Ghost in the Shell, o fantasma dos computadores

Imagine um futuro onde a internet está espalhada por todos os cantos e todos, absolutamente todos estão conectados. Não apenas por meio de computadores, mas diretamente, a partir de implantes cerebrais e plugues nas nucas para os cabos de dados…

Mais ainda, as pessoas podem substituir partes perdidas do seus corpos por partes mecânicas perfeitamente adaptáveis, mais fortes e funcionais. Alguns substituem todo o corpo deixando apenas o cérebro como ciborgues completos, tendo habilidades sobre-humanas.

Parece assustador né? Mas ao mesmo tempo interessante… Que foi? Como se você nunca tivesse passado o fim de semana inteiro na frente do computador! Seria a mesma coisa, só que permanente.

Mas essa não é a grande sacada do troço. Vamos por partes.

Vamos mergulhar na história.

Antes de mais nada, é bom deixar claro aqui que não pretendo falar de absolutamente tudo envolvendo Ghost in the Shell – dentre eles uma série de animação para a TV e mangá – porque simplesmente prefiro me focar nos longa metragens. O motivo disso? Pode chamar de preguiça mas eu chamo de escolha retórica.

Continuando, o primeiro longa data de 1995 pelo que diz a wikipédia. Mas eu acho que é bem mais velho, uma vez que eu lembro de ter visto a capa do vídeo disso na locadora onde eu alugava meus cartuchos de Master System bem ao lado da prateleira de jogos… Mas estou divagando…

O que interessa é que a história se desenvolve em torno de Motoko Kusanagi, apelidada “Major” pelos colegas. Ela é uma ciborgue completa, ou seja, de natural só tem o cérebro e assim pode chutar o seu rabo na velocidade da luz enquanto desfila nua a sua frente…

Sério, ela fica pelada várias vezes durante o filme, não que isso me incomode é claro.

A Major como veio ao mundo, ou quase...

Mas não é um desenho de putaria, seus pervertidos! É algo altamente intelectualizado e cult.

Diga-se de passagem que Ghost in the Shell influenciou diretamente os criadores de Matrix, cujos nomes são impronunciáveis. Sim, desenho japonês contendo mulheres nuas e violência formou o cinema da década de 90. Duvido que vocês sabiam disso!

Agora vocês sabem, o que me permite ir direto para a continuação dele, Innocence.

Basicamente conta a história de uma pane de robôs acompanhantes que acabam matando seus donos. O policial que sobrou do primeiro filme – eu contei que a Major se une a uma entidade eletrônica chamada Puppet Master e vaga sem rumo na rede no primeiro filme? Agora contei. – está investigando o caso.

Batou, o cara que sobrou, e seu cachorro tristonho.

Lá pelas tantas ele descobre o real motivo do defeito nos robôs. Que eu não vou contar porque quero que você assista aos filmes seu preguiçoso! Por que acha que eu não não contei quase nada do enredo deles? Pra justamente isso.

Agora vamos terminar que este texto está há mais de 3 dias mofando nos rascunhos…

A grande sacada de Ghost in the Shell é ser, além de um filme de ação, uma ficção científica filosófica. Em meio a tanta tecnologia até mesmo dentro das pessoas, o que define a diferença entre homem e máquina? Esse é o mote do primeiro filme. Quanto ao segundo, na minha opinião, fala muito mais da dicotomina – odeio essa palavra, mas não tem outra – entre deus e o homem. Até porque um dos personagens da história aparece com tando poder sobre a rede que a tudo circunda que pode ser compradado à um deus. Não vou dizer quem é esse personagem, mas quem é esperto já deve ter sacado do quem estou falando.

Bem, hora de colocar o texto no blogue. Na próxima falarei de histórias de Natal. Até lá!

Vampiros, o terror da literatura.

Então, hoje falaremos de um assunto terrível. Terrível e dentuço… Não, não é da Mônica, caso sua mente infantil e besta tenha pensado nisso. Vamos conversar sobre outro tipo de dentuço, que não usam vestido vermelho nem tem um coelho de pelúcia azul.

Vampiros!…

Parece que todo mundo gosta de histórias de vampiros. O que muito me surpreende porque até hoje eu nunca li um livro decente sobre o assunto. Sério, o Drácula de Bram Stoker é o troço mais chato e anticlimático que já li em toda minha vida. Drácula não faz nada de interessante a história toda e morre do jeito mais idiota possível no final.

Tem também os romances de Anne Ricce, que eu acho extremamente sem graça também. Mas são até melhores que o clássico.

Agora estamos vivento a febre dos vampirinhos emos que brilham(!?) ao sol e tem crises existenciais sobre morder ou não a menina chata que se joga em cima deles… Que história sensacional!… Isso se você for uma adolescente vinte quilos acima do peso e com  sérios problemas emocionais e de relacionamento. Qualquer ser humano normal dá risada dessa história. Mas quem disse que adolescentes, e ainda mais nesse estado, são seres humanos normais?

Mas não, meus queridos. Não ficarei o texto inteiro falando mal das historinhas insossas de Crepúsculo e afins.

Minha questão é um pouco mais profunda:

Como um tipo de personagem que só tem gerado as maiores bombas literárias da história traz tanto fascínio?

Já pensaram nisso?

Cara, NENHUMA HISTÓRIA SOBRE VAMPIROS É BOA! Absolutamente nenhuma. São todas um saco.

É claro que os fanzocas de Anne Ricce e dessa safra nova de chupadores(?) de sangue irão discordar de mim. Contudo, eu não dou a mínima pra eles e podem gritar à vontade. Se quiserem podem até comentar que ficarei feliz em falar mais mal das coisas que vocês tanto amam, manés!

Mas será que algum de vocês pode encontrar a resposta? Por que esse fenômeno estranho?

Eu penso que a resposta reside no fato de que livros ruins acabaram ganhando boas adaptações cinematográficas e em jogos de RPG. Pergunte ao seu amigo que leu Drácula e depois viu o filme qual ele acha melhor. Eu voto no segundo sem pestanejar.

Foi simplesmente o cinema de terror que criou o que é o vampiro hoje. Depois embalou num pacote pra todo mundo comprar e a galera vai engolindo.

Não que eu desgoste disso. Bons filmes serão sempre bons filmes. Mas é estranho ver que vampiros só se dão bem na telona do que em páginas. Novamente, não falo dos “novos” filmes de vampiros, não me comprometam.

Nem adianta olhar assim, você sabe que é verdade.

Então, vampiros só seriam bons personagens para filmes, certo?

Ao que eu respondo, não sei. Até porque, eu realmente não li nenhuma história em que um vampiro seja realmente interessante. São sempre os mesmos clichês de sempre. O cara atrai a vítima, geralmente uma mulher, a seduz, bebe seu sangue e eventualmente a transforma numa vampira que irá repetir o processo. Como um ciclo de reprodução.

Sim, vampiros são meros animais cujo interesse é ficar mais forte e se reproduzir. Não se engane, essa sempre foi a premissa básica da coisa. Logo, não vejo como personagens interessantes podem ser criados embaixo disso. Minto, até vejo, mas creio que nem se pode chamá-los de vampiros…

É uma coisa complicada. Até jogos de RPG e videogames usam a mesma premissa, com grande sucesso devo acrescentar.

