Contar uma história interativa.

13 jan

Eu já dissertei sobre meu amor aos videogames aqui. Mas acho que ainda não falei de uma coisa que me atrai mais ainda nesses brinquedos. A narrativa.

Sim, videogamente tem narrativas caso você seja um jogador idiota de FPS que só sabe atirar pra todo lado. Se não fosse assim garanto que não teria metade do sucesso que tem hoje. Claro que não se pode comprarar o modo de contar histórias num jogo com um filme ou livro. Ate porque, os três são mídias bastante diferentes.

Vamos começar com o óbvio: videogames tem o intuito principal de serem interativos. Ou seja, você não é um mero espectador da história e sim um dos personagens dela e suas ações serão decisivas para o desenrolar da trama. Diferente de um livro onde você pode parar de ler a qualquer momento e retomar outro dia, nos jogos cada partida pode te contar uma história diferente, dependendo do jeito que você joga.

Um bom exemplo que eu costumo usar são os filmes de terror. Vou contar que acho esses tipos de filme a coisa mais chata já criada depois dos programas de auditório dominicais. Não me assusta de modo algum, só fico enojado com a sangueira desmedida de alguns. Muitas das vezes mal conseguem me surpreender, posto que eu sei o que vai acontecer no próximo minuto de história. Sim, filmes de terror são previsíveis e eu sou fodão, acostumem-se com isso… Acontece que o mesmo não ocorre comigo quando jogo um, digamos, Silent Hill da vida. Mesmo que eu tenha noção do que vai acontecer quando eu abrir determinada porta, a coisa toda muda de figura. Eu sou o personagem ameaçado e o que posso fazer é tentar sobreviver ao ambiente hostil que o jogo me ofereçe. Isso explica porque eu me cago de medo de Silent Hill a ponto de não conseguir jogar mais que uns minutos. Sou um cagão mesmo, me processem.

A grande diferença disso tudo é o poder de imerssão oferecido pelo jogo. Muito mais do que qualquer outra mídia.

Aposto que se você estivesse na situação desse cara iria se borrar também.

Então, videogames são superiores a qualquer outra mídia porque te permite “entrar” mais na história? Não necessariamente. Um bom escritor pode te fazer interagir com a história que está contando do mesmo modo, assim como um bom diretor. O que diferencia o videogame te faz ser o protagonista ao invés de um espectador de luxo. Essa é a grande diferença e sobre o que eu estou batendo durante todo este texto.

Assim, meus desejos de ser o herói destemido que salva o mundo do mal são muito melhor realizados jogando um bom RPG do que vendo um filme, isso é algo que não se pode negar.

Por hoje é só, e não fiquem presos o tempo todo na fantasia! Não é saudável.

Uma resposta to “Contar uma história interativa.”

  1. Carla 30/01/2010 às 11:58 #

    Muito bacana esse seu texto.

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