Arquivos | maio, 2010

MMORPG e seus estranhos apreciadores

31 mai

Estava sentindo falta de falar sobre meu segundo assunto preferido neste blogue. Sério, eu adoro literatura, mas se eu falar só disso todo o tempo eu mesmo vou começar a enjoar. De vez em quando é bom desligar o cérebro e fazer algo idiota, como ler os livros do Dan Brown… No meu caso, prefiro jogar videogames, algo muito mais denso e culturalmente instigante do que ler O Código da Vinci – sim, odeio Dan Brown.

Estava pensando em começar a falar a respeito de estilos de jogos. E tenho vários que aprecio, com grande favor para os RPGs. Mas isso seria muito chato e as pessoas não têm paciência para mais um idiota metido a crítico. Então resolvi escrever sobre o tipos que jogam essas bengas.

Acreditem, tem nerd pra tudo neste mundo. E também nerds distintos para cada tipo de jogo que você pedir. Mas essa gente só faz mesmo é arrumar desculpa pra brigar, então que eles se matem.

Depois dessa introdução mastodôntica vamos direto ao assunto: MMORPG. Pra quem é normal essa sigla significa Massive Multiplayer Role Playing Game. Essa sigla enorme e destranbelhada geralmente precede jogos nos quais o jogador é transportado para um mundo de faz de conta onde ele pode fazer virtualmente tudo, ou quase tudo, ou porra nenhuma, depende do jogo a se jogar.

Esse faz parte daqueles que não te deixam fazer grande coisa.

O mais interessante é que esse tipo de jogo exerce no seu usuário uma dependência semelhate a da droga. Principalmente nos que são uma droga de jogo, como Ragnarok e qualquer coisa que exista no Brasil e as pessoas teimam e chamar de MMORPG – Sim, estou falando de Perfect World.

A pessoa simplesmente desiste de tudo e todos na sua vidinha, que já era de merda, é bom esclarecer, para se dedicar a uma porra de um jogo. E o pior, um jogo terrivelmente ruim! Só quero ver alquém me explicar a grande diversão que existe em simplesmente matar monstrinhos o dia todo sem nenhuma explicação decente do porque você faz isso. Digo, nos jogos normais há pelo menos um verniz de história, alguma coisa que te diz porque o personagem está lá e o que ele faz no mundo. Num desses MMORPGs, estilo Perfect World, isso é sumariamente ignorado. Simplesmente o negócio é matar monstrinhos e conseguir itens.

Mas isso não seria o pior se não fosse outra coisa: os jogadores. Até porque, não exite jogo online sem um monte de malucos jogando ao mesmo tempo. Conversar já não sei. O tempo que joguei Ragnarok e Perfect World ninguém conversava com ninguém, só ficava matando monstro  e correndo pra cá e pra lá. Um tédio absoluto.

Contudo, algumas dessas pessoas parece que tentam se socializar com os demais. Nada assim muito articulado, sabem. O máximo que produzem é algo escrito num jargão muito particular que pode ser resumido numa palavra: miguxês. Sim, aquelas palavras horrivelmente mal escritas e frases sem sentido que esse tipo de gente acha super fofo, sabe-se lá porque motivo. Mas eles acham, 0ra! Tem gente que também gosta de jiló com taioba, quem sou eu pra julgar essas pessoas?

O problema é que eu tenho a mania de ser o mais consiso possível no que escrevo. Sim, mania de metido a besta, mas é só minha tá! O que impossibilita que eu entre em entendimento com esse povo.

Cuidado com caras de cavalo que querem conversar; é cilada!

É claro, não poderia deixar de falar dos jogadores compulsivos. Aquele povo que não quer papo com ninguém e está no jogo apenas para matar, matar e acumular itens, não importa o quão idiota isso seja. Afinal, é um jogo online! Mas os caras devem pensar que contato não deve ser lá uma grande prioridade e se dedicam simplesmente a jogar sem esquentar se tem mais alguém naquele mundo além dele. Pra mim essa gente precisa de sexo com urgência…

Isso tudo, claro, é um apanhado meu dos tipinhos mais recorrentes em todos os MMORPGs que eu joguei – que foram bem poucos pra falar a verdade. Não sei se existem piores ou melhores porque não os encontrei. Também não abarquei a categorias crianças, por ser demasiada óbvia. Crianças são um porre em todo lugar.

