Por que eu gosto de videogame – 2ª Parte

22 out

Sim, senhoras e senhores. Eis que venho com a segunda parte de minhas aventuras eletrônicas. Se antes fiz um breve resumo de minha vida de nerd na frente de um monitor e queimando meus neurônios tentando terminar o Sonic o mais rápido que podia, hoje falarei de um gênero de jogo que me cativou.

Trata-se dos Role Playing Games, RPGs, aqueles jogos que te fazem ficar uma semana na frente da televisão engordando como um porco de abate enquanto fantasia com coisas que não existem. É isso.

Antes de mais nada, devo dizer que começei a me dedicar ao gênero bem tarde. Pra ser mais exato, depois de ter me graduado em jornalismo e finalmente aprendido algum inglês prestável. Antes, esse tipo de jogo era visto por mim como praticamente a porta do inferno.

Quando era criança os moleques das locadoras – sempre eles – diziam que eram jogos que precisavam de quase um ano pra terminar devido ao tamanho deles. Eu, pequeno infante que gostava de terminar meus jogos num fim de semana nem fiquei muito atraído por eles.

Minto!

Na verdade minto descaradamente!

Quando lançaram Phantasy Star para Master System eu estava louco para jogá-lo. Tudo por uma única e mínima peculiaridade: era o primeiro jogo oficialmente traduzido para o português.

Então pensei, acho que desta vez em consigo jogar esse tal de RPG! Não deve ser tão difícil assim… Pensava eu em minha pueril mente.

Ledo engano. O jogo não só se revelou de uma tradução extremamente tosca – coisa que, justiça seja feita, só venho reparando agora – tanto que eu não conseguia matar o primeiro mosquito que vinha atrás de mim. Pior, eu não tinha a menor noção do que deveria fazer naquele jogo onde era tudo aberto e você podia entrar nas cidadezinhas a hora que quisesse.

Resumo da ópera, minha primeira experiência nisso foi um desastre total e absoluto. O que me fez perder anos de minha vida em jogos de corrida e Sonic. Pelo menos o Sonic era legal…

Ao sair da faculdade, resolvi retornar um pouco ao velho vício.

Sabem como é, cara desempregado, sem nada melhor pra fazer depois de distribuir montanhas de currículos e querendo treinar o inlês recém-aprendido. Acabei procurando por uns jogos de Super Nintendo, por serem bem mais fáceis de encontrar e menores também. Foi nessa época que ouvi de uma colega minha – que infelizmente não é solteira… – que Final Fantasy VI era um dos melhores jogos da série.

Mas eu só encontrei o tal do Final Fantasy III. Sim, eu não entendia patavinas da contagem maluca que existia antes, e só muito depois aprendi. Me processem.

No fim eu não gostei muito a apresentação do jogo e dos gráficos. Se falar que a movimentação em grade me irritava pra cacete. Então fui procurar por outro do mesmo nível. Foi quando me deparei com minha paixão.

Chrono Trigger simplesmente me roubou a alma.

Chrono Trigger simplesmente me roubou a alma.

Chrono tinha algo que eu amava desde pequeno. Viagens no tempo. Você não estava preso a um mundo medieval simplificado e plano. Existiam várias fases da história que você deveria explorar para evitar a grande catástrofe que se abateria sobre o mundo mil anos depois do começo do jogo.

Agora, você pensa o quão heróicos são os personagens, ou idiotas, depende do ponto de vista. Os caras estavam mil anos no passado, antes da destruição total do mundo, mas mesmo assim eles resolveram lutar para evitá-la. Se fosse você, seu nerd gordo e fedorento aí na frente do computador, tenho certeza que se cagaria nas calças e voltaria pra casa da mamãe. É claro que faria isso.

Mencionei que o jogo todo era desenhado por Akira Toryama, o cara de Dragon Ball? E que o protagonista parece um Goku de cabelos vermelhos? Pois é, com tanta identificação assim, fica difícil não gostar dos personagens.

Sem falar na história complexa e intrigante. E como toda boa história de viagem no tempo, o que você fazia no passado influenciava o futuro de uma forma ou de outra. Sensacional!!!

Agora vamos para outro jogo.

Desta vez não vou ser cronológico. Vou falar sobre um que acabei de terminar e que me marcou muito.

Suikoden 2!!

Reparem no olhar heróico do protagonista, a postura firme! Assim como eu!

Reparem no olhar heróico do protagonista, a postura firme! Assim como eu!

O jogo é uma continuação quase direta do primeiro. Digo quase porque  se passa numa região diferente do mesmo continente.

Tudo começa quando dois amigos que estão servindo ao exército de seu país estavam se preparando para voltar para casa depois do acordo de paz. Contudo, antes de os pobres coitados pudesse tirar seus rabos fora disso, descobriram que o Prícipe Luca Blight, do país ao qual eles pertenciam armou um massacre em seu próprio acampamento com o intuito de recomeçar a guerra e desta fez escrotizar geral.

Não minto, Luca Blight é o cara mais escroto, filho da puta e safado que você pode encontrar num jogo de videogame. O cara se compraz tanto com o sofrimento alheio em cenas tão pesadas que eu fiquei pensando como um jogo desses passou nos critérios de censura carolas do ocidente.

Já que falei dele, vamos continuar! O cara é foda, merece um parágrafo! Luca Blight tem a força de um batalhão a coragem de um louco enraivecido e é pior do que o próprio capeta num dia de mau humor. Certamente o tinhoso sentiria vergonha ao ser comparado a Luca Blight, e nunca mais sairia das profundas do inferno.

