?

No caminho até a superfície, nosso amigo tem que enfrentar esses bichos hostis. No começo com um pé de cabra. Mas não demora até você conseguir uma pistola de um dos guardas mortos do lugar. Daí pra frente seu arsenal só aumenta em tamanho e poder.

Aqui começo meu singelo questionamento. É o seguinte: Gordon Freeman nos é apresentado como um cientista com um título de respeito dada por uma das mais respeitadas instituições acadêmicas do mundo. De uma hora pra outra ele se vê numa situação limite onde é obrigado a lutar pra sobreviver. E como faz isso? Vira uma versão nerd do Rambo!!! Pior, mais pra frente no jogo, o exército dos EUA aparece pra matar todo mundo na base, numa tentativa de queima de arquivo. E Gordon enfrenta esses soldados altamente treinados como se fosse a coisa mais normal do mundo! Sei que videogame não é um troço necessariamente verossímil, mas sei lá, me incomoda um pouco isso. Mas acho que só eu me incomodo, então tá valendo…

Vamos para o jogo em si, pra acabar com essa merda! Ao contrário dos jogos do gênero na época, Half Life não é dividido em fases ou objetivos claros. Na verdade, toda ação se passa num ambiente contínuo e quase sem pausas. Bem diferente de Doom e derivados da época.  As pessoas ao longo do jogo dizem o que está acontecendo e o que pode ser feito pra concertar as coisas. Aliás, elas vão aparecer sempre. São os únicos elementos que te colocam por dentro do que está acontecendo na base.

Enfim, Half Life tem também duas expansões – se é que se pode chamar assim. Opposing Force e Blue Shift. O primeiro conta a história do ponto de vista de um dos militares enviados para dar cabo da situação em Black Mesa. O segundo segue um segurança comum da base, chamado Barney que passa por diversas situações acontecidas em HL e Opposing Force, no intuito de salvar o próprio couro daquela merda toda. E no processo acaba ajudando Gordon.

A alguns anos foi lançado Half Life 2, que conta os desdobramentos do acidente no mundo inteiro. Já vou dar spoiler: todo mundo se fodeu e Gordon terá que salvar o dia novamente, ou não. Parece que o Episode 2 acaba de um modo meio abrupto e sem explicação. O que fez os fãs enlouquecerem pela continuação até hoje. Não posso falar mais sobre pois ainda estou jogando o Episode 1. Talvez no futuro..

Bem, é isso. Queria falar de mais outro jogo do gênero, mas a preguiça me toma. Quem sabe outro dia. Semana que vem quero falar de outro assunto que não seja atirar nas cabeças dos outros.

Mas atirar na cabeça desses bichos é legal!

O mundo maravilhoso – e violento – dos FPSs! Primeira parte – Doom

13 mar

E aí? Vamos reviver isso aqui?

Por muito tempo eu dizia que FPSs ( os famosos jogos de tiro em primeira pessoa) não passavam de merdas fedorentas dignas de desprezo. Eram chatos e repetitivos e blá, blá, blá. Bem, a maioria deles é mesmo, isso é a verdade. Mas existem alguns que me fizeram repensar a coisa toda. Jogos que me fizeram ver que esse gênero não é uma pilha de merda fumegante como eu pregava no passado. Sendo alguns até melhores que muito jogo metido a intelectualizado e fodão por aí – não consigo lembrar de nenhum exemplo agora, ajudem.

Então pensei e fazer uma certa viagem cronológica através dos FPSs que eu gostei, começando pelo pai de todos eles, Doom!

Já sei, você vai dizer, “mimimi, Wolfstein”. A que eu respondo que não dou a mínima pelota pra esse jogo. Se eu quiser realmente designar o começo do gênero poderia ir até muito antes dele e os joguinhos criados para computadores jurássicos. Mas não vou fazer isso. Doom fez o gênero “atire em tudo que se mexe” explodir em todo mundo e não o seu irmãozinho menor. Dito isso, começemos:

A história de Doom é a coisa mais simples do mundo, e está no manual do jogo. Cientistas numa base instalada na lua marciana de Phobos estavam fazendo experimentos com teletransporte. A coisa deu merda e eles abriram um portal para o inferno, de onde saíram milhares de demônios que mataram e possuíram a todos no lugar. Você é o único sobrevivente dessa bagunça e precisa escapar do lugar. E… só isso. Não tem mais história que isso. Como os bons jogos de antigamente, Doom é direto e objetivo. Simplesmente procure a saída da fase e atire em qualquer coisa que se mexer e tudo ficará bem. Não tem personagens chatos, reviravoltas retardadas e diálogos que parecem ter saído de um novelista bêbado. Só você e suas armas estourando a cabeça de todos. E essa mecânica perdura por todo o jogo de maneira magistral.