Vampiro, A máscara é um dos RPGs mais conhecidos do mundo depois de Dungeons and Dragons. A série Castlevania é uma das mais lucrativas dos videogames.

E irritantes também, devido a sua dificuldade insana.

Até hoje eu não passei da maldita fase da montanha de Castlevania: Order of Ecclesia do Nintendo DS. Jogo desgraçado que só me faz raiva!…

….

Enfim, a coisa não muda drasticamente de um mídia pra outra.

O jogo pode até ser bom, mas é sempre mais do mesmo.

Finalizando, no fim, vampiros são apenas animais selvagens que precisam ser caçados para que não matem as pessoas. É isso e ponto. Qualquer abstração do conceito gera coisas chatas como os livros da Anne Ricce ou mesmo os vampirinhos adolescentes emos.

Isso é certo e não se pode mexer? Não sei, ninguém fez nada melhor até hoje, já disse. Mas caso alguém, nos próximos anos, venha a ter uma grande idéia estarei pronto para ouvir. Afinal, eu também gosto de histórias de vampiros, apesar de a grande maioria ser horrorosa!

A ciência da fantasia.

E voltamos à programação normal, garotada!

Eu sei que já falei pra cacete de fantasia por aqui. Vocês devem estar querendo me pegar com um machado e decepar minha cabeça infeliz por isso. Mas eu gosto, poxa! Me dêem um desconto!

Desta fez eu não falarei tanto de fantasia. Quer dizer, não de fantasias medievais, com guerreiros combatendo o mal e trepando com a mocinha sobre uma pilha de cadáveres feita de seus inimigos…

Por alguma razão essa imagem me pareceu muito sexy…

Preciso arrumar uma namorada com urgência.

Enfim, falarei da fantasia do que pode acontecer, no meu conceito. Ou você acha que ficção científica é o que? Apenas uma viagem na maionese sobre histórias onde talvez, quem sabe um dia, provavelmente, viveremos num mundo onde a altíssima tecnologia existe.

Alguns autores até foram muito visionários e previram algumas verdades. De viagens espaciais até a internet com é conhecida hoje. Isso quando ninguém pensava nessas coisas.

Mas vamos por partes.

Meu conhecimento de ficção científica se atém somente ao nível dos filmes. Já li um pouco alguma coisa mas é muito pouco pra que eu possa dizer que conheço escritores do gênero.

Vou me atrever apenas a dizer que o negócio é filho de um fenômeno histórico muitas vezes chamado de mecanização em massa. Isso aconteceu mais ou menos na segunda metade do século XIX. Primeiro tínhamos as indústrias, depois fotografias e, quando menos se espera, as fotografias se movimentam e surge o cinema. O ser humano estava desbravando, graças a força da máquina, lugares onde jamais até então se pensou ir. E máquinas cada vez maiores e mais eficientes eram construidas.

Isso foi uma bela oportunidade pra malucos cheios de imaginação, como devem imaginar.

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H G Wells, um dos malucos do gênero, escritor de Guerra dos Mundos

Enfim, o troço é simplesmente uma elegia à máquina. Parece que na literatura, o pico dos escritores de ficção científica foi entre a primeira e segunda metade do século XX, com gente como Isaac Asimov e outros mais.

Mas, como eu sou um nerd inculto nessa coisa toda, vou falar de filmes de ficção científica!

Claro, a gente tem que falar do que sabe! Não sou comentarista de economia do Bom Dia Brasil pra falar do que não entendo picas nenhuma. A não ser que eu fosse regiamente pago, como os idiotas da globo e tal… Mas estou divagando.

Vamos começar então com um dos grandes princípios da Ficção Científica!

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Vamos encher a porra toda de maquinas!!!

Sim, como pode existir o gênero sem um montão de máquinas. E melhor ainda! Sem máquinas malvadonas querendo destruir a humanidade! Computadores super lógicos que chegam a conclusão de que somos um monte de merda que deve ser descartada do mundo.

Afinal de contas é isso que somos mesmo…

Todo mundo imagina um futuro apocalíptico onde somos devidamente chumbados por nossas próprias criações. Alguns até gostam de pensar que isso pode se tornar verdade…

Mas as máquinas não estão aí só pra escrotizar!

Não senhor!

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Tá aí Robin Willians que não me deixa mentir!

Muitas vezes as máquinas aparecem como meios de nos tornar melhores. De tornar a sociedade melhor e mais civilizada pois nelas mesmas estão inseridos conceitos de civilidade que racionalmente serão seguidos por máquinas a fim de que a humanidade alcance níveis cada vez maiores de entendimento.

A quem eu estou querendo enganar? Todo mundo sabe que a Skynet vai foder com todo mundo e exterminadores pularão nas suas goelas gordas antes que consigam mijar de medo.

É, parece que máquinas utópicas estão fora do esquema.

Passemos para outro, que será o último, devido a um branco total e brilhante em meu cérebro…

Novos padrões comportamentais e de estado!

Se você é um nerd atualizado e culto como eu certamente leu Admirável Mundo Novo e 1984. Caso contrário, rasteje para fora desta sua caverna para a biblioteca mais próxima.

Enfim, são dois livros que falam em sociedades futuras, nascidas da guerra mundial e tomadas pelo totalitarismo. Deve ser porque esses livros foram todos escritos na época da ascensão dos nazi-facistas, comunistas e derivados. A turma pensou que essa seria a onda do futuro.

Um futuro onde você não dá um peido sem que o Estado mande ou saiba. Onde até o que você será por toda sua vida infeliz já é determinado desde o nascimento.

O argumento recorrente das histórias é que, uma vez que o ser humano não tem opção de ser autodeterminado ele não pode causar mais conflitos. Seria então o início da paz mundial de verdade.

Ou seja, só seremos felizes como zumbis idiotas que fazem a mesma coisa o dia todo e não pensam em nada além disso.

Conheço algumas pessoas assim, e o número tem aumentado assustadoramente.

Será que os caras estavam certos mesmo?

Bem, dizem que a Ficção Científica de certo modo prevê o futuro…

E só pra finalizar: Não nerds, Star Wars não é ficção científica, é fantasia mesmo, assim como Star Trek. Sinto decepcioná-los, mas não vão se matar por isso, vão?

Aleatórias

Gente, eu juro que tentei. Fiz tanta força que acabei tendo uma diarréia das bravas… Mas simplesmente não consegui pensar em nada melhor pra escrever aqui esta semana. Ou seja, já que esta é a dura realidade, vou começar uma nova seção nesta benga:

Filosofias Filosofais para se Dissertar em Botecos!

Sim, eis o que o desespero faz com uma pessoa cujo blogue deve ser atualizado. É já que começei por desespero, vamos por ele! Ora, neste momento minhas mãos estão tremendo devido a falta de assunto, estou ouvindo um punk rock que me dá vontade de pegar um carro e tirar um racha aleatório contra um mané qualquer e depois estourar a cara no muro. Ou ainda ir a um boteco bem barra pesada e começar uma briga.

Mas não tem carro pra correr nem dinheiro pra boteco aqui. Até os botecos aqui são um saco… Logo terei que me conformar com o desespero e o vazio de não poder fazer nada, querido leitor.

desanimo

Começemos um texto desanimador...