Até pra ser vencido esse cara necessitou de batalhões inteiros indo sem parar em cima dele. E ainda assim continuava de pé. Ao morrer ele ainda disse ser a encarnação do mal  absoluto. No fim ele corrompeu todo mundo e a guerra continuou muito pior do que com ele. Quero ver um vilãozinho de jogo fazer o mesmo que isso.  No máximo eles ficam pulando do alto de seus castelos fazendo maldades tão imbecis quanto furar a bola de futebol dos moleques a rua.

Luca Blight era realmente um monstro.

Luca Blight era realmente um monstro.

Depois dele, a guerra que antes tinha um tom maniqueísta fortíssimo passou a ser uma guerra entre dois amigos com interesses conflitantes. Mas a coisa já tinha degringolado tanto que nehum deles poderia mais simplesmente dizer que acabou e vamos ficar em paz. Tinha que tudo ser decidido até o último soldado cair.

E muitos caíram.

Por isso Suikoden 2 está em meu coração como um dos melhores RPGs que já joguei.

Então, vamos para a cereja do bolo?

Que foi? Pensaram que eu iria colocar o emo do Cloud?

Que foi? Pensaram que eu iria colocar o emo do Cloud?

Final Fantasy tornou-se uma das minhas fraquias de jogos preferidas por uma coisa bem simples. Privilegiava a história em detrimento do sistema de jogo muitas vezes.

O que provocava muitas vezes aberrações como Final Fantasy Tactics…

Serío, o jogo pode ter até uma história boa, mas é de uma dureza de matar. Simplesmente um joguinho de tabuleiro que você joga contra a inteligência artificial. Qual é a graça disso? E ainda me vem os panacas dizer que xadrez é a mesma coisa. Então eles enfiem um rei no cu pra ver que é a mesma coisa. Quem diz tamanha burrice certamente não passou tardes inteiras de xadres regadas a café enquanto conversava qualquer bobagem com seu adversário.

Eu já fiz muito na faculdade. E não me arrependo.

Se os nerds de joguinhos táticos não gostaram do que eu disse já falei o que devem fazer. E peguem de um conjunto de peças bem grandes.

Fim do desabafo…

Fora isso, Final Fantasy é uma série bem legal. Não é nada que se possa dizer, “nossa, o cara que escreveu essa história merece no Nobel”. Claro que não. São apenas jogos divertidos que fazem sua cabeça viajar num mundo fantástico. Às vezes medieval, às vezes mais tecnológico, uma vez que nenhum título tem absolutamente ligação com o outro, sendo totalmente indepentendentes. Vou ser pleonástico mesmo pra ver se as pessoas entendem de uma vez.

Final Fantasy não é uma série, é uma franquia! Não há a menor necessidade de se manter uma cronologia.

Muito melhor que o pessoal do Zelda que inventa mil e uma formas de ligar cada jogo. Todas totalmente estabapafúrdias.

De todas as personagens femininas do jogo Terra é minha preferida.

De todas as personagens femininas do jogo Terra é minha preferida.

A galera metida a espertona em relação ao jogo, costuma dizer que existe uma demarcação entre os jogos desde o advento do SNES e depois do aparecimento do Playstation 1. Dizem que Final Fantasy VII rompeu paradigmas da série.

Ao que eu respondo, rá! Final Fantasy VI já havia começado a romper os enredos chatos de simplesmente pegar os cristais e matar o vilão no final. Havia drama, emoção. Os personagens estavam ali não somente pra fazer número. Tá, só alguns, como em todos os jogos da franquia.

Não discuto os méritos e deméritos de Final Fantasy VII tem, como todos da franquia. Apenas digo que a Sony fez uma campanha de marketing muito mais eficiente para promover o jogo do que a Nintendo um dia faria até mesmo com o Mario. Esse foi o segredo. E por isso o jogo rende tanto ainda hoje. Quem não admitir isso classificarei como fanzoca idiota e sem cérebro sem a menor pena. Já está avisado.

No momento, estou agora à procura de um Playstation 3 com o qual eu possa finalmente jogar Final Fantasy XIII, o último título da franquia até agora. O problema é que, como bom jornalista duro que sou vai demorar um pouquinho até conseguir o raio do jogo.

Só pra terminar, fanzocas, nem tentem fazer arruaça. Tia Linghtning está de olho aberto.

Vai encarar?

Vai encarar?

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4 Respostas to “Por que eu gosto de videogame – 2ª Parte”

  1. Daniel 22/10/2009 às 21:32 #

    Boa sorte com o Playstation III, Michel. Ah vício! Hahahahahahaha!!!!!!!!

  2. Discordius Erisianus 22/10/2009 às 23:22 #

    Como fanzoca sem cérebro que sou, gostaria de dizer que foi muito bom saber que tipo de nerd o Michel é. Sempre pensei que ele sei um nerd pré-FFVI. Enganei-me por uma geração parece.
    Sobre a cronologia de Zelda, eu tenho dificuldade em imaginar porque foi inventada, já que não era razoável desde o início quando A Link to the Past foi colocado como um dos últimos jogos da cronologia.

  3. Victor Hugo 23/10/2009 às 6:07 #

    Ótima leitura, com certeza reflete a história de muita gente.🙂

  4. OtavioX5 28/05/2010 às 10:55 #

    Chrono Trigger é simplesmente perfeito, voce disse tudo, Chrono Trigger tambem roubou minha alma…

    http://bluelaguna.net/music/ct/mp3s.php

    O site acima tem a OST do jogo Chrono Trigger são 64 musicas que fazem parte do jogo eu estou baixando, abraços…

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