O jogo mais injustiçado do mundo

27 ago

Muito bem, esta semana parece que estou um pouco mais produtivo que o usual. Então vou escrever mais umas coisinhas pro blogue ainda sobre o tema videogame. Sim, estou meio sem livros aqui e os filmes são chatos, então sou obrigado a falar de um dos meus passatempos preferidos, depois de escrever merda no twitter, é claro.

Certamente vocês não conhecem um jogo chamado Rudora no Hihou. Também eu não conhecia há algumas semanas. Aliás, quase ninguém, além dos japoneses, conhecia tal jogo. O máximo que ele teve de reconhecimento por aqui nas terras do sol poente foi por parte de nerds absurdamente loucos, que conheciam japonês o suficiente para jogá-lo e babar em cima. Ou seja, uns quatro ou cinco caras que devem ter 30 anos hoje e nunca treparam na vida… Contudo, para sorte das pessoas normais, um desses nerds assexuados resolveu fazer algo de útil e traduziu totalmente a belezinha para nós!

Isso foi há uns poucos anos já… Mas o jogo continua conhecido apenas por nerds virgens cheios de espinhas e tempo livre para postarem em trocentos fóruns diferentes na internet. Bem, eu vou tentar mudar um pouco isso agora.

Sigam-me os bons!

Muito bem, Rudora no Hihou – ou sua tradução Treasures of the Rudras – é um RPG para Super Nintendo. Um dos últimos jogos a serem feitos para o videogame e o último jogo da Square para o bichinho também. O jogo em si usa praticamente os mesmo gráficos de Final Fantasy VI mas tem um sistema um pouco diferente. Pra começar as magias, ou mantras como são chamados, não são aprendidos, comprados ou qualquer coisa parecida. Simplesmente você escreve um nome no lugar indicado e ele pode se tornar uma magia. Pode parecer legal no começo, mas eu achei um inferno encontrar os poderes mais fortes sem um bom guia me ajudando. Fora isso é o típico RPG japonês de sempre: Viaje pelo mapa do mundo passando por cidades, florestas, templos, etc, enfrente inimigos e no final salve o mundo da ameça da escuridão escura e malvada. Verdade, JRPGs nunca foram lá modelos de criatividade, mas têm seu charme.

Mas suponho que vocês queiram que eu fale da história, até porque isto aqui é pra falar de histórias e não perder tempo com aspectos técnicos das coisas!

Enfim…

O mote de Treasures of the Rudras está no conceito de morte e ressureição ao que parece das religiões indus. Digo isso porque o jogo tem uma porrada de nomes indus e não porque sou um profundo conhecedor do troço. No começo diz que o mundo a cada 4 mil anos, é destruído por uma entidade super poderosa – os Rudras – que depois de terminado o serviço estabelece outras formas de vida no lugar.

Assim, vária raças já foram quase extintas no momento que a história começa.

Desnecessário dizer que o jogo acontece justamente faltando 15 dias para o próximo Rudra aparecer e quebrar geral…

E às vésperas desse fim de mundo acompanhamos de início três jornadas diferentes! Sim, o jogo se divide em três histórias paralelas, onde os personagens se cruzam de vez em quando. Ao que parece, no final os protagonistas juntam-se para a última e descisiva batalha contra as forças do mal e da escuridão! Mas não cheguei nessa parte ainda, então tenho que esperar pra ver.

O mais interessante contudo que eu acho nesse jogo é como a história foi dividida. Enquanto se joga com um grupo, por exemplo, o guerreiro idiota que quer ser o mais forte, ao avançar coisas vão acontecendo ao mundo e o mudando. E você só saberá o que aconteceu exatamente quando ver a jornada de outro personagem. Acho interessante o modo como se divide a narrativa.

Normalmente num jogo a coisa toda é dada de uma vez e, mesmo que existam grupos diferentes fazendo coisas diferentes ao mesmo tempo, parece que ambos estão praticamente fazendo a mesma coisa. Em Treasure of the Rudras não. Todos os personagens tem uma motivação distinta do outro e a coisa só avança para o “vamos salvar o mundo” só pelo meio do jogo – em algum momento isso tinha que acontecer, né?

Enfim, é um jogo que eu considerei muito bom e que vale a pena ser jogado por quem gosta do gênero e tem paciência pra ver uma história complicada. Até porque, se alguém que nunca jogou nem mesmo um Final Fantasy na vida, vai achar o troço a coisa mais irritante e nonsense do mundo. Embora pareça mesmo.

Apesar de todas essas qualidades, Treasure of the Rudras é um jogo pouco conhecido, até mesmo no Japão. Talvez porque foi um dos últimos jogos do já moribundo Super Nintendo. Ou talzez foi ofuscado pelo sucesso brutal de Chrono Trigger e outros jogos do gênero na mesma época. Mas é bom saber que a Square fez outra coisa legal para o console a despeito da histeria coletiva que existe até sobre Final Fantasy VI e Chrono Trigger. Não é um jogo perfeito, mas é perfeito pra perder tempo num domingo chato.

Pra quem quiser jogar, hoje qualquer torradeira emula um SNES, não precisa ter um super computador. Só é mais difícil achar o jogo em si, já que é uma coisa meio underground. Nada que o oráculo não possa resolver.

Acharam mesmo que eu iria passar o link aqui? Quem sabe no twitter…

Uma resposta to “O jogo mais injustiçado do mundo”

  1. Fernando Nunes 08/09/2010 às 16:20 #

    Poxa eu queria o link…
    Adoro todos os jogos da Enix, mas ainda estou aperfeiçoando meu inglês e por isso apanho um pouco.

    Fora isso Final Fantasy XXX e Chrono Trigger estão na minha lista de jogos terminados.

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