O triste disso tudo é que eu nem posso beber. Sim, coleguinhas, estou preso à promessa que fiz a mim mesmo de não encher a cara…

A quem estou querendo enganar?

Tomo remédios arrasa-quarteirão que fariam meu cérebro fritar em questão de segundos caso eu tome contato com álcool em qualquer forma.

De certa forma, acho que meu cérebro já fritou… Não consigo pensar em nada que preste faz uns dias…

Oh, vida ingrata, na qual tenho um blogue e nenhum assunto para comentar!!!!

Já sei! Acho que vou falar da piriguete da Uniban…

Não, muito batido o tema. Primeiro que piriguetes tem aos montes por aí, segundo que não estou com vontade de discutir com um bando de virgens que não podem ver perna de mulher.

Definitivamente é um assunto que não tem nada a ver…

O da Madona! Pois é! Ela, dando pro Jesus aqui no Brasil…

Quem disse que eu me importo com isso? Aliás, quando era moleque preferia o Michael Jackson a ela nas minhas coleções de músicas. Não me perguntem por que.

Além do mais, estamos tentando escrever um blogue sério de literatura por aqui. E não é nada recomendável começarmos com besteiras de revista de fofoca agora. Mesmo que sejam assunto fácil por aí.

É que eu sou metido à besta sabem? Gosto de inventar o que ninguém inventou antes. Ou pelo menos gosto de ter essa ilusão. Vaidade pura.

Já disse que sou um poço de vaidade e escrever sobre qualquer merda não vai me fazer sentir melhor…

Olha, acho que vou desistir gente. Hoje tá difícil.

Hoje saio totalmente derrotado e triste pois não elaborei um texto minimamente decente para meus amiguinhos.

Quem sabe na próxima.

despedida

Sim, eu sei quando estou derrotado.

Distrito 9: Olho por olho, dente por dente.

Sim, eu sei que todos os sites relacionados ao cinema estão comentando o filme. Também sei que ele estreou no Brasil. Por isso resolvi escrever uma resenha diferente sobre o filme.

Dizer como é o filme, se é bom, ruim ou vale a pena gastar seu dinheiro pra ver isso é trabalho de outras pessoas muito mais qualificadas do que eu – e principalmente, elas são pagas pra isso. Minha idéia aqui é pegar um ponto dentro do filme que foi até bem explorado no começo dele mas que ficou meio esquecido do meio pra frente.

Para não contar a história chamarei esse elemento apenas de A Lei do Mais Forte.

Sim, eu já vi o filme pela internet antes do lançamento brasileiro e não me orgulho disso. Mas estava ansioso demais. Mea culpa, mea maxima culpa! Em respeito aos produtores e profissionais que trabalharam no longa não revelarei os meios pelos quais tive acesso ao conteúdo total da obra, muito embora todo mundo já saiba onde encontrar essas coisas. Principalmente os executivos dos estúdios.

Então vamos logo pro texto, pessoal!

Então vamos logo pro texto, pessoal!

No filme, uma nave com cerca de um milhão de alienígenas encalha sem motivo aparente em cima de Joanesburgo, na África do Sul. Digo, encalha, porque se os ETs tivessem escolhido um lugarzinho melhor pra cair seriam as Ilhas Gregas, ou qualquer outro lugar mais civilizado.

Sim, porque um povo que fica O TEMPO INTEIRO tocando uma maldita corneta durante um jogo de futebol é tudo menos civilizado. Mas deixemos os pormenores para trás e até mesmo os políticos do país que não devem ter gostado nada como seu paizinho, às vésperas de uma Copa do Mundo, é mostrado.

Imagino o estardalhaço se o filme se passasse no Rio de Janeiro…

Políticos gritando em fúria hipócrita contra a honra manchada da pátria e tudo mais. Outros idiotas seguindo a conversa, achando que com isso resolvem os problemas.

Enfim, o filme se passa onde se passa simplesmente porque o diretor nasceu e cresceu lá. Só isso. Ou seja o cara fala do que conheçe bem:

A filha da putice humana!!!

Sim, senhoras e senhores! Este é o assunto deste texto de hoje. O filme é apenas um mote para mostrar o quanto o ser humano é filho da puta.

Você, seu nerd, que fica o dia inteiro trolando os outros na internet, que está vinte quilos acima do peso, que não tem vida social tampouco sexual a não ser com sua mão, você também é um escroto humano!

Mas não precisa ficar com vergonha, existem muitos piores que você!

Exitem ditadores, torturadores, criminosos e até donas de casa que não valem um prato de miojo queimado.

O problema é que a brutal maioria dos seres humanos pode ser assim quando o tempo se faz favorável…

District 9

Que lindo, negros e brancos unidos pra sacanear os ETs!

Voltando ao filme,  o que acontece nele é que os alienígenas acabam confinados num campo, sem poder ter contato com qualquer ser humano que não porte no mínimo um fuzil apontado diretamente para a cara dele. Com o passar dos anos, o campo torna-se uma favela tão nojenta que faria qualquer morro do Rio de Janeiro parecer um condomínio de luxo de frente pro mar. Um lixão mesmo.

E o que nossos colegas de espécie fazem? Continuam achando os caras nojentos e os querem fora dali. Não importa o fato de não ajudarem picas quando os caras mais precisavam, não importa que ninguém dê bola pra eles e só os mantém por interesse militar. O que querem é ver os camarões, como eles chamam, pelas costas.

Isso tudo acontecendo num país onde teoricamente o Apartaid devia ter sido extinto e todo mundo aprendido sua lição do dia.

Mas quem disse que as pessoas aprendem alguma coisa?

E bala nos ETs!!!!

Sim, as pessoas são tão cruelmente filhas da puta que podem simplesmente esquecer todo passado de sofrimento de seu povo depois de um ganho próprio.

Isso me lembra uma parte do meu livro preferido, Memórias Póstumas de Brás Cubas. Estava lá nosso herói passeando calmamente pelas ruas quando vê um negro chicoteando outro com toda força. O negro que chicoteava era obviamente o dono do escravo azarado, então, ninguém mexia um músculo.

Brás, reconheçendo no chicoteador o seu escravinho de brinquedo de infância o chama pelo nome. O qual é prontamente atendido e as chibatadas param. Mas nosso amigo Brás não foi um senhor exemplar, daqueles das novelas. Ele espezinhava o menino o tempo todo quando era criança, fazendo-o de montaria até que seus joelhos sangrassem.

Quando o cara cresceu e conseguiu a alforria, acabou conseguindo alguma coisa na vida e com isso um escravo. O qual chicoteia sem dó.

Viram? É tudo questão de posição. Não existe ninguém bonzinho no mundo como sabiamente falou Machado de Assis. Se um cara tiver oportunidade de foder com a vida de alguém ele vai.

castigo3

Cara, isso deve doer... Muito.

Essa, pra mim é a premissa do filme. O resto, como a parte de ação e como o escrotinho maior acaba se tornando o herói da bagaça é tudo uma grande perfumaria.

Não tem preço ver negros se divertindo junto com brancos matando alienígenas e suas crianças sem dó nem piedade. Como se eles fossem menos que lixo. Pois é isso que as pessoas fazem com as outras quando lhes convém.

Se você não acredita em mim, pense no que você faria com seu vizinho chato caso tivesse poder para tal.

