A verdade é uma só; não consigo ficar muito tempo sem falar de videogame. E como não tenho um bom livro pra comentar ainda, vamos falar daquelas lindas diversões eletrônicas que animam todos nós. Na verdade terei, quando o livro que encomendei chegar, mas falemos disso outro dia.
Então, estava pensando em discorrer sobre os melhores RPGs de Play 1, como diz o título auto explicativo ali em cima. Pra mim, os melhores jogos do gênero que já joguei até hoje. Isso mesmo, até hoje não inventaram nada melhor há uns 10 anos mais ou menos. Espero que um dia mudem isso…
Começemos então!
Chrono Cross
Certamente o jogo com o gráfico mais bonito já produzido para o console. Chrono Cross é sequência do clássico super-foda, sem igual e inimitável, Chrono Trigger. Conheci gente que não considera o jogo uma sequência, pela história parecer muito diferente da primeira e pelos personagens serem outros… Mas esse povo não merece consideração pois tenho certeza que só jogaram uns cinco minutos do jogo pra falar isso.
Sim, a história é bem diferente e com personagens que não tem nada a ver com o primeiro jogo. Nem mesmo o lugar onde eles se movimentam é o mundo de Chrono Trigger. Na verdade é só um arquipélago estúpido jogado num canto do mundo. Logo, as pessoas torcem o nariz… Na verdade só moleques mimados jogadores de Final Fantasy VII que fazem isso, pois 90% deles são idiotas completos.
Enfim… O jogo conta a história de Serge, um garoto que vive numa vila de pescadores pacífica e alegre no meio do nada. Certo dia ele acorda tarde e esquece de um encontro que teria com a namorada para pegar uns corais para um colar. Claro que a menina ficou puta e mandou o mané pegar os corais e fazer a porra do colar sozinho, ela iria sentar e esperar.
Atentem para um detalhe importante: Serge é um dos poucos heróis de RPG que realmente pega alguém ou no mínimo é heterosexual. Toma essa Cloud veadinho! Vai se consolar com o Sephiroth e sua espada gigante!
Voltando, depois de brigar com uma lagartixas nosso herói consegue o que procurava e vai ao encontro de sua amada. Quando o pobre estava pronto pra dar uns amassos na menina na praia um portal aparece do nada e o traga para… o mesmo lugar!!! Mas sem a namorada por perto.
Imaginando que a dita foi embora por ter ficado puta com o desmaio de bichinha dele, Serge corre para a vila atrás dela. Quando a encontra descobre que, ELA NÃO SABE QUEM É ELE! Aliás, ninguém na vila o conhece. Depois de certo tempo ele descobre que um bebê chamado Serge morreu há muitos anos, encontra uma garota hiperativa que usa blusa branca e arruma briga com meio mundo a fim de descobrir que merda está acontecendo com ele.
Mas isso você só vai saber se jogar, seu preguiçoso!
No mais, Chrono Cross é um jogo quase perfeito não fossem certas coisas que irritam como personagens demais. Vale uma jogada pra quem tem saco.
Suikoden 2
Todo o calor e ferocidade da guerra, isso é o que esse jogo traz. Suikoden 2 conta a história de dois amigos que, no ínicio, estavam no último dia do serviço militar quando, à noite, o acampamento onde estavam foi atacado pelas tropas de um reino rival com o apoio do capitão de seu próprio acampamento. O jogo já começa com uma bela traição e isso só se intensifica ao longo dele.
Então, o ataque fez com que as relações entre os dois reinos chegassem à guerra declarada. Nossos dois coleguinhas fogem do acampamento e tentam voltar para a cidade deles, onde são acusados de espionagem e condenados a morte. Contudo eles se salvam numa ação que envolve princesas e meninas malucas que lutam kung fu, fugindo para outro país, onde não os persigam.
Este é o começo de Suikoden 2, um dos jogos mais épicos que já tive o prazer de experimentar na minha vida de viciado em videogame. Tudo nele é grandiso, começando pelo mapa onde você anda – que é grande pra cacete – passando por uma história que conta as consequências de uma guerra e escolhas feitas por causa dela. Dá vontade de chorar no final, que eu não vou contrar, claro.
Um adendo para o poderoso Luca Blight, o vilão mais motherfucker já criado. O cara consegue ser tão casca grossa, malvado e psicótico que faz os vilões de Final Fantasy parecerem destaques de escola de samba.
Quando isso acontece é porque há coisas que precisam ser revistas.
Shin Megami Tensei: Persona 2 Innocent Sin
Shin Megami Tensei, ou Megaten pra quem conhece a mais tempo. Essa série se caracteriza por jogos com histórias sombrias, de cunho quase satanista, onde você tem que lutar e fazer pactos com demônios de modo a se fortalecer e prosseguir na história.
