Livros para vagabundear.

13 set

Esta é uma atualização que quase não sai por total e irrestrita preguiça do autor deste blogue, no caso eu. Não que meus textos sejam ansiosamente esperados – antes o fossem – mas eu queria começar com uma explicação que não explica nada. Apenas corrobora minha imensa preguiça contra a qual luto todos os dias da minha vida.

Sob o custo de penosas derrotas, admito…

Você também se sente assim na maioria das vezes, admita!

Você também se sente assim na maioria das vezes, admita!

Muito bem, chega de palhaçada e vamos começar!

Quem resolveu perder seu precioso tempo lendo meus textos anteriores deve saber que possuo uma galeria de livros os quais não passei da metade por razões mil. Provavelmente muitas pessoas nem chegaram perto deles por outras razões, uma das mais recorrentes sendo a preguiça.

Isso pra não falar de gosto ruim mesmo.

Verdade! Tantos livros bons e divertidos para se ler e a turma resolve pegar coisas do tipo “Como trepar bilhões de vezes ao mesmo tempo com um homem de Alfa Centauro”. Ou mesmo “Seja um líder carismático em 19 fáceis lições”.

Pura besteira que, em algumas vezes, podem ter muito mais páginas do que os pobres bons livros. Mas as pessoas preferem, fazer o que? Qualquer dia ainda escrevo sobre o mercado de auto-ajuda por aqui.

Contudo, voltemos aos livros dos quais não passei da metade – preciso de foco! Esta semana resolvi que preciso tomar vergonha na cara e terminar dois deles os quais há algum tempo deixei fazedo poeira no meu armário.

É que eu ainda não tenho estante de livros… Sim, ria de minha pobreza…

Prosseguindo, os livros que resolvi tentar finalmente terminar são Grande Sertão: Veredas e Conversa na Catedral. Duas obras bem diferentes e de temáticas completamente opostas uma a outra. Parece algo legal para preencher meu imenso tempo livre.

Dito isto, vamos começar pelos nossos jagunços de Minas Gerais!

Histórias de pistoleiros sem lei são sempre legais!

Histórias de pistoleiros sem lei são sempre legais!

Grande Sertão: Veredas é aquele tipo de livro que jamais um professor deveria pedir para um aluno ler na escola. Motivo: a redação é mais confusa e cheia de voltas do que a cabeça do Raul Seixas. O que não deixa o livro chato, é verdade, embora dificulte muito a leitura por parte de pessoas que não tem muita intimidade com esse tipo de estilo.

Confesso, eu peno a ler esse troço até hoje. Podem debochar de mim por mais essa também…

A história é sobre Riobaldo e Diadorim, dois jagunços do interior de Minas Gerais e suas aventuras. Tudo contado por Riobaldo, já velho. Na minha opinião, é única grande obra literária que eu conheço com uma temática abertamente gay. Sim, amiguinhos, vocês não leram errado.

Não estou dizendo que Riobaldo e Diadorim se agarrassem pelo mato. Isso nunca acontece. Mas sempre fica aquele clima no ar, a tensão sexual entre os dois. Riobaldo que sente ciúme do parceiro quando ele precisa sair sozinho…

Isso até nosso protagonista descobrir que Diadorim na verdade é mulher. Pena ela estar morta no momento devido a um balaço… Triste não?

Neste momento vocês devem estar me perguntando por que eu quero ler o raio de um livro cujo final eu já conheço. Não deve ser só falta do que fazer, afinal.

Lamento informar, mas é por pura e total falta do que fazer. Porém, devo acrescentar que saber o final de um livro desses não me atrapalha em nada. Se a você atrapalha, faça um favor a todos e vá procurar a historinha da chave e da fechadura, pois parece melhor lhe convir.

Passemos para o senguinte.

O próximo livro se passa em lugares saudáveis como este.

O próximo livro se passa em lugares saudáveis como este.

Coversa na Catedral é basicamente isso. Um bando de amigos conversando fiado e reclamando da vida equanto os anos passam sobe o tacão do General Odría no Peru.

Temos um jornalista com graves problemas finaceiros e pessoais que vai encontrando um monte de gente conhecida ou não que vai contando seus problemas. Não lembro se existe uma história centra no livro, faz tempo que eu tentei lê-lo.

Mas uma coisa eu posso dizer, a primeira frase é realmente sensacional.

Vou terminando por aqui porque o sono já me pegou e finalizar com a primeira frase de Conversa na Catedral. Um dos motivos que ainda me faz ter respeito por Vargas Llosa a despeito das cagadas recentes dele.

“Da porta do La Cronica, Santiago olha a avenida Tacna, sem amor: automóveis, edifícios desiguais e desbotados, esqueletos de anúncios luminosos flutuando na neblina, o meio-dia cinzento. Em que momento o Pero se fodera?”

Muito bom! E até mais!

2 Respostas to “Livros para vagabundear.”

  1. Daniel 13/09/2009 às 23:58 #

    Boas opções de vagabundagem. Cara, não passei da metade de “Pantaleão e as visitadoras”, do Vargas Llosa também, mais pra frente vou tentar novamente.

  2. Maia 14/09/2009 às 14:09 #

    Mike seu blog está muito legal.
    Eu li o Grande Sertão: Veredas e gostei. Ainda bem que o livro antes de você contar o final do mesmo.

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