A humanidade não tem jeito, cara. Essa é a verdade.

E é por isso que filmes como District 9 são tão necessários. Pra nos mostrar o quanto ruim nós somos. Nós mesmo. Em cada um de nós existe um tirano várias vezes pior do que o maior tirano que você pode pesquisar. Basta oportunidade para isso.

Se não acredita ainda, pense em quantas vezes foi filho da puta durante o dia de hoje ou tente amanhã. Vai se surpreender.

Ou vai procurar uma igreja qualquer, que é pra onde as pessoas gostam de ir para fingir que se purificam de sua enorme maldade enquanto só a enaltecem.

A própria idéia de um deus único fodão e colossal que faz tudo, vê tudo e pode te punir com o inferno só porque você bate uma na frente do monitor é a coisa mais maléfica que eu posso pensar no momento. Isso sem falar nas mortes envolvendo nomes de deuses idiotas ou o da moda mesmo.

Sim, sou ateu. Mordam suas mãos antes de postar qualquer asneira religiosa pois serão prazeirosamente sacaneados.

Ué? Eu também não posso ser filho da puta de vez em quando também não?

O Romance Policial

Histórias policiais são ótimas distrações. Eu devorava livros e mais livros de Agatha Christie quando estava começando o segundo grau. Depois passei pra Machado de Assis, mas isso é outra história…

Continuando, todos parecem gostar desse gênero. Sejam os clássicos da dona Agatha ou mesmo os que aparecem quase todo dia por aí. Vamos falar sério, é um gênero no qual muita gente investe. As pessoas gostam de suspense, de brincar de tentar descobrir o criminoso no meio do elenco de persoangens. De se fazer passar por detetive ou policial analisando os detalhes da trama.

Todorov divide o gênero em 3 formas definidas. A primeira é a clássica inglesa, com seu super detetive analisando os fatos do crime e apotando para o culpado na última página. A isso ele chama de romande de enigma. Nessa forma haveria duas histórias. A do assassinato propriamente dito e a do inquérito e posterior descobrimento do culpado pelo detetive fodão e invulnerável.

Hercule Poirot, o detetive fodão de Agatha Christie e um dos meus personagens favoritos

Herule Poirot de Agatha Christie, detetive fodão e um dos meus personagens prediletos

A segunda forma é o romance noir, que ficou muito popular nos EUA e França. É a típica histótria onde o crime, os personagens e os fatos relacionandos ao crime ou crimes se misturam num caldo de violência e até um pouco de suspense enquanto os protagonistas – agora não tão fodões – tentam a duras penas descobrir o que está acontecendo.

A terceira forma seria uma mistura maluca dessas duas que, confesso, não entendi direito. Talvez porque minha irmã tenha vindo atrás de mim com gritos desesperados sobre uma barata… Coisas da vida…

E chega de citações de teóricos que eu detesto fazer isso. Já devo ter feito uns cinco dormirem por causa disso agora.

Eu particularmente gosto mais dos romances noir. Sei lá, acho que aquele tom arrogante de detetive inglês – embora Poirot seja belga – não é algo que me atraia muito.

Como bom moleque criado lendo sobre naturalismo, aprecio descrições mais cruas e personagens mais perversos e psicologicamente complexos. Que fazer, eu li O Cortiço, isso acaba com a vida de um garoto.

Que fututo promissor eu devo ter perdido apenas por ter lido um livro!!!

Isso é uma lição para vocês, crianças. Se querem ser adultos normais, terem maridos e esposas normais e uma família normal, não leiam o que eu li.

Desculpe tive uma ânsia de vômito agora há pouco…

Continuando, eu creio que as pessoas gostam do gênero porque as faz ver coisas que normalmente elas jamais terias acesso, a menos que você seja morador do Rio de Janeiro, claro. Ou seja, violência e crimes frios perpetrados muitas vezes por pessoas aparentemente acima de qualquer suspeita. Ou por doidos mesmo, eu prefiro os doidos.

Me identifiquei muito mais com O Colecionador de Ossos do que Assassinato no Expresso do Oriente. Vai ver sou um americanófilo disfarçado…

Não…

Eu gosto é de sangue mesmo. Do medo das pessoas. O pavor que a vítima sente antes de ser esquartejada pelo maluco serial killer sem motivo aparente. Certamente eu peguei isso assistindo a muitos filmes.

O ambiente é ou não mais opressivo? E não temos ninguém elegante aqui!

Ambiente opressivo, tensão, medo. Tudo que não tem na foto dali de cima...

Bem, acho que é isso que eu tenho a dizer até agora sobre o troço. O que é uma vergonha pois estou tentando escrever um romance policial neste exato momento, mas não sei onde vai dar. Até porque eu sou maluco suficiente para querer mudar o gênero até o final da coisa toda.

Bem, é isso. Qualquer sujestão é só comentar!

Por que eu gosto de videogame – 2ª Parte

Sim, senhoras e senhores. Eis que venho com a segunda parte de minhas aventuras eletrônicas. Se antes fiz um breve resumo de minha vida de nerd na frente de um monitor e queimando meus neurônios tentando terminar o Sonic o mais rápido que podia, hoje falarei de um gênero de jogo que me cativou.

Trata-se dos Role Playing Games, RPGs, aqueles jogos que te fazem ficar uma semana na frente da televisão engordando como um porco de abate enquanto fantasia com coisas que não existem. É isso.

Antes de mais nada, devo dizer que começei a me dedicar ao gênero bem tarde. Pra ser mais exato, depois de ter me graduado em jornalismo e finalmente aprendido algum inglês prestável. Antes, esse tipo de jogo era visto por mim como praticamente a porta do inferno.

Quando era criança os moleques das locadoras – sempre eles – diziam que eram jogos que precisavam de quase um ano pra terminar devido ao tamanho deles. Eu, pequeno infante que gostava de terminar meus jogos num fim de semana nem fiquei muito atraído por eles.

Minto!

Na verdade minto descaradamente!

Quando lançaram Phantasy Star para Master System eu estava louco para jogá-lo. Tudo por uma única e mínima peculiaridade: era o primeiro jogo oficialmente traduzido para o português.

Então pensei, acho que desta vez em consigo jogar esse tal de RPG! Não deve ser tão difícil assim… Pensava eu em minha pueril mente.

Ledo engano. O jogo não só se revelou de uma tradução extremamente tosca – coisa que, justiça seja feita, só venho reparando agora – tanto que eu não conseguia matar o primeiro mosquito que vinha atrás de mim. Pior, eu não tinha a menor noção do que deveria fazer naquele jogo onde era tudo aberto e você podia entrar nas cidadezinhas a hora que quisesse.

Resumo da ópera, minha primeira experiência nisso foi um desastre total e absoluto. O que me fez perder anos de minha vida em jogos de corrida e Sonic. Pelo menos o Sonic era legal…

Ao sair da faculdade, resolvi retornar um pouco ao velho vício.

Sabem como é, cara desempregado, sem nada melhor pra fazer depois de distribuir montanhas de currículos e querendo treinar o inlês recém-aprendido. Acabei procurando por uns jogos de Super Nintendo, por serem bem mais fáceis de encontrar e menores também. Foi nessa época que ouvi de uma colega minha – que infelizmente não é solteira… – que Final Fantasy VI era um dos melhores jogos da série.

