O mundo maravilhoso – e violento – dos FPSs! Primeira parte – Doom

13 mar

E aí? Vamos reviver isso aqui?

Por muito tempo eu dizia que FPSs ( os famosos jogos de tiro em primeira pessoa) não passavam de merdas fedorentas dignas de desprezo. Eram chatos e repetitivos e blá, blá, blá. Bem, a maioria deles é mesmo, isso é a verdade. Mas existem alguns que me fizeram repensar a coisa toda. Jogos que me fizeram ver que esse gênero não é uma pilha de merda fumegante como eu pregava no passado. Sendo alguns até melhores que muito jogo metido a intelectualizado e fodão por aí – não consigo lembrar de nenhum exemplo agora, ajudem.

Então pensei e fazer uma certa viagem cronológica através dos FPSs que eu gostei, começando pelo pai de todos eles, Doom!

Já sei, você vai dizer, “mimimi, Wolfstein”. A que eu respondo que não dou a mínima pelota pra esse jogo. Se eu quiser realmente designar o começo do gênero poderia ir até muito antes dele e os joguinhos criados para computadores jurássicos. Mas não vou fazer isso. Doom fez o gênero “atire em tudo que se mexe” explodir em todo mundo e não o seu irmãozinho menor. Dito isso, começemos:

A história de Doom é a coisa mais simples do mundo, e está no manual do jogo. Cientistas numa base instalada na lua marciana de Phobos estavam fazendo experimentos com teletransporte. A coisa deu merda e eles abriram um portal para o inferno, de onde saíram milhares de demônios que mataram e possuíram a todos no lugar. Você é o único sobrevivente dessa bagunça e precisa escapar do lugar. E… só isso. Não tem mais história que isso. Como os bons jogos de antigamente, Doom é direto e objetivo. Simplesmente procure a saída da fase e atire em qualquer coisa que se mexer e tudo ficará bem. Não tem personagens chatos, reviravoltas retardadas e diálogos que parecem ter saído de um novelista bêbado. Só você e suas armas estourando a cabeça de todos. E essa mecânica perdura por todo o jogo de maneira magistral.

Mas aí você lembra: “Doom foi alvo de muita polêmica na época e até hoje. É violento, tem imagens satânicas, é violento, oh, céus, vou me benzer!!!!”

Certo, muita gente achou ruim o grau de violência do jogo na época. Mas comparado com o que temos hoje em termos de sangue, tripas e desmembramentos (alô, Mortal Kombat! Um abraço pra você!), Doom é um passeio por um campo de margaridas. E quanto aos símbolos satânicos, bem… Sim, a medida que avança no jogo você vê cada vez mais cruzes de cabeça pra baixo ou de diversas formas, pentagramas, imagens de demônios, etc.

Mas vamos por partes:

Cruzes são símbolos tão antigos quanto a própria civilização. Se você acha que a cruz cristã, ou católica pra ser mais exato, é a única existente no mundo, lamento mas alguém precisa estudar um pouco. Até a famosa suástica é uma cruz antiga, muito usada pelos primeiros cristãos. Mas os nazistas pegaram a dita pra símbolo deles e ninguém mais pode usar, senão é chamado de capeta e coisa e tal… Há também o fato de que a Igreja Católica, no momento que ganhou força suficiente, passou a considerar qualquer coisa que não passasse pelo crivo oficial da Santa Sé como herege, pagã, demoníaca, malévola, comedora de criançinhas… Acho que você entendeu… Nesse saco foram colocadas tanto religiões mais antigas quanto dissidências do próprio cristianismo. Afinal, era melhor eliminar a concorrência logo no começo. Por isso qualquer cruz que não seja aquela que todo mundo conhece é chamado de satânica…

Com os pentagramas aconteceu o mesmo. Nunca teve nada de demoníaco com eles. São só símbolos de crenças mais antigas. Mas pra quê dar chance, né? Vamos dizer nas paróquias que essas merdas são a marca da Besta e que todos vão queimar no inferno. E funcionou muito bem, diga-se de passagem…

 Quanto a imagens de demônios… Bem, realmente tem uns desenhos meio perturbadores ao longo do jogo. Principalmente quando você entra no inferno – sim, você não consegue escapar da base, spoiler! Mas vamos pensar um pouco. Se queremos representar um inferno cristão o que usaríamos? Tudo isso acima e ainda mais! Ou esperam que representariam um lugar assim como um bosque cheio de carneirinhos?

Acho que isso já explica que esse papo de polêmica é meio vazio. A não ser que você seja uma carola velha que vê o capeta até num prato de arroz com feijão. Ou algum outro velho chato e retardado dizendo que videogames fazem a cabeça de nossas crianças ingênuas e puras… Mas quanto aos pastores das igrejas tá tudo bem… Enfim, chega disso.