É verdade que há bons jogos  e jogadores do gênero – Final Fantasy XI -, mas eles ficam eclipsados perante o total descalabro de malucos que aparecem nessas coisas.

Por fim, não, não falarei mal de brasileito aqui. Eles fazem isso por si mesmos. Mas os japoneses são infinitamente piores. Pense nisso quando estiver se aventurando num mundo de mentira e encontrar um sujeito falando em caracteress perto de você.

Os mais estranhos escritores do mundo.

22 mai

Todo mundo imagina que o ofício, ou seja lá como definem, de escritor é uma coisa chata. Imaginem, não é lá muito emocionante ficar o dia inteiro sentado em frente a uma folha de papel pensando num modo de encher a desgraçada numa primeira análise. Em muitos casos é até doloroso tentar fazer algo minimamente decente. Por isso escritores em sua maioria, precisam de ambientes calmos e quietos para poderem pensar com propriedade na história que se pretende criar…

Sim, eu também preciso disso, sou uma fraude!

Contudo, existem seres que ultrapassam essa necessidade mundana e trivial de tranquilidade. Pessoas para quem uma vida comum passa longe e seria muito provavelmente uma forma de lhes estragar as habilidades artísticas.

Eles não são simplesmente escritores, são personagens de si mesmos. Gente que viveu como poucos teriam coragem de viver, inclusive eu. Vamos então dar uma olhada na vida dessas pesssoas tão diferentes dos chatos humanos comuns que todo mundo é obrigado a conviver durante a vida.

Dostoyevsky

Nosso barbudão aí é um dos mais icônicos escritores do mundo. Aos 24 anos começou a publicar uma história num jornal cujo nome esqueci, alcançando o estrelato das letras. Pena que não durou muito… Sim, pouco tempo depois todo mundo já tinha esquecido dele. É, gente, essa vida de escritor é amaldiçoada mesmo.

Mas pensam que isso fez com que nosso amigo de nome dificílimo vacilasse? … Na verdade esse fato não tem a menor importância na vida dele. Sério, só estou enchendo linguiça aqui.

O negócio é o seguinte. Certo dia Dostoyevsky estava participando de um grupo que discutia novos caminhos para a Rússia, que implicavam mesmo a saída do imperador. O tal grupo não passava de nada além de uma roda de boteco para românticos idiotas. Dali não iria sair nada além de bêbados numa noite fria. Mas a polícia não achou isso. E prendeu a galera toda numa de suas reuniões.

Todos foram condenados ao pelotão de fuzilamento por alta traição ou coisa que o valha. Contudo, o máximo que conseguiram disso, foi ficar em pé num pátio gelado servindo de piada pros soldados. Não seriam mesmo fuzilados, mas mandados para uma agradável estada de quatro anos na Sibéria, com todas as despesas pagas!

Acho que muita gente não se incomodaria em ir pra lá ao invés de morrer. Bem, dependendo das circunstâncias. Lá, nosso colega passou por agradáveis sessões de exercícios que os preguiçosos chamam de trabalhos forçados. Depois da sua pena, foi ser soldado no exército, servindo ainda na Sibéria.

Ele deve ter gostado de lá… Pelo menos ele gostava das mulheres de lá, tanto que casou com uma.

De volta à São Petersburgo, o cara voltou a escrever. Não deu muita coisa, e ele se afundou em dívidas. Pouco tempo depois a mulher e o irmão que lhe ajudava morreram também. O que o deixou pior ainda.

O homem tornou-se um jogador compulsivo. Gastando tudo que podia nos cassinos da europa e comendo as vagabundas mais caras que podia encontrar. Uma vez tentou até casar com uma delas, mas a dita deve ter rido deslavadamente na sua cara. Enfim, se ferrara na vida.

No fim, morreu com uma montanha de dívidas em cima dele. Vida ruim, não?

Dante Alighieri


Dante não era um jogador inveterado, nem mesmo um amante de prisões, embora tenha se metido em muita confusão na vida. Ele era poeta, e além de poeta, político de florença. E um cara bem safado, se me permitem.

