Quando um livro pesa

9 jan

Vamos largar um pouco a preguiça de atualizar isso. Terminamos as festas de final de ano e até agora não consegui atualizar isto aqui. Tudo porque meu computador velho de guerra foi para o além e tenho que me virar com um notebook emprestado. Quem disse que as coisas são fáceis?

Então, como faz tempo que não escrevo vou falar de outro livro – mas já tenho algo sobre videogames preparado, não se preocupem.

Sem mais enrolação digo que o livro que ando lendo chama-se As Memórias do Livro. Fala de um códice medieval judeu encontrado na Bósnia na época da guerra civil. Uma especialista australiana é chamada para… sei lá pra que ela é chamada! Esse é o primeiro problema da história. A mulher é contratada para, teoricamente, restaurar o livro velho. Mas tudo que ela faz é recolher pedaços de coisas que caíram nele ao longo dos anos como asas de insetos, sal e gotas de vinho. Pensei que restauradores de livros altamente graduados fizessem coisas mais interessantes do que pegar pedaços de pergaminho velho e depois sair da sala sem ter mais nada a fazer… Mas divago…

O que me chateou bastante na coisa toda é que esses pedaços servem de mote para contar a tal história do livro medieval judeu, passando pela segunda guerra até a inquisição espanhola. Tudo muito bom e muito legal, não fosse por um pequeno probleminha: A narrativa é a coisa mais chata que já vi recentemente. Nem mesmo O Silmarilion consegue ser tão arrastado quando ele.

Outra coisa muito pior: Todas, absolutamente todas as histórias do passado do códice medieval remetem a judeus sendo perseguidos, censurados e ferrados nas mais diversas épocas e lugares. Tudo bem, é um livro judeu, mas será que em quase quinentos anos de vida essa porra nunca passou nas mãos de quem não era judeu? Por que não apenas um cara que gosta de colecionar essas coisas? Esse tipo de gente sempre existiu… Mas não, a autora quer mostrar como os judeus foram ferrados e humilhados por toda a história do ocidente! Tadinhos deles, o único povo no mundo que foi vítima disso!…

Sério, isso é patético.

O pior é que tal história chata e sem graça foi premiada nos Estados Unidos, país natal da escritora.

Podem me chamar de qualquer coisa, mas não tenho saco pra um livro cujo interesse é fazer um povo de coitadinhos e injustiçados da história. Como se só os judeus tivessem sido massacrados em toda a história da humanidade…

Nas histórias podemos encontrar meninas judias tentando escapar de nazistas, médicos – judeus – e padres católicos renascentistas que fazem de tudo para esconder sua origem… judia… Tudo é motivo para falar como os judeus são mal vistos pela sociedade de todas as épocas. Uma papagaiada só.

Em resumo, não gostei nem um pouco da coisa toda.

Pra terminar tem a história da tal especialista em conservação de livros. Mas ela é chata e sem sal, além de ser mal construída.

Sugiro evitar essa pilha de letras sem graça e partir para A Clash of Kings. Muito mais interessante.

E pra terminar, não sou anti-semita. Simplesmente gosto de boas histórias, e não propaganda mal feita. Sim, to revoltado hoje!

3 Respostas to “Quando um livro pesa”

  1. Tio Xavier 09/01/2011 às 21:28 #

    Muito bom. Adoro quando os amigos desmascaram falsas pérolas literárias, poupando tempo e dinheiro dos amigos. Sem falar que essa eterna autovitimação judaica enche o saco.

    Uma pergunta (quem nem é minha): onde estavam as lideranças políticas e religiosas judaicas, quando o povo deles estava sendo massacrado?

  2. Erisianus 12/01/2011 às 0:44 #

    Vale lembrar que os críticos americanos tem uma boa quantidade de judeus.

    Bom, nunca ouvira comentário sobre esse livro, mas vou evitá-lo.

  3. Daniel 12/01/2011 às 22:28 #

    Fala Maicou! Valeu a não dica, vou ficar longe desse livro.
    Acabei o “Era dos Tronos”, foda. Agora tou em leituras de cinema e música, mas depois te peço umas dicas. Abraço!

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