Pra terminar, vamos passar rápido pela sua continuação, criativamente chamada de Doom 2!

Que é exatamente igual ao primeiro… Mesma mecânica, inimigos… Só o cenário que muda, uma vez que você finalmente chegou à Terra e descobre que ela também foi infestada de demônios! Pois é, acham que vida de protagonista de jogo violento é moleza?

Temos mais recentemente Doom 3, que simplesmente reconta a história do primeiro com uma narrativa padrão atual. Ou seja, temos o vilão retardado, sub-tramas desnecessárias e tudo aquilo que te irrita num jogo quando não é muito bem executado. E em poucos essas coisas o são… Sem falar no fato de que Doom 3 é o jogo mais escuro que já vi! Não dá pra ver os cenários. E ainda conta com o inteligentíssimo fato de você escolher usar a lanterna ou a arma. Nunca os dois ao mesmo tempo. Como se fosse necessário um P.H.D em Física Teórica pelo M.I.T pra amarrar um dito no outro! Isso me revolta, vou te contar. Espero que os programadores desse jogo tenham pesadelos com negões bem dotados todas as noites por essa merda.

Mas por enquanto é isso. Na próxima eu falo de um P.H.D em Física Teórica pelo M.I.T que também dá uma de Rambo nas horas vagas!

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11 jan

Então, dando uma pausa nas minhas infindáveis leituras do Cracked.com (dá uma lida lá, é bem legal o site) vou tentar escrever um post nesta benga abandonada há meses. Logo, como não tenho lá muito assunto pra discutir agora, vou falar novamente sobre algo que gosto muito. Modos de contar histórias em videgames, ou melhor em RPGs!

Sim, desde Final Fantasy a The Elder Scrolls cada jogo tem um modo diferente ao seu público. Por exemplo, nosso amigos japas de FF gostam mais de histórias bem lineares com personagens definidos e enredo fechado. Não que isso seja uma regra de ouro, normalmente não é. Mas até agora nenhum Final Fantasy me permitiu simplesmente matar a porra de um dono de lojinha e roubar todo o estoque – embora roubar armas ruins e  potions não estejam nas melhores modalidades de loot… Tá, isso não é o que você pode dizer de super interatividade. Só porque você pode matar quase qualquer um em Skyrim não significa que o jogo deixe de ter uma linha para seguir se você quer ver o final daquela porra toda.

O que eu quero dizer é: mesmo com suas semelhaças, são duas formas de contar histórias diferentes. Olhe nosso amigo Dragonborn aí em cima. Fodão, badass, pronto pra arrancar a garganta de um dragão e mijar na cabeça dele no processo.

Ao passo que a maioria dos JRPGs trazem heróis assim:

Sim, eu quero aborrecê-los com isso.

A questão não é dizer qual é o melhor. Mas os modos como as coisas são feitas.

Não vou arrotar cultura sociológica que não tenho pra dizer como pensa um japonês (pra isso deixo os otakus) nem um norte americano, francês, tonguelês ou o diabo que seja. Só posso dizer que japoneses há algum tempo basearam seus modos de contar histórias em RPGs de videogame gradativamente ligados à cultura do mangá e do anime, que por lá deveria ser bem maior do que de videogames na época. Ocidentais preferiram continuar a repetir as regras dos bons e velhos RPGs de mesa em sua maior parte.

E como isso funciona no jogo em si?

Bem, como mídia mais baseada na cultura pop japonesa anterior a eles, tempos personagens que poderíamos encontrar em qualquer mangá nas bancas de lá. Infelizmente, ninguém até agora inventou de fazer um RPG nos moldes de Hokuto no Ken… Mas um jogo assim jamais conseguiria ser terminado, então parece que é melhor que não façam…

Voltando ao tema…

Como os japoneses focam muito em seu próprio mercado – sim, eles estão pouco se fodendo pra ocidentais – claro que eles fariam jogos com histórias mais ao gosto do seu público. Nisso temos um monte de jogos nos quais o protagonista é um garoto/jovem que perdeu família/amigos/o cachorro/a virgindade e sai pelo mundo numa busca por seu eu pessoal ou vingança, ou diversão mesmo – estou olhando pra você, Justin, seu retardado! No caminho pode, ou não, topar com organizações satânicas responsáveis por toda merda que aconteceu na sua vida ou que simplesmente querem esmerdear tudo sem nenhum motivo aparente até minutos antes da última batalha. Sendo que a última batalha é travada contra o super vilão mega poderoso que por alguma arte sinistra torna-se um semi-deus antes de ter sua bunda humilhantemente chutada pelos heróis. Ah! Tem sempre um super vilão doido pra foder a porra toda só porque é malzão ou deseja algum lucro que só ele entende.

Isso tudo temperado por horas e horas de grinding enlouquecido.

