Minha chave tem o poder!

28 fev

Vamos nós falar de videogame aqui de novo. Um dos temas que mais gosto. Ultimamente estou preterindo ler A Clash of Kings – continuação de A Guerra dos Tronos – só pra jogar qualquer besteira. Sim, eu sou doido, não precisam me dizer algo que já sei…

Eu participo de algumas comunidades no orkut – sim, envergonho-me por isso – e nelas volta e meia alguém aparece pra puxar o saco de um jogo qualquer. Em boa parte dos casos o jogo em si é Xenogears, o que me obriga a tomar parte na rasgação de seda. Mas existem muitos outros os quais não conheço e que são comentados.

Um deles era Kingdom Hearts. Talvez vocês conheçam ele, provavelmente até gostem dele. Mas se tem mais de 15 anos certamente não acham a coisa mais fabulosa feita pelo homem desde a invenção da picanha acebolada. Aliás, adoro picanha acebolada… Mas não é de culinaria que falarei, mas do jogo em si.

A verdade é que até pouco tempo, ou alguns anos mesmo, não sabia sequer da existência dessa benga. Afinal, sou um jogador redimido, ou não, depois de uma adolescência e faculdade quase sem diversões eletronicas. Até porque, tinha outros meios de me entreter que não vem ao caso agora. Até pesquisei um pouco sobre o tal. Coisa que não foi muito longe, visto que descobri ser uma história baseada nos desenhos da Disney. E eu nunca fui lá muito fã deles. Tá, eu adoro os desenhos do Pateta e morro de rir dos xiliques do Donald, mas isso só não me faz um adorador dos seus produtos. Também havia o motivo de que aqueles personagens claramente infantis me afastavam do jogo. Afinal, eu sou um intelectual gramsciano e tenho que manter o nível!… Queria poder acreditar nisso… Enfim…

Depois de muito tempo, rompi o preconceito e decidi jogar essa coisa. Aproveitei o fato de lançarem Birth By Sleep para o PSP e começei por ele mesmo. Afinal, não era dito que esse seria o início de todos os jogos da franquia? Então decidi ir do começo mesmo.

Só pus esta imagem pra botar a Aqua em primeiro plano.

A impressão que tive de um modo geral foi boa. Sistema legal e divertido e gráficos bons. Também gostei dos personagens do jogo, relevando as bobagens óbvias que aparecem de vez em quando. Mas vamos falar sobre isso direito.

Kingdom Hearts Birth by Sleep conta a história de três amigos que treinam juntos com seu mestre de keyblade – a arminha básica de todos os jogos. Depois da graduação, digamos assim, de dois deles seu mestre manda o garoto mais velho, Terra,  a procura de bichos do mal. Mas o mestre era um cara estranho e pediu para que a segunda graduada, Aqua, ficasse na cola do mané para que ele não faça merda. Nesse meio termo o mais novo dos amigos, Ventus, sofrendo de uma crise brutal de boiolice resolveu seguir Terra pelo universo só porque ele não deu tchauzinho pra ele e muito menos beijinho.

Muito bem, depois disso os três acabam viajando pelos mundos do tal universo, que são mundos dos desenhos da Disney com um ou outro personagem de Final Fantasy. Em cada mundo que entram encontram mais criaturas do mal para dar com a chave-lâmina na cabeça. Devo dizer que enquanto Terra e Aqua tentam cumprir suas missões Ventus continua com sua boiolice infindável correndo atrás dos dois só porque um sujeito estranho disse que eles não seriam mais amiguinhos dele.

Lá pelo meio da história Terra fica tentado se irá para o lado negro da força ou não. Pois é, qualquer semelhança com Star Wars não é mera conhecidência. Só pra esclarecer, o mestre dos meninos é interpretado por Mark Hammil, nada menos que Luke Skywalker… Voltando a história, Terra pensa se deveria se entregar as trevas para ficar mais forte ou não.

Enquanto isso seus amigos continuam na cola dele… Gente mais sem o que fazer!

No final acontece uma luta entre os três garotos, o vilão e seus assecla de preto. Todos se ferram e fim da história.

O que mais me impressiona nisso tudo é a falta de criatividade no enredo da história. Poxa vida, tinha que ser a famosa historinha do cara indo para as trevas? E o pior, Ventus não tem a menor motivação nessa história. Simplemente sai por aí porque acha que seus amigos vão largá-lo. O que eu faria sem sombra de dúvida, dado o nível de chatice do moleque.

A despeito disso, se você esquecer que a história do jogo é ridícula dá até pra se divertir. O problema é que eu nunca esqueço…

Não bastasse eu ter jogado isso, quis ir para o primeiro jogo da série. Afinal, tinha que saber com o que estava lidando antes de falar qualquer coisa sobre ele. Então debrucei-me sobre Kingdom Hearts, de Playstation 2.

Esse aí é o Sora ao lado do "grande mago", Donald...