Mas eu só encontrei o tal do Final Fantasy III. Sim, eu não entendia patavinas da contagem maluca que existia antes, e só muito depois aprendi. Me processem.

No fim eu não gostei muito a apresentação do jogo e dos gráficos. Se falar que a movimentação em grade me irritava pra cacete. Então fui procurar por outro do mesmo nível. Foi quando me deparei com minha paixão.

Chrono Trigger simplesmente me roubou a alma.

Chrono Trigger simplesmente me roubou a alma.

Chrono tinha algo que eu amava desde pequeno. Viagens no tempo. Você não estava preso a um mundo medieval simplificado e plano. Existiam várias fases da história que você deveria explorar para evitar a grande catástrofe que se abateria sobre o mundo mil anos depois do começo do jogo.

Agora, você pensa o quão heróicos são os personagens, ou idiotas, depende do ponto de vista. Os caras estavam mil anos no passado, antes da destruição total do mundo, mas mesmo assim eles resolveram lutar para evitá-la. Se fosse você, seu nerd gordo e fedorento aí na frente do computador, tenho certeza que se cagaria nas calças e voltaria pra casa da mamãe. É claro que faria isso.

Mencionei que o jogo todo era desenhado por Akira Toryama, o cara de Dragon Ball? E que o protagonista parece um Goku de cabelos vermelhos? Pois é, com tanta identificação assim, fica difícil não gostar dos personagens.

Sem falar na história complexa e intrigante. E como toda boa história de viagem no tempo, o que você fazia no passado influenciava o futuro de uma forma ou de outra. Sensacional!!!

Agora vamos para outro jogo.

Desta vez não vou ser cronológico. Vou falar sobre um que acabei de terminar e que me marcou muito.

Suikoden 2!!

Reparem no olhar heróico do protagonista, a postura firme! Assim como eu!

Reparem no olhar heróico do protagonista, a postura firme! Assim como eu!

O jogo é uma continuação quase direta do primeiro. Digo quase porque  se passa numa região diferente do mesmo continente.

Tudo começa quando dois amigos que estão servindo ao exército de seu país estavam se preparando para voltar para casa depois do acordo de paz. Contudo, antes de os pobres coitados pudesse tirar seus rabos fora disso, descobriram que o Prícipe Luca Blight, do país ao qual eles pertenciam armou um massacre em seu próprio acampamento com o intuito de recomeçar a guerra e desta fez escrotizar geral.

Não minto, Luca Blight é o cara mais escroto, filho da puta e safado que você pode encontrar num jogo de videogame. O cara se compraz tanto com o sofrimento alheio em cenas tão pesadas que eu fiquei pensando como um jogo desses passou nos critérios de censura carolas do ocidente.

Já que falei dele, vamos continuar! O cara é foda, merece um parágrafo! Luca Blight tem a força de um batalhão a coragem de um louco enraivecido e é pior do que o próprio capeta num dia de mau humor. Certamente o tinhoso sentiria vergonha ao ser comparado a Luca Blight, e nunca mais sairia das profundas do inferno.

Até pra ser vencido esse cara necessitou de batalhões inteiros indo sem parar em cima dele. E ainda assim continuava de pé. Ao morrer ele ainda disse ser a encarnação do mal  absoluto. No fim ele corrompeu todo mundo e a guerra continuou muito pior do que com ele. Quero ver um vilãozinho de jogo fazer o mesmo que isso.  No máximo eles ficam pulando do alto de seus castelos fazendo maldades tão imbecis quanto furar a bola de futebol dos moleques a rua.

Luca Blight era realmente um monstro.

Luca Blight era realmente um monstro.

Depois dele, a guerra que antes tinha um tom maniqueísta fortíssimo passou a ser uma guerra entre dois amigos com interesses conflitantes. Mas a coisa já tinha degringolado tanto que nehum deles poderia mais simplesmente dizer que acabou e vamos ficar em paz. Tinha que tudo ser decidido até o último soldado cair.

E muitos caíram.

Por isso Suikoden 2 está em meu coração como um dos melhores RPGs que já joguei.

Então, vamos para a cereja do bolo?

Que foi? Pensaram que eu iria colocar o emo do Cloud?

Que foi? Pensaram que eu iria colocar o emo do Cloud?

Final Fantasy tornou-se uma das minhas fraquias de jogos preferidas por uma coisa bem simples. Privilegiava a história em detrimento do sistema de jogo muitas vezes.

O que provocava muitas vezes aberrações como Final Fantasy Tactics…

Serío, o jogo pode ter até uma história boa, mas é de uma dureza de matar. Simplesmente um joguinho de tabuleiro que você joga contra a inteligência artificial. Qual é a graça disso? E ainda me vem os panacas dizer que xadrez é a mesma coisa. Então eles enfiem um rei no cu pra ver que é a mesma coisa. Quem diz tamanha burrice certamente não passou tardes inteiras de xadres regadas a café enquanto conversava qualquer bobagem com seu adversário.

Eu já fiz muito na faculdade. E não me arrependo.

Se os nerds de joguinhos táticos não gostaram do que eu disse já falei o que devem fazer. E peguem de um conjunto de peças bem grandes.

Fim do desabafo…

Fora isso, Final Fantasy é uma série bem legal. Não é nada que se possa dizer, “nossa, o cara que escreveu essa história merece no Nobel”. Claro que não. São apenas jogos divertidos que fazem sua cabeça viajar num mundo fantástico. Às vezes medieval, às vezes mais tecnológico, uma vez que nenhum título tem absolutamente ligação com o outro, sendo totalmente indepentendentes. Vou ser pleonástico mesmo pra ver se as pessoas entendem de uma vez.

Final Fantasy não é uma série, é uma franquia! Não há a menor necessidade de se manter uma cronologia.

Muito melhor que o pessoal do Zelda que inventa mil e uma formas de ligar cada jogo. Todas totalmente estabapafúrdias.

De todas as personagens femininas do jogo Terra é minha preferida.

De todas as personagens femininas do jogo Terra é minha preferida.

A galera metida a espertona em relação ao jogo, costuma dizer que existe uma demarcação entre os jogos desde o advento do SNES e depois do aparecimento do Playstation 1. Dizem que Final Fantasy VII rompeu paradigmas da série.

Ao que eu respondo, rá! Final Fantasy VI já havia começado a romper os enredos chatos de simplesmente pegar os cristais e matar o vilão no final. Havia drama, emoção. Os personagens estavam ali não somente pra fazer número. Tá, só alguns, como em todos os jogos da franquia.

Não discuto os méritos e deméritos de Final Fantasy VII tem, como todos da franquia. Apenas digo que a Sony fez uma campanha de marketing muito mais eficiente para promover o jogo do que a Nintendo um dia faria até mesmo com o Mario. Esse foi o segredo. E por isso o jogo rende tanto ainda hoje. Quem não admitir isso classificarei como fanzoca idiota e sem cérebro sem a menor pena. Já está avisado.

No momento, estou agora à procura de um Playstation 3 com o qual eu possa finalmente jogar Final Fantasy XIII, o último título da franquia até agora. O problema é que, como bom jornalista duro que sou vai demorar um pouquinho até conseguir o raio do jogo.

