Arquivos | julho, 2010

O que não fazer numa sessão de cinema.

31 jul

Cá estou eu, depois de meditação profunda a fim de encontrar um assunto interessante pra conversar aqui. Creio até que encontrei um bom neste momento.

Enfim, acredito que todos que me conheçem também gostam de cinema. Sim, não há nada melhor do que gastar umas boas duas horas numa sala fechada, escura e refrigerada assistindo a um bom filme. Mas sempre existem os poréns, e quantos são eles! Até porque não se pode esperar que haja paz e harmonia eterna num lugar que reúne um monte de gente diferente ao mesmo tempo, ainda que eu tente esquecer da existência de todos tão logo a luz se apague. Sem sucesso em algumas vezes, é verdade…

Então, vamos a uma listinha do que pessoas minimamente civilizadas, ou qualquer um idealmente, deveria serguir. É simples, rápido e fácil.

Conversar durante o filme


Essa é clássica. Você está lá, sentadão na sua cadeira tentando assistir ao filme quando na fileira atrás ou a frente tem um chato ou um grupo deles comentando o filme.

Simplesmente comentam qualquer coisa aleatória e alheia ao que será mostrado na tela!

A questão é: se queriam conversar por que não foram a um boteco ou qualquer outro lugar que não fosse o cinema? E o que os faz pensar que é a coisa mais normal do mundo atrapalhar o entretenimento dos outros com isso?

Mas não é tudo! Existe um desdobramento desse problema muito mais perigoso e letal para os envolvidos; falar sobre o filme durante o mesmo!

Pois é, e numa dessas o famigerado conversador solta uma coisa que vai acontecer no filme só daqui há uns 20 minutos ou mais. Não sei quanto a vocês, mas eu tenho vontade de pegar o chato e estourar a cabeça do dito contra uma parece assim como se faz com uma uva- vi isso num filme de terror quando tinha uns 7 anos. Por isso é um hábito letal e perigoso…

Falar ao celular

Quase como uma variação do citado acima, mas com o agravante das luzes do aparelhinho. Sim, porque hoje em dia não basta os celulares terem toques que ultrapassem os limites seguros de decibéis recomendados pela Organização Mundial de Saúde. É preciso que aquelas pestes tenham luzes tão fortes quanto o farol de milha de uma carreta!

Desse modo, você é obrigado a aturar aquela iluminação de boate gay enquanto tenta assistir ao seu filme

Não consigo imaginar um tipo de punição cruel o suficiente pra essa gente. Talvez só mesmo retirar os celulares dessa gente.

Anda anda no cinema

Curto e grosso. Cinema é sagrado, e como tal deve-se assistir as películas com a máxima reverência, mesmo que o filme seja uma bosta. Portanto, se querem andar de um lado pro outro vão para uma porra de uma pista de cooper!

Casais mais que apaixonados ao lado

Essa tenho certeza que todo mundo passou, e com um pouco de sorte fez parte do grupo pelo menos uma vez. Não tem nada mais chato do que você querer ver o filme enquanto o casal ao lado está quase em pleno ato sexual, um sugando a boca do outro e sabe-se lá o que mais.

Francamente, se queriam se agarrar loucamente, vão pra um motel! Ninguém é obrigado a aquentar as taras exibicionistas dos outros, principalmente se estiverem perto demais de você. Aí a pobre vítima tem apenas duas opções: ou muda de lugar ou tenta uma vaguinha na suruba…

Adolescentes

Deixei a maior praga para o final. Nada, absolutamente nada é pior do que um bando de adolescentes na mesma sala de projeção do que você. Eles simplesmente fazem tudo que foi citado acima e com orgulho. E não há nada que pare uma horda de adolescentes enfurecidos querendo provar pra si mesmos que são crescidinhos enquanto agem como moleques do primário.

Por ser praticamente o inferno na terra, adolescentes podem ser citados como a maior praga cinematográfica desde Uwe Boll. É recomendado não ir a filmes que possam ter uma dose mínima deles e correr de qualquer grupo que possa se aproximar.

Todo cuidado é pouco se você não tem uma TV Full HD de 70 polegadas e um sistema de som foda e casa. Terá que se aventurar em cinemas…

Um pouco de mim pra vocês.

19 jul

Vamos dar uma chacoalhada no tédio e escrever mais um texto para o blogue. Afinal, não tenho nada melhor pra fazer mesmo no momento… Pensava em escrever alguma coisa sobre Fundação, trilogia que estou lendo como se não houvesse amanhã desde semana passada. Mas algo dentro de mim diz que devo utilizar este espaço de nada para algumas elucubrações – nossa, sempre quis usar essa palavra.