Ele em certo momento da sua vida, apaixonou-se por uma adolescente de nome Beatriz. A menina morreu, sabe-se lá de que. Mas o cara continuou falando sobre ela nos seus poemas até não se sabe quando.

Mas voltemos as intrigas políticas. Dante participou muito da vida política de Florença, até a cidade ser ocupada por opositores e ele ser expulso de lá. Digo, o Papa estava envolvido na bagunça e foi um dos caras que mandou chutar o Dante da cidade. Pra vocês verem como ele era um poeta querido de todo mundo.

Então, Dante passou o resto da vida no exílio, nunca podendo chegar perto de Florença. Viveu sua vida fazendo servicinhos para os nobres de outras cidades e pensando no seu poema cheio de inflexões sexuais dedicadas a infante Beatriz. E assim morreu.

Luis de Camões

Camões é velho conhecido das aulas de português de todo mundo. Mesmo que ninguém tenha nunca lido uma linha dos Lusíadas – sim esse é meu pecado que não tenho a menor vontade de corrigir. Mas ele também era um sujeito interessante. Ou acham que ele ficou caolho à toa? Sim, Camões perdeu um olho caso não tenha reparado no desenho.

O olho em si, ele perdeu ao que parece, na África. Fruto de um coração partido… Sim, ele era um romântico! Mesmo sendo o boa vida mais desgraçado de Lisboa ele se apaixonou, tomou um belo não na fuça e foi pra África brigar.

Depois disso resolveu partir para as Índias – as de verdade – onde ficou um bom tempo em Goa – vá estudar pra saber onde fica. Foi lá que começou a escrever Os Lusíadas, poema o qual eu nunca li e talvez nunca lerei.

Tempos depois, foi enviado a Macau, na época um fim de mundo que não tinha uma viva alma. Enfim, era um entreposto comercial nojento de Portugal na China, não era pra ter muita coisa lá no começo. Dizem que ele  escreveu um pedaço dos Lusíadas numa gruta…

Sim, uma gruta.

Isso parece muito estranho, a pensar no fato de que grutas são lugares escuros e úmidos. Não acho que seria um lugar muito saudável pra alguém sentar e escrever. Isso se estivesse escrevendo alguma coisa. Mas parece que nosso multi-talentoso poeta conseguiu.

Na volta para Goa o navio afundou quase matanto-o e matando realmente a mulher que provavelmente ia com Camões. Diz-se à boca pequena que ele preferiu ficar agarrado ao livro do que a mulher. Não sei se foi uma atitude sábia, mas acho que uma mulher às vezes vale mais do que um monte de letrinhas no papel. Mas quem sou eu pra saber das coisas, não sou clássico da literatura mundial.

Rimbaud

Rimbaud era jovem, bonitão e supostamente um chato de galocha. Mas como era um adolescente de 16 anos as bibas que o acompanhavam não ligavam muito pra isso.

Sim, ele era gay. Viveu duranto algum tempo um caso com um sujeito chamado Paul Verlaine, simbolista francês. E como é de se saber eram duas porras loucas, enchendo a cara de absinto e haxixe todos os dias e aporrinhando os vizinhos com as orgias que certamente promoviam.

Quem não deve ter gostado muito disso foi a mulher de Verlaine. Mas ela não aparece na história então seu nome não interessa. De fato, viveram um bom tempo nessa vida desgraçada até Verlaine resolver encher os cornos de bebida e os dois começarem a brigar como cão e gato. Tanto que Verlaine chegou a dar um tiro no moleque, mas que não resultou em nada grave.

Depois dos 19 anos, eu acho. Rimbaud decidiu que a vida de poeta não dava muito futuro. Então decidiu se aventurar pelo mundo em busca de grana sendo várias coisas em várias partes do mundo.

Mas certamente a que ele deu mais certo foi a de mercador de café e armas na áfrica. Você, por acaso, teria peito de ser mercador de armas na áfrica? Claro que não, seu merdinha!

O menino tinha mais coragem na pontinha do cabelinho de emo dele do que muitos machões tem no corpo todo!

E com isso termino minha lista, que achei um tanto enfadonha, mas espero que vocês gostem um pouco.