Só pra terminar, fanzocas, nem tentem fazer arruaça. Tia Linghtning está de olho aberto.

Vai encarar?

Vai encarar?

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Miyazaki e seus mundos fantásticos.

Existe uma verdade da qual jamais escaparei. Não conheço absolutamente nada sobre literatura japonesa. Claro, vejo desenhos animados de montão e de vez em quando alguns quadrinhos. Mas isso não deve chegar nem perto da literatura que aquele país produz. Por uma óbvia barreira linguística e cultural, só temos acesso ao lixo produzido por eles.

Vamos falar sério….

Colegiais com espadas retalhando demonios ou sujeitos bombados soltando raios pelas mãos não é o que você exatamente chama de cultura. Mas os adolescentes idiotas acham isso, então eu não vou discutir esses pormenores, uma vez que não interessam a ninguém que lê este blogue.

Sério, se você está lendo o que eu escrevo deve desprezar do fundo do seu coração aquelas produções idiotas que simplesmente se resumem em porrada estilizada com acrobacias. Contudo, deve amar uma boa animação, que conta uma história bonita e cheia de profundidade…

Nossa, como estou gay hoje! Estou quase lambendo a mim mesmo!…

Isso pegou mal…

Agora dane-se.

Continuando… minha…exposição…

Não tenho a menor idéia do que se produz de livros no Japão que não sejam historias semi-pornôs idiotas envolvendo adolescentes. Porém, acho que conheço um pouco de boa coisa vinda de lá, pelo menos no que se condiz a animação – sim, otakus, eu jamais chamarei desenho japonês de animê, isso é imbecil à enésima potência.

Alguém consegue levar isso à sério tendo mais de 8 anos?

Alguém consegue levar isso à sério tendo mais de 8 anos?

Então, para sanar minha total ignorância acerca do beletrismo nipônico acabo assistindo a produções que primam por suas belas histórias e não por garotas de mini-saia que espalham a alegria e a pedofilia por onde passam. Nesta onda já peguei todos os filmes de Ghost in the Shell, dos quais falarei outro dia.

Hoje darei mais brilho às obras de um senhor chamado Hayao Miyazaki. Muitos o comparam a um Walt Disney de olhos puxados. O que eu acho uma ofensa da grossa na minha opinião.

Ele até hoje não inventou um pato que só se veste da cintura pra cima e quando toma banho coloca a toalha da cintura pra baixo. Nem mesmo um rato com sérias tendências homossexuais. Aliás, ele não parece sofrer de traumas emobichas como nosso colega americano, que odiava ver pais em suas obras.

Isso mesmo, papai e mamãe. Dizem que isso insinua sexo e as criancinhas americanas purinhas foram todas trazidas pelas cegonhas atrapalhadas de desenho animado.

Verdade, não consigo levar Disney à sério. Podem argumentar que Bambi tem uma carga emocional do cacete e técnicas de arrasar, mas é só isso. O resto é baboseira.

Mas estamos falando do japa e não do velho americano…

Só espero que ele não resolva montar um parque temático futuramente. Se a razão existe isso não vai acontecer!

Acho que perdi muito tempo reclamando dos outros então melhor irmos para os filmes.

O Castelo Animado é uma das últimas obras do velho.

O Castelo Animado é uma das últimas obras do velho.

O Castelo Animado infelizmente foi o único de seus filmes que eu realmente vi no cinema. O resto tive que me contentar com a locadora amiga ou a internet sempre presente.

A história trata de uma moça dona de uma loja de chapéus. Lá pelas tantas ela é salva pelo galâ saltador da história e por isso uma bruxa ciumenta a condena a viver num corpo de velha.

E é aí que está o pulo da história.

A moça já era uma velha desde o início, presa ao passado de uma loja de chapéus herdada pelo pai. Ninguém da própria família ligava pra aquilo. Ao se ver transformada de gatinha juvenil a uma velha nojenta ela se viu obrigada a fugir da cidade, encontrando abrigo no tal castelo que se mexia graças a um foguinho bem bacana chamado Calcifer. Como se fosse a alma do próprio castelo.

Eu disse que o proprietário do imóvel é o cara que a salvou e ao mesmo tempo condenou no início da história? Pois é, é ele mesmo. O sujeito sofre uma transformação todos os dias que o torna uma espécie de pássaro e ele passa a lutar numa guerra não muito distante e que atinge também o país da moça tornada velha.

O pulo do gato nessa história é que, toda vez que a moça é obrigada a se desvencilhar de velhos hábitos e medos ela rejuvenesce um pouco. Cada vez que ela se supera volta um pouco a ser mais jovem, até a superação final quando ela retoma totalmente sua aparência anterior, embora ainda continue para sempre com os cabelos brancos.

Uma linda forma de dizer que por mais que nos tornemos melhores, algo em nós continua ali para no dizer quem somos.

Disney faria algo assim? Não, ele fez a bela adormecida que fica lá roncando enquando não chega o príncipe fodão pra salvar a puta dorminhoca…

Grande contribuição as mentes infantis ele deu, meus parabéns!

Por fim, devo relatar que na sessão na qual assisti ao filme estava um trio, ou quarteto que era visivelmente abicharado… Me senti estranho num lugar onde teoricamente passaria um filme pra criança e de repente me aparece um batalhão de bichas… Deve ser azar meu mesmo…

Mas vamos para o próximo.

Uma cena dessas deve ser traumática para qualquer menininha.

Uma cena dessas deve ser traumática para qualquer menininha.

Muito bem, em A Viagem de Chirriro, uma menina estava viajando com os pais – coisa que Disney abomina como o diabo da cruz – quando inexplicavelmente param o carro em frente a um túnel estranho.

Do outro lado do túnel eles encontram o que parecia ser um festival com barracas cheias de comidas. E como os pais da menina estavam se roendo de fome abocanharam tudo sem nem mesmo se perguntar o que raio uma feira cheia de comida e vazia de gente estaria fazendo no meio do nada.

Parece que adultos sempre são idiotas ao não aceitar preceitos básicos para não se foder legal, essa que é a verdade.

A menina já estava com um medo de morte do lugar e queria sair dali o quanto antes. Mas o casal mané resolveu sentar e comer. E, enquanto eles comiam, transformavam-se em enormes e nojentos porcos bem na frente da filhinha.

Desnecessário dizer que ficou apavorada sem saber o que fazer. Só me lembro que pouco tempo depois ela foi admitida como empregada num hotel para espíritos – uma vez que o mundo que eles entraram era o mundo dos espíritos – para poder fazer com que os pais voltem ao normal.

O resto da história envolve o trabalho muitas vezes nojento, outras vezes hilário no tal hotel, suas relações com os hóspedes e empregados do mesmo e com um menino que não sabe o próprio nome.

Enfim, a menina tinha que se virar num lugar hostil para conseguir a humanidade dos pais de volta e não tinha nenhuma garantia de que isso realmente aconteceria. Queria ver se o tio Disney deixaria o Huguinho, Zezinho e Luizinho fazerem metade do que essa menina fez! Aliás, eles nem tem pais, só tios!

Porra, Disney, o que você tem contra sexo? Por acaso nasceu de inseminação artificial?

Vamos acabar com isso por hoje então.

Nausicaa do vale do vento é uma das coisas mais fodas que vi ultimamente.