Mas aí você lembra: “Doom foi alvo de muita polêmica na época e até hoje. É violento, tem imagens satânicas, é violento, oh, céus, vou me benzer!!!!”

Certo, muita gente achou ruim o grau de violência do jogo na época. Mas comparado com o que temos hoje em termos de sangue, tripas e desmembramentos (alô, Mortal Kombat! Um abraço pra você!), Doom é um passeio por um campo de margaridas. E quanto aos símbolos satânicos, bem… Sim, a medida que avança no jogo você vê cada vez mais cruzes de cabeça pra baixo ou de diversas formas, pentagramas, imagens de demônios, etc.

Mas vamos por partes:

Cruzes são símbolos tão antigos quanto a própria civilização. Se você acha que a cruz cristã, ou católica pra ser mais exato, é a única existente no mundo, lamento mas alguém precisa estudar um pouco. Até a famosa suástica é uma cruz antiga, muito usada pelos primeiros cristãos. Mas os nazistas pegaram a dita pra símbolo deles e ninguém mais pode usar, senão é chamado de capeta e coisa e tal… Há também o fato de que a Igreja Católica, no momento que ganhou força suficiente, passou a considerar qualquer coisa que não passasse pelo crivo oficial da Santa Sé como herege, pagã, demoníaca, malévola, comedora de criançinhas… Acho que você entendeu… Nesse saco foram colocadas tanto religiões mais antigas quanto dissidências do próprio cristianismo. Afinal, era melhor eliminar a concorrência logo no começo. Por isso qualquer cruz que não seja aquela que todo mundo conhece é chamado de satânica…

Com os pentagramas aconteceu o mesmo. Nunca teve nada de demoníaco com eles. São só símbolos de crenças mais antigas. Mas pra quê dar chance, né? Vamos dizer nas paróquias que essas merdas são a marca da Besta e que todos vão queimar no inferno. E funcionou muito bem, diga-se de passagem…

 Quanto a imagens de demônios… Bem, realmente tem uns desenhos meio perturbadores ao longo do jogo. Principalmente quando você entra no inferno – sim, você não consegue escapar da base, spoiler! Mas vamos pensar um pouco. Se queremos representar um inferno cristão o que usaríamos? Tudo isso acima e ainda mais! Ou esperam que representariam um lugar assim como um bosque cheio de carneirinhos?

Acho que isso já explica que esse papo de polêmica é meio vazio. A não ser que você seja uma carola velha que vê o capeta até num prato de arroz com feijão. Ou algum outro velho chato e retardado dizendo que videogames fazem a cabeça de nossas crianças ingênuas e puras… Mas quanto aos pastores das igrejas tá tudo bem… Enfim, chega disso.

Pra terminar, vamos passar rápido pela sua continuação, criativamente chamada de Doom 2!

Que é exatamente igual ao primeiro… Mesma mecânica, inimigos… Só o cenário que muda, uma vez que você finalmente chegou à Terra e descobre que ela também foi infestada de demônios! Pois é, acham que vida de protagonista de jogo violento é moleza?

Temos mais recentemente Doom 3, que simplesmente reconta a história do primeiro com uma narrativa padrão atual. Ou seja, temos o vilão retardado, sub-tramas desnecessárias e tudo aquilo que te irrita num jogo quando não é muito bem executado. E em poucos essas coisas o são… Sem falar no fato de que Doom 3 é o jogo mais escuro que já vi! Não dá pra ver os cenários. E ainda conta com o inteligentíssimo fato de você escolher usar a lanterna ou a arma. Nunca os dois ao mesmo tempo. Como se fosse necessário um P.H.D em Física Teórica pelo M.I.T pra amarrar um dito no outro! Isso me revolta, vou te contar. Espero que os programadores desse jogo tenham pesadelos com negões bem dotados todas as noites por essa merda.

Mas por enquanto é isso. Na próxima eu falo de um P.H.D em Física Teórica pelo M.I.T que também dá uma de Rambo nas horas vagas!