Eu vejo novelas… Todo o tempo…

14 mai

Antes que venham me azucrinar, não não assisto mais novelas. Quando eu tinha uns 12 anos até assistia, mas depois que fiquei velho elas parecem a mim simplesmente um apanhado das mesmas situações. Sempre pensei que nos núcleos criativos das televisões do país existia um manual de como fazer uma novela, dada a grande escala de situações semelhantes em todas elas. Provavelmente essa coisa exista mesmo…

Enfim, estou com vontade de falar sobre novelas justamente porque hoje acaba mais uma novela bossa nova cheia de ricos entediados que adoram passear pelo leblon. Sério, não sei qual a graça dessa merda. Mas como não assisto nada disso além das propagandas da televisão, não me importo.

A verdade é que, o objeto que me interessa neste momento é a novela em si. E não simplesmente aquela porcaria que todos os dias lota as grades de programação da TV aberta.

Não sei se todos sabem, mas as novelas começaram muito antes do rádio e da televisão sequer pensar em existirem. Isso no Brasil, sejamos claros de uma vez. Por aqui existia o hábito dos jornais de trazerem em seus números histórias serializadas. Essas histórias também são conhecidas como novelas e faziam os jornais venderem na época, assim como acontece hoje na TV.

Imagine o seguinte fato: Você é o senhor Fulano. Todas as semanas compra seu jornal de domingo para ficar a par das fofocas da corte ou do preço do café – caso seja rico, é claro. Sabendo disso, sua amantíssima esposa também gosta de folhear o periódico. Contudo o que ela mais procura é a continuação da história que lera no domingo passado, onde a mocinha e o mocinho estavam prestes a se beijar… Sim, as coisas nunca mudam… Não me surpreederia se a mulher intimasse o homem a comprar o jornal todos os domingos a fim de não perder nenhum capítulo da trama.

Acho que a coisa acontecia mais ou menos assim. Até porque não pesquisei praticamente nada sobre o tema e não sei como se dava a periodicidade dos jornais naquela época. E nem me interessa saber. O que interessa aqui é o fato da novela já estar enraizada na cultura popular – pelo menos o popular que sabia ler. E até entre os que não sabiam, certamente as pessoas conheciam alguma coisa a partir das conversas e comentários que um ou outro soltasse na rua ou em casa.

Igualzinho é hoje… É possível saber exatamente o que se passa numa novela sem nem mesmo assistir a um só capítulo dela, apenas ouvindo conversas dos outros. Claro que isso não é um hábito que se iniciou há meros 40 anos…

Muitos autores, hoje consagrados como clássicos brasileiros, já escreveram novelas. Machado de Assis e José de Alencar são dois dos mais famosos.

Machado de Assis também era noveleiro, crianças!

De fato, as novelas de hoje devem muito ao que esses dois escreveram e aos parâmetros estabelecidos, dados hoje como se fossem a tábua de salvação de qualquer autor. De José de Alencar veio a abordagem romântica dos mocinhos que se amam loucamente ainda que todas as adversidades do mundo se oponham a eles. De Machado vem a visão mais cínica e até de certa forma humorística sobre os hábitos, conceitos e preconceitos das pessoas.  Essa base toda migrou do jornal para o rádio e depois para a televisão hoje em dia.Tá tudo lá, é só perder um pouco de tempo hoje pra descobrir no horário nobre.

Ou seja, não é a toa que no Brasil novelas façam as pessoas parar na frente de uma televisão. Eu por mim, acho todas uma chatisse sem tamanho, mas como já terminei de escrever este texto acho que vão para sempre pensar que sou um noveleiro dos mais empedernidos.

Mas fora isso, podemos dizer que a novela teve caras importantes se preocupando com ela! Ou vocês acham que Memórias Póstumas de Brás Cubas já nasceu livro pronto? Não, Machado de Assis o escreveu como uma novela e só depois o organizou como livro, assim como muitos autores fizeram na época dele. Dava uma boa visibilidade escrever uma novela na época…

Hoje em dia autores não tem tanta visibilidade, nem mesmo credibilidade por escreverem novelas. Talvez pelo fato de existir o velado manual de fazer novela… Ou talvez as pessoas não dêem mesmo muita importância pra diversão que tem todos os dias quando chegam em casa.