Acho que descrevi mais ou menos 90% de todas as histórias de RPG japonesas criadas até hoje. Salvo algumas variações mínimas, a coisa é bem aquilo mesmo.

Então vamos aos RPGs ocidentais!!!

Esses são mais simples. Só ver qualquer campanha de Dungeos n’ Dragons, Vampiro ou sei lá qual sistema de jogo de mesa tenha por aí. Certo, temos pérolas como Mass Effect ou Fallout para mostrar, mas a maior parte é composta por jogos medievais genéricos que só se diferenciam pela história ou mesmo gameplay. Ou personagens que pareçam capazes de arrancar a cabeça de um ogro com o dedo mindinho enquanto tomam um tonel de vinho…

“Então RPGs japoneses são superiores, seu retardado! Vá voltar a jogar Skyrim e pare de escrever merda.” Grita você para mim. Mas calma! Ainda não terminei e nem estou escrevendo isso pra dizer que um é melhor que o outro, embora existam jogos de ambos os lados que sejam grandes pilhas de merda fumegante, sobre as quais falarei amanhã ou outro dia qualquer.

Acho que é hora para chegar numa conclusão nesta merda.

Enquanto RPGs de mesa continuam mais ou menos intocados em suas influnências e influenciam também criadores ocidentais de RPG de videogame os japoneses decidiram ir por outro caminho. Nisso também passam as mecânicas de jogo. Mas esse não é meu problema, quero falar de histórias e não como bater num bicho usando ou não menus. Então, da próxima vez que falar de algum jogo do gênero por aqui, será baseado no que acabei de escrever e não na preferência de qualquer nerd à toa por aí. Logo, se você ama um lado e odeia o outro, por favor, vá a merda.

Brevemente, ou não, v0ltarei com mais coisas ou algo mais interessante.

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A odisséia de ler em outra língua.

19 nov

Voltamos, galera!!!

Decidi dar um tempo em Diablo 2 – do qual falarei em seguida – e na minha infinita preguiça de atualizar isto aqui. Pois vamos voltar a falar de literatura neste blogue novamente, uma vez que falei demais de videogame antes…. Poxa, eu gosto pra cacete de videogame. É basicamente o que me faz não ser um maníaco homicida, matando todo mundo que apareça na minha frente. Então, agradeça enquanto eu estou esplodindo e esmagando cabeças virtuais quando eu poderia fazer isso pra valer!…

Aham… Mas do que eu iria falar mesmo?…

Ah, sim! De ler coisas em outras líguas! Muita gente que se acha sabida em qualquer outra língua que não seja a própria gosta de fazer isso de vez em quando. Nem que seja pra ler as piadinhas infames que pululam na internet… Sim, eu sei que você é um doente que adora ver o que postam no 4chan o dia todo, preferencialmente no /b/. E quem pode julgá-lo? Praticamente a internet inteira olha o que acontece naquele lugar amaldiçoado… Nem adianda se fazer de santo dizendo que nunca entrou nenhuma vez! Se você diz que nunca fez isso só posso lhe chamar de uma coisa: Mentiroso! Ou deve ter ganho seu primeiro computador hoje. Então, considere-se apresentado à escória da internet!!!

Puta merda, perdi o fio da meada de novo! Então, afora as paginas engraçadinhas na net, algumas pessoas que fingem verniz cultural como eu também se metem a besta a ler livros que não estão em seu idioma pátrio. Isso acontece frequentemente depois que você termina aquele chatíssimo curso de inglês,  ou de qualquer outra língua, que te custou o olho da cara e um saco gigantesco. Até porque, o recém-poliglota quer por a prova seus conhecimentos linguísticos. E como não tem muitos com quem falar normalmente o jeito é apelar pra filmes, jogos ou livros mesmo. Contudo, filmes e jogos possuem linguagem bem coloquial e fácil para nossos desbravadores das letras. Quem tem coragem mesmo pega um livro bem foda e o lê de cabo a rabo!

Alguns tentam Shakespeare logo de cara… Esses estão sofrendo de sérios problemas mentais caso tenham insistido nessa loucura.

Outros, mais espertos, pegam os livros mais famosos da atualidade. Uma vez que eles têm uma linguagem moderna, fica um pouco mais fácil de ler. Já li o primeiro livro da série de Harry Potter e alguns de Stephen King e outros cujo nome esqueci só pra dar um exemplo.

Mas eu queria mais! Queria ler algo realmente foda e complicado em inglês! Queria testar minhas capacidades a nível máximo!!! Ou queria me punir inconscientemente por algo que fiz, vá lá eu saber…

Então lá fui eu me meter a ler A Song of Ice and Fire no original!!!

Podem dizer, sou doido.

No momento estou no quarto livro da série e posso dizer que consigo entender a maior parte das coisas. Tirando uma ou outra palavra estranha o resto é tudo bem apresentável.

Mas por que estou falando disso?

