O mundo maravilhoso – e violento – dos FPSs! Primeira parte – Doom

13 mar

E aí? Vamos reviver isso aqui?

Por muito tempo eu dizia que FPSs ( os famosos jogos de tiro em primeira pessoa) não passavam de merdas fedorentas dignas de desprezo. Eram chatos e repetitivos e blá, blá, blá. Bem, a maioria deles é mesmo, isso é a verdade. Mas existem alguns que me fizeram repensar a coisa toda. Jogos que me fizeram ver que esse gênero não é uma pilha de merda fumegante como eu pregava no passado. Sendo alguns até melhores que muito jogo metido a intelectualizado e fodão por aí – não consigo lembrar de nenhum exemplo agora, ajudem.

Então pensei e fazer uma certa viagem cronológica através dos FPSs que eu gostei, começando pelo pai de todos eles, Doom!

Já sei, você vai dizer, “mimimi, Wolfstein”. A que eu respondo que não dou a mínima pelota pra esse jogo. Se eu quiser realmente designar o começo do gênero poderia ir até muito antes dele e os joguinhos criados para computadores jurássicos. Mas não vou fazer isso. Doom fez o gênero “atire em tudo que se mexe” explodir em todo mundo e não o seu irmãozinho menor. Dito isso, começemos:

A história de Doom é a coisa mais simples do mundo, e está no manual do jogo. Cientistas numa base instalada na lua marciana de Phobos estavam fazendo experimentos com teletransporte. A coisa deu merda e eles abriram um portal para o inferno, de onde saíram milhares de demônios que mataram e possuíram a todos no lugar. Você é o único sobrevivente dessa bagunça e precisa escapar do lugar. E… só isso. Não tem mais história que isso. Como os bons jogos de antigamente, Doom é direto e objetivo. Simplesmente procure a saída da fase e atire em qualquer coisa que se mexer e tudo ficará bem. Não tem personagens chatos, reviravoltas retardadas e diálogos que parecem ter saído de um novelista bêbado. Só você e suas armas estourando a cabeça de todos. E essa mecânica perdura por todo o jogo de maneira magistral.

Mas aí você lembra: “Doom foi alvo de muita polêmica na época e até hoje. É violento, tem imagens satânicas, é violento, oh, céus, vou me benzer!!!!”

Certo, muita gente achou ruim o grau de violência do jogo na época. Mas comparado com o que temos hoje em termos de sangue, tripas e desmembramentos (alô, Mortal Kombat! Um abraço pra você!), Doom é um passeio por um campo de margaridas. E quanto aos símbolos satânicos, bem… Sim, a medida que avança no jogo você vê cada vez mais cruzes de cabeça pra baixo ou de diversas formas, pentagramas, imagens de demônios, etc.

Mas vamos por partes:

Cruzes são símbolos tão antigos quanto a própria civilização. Se você acha que a cruz cristã, ou católica pra ser mais exato, é a única existente no mundo, lamento mas alguém precisa estudar um pouco. Até a famosa suástica é uma cruz antiga, muito usada pelos primeiros cristãos. Mas os nazistas pegaram a dita pra símbolo deles e ninguém mais pode usar, senão é chamado de capeta e coisa e tal… Há também o fato de que a Igreja Católica, no momento que ganhou força suficiente, passou a considerar qualquer coisa que não passasse pelo crivo oficial da Santa Sé como herege, pagã, demoníaca, malévola, comedora de criançinhas… Acho que você entendeu… Nesse saco foram colocadas tanto religiões mais antigas quanto dissidências do próprio cristianismo. Afinal, era melhor eliminar a concorrência logo no começo. Por isso qualquer cruz que não seja aquela que todo mundo conhece é chamado de satânica…

Com os pentagramas aconteceu o mesmo. Nunca teve nada de demoníaco com eles. São só símbolos de crenças mais antigas. Mas pra quê dar chance, né? Vamos dizer nas paróquias que essas merdas são a marca da Besta e que todos vão queimar no inferno. E funcionou muito bem, diga-se de passagem…

 Quanto a imagens de demônios… Bem, realmente tem uns desenhos meio perturbadores ao longo do jogo. Principalmente quando você entra no inferno – sim, você não consegue escapar da base, spoiler! Mas vamos pensar um pouco. Se queremos representar um inferno cristão o que usaríamos? Tudo isso acima e ainda mais! Ou esperam que representariam um lugar assim como um bosque cheio de carneirinhos?

Acho que isso já explica que esse papo de polêmica é meio vazio. A não ser que você seja uma carola velha que vê o capeta até num prato de arroz com feijão. Ou algum outro velho chato e retardado dizendo que videogames fazem a cabeça de nossas crianças ingênuas e puras… Mas quanto aos pastores das igrejas tá tudo bem… Enfim, chega disso.

Pra terminar, vamos passar rápido pela sua continuação, criativamente chamada de Doom 2!

Que é exatamente igual ao primeiro… Mesma mecânica, inimigos… Só o cenário que muda, uma vez que você finalmente chegou à Terra e descobre que ela também foi infestada de demônios! Pois é, acham que vida de protagonista de jogo violento é moleza?

Temos mais recentemente Doom 3, que simplesmente reconta a história do primeiro com uma narrativa padrão atual. Ou seja, temos o vilão retardado, sub-tramas desnecessárias e tudo aquilo que te irrita num jogo quando não é muito bem executado. E em poucos essas coisas o são… Sem falar no fato de que Doom 3 é o jogo mais escuro que já vi! Não dá pra ver os cenários. E ainda conta com o inteligentíssimo fato de você escolher usar a lanterna ou a arma. Nunca os dois ao mesmo tempo. Como se fosse necessário um P.H.D em Física Teórica pelo M.I.T pra amarrar um dito no outro! Isso me revolta, vou te contar. Espero que os programadores desse jogo tenham pesadelos com negões bem dotados todas as noites por essa merda.

Mas por enquanto é isso. Na próxima eu falo de um P.H.D em Física Teórica pelo M.I.T que também dá uma de Rambo nas horas vagas!

2 Respostas to “O mundo maravilhoso – e violento – dos FPSs! Primeira parte – Doom”

  1. Discordius Erisianus 14/04/2012 às 18:57 #

    Parte 2 a ser lançada junto com a expedição de colonização de Marte.

  2. Discordius Erisianus 01/07/2012 às 10:12 #

    A nave já está em produção.

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