Deve ser por isso que a audiência dela tem diminuido ano a ano. Sim, eu sei das pesquisas de audiência, me processem, sou uma fraude nerd… Quanto a mim, continuarei jogando videogame e lendo livros quando não tiver nada pra fazer. Televisão me dá angústia.

Os cinco piores livros do mundo.

13 mai

Sim, vamos falar de porcarias hoje. No caso os livros mais detestáveis que eu já tive o desprazer de encontrar durante minha vida. E digo que não foram poucos. Mas como não quero me alongar muito, vou simplesmente elencar os cinco livros mais chatos, mais rançosos e remelentos que já pus as mãos. No caso, o cinco piores livros do mundo! Sim, do mundo. Não diga que não sou um crítico antenado com as coisas… Tá, não sou, mas é minha lista, então eu digo que é uma merda ou não ainda que você ame o livro que eu citar.

Aliás, se você gostar dos livros que vou citar aqui, você merece ser enrabado pelo Kid Bengala num dia frio e com muita areia, seu corno. Nunca vi ter gosto pior!

Então começemos.

O Código Da Vinci

Não é propriamente um livro ruim. Admito que anos atrás eu o comprei e li praticamente numa única tarde. Aí você me diz, “então o livro é bom, seu veado!” Não necessariamente.

Vou tentar me abster das críticas sobre a história ser infundada e coisa e tal. Isso pra mim é o de menos. Cacete, se eu leio um romance estou pouco me lixando se ele retrata a realidade, quanto menos melhor. Mas sempre tem os idiotas que acreditam nas primeiras porcarias que lêem. Pra esse povo só posso desejar que um dragão queime seu rabo, afinal, eles acreditam mesmo…

Enfim, o livro tem uma narrativa rápida e até bem construída, mas porque ele é uma porcaria?

Simples, a composição dos personagens é idiota. Robert Langdon parece um Indiana Jones fora do prumo, sem falar que a tal cadeira de simbologia nem existe. Se o cara fosse doutor em semiótica tava melhor… Mas continuando. A parceira do cara, cujo nome não vou fazer força de lembrar, é uma besta quadrada, sempre dizendo em alto e bom som “não entendo” para qualquer raciocínio equivalente a 2+2=4. Sim, ela é uma anta e não entende as coisas mais básicas. Isso sendo ela uma perita da polícia francesa. Perita sabe-se lá do que.

Por fim existe o professor sei lá o que, amigo de Langdon. O cara é totalmente bizarro e tem motivações que eu nem consigo entender quais são. Pra falar a verdade, nem me lembro, dada a relevância disso. E podemos arrematar num final totalmente idiota, onde as coisas se arranjam de forma totalmente imbecil até o final cliché.

Por essas e outras que O Código Da Vinci é um lixo merecedor do desprezo de todos.

Brida

Agora neguinho fã de Paulo Coelho vai chiar! Sim, eu detesto os livros do cara. São chatos, mal escritos e cheios de buracos na história. Praticamente uma aula de como não se deve escrever. Mas a turma gosta, então ele ganha mais grana do que eu e por isso pode morar numa confortável mansão nos Pirineus enquanto eu vivo num buraco sujo e fedorento com um computador vagabundo. Quem manda querer ser cult?…

Quanto a Brida, é a história de uma bruxa jovem, bonita e sexualmente furiosa. Ela conhece um sei lá que mestre, que tem toda a cara de ser o próprio Paulo, e pede a ele que a ensine o que sabe. No meio da coisa toda ela acaba conhecendo uma outra bruxa, amiga desse cara e ela a ensina algumas coisas, inclusive como transar tantricamente.

Sério, essa mulher descobre que trepar é o melhor meio de se acordar os poderes inatos… Uma pausa, por favor…

E ela transa até com o tal mestre, numa cena completamente nonsense cheia de catedrais e sei lá mais que coisas, mas que estão lá apenas para mascarar o coito em si.

No final até acontece um mega bacanal ao ar livre e todo mundo fica feliz e bem comido.

Nem acredito que tive coragem de ler essa porcaria até o final. Mas foi o primeiro e único livro de Paulo Coelho que li até o fim. O resto não consegui.

Seguinte.