Simples, não tenho assunto nenhum pra falar aqui no momento e resolvi compartilhar uma de minhas humildes aventuras literárias com vocês!

Contudo, existe um problema sério para ler em outra língua, pelo menos pra mim. O gasto de energia na leitura é simplesmente muito maior do que se eu lesse em português. Sim, parece que enquanto eu leio em inglês, estou na academia, treinando para ser lutador de MMA e não lendo um romançe de fantasia comum e tranquilo. No fim de um capítulo estou totalmente morto por fora e por dentro e acabo voltando ao videogame. Acho que só acontece comigo… Sou fresco, que se pode fazer?

Creio que é somente o que tenho a dizer no momento. Outro dia voltarei com um texto decente. Provavelmente sobre videogame…

Manual prático de cultura pop.

28 jun

Vendo o crescimento da chamada cultura pop e as massas de novos aspirantes a que nela tentam entrar, elaboramos este manual simples em dez lições básicas para uma primeira ajuda. Esperamos que seja útil para todos que almejam ser pops.

1- Em primeiríssimo lugar, você tem que definir sua situação no mundo pop. Sim, porque existem diversas definições do que é ser pop: Há o pop cult, o revival anos 70 ou 80, o apenas cult, apenas pop… Enfim, uma miríade de nomes que fariam a cabeça do mais aplicado estudioso rodar. Para este manual, então, usaremos o padrão “pop apenas”, o qual parece ser o mais simples de se definir.

2- Definido o seu estilo, é mister escolher o modo de vestir-se. Ou você acha que pop que é pop sai por aí com jeans e camiseta só? Procure ser o mais colorido possível. Quase uma árvore de natal. Misturar Rosa shock com verde claro ajuda muito nessas horas… E não se esqueça dos grandes óculos escuros – bem grandes mesmo! Assim, nem um cego vai deixar de ver que pela rua caminha um pop.

3- O modo de falar de um pop deve coadunar-se aos mais recentes estilo e tendências da época. Logo, abuse de expressões estrangeiras. Mesmo que você não faça a menor idéia do que esteja falando, a maioria das pessoas vai sempre pensar que você é uma pessoa viajada e, principalmente, descolada. Alguém que não se limita a apenas um léxico verbal.

4-O gosto cultural de um pop é a questão mais espinhosa a que se deve tratar. Em primeira análise o pop que é pop acha tão lindo a bunda da Sheila Mello balançando quanto uma ária de Puccini. Pra ele tudo é cultura! E tanto melhor quando ela vem da expressão genuína popular, como eles dizem. Entende-se por expressão popular forrós, bailes funk e similares, embora poucos deles tenham coragem de frequentar os lugarem nos quais efetivamente o povo vai.

5- Ainda falando de cultura, assunto deveras complicado. Além de estar íntimo dos gostos da população, o pop que é pop deve saber tudo o que acontece na cena alternativa. Define-se “cena alternativa” como bandas que não fazem sucesso por vários motivos, o maior deles é ser ruim mesmo. Não importa se o vocalista é desafinado ou o músico não sabe tocar nem “dó, ré, mi, fá”, o negócio é ter atitude. Aliás, este é um tema que será retomado mais à frente.

6-Terminando de falar sobre os gostos culturais pops, chegamos à literatura. Na verdade essa parte é a mais complicada de se definir, visto que os pops moldam seus gostos literários ao que vêem em outros lugares, como filmes – geralmente americanos ou um iraniano de vez em quando – ou bandas de música. Mas nunca falta na estante pop um exemplar dos últimos que acabaram de se transformar em filmes ou que foram fonte de inspiração para algum grupo ou pop star nos quais ele se espelhe.

7- Nunca, jamais, em tempo algum, seja visto numa mesa de botequim enchendo os cornos de cerveja com cachaça enquanto discute a zaga do Atlético Mineiro. Não há atitude mais anti-pop! Exceto, é claro, quando isso é feito nos barzinhos pop, com seu grupo pop à tiracolo que sempre terão uma considerão pertinente sobre a situação débil do esporte brasileiro e como o padrão de cores das camisas dos times é medonho.

8- Derivação do anterior. Frequente sempre lugares pop, cheios de gente pop como você. Tais estabelecimentos geralmente têm uma decoração espalhafatosa, o que atrai pops mais que açúcar atrai formigas. E quanto mais decorado o lugar, maior será a conta a pagar, como diz a lógica. Mas não se importe com isso! Ainda que não tenha nem um tostão no bolso pop que é pop não deve nunca perder a pose! Peça uma água mineral e diga a todos que está parando de beber. Hoje em dia é pop tomar água enquanto todos bebem cerveja na sua frente. Mostra força de vontade!