Enfim, estava pensando numa divagação mais intelectual. Assim a turma de cinco pessoas que lê esta benga pode parar de pensar que sou um inútil estúpido e construo qualquer coisa de relevante na internet.

Como se houvesse relevância num troço que só existe para busca de putaria e piadinhas adolescentes…

Mas vamos continuar. Há alguns dias estava pensando no enredo para um livro futuro. Aliás, estou pensando nisso faz uns bons anos e nada muito interessante apareceu. Nada além do que postei numa página à parte aqui com o nome de Como Escrever um Épico. Queria fazer um troço mais interessante e instigante do que uma narrativa intelectualóide sem identificação com a cabeça das pessoas. Minha idéia era fazer uma coisa realmente interessante e que fosse forte o suficiente para ser lido e apreciado desde os chatos metidos a intelectuais até as pessoas que lêem só por diversão.

Então eu pensei numa coisa assim:

Temos uma escritora, ou aspirante a escritora. Não me importa o gênero do protagonista. Na verdade só pensei numa mulher porque estou de saco cheio de protagonistas homens. E também porque sofro de alergia crônica a homem. Sim, chego perto de um e começo a ficar empolado e doido pra sumir pra longe. O engraçado é que com mulheres o efeito é reverso… Tá, a piada foi estúpida…

Prosseguindo, essa mulher quer porque quer escrever um livro. Motivos não faltam. Ela pode ser uma escritora de sucesso tentando completar mais um best-seller e pode estar sendo pressionada pelos editores, pode ser uma pé-rapado escrevendo qualquer coisa nas horas vagas, não importa. O que importa é o fato da desgraçada ter uma louca vontade de escrever e não conseguir.

Sim, tudo começará com uma porra de um bloqueio criativo. Não parece muito interessante no início, mas eu achei a melhor forma de começar.

E como ela tenta resolver seu bloqueio? Bem, muita gente tem muitas fórmulas pra isso. Tem gente que se esforça mais ainda em cima de um papel branco, outros que procuram tratamento psquiátrico. Há ainda os que enchem a cara de qualquer coisa, de cerveja a cocaína, pra poder abrir a cabeça. Por fim, tem gente que escreve em blogs mixurucas na internet! Embora isso até hoje não tenha me ajudado muito, devo confessar…

Pois é, nossa heroína não consegue escrever e seu modo para burlar a bloqueio é lendo mais livros! Se empilhando de todos os livros que consegue pegar na biblioteca pública da cidade. Ressalva: como se trata de uma cidade fictícia a biblioteca também é, logo, eu posso colocar o acervo que quiser dentro da porra.

Numa das suas andanças pela biblioteca ela dá de cara com um livro diferente. Parece ser bem velho, não tem título na capa nem o nome do autor. Pra falar a verdade, não existe identificação nenhuma do que trata aquele livro, nem em que lugar foi impresso nem nada. Simplesmente começa e pronto. Por uma curiosidade idiota – e por que seria? – ela resolve pegar o tal livro para ler. Nisso ela descobre que o dito não está em lugar nenhum na base de dados da biblioteca e mesmo assim o leva pra casa. Numa rápida pesquisa na internet também descobre que não há menção dele em lugar nenhum.

Aí ela resolve ler o livro. E entra em parafuso com a história contada nele. Não, não sei o teor da história e vou pensar nisso mais tarde. Mas a mulher fica maluca com o troço. A ponto dela ter pequenos, depois grandes, comichões de plagiar cada página do troço.

Pensem comigo, é um trabalho simples. Aquele livro simplesmente não existe. Seria uma moleza atribuir a história a ela e fim de papo. Como nossa esperta escritora conclui, o livro é praticamente pedido para ser plagiado na cara dura e assim ela o faz.

Agora entramos na parte do conflito da história e o final do deste texto brutalmente longo.

A medida que ela copia as páginas do livro original, certos acontecimentos da história passam para a sua vida. No começo coisas idiota, como um personagem secundário que dá bom dia ou coisa assim. Mas certamente degringolará para algo mais sério. Não sei o que.

Bem, é mais ou menos isso que se passa pela minha cabeça nestes últimos dias. Só escrevi isso porque queria saber o que vocês, meus cinco leitores, pensam sobre isso.

Levante-se e estremeça os céus!