Como poderei começar a falar sobre Kingdom Hearts? Dizer que o jogo tem a abertura mais sem sentido que já vi na história do videogame parece pouco.Parece que a coisa toda foi tirada de um sonho do Nomura, o criador do jogo, a base de muitas drogas, desenhos da Disney e bijuterias de gosto duvidoso. Japoneses são estranhos por natureza, então nem comento muito isso.

Sora e seus amigos, Riku e a menina que não lembro o nome – pra vocês verem como ela é importante – vivem tranquilamente numa ilha paradísíaca. Certo dia eles resolvem construir uma jangada para se aventurar nos oceanos. Sozinhos… Lembrando que essa idéia só poderia ter surgido da cabeça de algum retardado, pois não há nenhum motivo para eles sairem da tal ilha que não fosse fogo no rabo. Afinal, eles vivem há muito tempo por lá, com suas famílias e tudo mais. Poderiam até construir um resort para ricos entediados quando crescessem e assim poder comprar um caminhão de camisinhas para as orgias que promoveriam… Mas não! O moleques querem construir uma jangada, meter uns cocos pra beber água nela e sair pelo mar à espera da morte por fome, desidratação ou tubarão.

Uma certa noite, quando a jangada está pronta, acontece algo não previsto: O Fim do Mundo!!!! Ou pelo menos foi assim que eu entedi aquela coisa estranha. Sora fica se cagando de medo enquanto Riku faz pose de fodão e diz que é a chance deles pra sair da ilha, seja lá como for…

Um adendo: Riku é o típico personagem metido a fodão de anime. Sempre sério e quase não interagindo com ninguém porque quer “ficar mais forte”. Resumindo, um imbecil típico que os moleques adoram. Fim do adendo.

Então, no meio do colapso gerado por sei lá o que Riku diz que é a chance deles e desaparece num turbilhão de trevas, deixando seu amiguinho Sora com cara de otário. O que não é difícil, diga-se de passagem. No momento seguinte, Sora ganha sua keyblade sabe-se lá porque e tem que lutar contra os monstrinhos de trevas que apareceram até terminar num monstrão completamente inútil.

Repararam que nisso tudo não falei da amiguinha deles? É porque ela não aparece mesmo, pra você ver como ela é importante.

Em resumo, o moleque cai num mundo habitado pelo Cid de Final Fantasy VII, Squall de Final Fantasy VIII e pelos sobrinhos do Donald além de outros que não me importa citar. Depois de uma série de eventos que podem ser resumidos na palavra “estranho”, Sora encontra seus parceiros de luta, Donald e Pateta. Eles estão procurando justamente a ele para ajudarem na busca pelo rei Mickey que resolveu dar uma fugidinha do palácio e dos mandos da Minie… Cara, a cada linha isso fica cada vez mais sem sentido! Por fim os três começam a viajar pelos mundos Disney provavelmente a procura de Mickey e dos amigos do Sora, embora não pareça muito.

Agora vamos aos comentários. Sério, eles estão numa busca desesperada por pessoas sumidas mas não parece. Em cada mundo que passam se dignam a interagir com os outros para resolver problemas alheios e até a se divertir. De que outro modo eles resolvem participar do campeonato de lutas do mundo do Hercules? Que motivo esse trio de cornos tinha pra fazer isso além da pura diversão?

E mais, no começo dizem ao Sora que ele não pode dizer pra ninguém que é de outro mundo, porque é a regra e tem que ser assim. Mas pensemos por um minuto. Você aparece do nada com dois malucos que mais parece fugidos do circo e faz aparecer uma chave gigante pra bater nas coisas sabe-se lá como. Bem, qualquer pessoa mentalmente capacitada para abrir um refrigerante estranharia esse negócio como sendo diferente demais. Mas ninguém percebe. E ainda fazem cara de surpresa quando dizem que eles são de outros lugares! Tem que ter muita paciência!

Avançando um pouco na história, Sora descobre que Riku está bem. Mas o moleque foi cooptado pelas forças do MAL e está agindo enganado por elas pois quer ajudar a amiguinha sem nome sabe-se lá como. O que o faz entrar em choque com Sora. Claro, nesse tipo de jogo tem que ter o amigo bonzinho idiota e o metido a fodão brigando por um motivo qualquer. Eles tem que brigar pois a molecada adora esse tipo de coisa, mesmo que não tenha o menor sentido.

Pra terminar, os vilões da história são todos vilões clássicos da Disney como a bruxa da Branca de Neve ou o Capitão Gancho. Não sei quanto a vocês, mas eu deixei de levar as maldades dessa turma a sério quando fiz 10 anos.

Por fim, se você quer um jogo com um gameplay até divertidinho, mas com a história totalmente descartável pode jogar Kingdom Hearts.

2 Respostas to “Minha chave tem o poder!”

  1. Baha 01/03/2011 às 1:14 #

    O gameplay do KH2 é foda. Os outros eu não sei, só joguei ele.

  2. Erisianus 02/03/2011 às 17:06 #

    Talvez Michel queira jogar Kingdom Hearts 2. Para uma boa parte dos jogadores, foi aí que a série foi abaixo. Porque tinha problemas de continuidade e a história não fazia sentido.

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