9-Dedique-se a um hábito tipicamente pop. Colecione todos os filmes de um determinado ator, saiba tudo sobre um personagem de ficção famoso, seitas exotéricas… Qualquer coisa serve, desde que seja da alçada do mundo pop. Mas não invente muito que nada é mais anti-pop que parecer mais inteligente ou curioso que os outros pops.

10-O mais importante. ATITUDE. Em caixa alta mesmo. O que todo pop precisa aprender é ter atitude. Ainda não se sabe exatemente o que isso quer dizer neste tão misterioso mundo, mas ao que tudo indica, ande de maneira mais solta, fale de modo mais arrastado ou cantado. Não há uma regra para isso. Os mais bem sucedidos são os que conseguiram mesclar a maior parte de características diferentes. Se não é o seu caso, use palavrões à vontade e nunca, mas nunca mesmo, utilize em sua totalidade o o estilo que foi usado neste texto. Fazendo isso, você estará pronto para se aventurar nesse mundo cada vez mais colorido! Boa sorte!

O demônio dos videogames

8 mai

Desde que eu voltei a jogar videogame de forma sistemática começei a jogar RPGs. Isso todo mundo sabe e está cansado de saber. Nesse tempo joguei e descobri vários jogos do gênero, a maioria muito boa até. Certo, tem uma minoria execrável, mas não vamos falar deles, não é Wild Arms?

Mas no fim das contas a grande maioria só conheçe mesmo Final Fantasy e Dragon Quest, até porque são os mais famosos do ramo. Mas existem muitos, conhecidos apenas por nerds ultra-malucos que dedicam seu tempo, dinheiro e sanidade a descobrir essas coisas. Pelo menos aqui neste canto do mundo.

Quem se encaixa muito bem nessa categoria é a franquia de jogos chamanda Shin Megami Tensei, mais conhecida como megaten(não me pergunte o porque do nome, todo mundo usa isso).

Tudo começou com um romance obscuro escrito no Japão que fala sobre a invasão do mundo por demônios invocados por computador. Parece que a história era uma bagunça e nem o autor gostou muito dela. Nota-se que o livro seja obscuro então…

Enfim, lá pelo final da década de 80, a produtora de jogos Atlus devia estar meio sem idéias para seus jogos, visto que já tinham sido criados todos os encanadores e bombados com metralhadoras que os videogames precisariam até hoje. Dessa necessidade premente, algum funcionário, talvez o faxineiro esquisito e fã de bukake, apresentou o livro aos chefões, que miraculosamente gostaram da idéia. Provavelmente esse nosso faxineiro tarado deve ter encontrado o tal livro num sebo fedorento de Tokio sendo vendido por coisa equivalente a dois centavos, mas isso não interessa.

O que interessa é o que isso gerou!!!!

Um jogo podre para NES!!!!

Nem sei se o jogo era tão podre, mas a turma não gostou muito. Parece que contava basicamente a história do livro, mas não interessa agora.

O que interessa é que o troço gerou outro jogo podre para o nintendinho. Não sei se o negócio fez sucesso ou não, mas parece que a Atlus gostou da coisa.

Aliás, devo dizer que os primeiros jogos para NES se chamavam só Megami Tensei. O “shin” só passou a valer a partir do jogo para SNES até hoje. Só um pouco de cultura inútil pra vocês…

Mas o que contém esses jogos, vocês me perguntam?

O DEMÔNIO!!!!! DEMÔNIO!!!!!

Sim, garotinhos. Megaten possui temática satanista em pelo menos 95% dos jogos. Pelo menos é o que muita gente pensa. Mas vamos raciocinar: o jogo vem do Japão, japoneses são budistas, logo, não ligam pra mitologia cristã ou qualquer coisa parecida. Assim, eles brincam do jeito que quiserem com as coisas que fariam sua avó perder os cabelos.

Por isso não jogue megaten na frente de seus parentes, ouviu? Principalmente se você conseguir o Lúcifer pra invocar… Pode gerar sérios desentendimentos familiares…

Como falei em invocar o Lúcifer vou contar um pouco da mecânica. Os jogos se baseiam em seu personagem invocar demônios e usá-los como auxílio em combate. Como isso é feito varia de jogo pra jogo, mas basicamente o negócio é fazer o pacto com o demônio, usar na batalha até ele ficar forte e fundir com outro pra fazer um demônio mais forte e assim por diante. Um pokemon do inferno, pra falar a verdade.

Mas o que realmente me cativa nesses jogos são as histórias. Nos jogos principais da série sempre é usada a temática do fim do mundo e, depois que tudo vai pro saco, o herói da história tem o poder pra decidir pra onde tudo irá daí por diante. Ou seja, o protagonista pode decidir se ficará do lados dos demônios infernais e criar a terra do capiroto por todo o sempre, ser um cara bonzinho(e sem graça!!!) ou não dar bola pra nenhum dos lados e ver o que acontece depois. Com uma temática dessas não me admira que nenhum dos primeiros jogos foi traduzido oficialmente para o ocidente. Ou você acha que a mamães iriam gostar de seus filhinhos usando demônios para lutar contra YHWH? – um dos nomes de Deus para quem é inculto. Sim, esta é uma das possibilidades do jogo!