8 jul

Em 1998 eu estava loucamente apaixonado por uma estudante de intercâmbio japonesa na escola. Ela até gostava de mim, mas eu era idiota demais pra perceber isso. O que me fez ficar como um emo – coisa que não existia na época – e perder uns 15 quilos – o que eu preciso fazer de novo. A menina nem era grande coisa, pra se falar a verdade. Mas como eu era um moleque idiota isso não importava.

E porque estou contanto fatos do passado de minha vida? Simples, só pra dizer que 1998 foi um ano singular. Me apaixonei por uma japinha esquisita enquanto no Japão lançavam Xenogears… Ah, Xenogears!…

A japinha se foi há anos, mas o jogo ainda está em meu coração como a coisa mais sensacional que vi num video game até hoje.

Claro, existem muitos  jogos melhor produzidos do que Xenogears – não vou falar da picuinha da época porque não convém. Mas nenhum com uma história tão interessante, pelo menos pra mim.

Então vamos falar de uma coisa realmente foda. A história de Xenogears!

Leiam e verão que é um jogo deveras atraente.

A história começa com uma animação onde uma nave de passageiros é atacada por dentro por um inimigo desconhecido. Vendo que não tem mais solução para o problema, o capitão decide ordenar a evacuação e logo depois explode a ponte de comando para que o inimigo não tome o computador central. Por fim a nave cai num planeta estranho com uma sobrevivente também bem estranha, que eu prefiro não comentar.

Se quiser ver a abertura olhe aqui!

Enfim, depois dessa épica sequência, somos transportados para um continente onde dois países travam uma guerra por tantos anos que nenhum deles sabe qual foi o real motivo da briga. Como de praxe em todos os jogos do gênero, temos um pequena vila no meio desses países e o herói da história reside nela.

Não vou perder o meu tempo em dizer como ele se torna o herói da história. Apenas direi que o dito se chama Fei Fong Wong e, durante um ataque de Gears – robôs gigantes – ele entra num por vários motivos, fica doidão e destrói tudo.

O motivo dele ter ficado maluco e matado todo mundo é Fei ser um maluco foda, com problema de dupla ou até tripla personalidade. Sendo que ele não se lembra quando troca de personalidades. Ele só vai resolver esse problema lá no final do jogo, quando você alcança o máximo do poder dele.

Sim, estou contando o final do jogo e uma peça importantíssima da história!!! Dane-se, Xenogears é velho pra cacete e não tenho obrigação em esconder detalhes da história.

Isso tem um motivo. O mote fundamental de toda história do jogo se assenta no fato de que o tal Fei é o único que tem poder pra enfrentar Deus e matá-lo. Sim, amiguinhos, Fei deve ser o Assassino de Deus. Uma coisa que ele não se sente muito confortável em ser, pra dizer o mínimo.

Então, o cara tem que matar Deus… É só isso, seu herege de uma figa? Me pergunta você. Não não é só isso. Durante sua jornada para saber quem realmente é ele vê que existe uma outra nação lucrando com a guerra entre os países e a estimulando. Solaris, uma nação superdesenvolvida escondida no céu que vê as pessoas que moram na superfície apenas como rebanho e eles como pastores deles. Além disso, fazem experiências genéticas  uma com as pessoas da superfície e tiram tudo de proveitoso para sustentar sua própria nação em detrimento das outras. Bem filho da puta, não é?

Ainda não acabou. Esse mesmo país sustenta um corpo religioso para poder conseguir voluntários para experiências genéticas e energia. Não vou dizer como, jogue e você verá a nojenta verdade.

Agora chegamos a um impasse: Por que cargas d’água eles fazem isso? Ao que eu respondo, jogue, não vou contar a coisa mais interessante de história. Quero que você jogue Xenogears em toda sua grandeza.

Mas ainda tenho que falar sobre Krelian. O glorioso vilão da história!

Krelian é maquiavélico, frio e calculista. E ainda por cima não tem a menor pena de passar em cima de todo mundo pra poder conseguir seus objetivos. Não é a toa que ele diz que jogou fora sua humanidade para fazer o que acha que tem que fazer. Tá, essa última frase ficou muito fã de desenho japonês. Mas é mesmo assim. O personagem parece uma máquina capaz de tudo pra conseguir o que quer.

E o que ele quer? Simples!

“Criar Deus com suas próprias mãos!”

Singelo, não? Bem, também não contarei porque ele quer isso nem o que acontece no final. Acho que a preguiça não me deixa contar a história toda. Até porque eu não tenho saco de contar uma história inteira de um jogo num texto. Quem quiser que jogue esse maravilhoso jogo. É para Playstation 1 e qualquer computador hoje em dia emula sem a menor dificuldade.

Logo mais voltamos aos textos literários.

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