O Silmarillion


Estou vendo paus e pedras indo em minha direção atiradas por fãs malucos de Tolkien… Quem sabe até armas de destruição em massa contra mim. Esses caras que usam orelhas pontudas e falam e síndarin são muito perigosos e o melhor seria não tratar com eles. Mas como eu sou maluco também não vou deixar de falar desse livro.

Certo, vamos ser justos. O Silmarillion está muito longe de ser a pilha de merda fumegante que é Brida. Na verdade, ele tem até histórias bem legais no meio de todos os relatos. O problema é que as histórias legais acabam se perdendo na infinidade de descrições de lugares, cidades, pessoas, bichos e o escambau a quatro que tem nesse livro.

De fato, dá pra acompanhar o desenvolvimento das coisas até o aparecimento dos homens. Depois vira uma maçaroca que eu nunca sei quem é homem, elfo ou fadinha do dente. Sem falar que o grande inimigo da história, Morgoth, é facilmente enganado por todo mundo e é derrotado numa das batalhas mais broxantes de que se teve notícia. Simplesmente os super deuses se emputeceram com o cara e deram uma coça nele. Muito sem graça… Isso depois do cara ter horrorizado com toda Terra Média por mais de mil anos ou sei lá quanto tempo.

De fato a narrativa acaba se perdendo no meio de tanta coisa que o Tolkien tenta colocar. O que faz lugares e personagens interessantes se perderem no meio também, como já disse.

Próximo.

Praticamente Inofensiva

Eu sei que já falei sobre O Guia do Mochileiro das Galáxias aqui antes. Mas eu não tinha lido todos os livros até então. Não vou dizer que este último capítulo da saga seja ruim… Tá bom, é um lixo…

Vamos ser sinceros. Se o Douglas Adams queria ser engraçado neste falhou miseravelmente. A história é arrastada, sem graça e cheia de piadas sem graça.

Logo de cara ele some com um personagem de um jeito totalmente estranho. Nem me importei muito com isso no começo da história, ele já tinha feito coisa pior nos outros livros. Mas o personagem some e não volta nunca mais, sem explicação. Sem falar que Arthur, que estava junto dele, não liga a mínima para o fato e continua vivendo como se nada tivesse acontecido. Puta preguiça de escrever mais, se querem saber.

As partes nas quais aparece Ford Perfect são boas e até engraçadas, as únicas partes engraçadas no negócio. Contudo, isso só ajuda a descobrir como o Arthur ficou sem graça na história. E sem função também.

Sem contar o final… Não vou dizer como é o final, mas certamente não é algo que você esperaria numa ficção de comédia, nem num drama. É muito forçado. Em suma, não gostei.

O Morro dos Ventos Uivantes

Primeiramente, tenho uma coisa a dizer sobre este livro: Puta que pariu, que história chata!!!!

O romance fala basicamente – porque eu não fiz força pra lembrar do que a história fala – de um triângulo amoroso, que de amoroso não tem muito. Temos um cara comum, um maluco adotado – Readcliff – e a mocinha da história. Pelo que me chega à memória, o cara comum casa com a mocinha, mas Readcliff fica puto e passa a atazanar o casal até a morte da mulher. Depois ele morre também e acaba a história. Podre como um romance vitoriano deve ser.

Mas alguém, não sei por que cargas d’água resolveu achar que é uma história de amor. E cometeu um filme sobre isso. Quando eu era pequeno, ouvi falar do filme e diziam que era um suspense assustador. Nunca cheguei a ver nada mais que trechos desse filme, mas pelo livro que li há sei lá quantos anos posso dizer com segurança que não tinha suspense nenhum e nada do que falam do filme é o que tem no livro.

Acho que tentaram melhorar um pouco a história pro cinema, uma vez que nas letras nada de realmente interessante acontece. Só temos o Readcliff berrando como um alucinado, a mocinha chorosa e… só. A história não tem nada de mais. Típica historinha que poderia ser vendida na banca junto com aqueles livros tipo Júlia, Sabrina e Bianca. Seria melhor que essa coisa nem existisse. E que eu jamais a tivesse lido…

Bem é isso, concordam, discordam ou querem acrescentar mais uma bomba literária das que eu já passei? Comentem, ficarei muito feliz!

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