Assim, só os nerds realmente loucos já jogaram esses jogos. Até porque eles tem uma dinâmica horrorosa de gameplay, pelo menos os dois primeiros… Mas não vou falar disso aqui.

Mas megaten não são só capetas encapetados lutando contra Deus. Não senhor! Existem outros jogos paralelos que fazem parte da franquia. Entre eles está Persona, uma versão light, digestível e cheia de jovenzinhos saudáveis… Usando demônios para lutar… Mas desta vez os bichos são chamados de personas e funcionam como uma espécie de força espiritual que dá poderes aos meninos.

Persona sempre tem uma temática mais voltada para adolescentes e estudantes. Isso explica porque tem sempre uma escola envolvida no processo. Principalmente, Persona não trata de temas tão pesados quando os títulos principais. Mas lutar contra um grupo de ocultistas que pretende ressucitar Hitler – tema de Persona 2 – não é enredo de Pokemon…

Pra terminar, megaten é cheio de demônios para se ver. Desde os mais conhecidos como Lúcifer até um… bem… melhor mostrar do que descrever:

Mara (Maravilha), o demônio pintão!!!!

Fora os capetões do mal, também temos anjos, fadas e mais um monte de entidades. Mas eles não são tão legais quanto colocar Baphomet, Lilith e Lucifer no mesmo grupo…

Acho que é mais ou menos isso que eu queria dizer sobre a série. Outro dia falarei sobre cada jogo individualmente, mas não esperem muito por isso.

Por fim, fiquem com o logo altamente satânico da série.

Sonhem com os capetinhas!

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Ode triunfal dos fliperamas sujos!

28 mar

Antes de começar tenho que dizer a todos vocês que sou velho. Já tinha noção de muitas coisas no começo da década de 90 quando muito moleques de hoje ainda nem tinham nascido. Porra! Tinha fantasias sexuais com a Alys de Phantasy Star! Se isso não é ser um moleque muito do safado – ou extremamente solitário – não sei o que é mais.

Então, como bom moleque lá pelos meus 9, 10 anos também era louco por videogame. Isso todo mundo sabe. Mas não contei algo que formou minha personalidade gamística e certamente e de muita gente da minha idade.

O fliperama!

Para os que nasceram depois de 1995, os fliperamas eram lugares onde a gente ia jogar coisas que nunca, jamais, iriamos poder jogar nos nossos pequenos consoles. Quer dizer, se você não era podre de rico para comprar o Neo Geo. Mas quase ninguém era, então todo mundo ia ao fliperama.

Era o lugar da socialização por excelência! Não iam somente moleques doidos pra jogar uma partida de Street Fighter 2 ou Mortal Kombat, mas toda uma fauna que poucas pessoas ligariam a videogame. Aliás, tinha sempre gente muito suspeita nesses fliperamas e eu não discordo se me disserem que nego fazia coisas ilícitas por lá quando nós, pobres crianças inocentes ficavamos entretidas em arrancar cabeças com coluna e tudo com o Sub Zero…

Os lugares que eu frequentava eram menos iluminados que esse aí...

Devo dizer que com isso o fliperama lá pelo início da década de 90 era um lugar visto com muita disconfiança e medo pelos pais. Várias vezes fui a algumas das bibocas mais sujas da minha cidade para jogar acompanhado de um amigo meu e seu pai que não nos largava de jeito nenhum.

Era uma aventura ir ao fliperama!

Mas as preocupações de nossos pais eram válidas, não posso negar isso hoje. Isso porque esses lugares eram em sua grande maioria instalados em lojinhas pouco iluminadas e sujas ou em becos debaixo de escadas mesmo. Eu mesmo conheci minha primeira máquina de Double Dragon numbeco sujíssimo e escuro onde eu nunca esperava que pudesse haver um fliperama. Só descobri o local por causa de um colega de escola meu. Hoje o lugar continua um beco sujo e escuro, mas completamente abandonado…

Lembro também que uma vez testemunhei uma batida policial dentro de um fliperama que eu tinha acabado de entrar. Estava sozinho, devo mencionar logo.  E tão logo os meganhas entraram no lugar já trataram de mandar os moleques pirracentos embora. Um deles saiu chorando como, bem, como uma criança obviamente.

Gostaria muito de dizer que fiquei e enfrentei bravamente os policiais enquanto eles esvaziavam o local para jogar suas partidas de Mortal Kombat sem serem importunados, mas não foi o que aconteceu. Tão logo vi um monte de moleques sendo escurraçados do lugar também saí eu, mas de fininho, antes que qualquer um me notasse. Eu era um nerd de uns 12 anos mais ou menos, jamais que iria peitar um adulto e ainda por cima armado!

