O Romance Policial

26 out

Histórias policiais são ótimas distrações. Eu devorava livros e mais livros de Agatha Christie quando estava começando o segundo grau. Depois passei pra Machado de Assis, mas isso é outra história…

Continuando, todos parecem gostar desse gênero. Sejam os clássicos da dona Agatha ou mesmo os que aparecem quase todo dia por aí. Vamos falar sério, é um gênero no qual muita gente investe. As pessoas gostam de suspense, de brincar de tentar descobrir o criminoso no meio do elenco de persoangens. De se fazer passar por detetive ou policial analisando os detalhes da trama.

Todorov divide o gênero em 3 formas definidas. A primeira é a clássica inglesa, com seu super detetive analisando os fatos do crime e apotando para o culpado na última página. A isso ele chama de romande de enigma. Nessa forma haveria duas histórias. A do assassinato propriamente dito e a do inquérito e posterior descobrimento do culpado pelo detetive fodão e invulnerável.

Hercule Poirot, o detetive fodão de Agatha Christie e um dos meus personagens favoritos

Herule Poirot de Agatha Christie, detetive fodão e um dos meus personagens prediletos

A segunda forma é o romance noir, que ficou muito popular nos EUA e França. É a típica histótria onde o crime, os personagens e os fatos relacionandos ao crime ou crimes se misturam num caldo de violência e até um pouco de suspense enquanto os protagonistas – agora não tão fodões – tentam a duras penas descobrir o que está acontecendo.

A terceira forma seria uma mistura maluca dessas duas que, confesso, não entendi direito. Talvez porque minha irmã tenha vindo atrás de mim com gritos desesperados sobre uma barata… Coisas da vida…

E chega de citações de teóricos que eu detesto fazer isso. Já devo ter feito uns cinco dormirem por causa disso agora.

Eu particularmente gosto mais dos romances noir. Sei lá, acho que aquele tom arrogante de detetive inglês – embora Poirot seja belga – não é algo que me atraia muito.

Como bom moleque criado lendo sobre naturalismo, aprecio descrições mais cruas e personagens mais perversos e psicologicamente complexos. Que fazer, eu li O Cortiço, isso acaba com a vida de um garoto.

Que fututo promissor eu devo ter perdido apenas por ter lido um livro!!!

Isso é uma lição para vocês, crianças. Se querem ser adultos normais, terem maridos e esposas normais e uma família normal, não leiam o que eu li.

Desculpe tive uma ânsia de vômito agora há pouco…

Continuando, eu creio que as pessoas gostam do gênero porque as faz ver coisas que normalmente elas jamais terias acesso, a menos que você seja morador do Rio de Janeiro, claro. Ou seja, violência e crimes frios perpetrados muitas vezes por pessoas aparentemente acima de qualquer suspeita. Ou por doidos mesmo, eu prefiro os doidos.

Me identifiquei muito mais com O Colecionador de Ossos do que Assassinato no Expresso do Oriente. Vai ver sou um americanófilo disfarçado…

Não…

Eu gosto é de sangue mesmo. Do medo das pessoas. O pavor que a vítima sente antes de ser esquartejada pelo maluco serial killer sem motivo aparente. Certamente eu peguei isso assistindo a muitos filmes.

O ambiente é ou não mais opressivo? E não temos ninguém elegante aqui!

Ambiente opressivo, tensão, medo. Tudo que não tem na foto dali de cima...

Bem, acho que é isso que eu tenho a dizer até agora sobre o troço. O que é uma vergonha pois estou tentando escrever um romance policial neste exato momento, mas não sei onde vai dar. Até porque eu sou maluco suficiente para querer mudar o gênero até o final da coisa toda.

Bem, é isso. Qualquer sujestão é só comentar!

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