Persona sempre foi uma espécie de válvula de escape de Megaten, onde eram contadas histórias um pouco mais leves sempre envolvendo estudantes nelas. E sim, Persona existiu bem antes de seus irmãos pops Persona 3 e 4 e suas histórias cheias de emos e date sim semi-erótico para japoneses… Mas os últimos são até legais.
Em Persona 2 seu grupo vive a volta de rumores. O principal deles é sobre Joker, um sujeito ou entidade que pode aparecer depois de um certo ritual e realiza um sonho de quem o chamou. Um dos membros do seu grupo, o mais idiota, claro, o chama. Mas parece que o Joker tem certos desafetos com seu pessoal, pra dizer o mínimo, e passa a persegui-los. Ao mesmo tempo os tipicos rumores escolares como maldições tornam-se verdadeiros. Fora que o diretor da escola pira e tenta foder todo mundo, no mal sentido da coisa.
Isso faz com que nossos heróis tenham que navegar num mar de rumores tornados realidade enquanto fogem de um maníaco estranho e tentam saber quem são os caras que querem ressussitar Hitler. Sim, o bigodinho em pessoa! Deve ser por isso que esse jogo nunca saiu do Japão… Ocidentais cagões…
Sorte que um nerd boa praça traduziu todo o jogo há pouco tempo.
Persona 2 é quase perfeito, não fosse o sistema de batalha que beira o ridículo. O sistema de batalha é muito travado e confuso, sem falar que você precisa escolher se quer conversar com os demônios a fim de ganhar uns itens. Isso é típico de um megaten, mas não deixa de ser um saco.
Por isso não consegui ir muito longe no jogo e o abandonei. Quem sabe outro dia.
Final Fantasy IX
Essa é a hora onde o pessoal que está lendo vai ter espasmos de ódio e querer minha cabeça. Afinal, POR QUE NÃO COLOCAR FINAL FANTASY VII, O MELHOR, SEU CORNO DESGRAÇADO!!! Certamente tem muita gente me xingando de coisa pior agora. Mas eu tenho um bom motivo. Simplesmente não acho Final Fantasy VII essa coisa toda, só um joquinho legal e fim.
Mas Final Fantasy IX, foi a obra prima final da série para Playstation 1. Com gráficos perfeitos, história sensacional e ainda por cima um protagonista que não é um emo depressivo de merda! Toma mais essa Cloud!… E você também, Squall!
Zidane, sim esse é o nome dele, consegue ser na minha opinião, o melhor personagem criado para série em todos os tempos. Começa como um sujeito engraçado metido a conquistador que todo o tempo tenta pegar a princesinha, mas falha miseravelmente nisso. Mas Zidane coloca um mecha de cabelo na testa e vai chorar ouvindo Simple Plain por causa disso? Não, mil vezes não! Ele vai para um boteco paquerar a garçonete e quem mais estiver dando sopa no lugar! Isso é que é um sujeito que honra as calças que veste, ainda que se ferre o tempo todo querendo comer a sua princesa de calça colante amarela.
E ainda temos o seu amigo, Vivi. Um pequeno mago negro que não consegue ser mais bonitinho porque faltou espaço no CD. Vivi é capaz de tropeçar de um modo tão engraçado que não tem como não gostar dele na primeira vez que aparece. Além de ter peito pra entrar no espetáculo de teatro particular da rainha sem pagar ou falar com o segurança! Esse é nosso Vivi!
A história é quase uma releitura de tudo que foi feito da série até aquele momento. Temos princesas em perigo, depois reinos em guerra até encontramos o desgraçado doido pra foder todo mundo por motivos que só ele entende. Praticamente perfeito.
Eu acho melhor parar de falar de Final Fantasy IX agora, senão não vou parar e ninguém quer isso…
Valkyrie Profile
Este aqui saiu um pouco do padrão do gênero. Com um sistema de combate bem ativo e uma história até certo ponto inovadora. Não temos os castelos e princesas tão comuns, mas deuses nórdicos prestes a entrar em guerra contra as forças do mal. E para isso precisam de almas dispostas a lutar ao seu lado. Almas que só podem ser conseguidas dos pobres mortais.
A destacada para a tarefa é Leneth, uma das valquírias de Asgard. Ela recolhe as almas de pessoas valorosas que morrem por motivos diversos e as recruta para a esperada guerra no mundo espiritual. No caminho tem que lidar com problemas mundanos, como feiticeiros assassinos, espíritos do mal doidos para atrapalhar e um mago maluco que mais parece o Harry Potter.
Mais uma vez devo dizer que o sistema desse jogo é um dos melhores já criados para um RPG de videogame. Pena que a história não é tão empolgante assim…
Quer dizer, a história é até legal. Mas você precisa completar certos requisitos dentro do jogo para vê-la em seu todo. O que só é conseguido se você tem um bom guia. Foi o que eu fiz, e não tenho vergonha disso.
Essa foi minha pequena lista. Se vocês tiverem outros jogos para colocar é só comentar. Ficarei feliz em dizer o quanto o gosto de vocês é despresível! Até.