Fora esses pequenos problemas, eram locais até pacíficos onde uma miríade de sujeitos completamente diferentes dividiam os controles. Existiam, como já disse, os moleques como eu. Mas também haviam adolescentes matando aula, adultos sem ter o que fazer, além de uma série de gente muito suspeita que vivia dentro desses lugares só pra passarem o dia ou sei lá o que… Todos eles vivendo em relativa harmonia. Isto é, até alguém resolver aporrinhar o outro enquanto estiver jogando…

Sim, eu aporrinhava muito! Verdade seja dita, eu ia ao fliperama mais para ver os outros jogarem do que para eu mesmo jogar. Em grande parte porque eu era completamente duro e meus pais não me dariam dinheiro para jogar todos os dias que eu quisessem. Em outra porque eu era uma merda mesmo. Sempre perdia na terceira luta ou coisa que o valha. Quando começava a jogar rezava pra que ninquém aparecesse querendo jogar contra comigo, senão perdia minha ficha mais cedo…

Por isso me resignei a olhar mais que jogar. E assim passava tardes inteiras!

Hoje em dia os fliperamas de outrora foram substituidos pelas lan-houses. Os tipos que frequentam o lugar não mudaram muito com o tempo, mas toda a atmosfera mudou. Talvez pelo fato de cada um ficar circunscrito ao seu próprio computador horroroso faz com que a parte socializante seja um pouco perdida… Ou não, eu posso estar terrivelmente equivocado!

Pra terminar, hoje todos os jogos tem suporte online e servidores próprios na internet. Dá pra tirar um contra em Street Fighter contra um cara no Japão em tempo real. E assim ter o prazer de ser surrado por um japonês que certamente tem mais tempo do que você para jogar.

Mas pra mim nunca será igual a jogar num local sujo e cheio de tipos suspeitos onde qualquer um poderia ficar do seu lado e te desafiar. Dava um t0m mais pessoal a coisa toda que hoje não existe. Ou você por acaso já viu a cara do seu carrasco japonês? Suponho que não.

Por hoje é só pessoal! Fiquem com uma imagem clássica dos bons e velhos fliperamas:

 

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O alquimista dos elementos passivos

20 mar

Cá estamos de novo. E suponho que todos estão de saco cheio de me ver falar sé de videogame ultimamente. Isto é, se ainda se dão ao trabalho de ler o que eu escrevo… Enfim…

Por isso resolvi voltar aos textos sobre literatura. Até porque eu me sinto menos nerd falando sobre livros do que jogos eletrônicos. Então, para marcar esta volta, escolhi um livro muito famoso por aí:

Certo, antes que começem a me xingar vou logo dizendo… Dizer o que? Que acho o livro interessante? Ou que Paulo Coelho é o melhor escritor desde Homero? Isso eu nunca vou dizer, podem estar certos. Mas não é ruim a gente saber como essas coisas funcionam de vez em quando. E foi justamente isso que me fez ler esse troço.

Antes de mais nada digo que não tenho nada contra o Paulo Coelho, seu modo de escrever e de vida. Cacete! Se eu tivesse grana pra morar num castelo na Europa e pegar todas as mulheres que eu quisesse só com o que eu escrevo seria um cara realizado! Mas com o que eu faço provavelmente ganho uma feirinha de literatura em Itajubá do Sul e como prêmio uma melancia…

Triste vida a minha!

Só estou dizendo isso porque nosso amigo Paulo Coelho usa muito o argumento de “inveja” para os que o criticam. Logo, não tenho porra de inveja nenhuma dele, mas admiração! Afinal, é o modelo de escritor que pretendo ser se algum dia algo que eu escrever for vendido aos milhões. E assim, eu puder ter uma vida semelhante ao do Charlie Sheen. Sim, eu sei que todo mundo quer uma vida parecida com a daquele cara.

Dito isso, vamos logo ao livro.

O Alquimista conta a história de um pastor de ovelhas e suas ovelhices nas planícies do sul da Espanha. Certo dia ele estava no meio do pasto quando foi dormir – o que deve ser normal pra pastores, ou não – e sonhou com pirâmides. Acontece que o rapaz já tinha sonhado com isso antes e nesse sonhos diziam que ele encontraria um tesouro perto delas.

Até aí nada de mais. Eu sonho com naves espaciais e c0mbates de morte quase toda noite. Mas isso não quer me dizer que eu vou ser abduzido e entrar numa guerra interplanetária como o único capaz de dar um fim no conflito. Seria muito legal, mas não vai acontecer – ó tristeza!