Nausicaa do vale do vento é uma das coisas mais fodas que vi ultimamente.

Na verdade foi District 9. Mas como estou falando de animação japonesa não vou falar de favela-movie envolvendo ETs. Falarei de Nausicaa, uma moça que vive numa vila litorânea protegida pelo vento que mantém os esporos de um fungo letal à distância.

Passada num mundo pós-apocaliptico a história mostra que, mesmo depois de se ferrarem legal e definitivamente, a humanidade não toma jeito e sempre arruma uma desculpa pra fazer uma guerra.

Pois, nossa bela jovem Nausicaa estava vivendo sua vida tranquila, caçando carapaças vazias de insetos gigantes e passeando pela floresta de fungos e animais mortíferos quando num belo dia um avião cai em seu vilarejo. Todos os seus ocupantes morrem, inclusive uma menina, que a própria Nausicaa carrega em seus braços no meio da tragédia.

Mas o avião continha uma carga valiosa. O que fez com que o exército de um país tal que eu não tive vontade de identificar tomasse a vilazinha a força com todas as armas e tanques que tinha direito, subjulgando os pacatos cidadãos.

Nessa parte uma das cenas que mais me impressionou foi a de Nausicaa, que sempre fora toda fofinha até então, ao ver que os soldados mataram seu pai parte numa fúria assassina contra eles, só sendo controlada muito tempo depois por muitos, mas muitos soldados.

Pois é, nunca deixem garotas bravas o suficiente para quererem arrancar sua cabeça. Não é saudável.

A idéia dos invasores era queimar todo o fundo letal. O que de início parece razoável. Mas Nausicaa sabe que o fungo só é assim porque está limpando a sujeira que a humanidade fez durante séculos, como se fosse um aspirador de pó gigante e pegajoso. E que queimar a benga toda não iria ajudar em nada, ao contrário, só iria enfurecer os insetos gigantes que faziam o Godzilla parecer uma lagartixa mal formada.

Mas quem disse que sujeitos com armas têm cérebros na cabeça? Melhor era nem falar nada…

Além de bonita e uma moça corajosa!

Além de bonita e uma moça corajosa!

Ela e alguns membros da sua vila são levados de reféns para a capital do tal império idiota. Contudo, são atacados por inimigos e quase morrem todos, sendo a moça obrigada a salvar o dia e a pele da galera, até mesmo da general metida a besta.

Nesse meio tempo ela descobre um plano para usar os insetos superdesenvolvidos como uma arma para aniquilar de vez a vila da menina. E nem a tal arma deixada pelo avião pôde ter feito alguma coisa.

Coube a ela, pegar o inseto que estavam usando de isca e ir de encontro ao exército enfurecido de bichos sedentos de sangue com metros e metros de altura largura e comprimento…

E é isso…

A grande sacada as obras do velho é que as pessoas sempre tem que superar seus problemas internos para poder seguir em frente. Contudo, ao contrário de Disney, não há uma solução mágica que faça tudo ficar lindo e maravilhoso depois.

As consequências dos fatos se fazem sentir depois do final da história, sejam bons ou ruins.

Então chego ao final do texto de hoje. Espero que tenham gostado. Ah, é claro que eu não falei da obra toda dele porque eu simplesmente não vi. Pra qualquer coisa wikipédia é sua amiga.

Nausicaa2

O homem mais impressionante do mundo.

Já vou avisando que o texto de hoje será longo. E um pouco tenebroso para algumas almas mais sensíveis ou impressionáveis. Mas nada temam, estou aqui para guiá-los pela via da loucura e falta de noção humana.

Até porque, suponho que poucos de vocês conheçem o assunto sobre o qual vou falar.  Tem, como no texto anterior, a ver com fantasia. Contudo, não é aquela fantasia calculada, medida e sonolenta do senhor Tolkien. Quero falar hoje de algo bem, mas bem digamos, intenso, que a saga dos anéis queimados.

Enfim, dissertarei sobre o que torna uma pessoa absolutamente comum, e de certa forma, invisível aos outros, num sujeito espetacular. Pessoas de verdade, devo acrescentar. Que fazem coisas fantásticas e assombrosas durante todas as suas vidas sem nem mesmo darem notícia disso enquanto estão vivas. E quando elas viram pó, todos finalmente descobrem que genial, ou louca era a criatura.

Antes de mais nada quero que conheçam este simpático velhinho:
Henry_Darger

O nome dele é Henry Darger, e por toda sua vida foi zelador de um hospital católico em Chicago. Esta é uma das poucas fotos tiradas dele, talvez pouco antes de morrer, em 13 abril de 1973, aos oitenta anos, mais ou menos.

Em vida, ele praticamente não foi nada além de zelador do tal hospital e levava uma vida um tanto reclusa, com poucos amigos. Assim como os jogadores de MMORPGs, só que bem mais produtivo. Vivia num quarto alugado nos últimos quarenta anos de sua vida e, ao morrer, os senhorios dele entraram lá pra jogar a tralha do defunto fora.

E olhem o que eles encontraram:

Não sei quanto a vocês, mas essa imagem me impressiona.

Não sei quanto a vocês, mas essa imagem me impressiona.

O que eles encontraram foi o trabalho de toda uma vida. Uma história que tinha 15.145 páginas datilografadas e mais uma infinidade de gravuras de autoria dele mesmo para ilustrá-la. Simplesmente o maior livro já escrito.

O livro tem um nome enorme, que eu chamarei simplesmente de A História das Irmãs Vivian. Nela, a Terra é uma lua que orbita um grande planeta onde a maior parte da população é católica. E neste mesmo planeta ocorre uma guerra entre a nação cristã de Abbieannia contra o regime de escravidão infantil de um tal de John Manley.

Dentro dessa guerra essas irmãs Vivian são princesas da nação cristã que teriam algum tipo de poder ou qualquer coisa que desequilibraria a guerra em favor de Abbieannia. Aliás as cenas de matança e torturas, nas quais muitas vezes incluem as irmãs, são de um detalhismo e crueza impressionantes.

Uma das singelas cenas da história.

Uma das singelas cenas da história.

Continuando, as cenas de torturas são uma constante na história. Quase que para demonstrar o caráter monstruoso dos vilões. Com direito a estupros e desmembramentos. A imaginação do velho não parava um segundo!

Lembrem-se que ele passou a vida inteira dedicado a isso. Trancado em seu quarto alugado, escrevendo e pintando sobre a história dessas meninas. Ele também criou uma espécie de auto biografia e outra obra chamada “Crazy House”, que tinha cerca de 10 mil páginas datilografadas

Henry costumava catar revistas e jornais, entre outras coisas, no lixo. Ele as usava como inspiração e nas colagens e gravuras que fez durante a vida. O que o deixava sempre com um aspecto um tanto quanto esfarrapado, embora dissessem que ele tentava o máximo possível se manter alinhado.

Não é muito certo, mas parece que ele tinha predileção pela foto de Elsie Paroubek, uma menina que fora sequestrada e estrangulada. Na época o crime comoveu a população de Chicago e, claro, nosso autor. Foto essa que apareceu num jornal local e ele depois perdeu, não conseguindo encontrar nem mesmo nos arquivos do jornal, uma vez que não lembrava da data. Alguns pensam que foi a foto dessa menina uma das principais causas que o inspiraram a escrever a história. Uma vez que o insidente principal que causa a guerra é o assassinato brutal de uma menina.

