A ciência da fantasia.

15 nov

E voltamos à programação normal, garotada!

Eu sei que já falei pra cacete de fantasia por aqui. Vocês devem estar querendo me pegar com um machado e decepar minha cabeça infeliz por isso. Mas eu gosto, poxa! Me dêem um desconto!

Desta fez eu não falarei tanto de fantasia. Quer dizer, não de fantasias medievais, com guerreiros combatendo o mal e trepando com a mocinha sobre uma pilha de cadáveres feita de seus inimigos…

Por alguma razão essa imagem me pareceu muito sexy…

Preciso arrumar uma namorada com urgência.

Enfim, falarei da fantasia do que pode acontecer, no meu conceito. Ou você acha que ficção científica é o que? Apenas uma viagem na maionese sobre histórias onde talvez, quem sabe um dia, provavelmente, viveremos num mundo onde a altíssima tecnologia existe.

Alguns autores até foram muito visionários e previram algumas verdades. De viagens espaciais até a internet com é conhecida hoje. Isso quando ninguém pensava nessas coisas.

Mas vamos por partes.

Meu conhecimento de ficção científica se atém somente ao nível dos filmes. Já li um pouco alguma coisa mas é muito pouco pra que eu possa dizer que conheço escritores do gênero.

Vou me atrever apenas a dizer que o negócio é filho de um fenômeno histórico muitas vezes chamado de mecanização em massa. Isso aconteceu mais ou menos na segunda metade do século XIX. Primeiro tínhamos as indústrias, depois fotografias e, quando menos se espera, as fotografias se movimentam e surge o cinema. O ser humano estava desbravando, graças a força da máquina, lugares onde jamais até então se pensou ir. E máquinas cada vez maiores e mais eficientes eram construidas.

Isso foi uma bela oportunidade pra malucos cheios de imaginação, como devem imaginar.

H_G_Wells

H G Wells, um dos malucos do gênero, escritor de Guerra dos Mundos

Enfim, o troço é simplesmente uma elegia à máquina. Parece que na literatura, o pico dos escritores de ficção científica foi entre a primeira e segunda metade do século XX, com gente como Isaac Asimov e outros mais.

Mas, como eu sou um nerd inculto nessa coisa toda, vou falar de filmes de ficção científica!

Claro, a gente tem que falar do que sabe! Não sou comentarista de economia do Bom Dia Brasil pra falar do que não entendo picas nenhuma. A não ser que eu fosse regiamente pago, como os idiotas da globo e tal… Mas estou divagando.

Vamos começar então com um dos grandes princípios da Ficção Científica!

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Vamos encher a porra toda de maquinas!!!

Sim, como pode existir o gênero sem um montão de máquinas. E melhor ainda! Sem máquinas malvadonas querendo destruir a humanidade! Computadores super lógicos que chegam a conclusão de que somos um monte de merda que deve ser descartada do mundo.

Afinal de contas é isso que somos mesmo…

Todo mundo imagina um futuro apocalíptico onde somos devidamente chumbados por nossas próprias criações. Alguns até gostam de pensar que isso pode se tornar verdade…

Mas as máquinas não estão aí só pra escrotizar!

Não senhor!

bicentenario

Tá aí Robin Willians que não me deixa mentir!

Muitas vezes as máquinas aparecem como meios de nos tornar melhores. De tornar a sociedade melhor e mais civilizada pois nelas mesmas estão inseridos conceitos de civilidade que racionalmente serão seguidos por máquinas a fim de que a humanidade alcance níveis cada vez maiores de entendimento.

A quem eu estou querendo enganar? Todo mundo sabe que a Skynet vai foder com todo mundo e exterminadores pularão nas suas goelas gordas antes que consigam mijar de medo.

É, parece que máquinas utópicas estão fora do esquema.

Passemos para outro, que será o último, devido a um branco total e brilhante em meu cérebro…

Novos padrões comportamentais e de estado!

Se você é um nerd atualizado e culto como eu certamente leu Admirável Mundo Novo e 1984. Caso contrário, rasteje para fora desta sua caverna para a biblioteca mais próxima.

Enfim, são dois livros que falam em sociedades futuras, nascidas da guerra mundial e tomadas pelo totalitarismo. Deve ser porque esses livros foram todos escritos na época da ascensão dos nazi-facistas, comunistas e derivados. A turma pensou que essa seria a onda do futuro.

Um futuro onde você não dá um peido sem que o Estado mande ou saiba. Onde até o que você será por toda sua vida infeliz já é determinado desde o nascimento.

O argumento recorrente das histórias é que, uma vez que o ser humano não tem opção de ser autodeterminado ele não pode causar mais conflitos. Seria então o início da paz mundial de verdade.

Ou seja, só seremos felizes como zumbis idiotas que fazem a mesma coisa o dia todo e não pensam em nada além disso.

Conheço algumas pessoas assim, e o número tem aumentado assustadoramente.

Será que os caras estavam certos mesmo?

Bem, dizem que a Ficção Científica de certo modo prevê o futuro…

E só pra finalizar: Não nerds, Star Wars não é ficção científica, é fantasia mesmo, assim como Star Trek. Sinto decepcioná-los, mas não vão se matar por isso, vão?

2 Respostas to “A ciência da fantasia.”

  1. Discordius 19/11/2009 às 15:21 #

    O teu estilo de escrita me lembra do blog do Amer.
    De qualquer forma, como se distingue fantasia futurista de ficção científica?

  2. micheloliveira 19/11/2009 às 20:14 #

    O blog do Amer me influenciou bastante a escrever desse jeito mesmo.

    E na fantasia futurista os caras não tentam ser cientificamente e racionalmente verossímeis.

    Porra, Cavaleiros Jedi e coisas explodindo no espaço já falam por si.

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