Enfim o rapaz sonha com pirâmides de noite e fala com ovelhas de dia. O que isso tem de interessante? Basicamente, nada. Mas ele está a caminho de uma cidade no qual vai vender lã e paquerar a filha do tecelão seu freguês e por isso está feliz.

Quando chega a cidade, deixa suas ovelhas no curral de um amigo e vai para a praça do lugar ficar fazendo porra nenhuma enquanto pensa em que tipo de cantada vai passar na moça para que ela lhe dê acesso as suas calcinhas. Coisa que todos nós fazemos em diferentes momentos de nossas vidas…

Neste momento, aparece um velho! Ahá!!!!

Mas o velho é só um mendigo retardado que parece muito bem informado sobre a vida e os sonhos do nosso herói. E diz que ele deve perseguí-los. Espantado pelo fato do sujeito saber de tudo da sua vida, o rapaz acaba por seguir o seu conselho. Vende suas ovelhas, mas a mocinha filha do tecelão à merda e vai em busca das pirâmidas, mesmo ele não tendo a menor idéia de onde essa merda se localiza. Antes de ir, encontra novamente o velho que se revela um rei ou coisa que o valha e abre sua camisa. Quando você pensa que teremos uma cena explícita de homosexualidade no livro sabemos que o sujeito usa uma placa de ouro com pedras preciosas cravejadas nela. O velho tira dois cristais de lá e dá para o pastor.

Agora vamos pensar. O que raios um cara com uma placa de ouro no peito estaria fazendo ali? Aliás, o que estaria fazendo em qualquer lugar? Não consigo imaginar alguém andando por aí com um pedaço de ouro provavelmente bem pesado no peito abordando desconhecidos por nada. Mas divago…

Depois disso, nosso pastorinho pega o primeiro barco para a África. Lá fica que nem um idiota andando pra cima e pra baixo sem entender porra nenhuma da língua. Como é um cara muito crédulo, nosso amigo resolve pedir ajuda ao primeiro sujeito que fala com ele e tem seu rico dinheirinho roubado. Então, sem lenço, nem documento resolve se encolher em posição fetal num canto da rua chorar a sua burrice quando lembra das pedrinhas que o velho maluco tinha lhe dado!

Eram pedras para advinhar o futuro. E só de por as mãos nela o cara se sente melhor. No dia seguinte procura trabalho numa loja de cristais de um cara já com a vida vazia e sem sentido, esperando pela morte. Ele, como bom sujeito que segue sua Lenda Pessoal – vou explicar isso mais tarde – consegue colocar sentido naquela vida desgraçada fazendo a loja crescer.

Depois de um ano consegue dinheiro para poder comprar um novo rebanho de ovelhas e poder voltar pra casa. Mas eis que o cara, maluco como ele só, resolve embarcar numa caravana para o Egito tentar encontrar as tais pirâmides.

Bem, é mais ou menos até aqui que eu li até agora. Mas acho que já posso dizer alguma coisa sobre a história de nosso Paulo Coelho: tediosa até não poder mais.

Sério, o que ele estava pretendendo passar quando escreveu isso? Que as pessoas alcançacem paz de espírito lendo essa coisa? Que fossem buscar um sentido para suas vidas ou coisa assim? Bem, eu quando leio algo quero me surpreender. O Alquimista me surpreendeu muito pouco.

Outra coisa. Toda a linguagem do livro passa uma grande tranquilidade. Como se nada que o cara pudesse fazer realmente mudaria seu destino. Tudo está escrito, como é martelado incessantemente na história. Então, a coisa toda acaba não tendo emoção nem nada.

Por exemplo, Memórias Póstumas de Brás Cubas é sobre um cara que nunca fez nada de importante na vida falando dela, e por extensão dos outros, depois que morre. Logo, ele não tem que esquentar a cabeça com o que vão pensar dele, pois já está morto e pode descer o malho em tudo sem esquentar.

O Alquimista parece uma história feita para quem não quer ter emoções. É insosso como história. E tras uma filosofia de botequim que ninguém leva a sério.

Agora eu poderia terminar o texto, mas não vou fazer isso. Não agora. Queria dizer por fim que não tenho nada contra o livro pelo que ele se propõe. Ou seja, ser alívio para solteironas mal amadas. Esse tipo de coisa tem que existir sempre. Por isso eu parei um pouco nas críticas ali em cima porque eu sei que todo o planeta já criticou o livro com os mesmíssimos argumentos. O que eu quis fazer era só mostrar como coisa toda pode ser engraçada de certa forma se você não levar a história de um cara indo atrás de pirâmides à sério.

Acho que nem o próprio Paulo Coelho leva o livro a sério, entao não serei eu que o farei.

Pra terminar devo dizer que continuarei dando chances de Paulo Coelho me surpreender com uma história. Até porque as pessoas mudam com o tempo, espero. E quem sabe ele pare de escrever para pessoas em estado terminal que não podem ter emoções fortes.

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