Ruas Estranhas… Estranhas demais pra mim.

5 maio

Ô preguiça de postar aqui! Infelizmente não fui abduzido por uma nave alienígena para ser a última esperança daquela raça numa guerra milenar…

Então volto a postar aqui pra dizer minhas asneiras de sempre. Estava pensando em escrever algo sobre Halo. Sim, gosto pra caramba da série, mas vou deixar pra outro dia quando estiver mais inspirado. Por agora, penso que seja melhor voltar a falar de livros.

Pena que não li quase anda ano passado. A grana impede… Mas então vamos falar de um livro que peguei há pouco tempo.

Imagem

A capa pelo menos é muito bonita!

Comprei esse livro por dois motivos básicos: Primeiro, o nome de George Martin – também conhecido como velho maldito – em letras garrafais. Segundo, porque sempre achei o tema de fantasia contemporânea urbana bem interessante e a capa traz justamente a imagem que vem à minha cabeça quando penso nisso.

Mas tudo começa a se desfazer logo na introdução! O velho desgraçado não tem nenhum conto no livro. Ele é apenas o organizador. Por um segundo meu sangue ferveu de raiva e me senti o sujeito mais idiota do mundo por ter comprado aquilo. Depois me acalmei, imaginando que poderiam haver boas histórias ali.

A coletânia foi criada usando como base histórias de detetives particulares. Logo, todos os contos tem mais ou menos o mesmo enfoque ao mesmo tempo que usam temas fantásticos.

Creio que já seja a hora de irmos direto ao ponto.

O negócio é o seguinte. Quando penso em fantasia urbana imagino anões traficantes de armas e elfos mafiosos vivendo numa grande e escura cidade cheia de arranha-céus. Enfim, uma mistura de Blade Runner com O Senhor dos Anéis. Algo que até a introdução do livro me fez pensar que encontraria! Mas infelizmente só um conto se aproximou, ainda que bem pouco, do que eu esperava. Além do tema central dos detetives não me agradar muito.

O primeiro conto é sobre vampiros. Mas os vampiros sexies e integrados à sociedade de True Blood. Que não se banham em sangue pra não sujar as roupas caríssimas de grife… Sério, tenho preguiça de coisas assim. A história toda não passa da velha fórmula de procurar quem é o assassino e tem a conclusão mais tediosa do mundo.

No segundo temos um sujeito procurando o irmão da mulher que ele gosta. O sujeito desapareceu do nada e no meio da história você descobre que ele se meteu com uma sombra comedora de almas…

Todos os contos não saem muito desse esquema, na verdade. Pra mim não é muito melhor do que um episódio de Amazing Stories que passava de madrugada na televisão quando eu era criança – nem lembro o canal que isso passava, só lembro da abertura. Ou seja, totalmente o oposto do que eu esperava.

Pode ser que o problema esteja em mim. Talvez, pelo organizador ser o George Martin. Mas no fim não encontrei nada do que esperava.

Pra quem quiser ler, é até um bom passatempo, se você não se importar em alternar contos que não passam de interessantes para outros terrivelmente ruins e mal escritos – Ladrões de Sombra, estou olhando pra você.

Só não espere mais do que isso, senão vai se decepcionar como eu.

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