A menina Elsie Paroubek, que fora morta por estrangulamento

A menina Elsie Paroubek, que fora morta por estrangulamento

Henry Darger se via como um defensor das crianças vítimas de maus tratos. Certamente por ele ter sido uma criança mal tratada que passou de orfanato em orfanato, até atingir os 16 anos, quando conseguiu o emprego no tal hospital. Algumas pessoas que conviveram com ele dizem que ele pode ter sofrido de um tipo de esquizofrenia, o que explica esse comportamento compulsivo com relação a crianças.

Não, antes que um nerd burro pergunte, ele não era pedófilo, mas tinha obssessão por salvar crianças do que ele passou. Provavelmente a infância difícil tenha moldado esse caráter recluso e paranóico.

Tanto que no túmulo dele está escrito “Protetor das Crianças”.  Está lá no cemitério de Chicago se quiserem ver!

Antes que eu termine, devo dizer que nas suas gravuras, Henry muitas vezes pintava as irmãs Viviam nuas e com pênis ao invés de vaginas. Uns doidos dizem que era porque ele nunca viu uma mulher nua. Da minha parte, acho que seja algo mais simbólico, para representar o poder das meninas. Não consigo acreditar que um cara que trabalhou a vida inteira num hospital não tenha visto corpos nus de vez em quando. Mas a cabeça de cada um é problema pessoal.

Por fim, tenho a dizer que infelizmente não há nenhuma edição do livro dele de forma integral por aí. Eu já procurei como um louco e não encontrei. Contudo, o mesmo não ocorre com as gravuras que ele criou. Estas lotam a internet e podem ser vistas com facilidade.

Desnecessário dizer que, após a morte de Henry e a descoberta de sua descomunal obra ele se tornou uma espécie de estrela do meio artístico da época. Um típico exemplo de arte intuitiva, “outsider” ou qualquer nome que os idiotas acadêmicos gostam de dar para essas coisas.

Ainda hoje ele é visto como um marco…

Mas o que eu queria era a droga do livro, mas ninguém tem coragem de publicar 15 volumes com porrilhões de páginas! Droga, publicam o Harry Potter, porque não podem publicar isso? Só porque tem cenas sangue a dar com o pau com crianças envolvidas? Povo mais idiota.

Enfim, é uma das coisas que eu achei pela internet nos últimos anos e que mais me impressionou. Espero que vocês tenham se interessado por ele também. Se quiserem saber mais é só procurar. A internet é cheia de citações a ele.

Mas infelizmente pouco ou quase nada dos textos…

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Tolkien e seus anéis ardentes.

Vou ser bem franco. Quando ouvi pela primeira vez falar o nome de Tolkien, Senhor dos Anéis e o escambau foi quando eu tinha acabado de entrar na faculdade. Na época estava-se na espectativa do tal filme a ser produzido e lançado sabe-se lá quando. Mesmo assim, só soube dessas coisas por meio de colegas viciados em RPG que, por motivos misteriosos, conheciam a saga dos hobbits e dos anéis.

Mas como um troço que era praticamente uma relíquia de sociedade secreta virou a febre de então? Se querem saber, eu não sei. Palavra, quando li O Senhor dos Anéis pela primeira vez, atiçado pelos meus amigos RPGistas, fiquei completamente decepcionado.

Sim, me decepcionei com quase tudo ali. A história, os personagens, o mundo em si. Não que a coisa toda fosse ruim. Achei realmente bem construída e tal. O problema é que o livro não me oferecia nada de novo, nada que eu já não esperasse. Era como estar vendo a mesma história só que com personagens e situações ligeiramente diferentes.

Vamos falar sério, o livro é uma montanha de clichês sobre outra. O fato do personagem fracote e medroso ter a obrigação de queimar o Anel do Poder na Montanha da Perdição – só eu que vejo alguma putaria nisso? – já é um tremendo de um lugar comum. Todo mundo já fez isso,  ora bolas!

Então os fãs vem com essa: O mundo é contruido nos mínimos detalhes, até nas línguas, seu nerd gordo de videogame!

Ao que eu respondo prontamente: E daí? Qualquer panaca pode construir um mundo de fantasia e encher de persoangens clichê. Não precisa ser mestre em linguística como o Tolkien pra fazer isso.

Eu posso fazer isso! Provavelmente até você, que está lendo isto agora! Tudo que é preciso é tempo e saco infinitos para tal…

Coisa que nem eu nem você certamente temos… Nem todos são sustentados por universidades como nosso autor de anéis. Sim, Tolkien era professor universitário e não escritor, nerd e fundador de sociedades secretas criadas com pactos em sindarin. Era um cara bem normal e prosaico.

Uma coisa ao menos deve ser dita. Liv Tailer é o máximo de elfa!

Uma coisa ao menos deve ser dita. Liv Tailer é o máximo de elfa!

Mas eu não começei este texto para falar mal da obra do homem. Não senhor! Caso pensem que sou um sujeito ranzinza sem amor no coração.

Primeiro queria expressar os primeiros sentimentos que tive ao ler O Senhor dos Anéis. Agora, mais velho e mais chato, resolvi ler O Hobbit e O Silmarillion, graças à promoçaozinha bacana que o Submarino aprontou esses dias – pena que não vou ganhar nada com essa propaganda!

O Hobbit é bem o que se vê no livro que o vai suceder. Um hobbit metido numa guerra maluca por motivos estapafúrdios. Pelo menos o livro tem o mérito de não ser tão maniqueísta quanto o posterior, embora o seja em grande medida. Não temos a batalha do bem supremo contra o mal supremo no final. O que pra mim é ótimo.

Sem falar no aspecto humano que Bilbo Bolseiro, o hobbit do título, dá a tudo. Todos os personagens são guerreiros com sangue nos olhos e querem se matar apenas pelo prazer da carnificina. Nosso amiguinho de pés peludos só quer fumar seu cachimbo em paz na varanda de casa. Não é um desejo ruim, não mesmo.

Bilbo é gente como a gente! Mais ou menos...

Bilbo é gente como a gente! Mais ou menos...

Então terminei O Hobbit com a mesma sensação de já ter visto aquilo antes. Mas pelo menos não era mais novidade…

Eis que começo O Silmarillion!!

O Relato dos Dias Antigos, ou seja lá como a turma chame aquilo.

Só sei que o cara resolve escrever como se fosse uma bíblia.

O que torna o livro chato…

Muito chato…

Tão chato que foi capaz de me fazer cabeçear enquanto leio. E eu nunca faço isso.

Não posso dizer muita coisa sobre ele. Apenas que é uma descrição do começo do mundo que o Tolkien inventou. É cheio de elfos e deuses em batalhas mais que épicas de tremer as montanhas.

Provavelmente vai terminar numa super batalha do bem contra o mal que vai estraçalhar metade do continente e destruir nações. No fim o mal será punido e o bem recompensado.

Nada de muito diferente do que estou acostumado…

A diferença é que já nao espero uma super história como quando começei a ler O Senhor dos Anéis, há anos atrás. Só uma história interessante que me distraia.

No fim das contas acho que era o que Tolkien também queria. E não posso culpá-lo por isso.

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