Arquivos | outubro, 2009

O Romance Policial

26 out

Histórias policiais são ótimas distrações. Eu devorava livros e mais livros de Agatha Christie quando estava começando o segundo grau. Depois passei pra Machado de Assis, mas isso é outra história…

Continuando, todos parecem gostar desse gênero. Sejam os clássicos da dona Agatha ou mesmo os que aparecem quase todo dia por aí. Vamos falar sério, é um gênero no qual muita gente investe. As pessoas gostam de suspense, de brincar de tentar descobrir o criminoso no meio do elenco de persoangens. De se fazer passar por detetive ou policial analisando os detalhes da trama.

Todorov divide o gênero em 3 formas definidas. A primeira é a clássica inglesa, com seu super detetive analisando os fatos do crime e apotando para o culpado na última página. A isso ele chama de romande de enigma. Nessa forma haveria duas histórias. A do assassinato propriamente dito e a do inquérito e posterior descobrimento do culpado pelo detetive fodão e invulnerável.

Hercule Poirot, o detetive fodão de Agatha Christie e um dos meus personagens favoritos

Herule Poirot de Agatha Christie, detetive fodão e um dos meus personagens prediletos

A segunda forma é o romance noir, que ficou muito popular nos EUA e França. É a típica histótria onde o crime, os personagens e os fatos relacionandos ao crime ou crimes se misturam num caldo de violência e até um pouco de suspense enquanto os protagonistas – agora não tão fodões – tentam a duras penas descobrir o que está acontecendo.

A terceira forma seria uma mistura maluca dessas duas que, confesso, não entendi direito. Talvez porque minha irmã tenha vindo atrás de mim com gritos desesperados sobre uma barata… Coisas da vida…

E chega de citações de teóricos que eu detesto fazer isso. Já devo ter feito uns cinco dormirem por causa disso agora.

Eu particularmente gosto mais dos romances noir. Sei lá, acho que aquele tom arrogante de detetive inglês – embora Poirot seja belga – não é algo que me atraia muito.

Como bom moleque criado lendo sobre naturalismo, aprecio descrições mais cruas e personagens mais perversos e psicologicamente complexos. Que fazer, eu li O Cortiço, isso acaba com a vida de um garoto.

Que fututo promissor eu devo ter perdido apenas por ter lido um livro!!!

Isso é uma lição para vocês, crianças. Se querem ser adultos normais, terem maridos e esposas normais e uma família normal, não leiam o que eu li.

Desculpe tive uma ânsia de vômito agora há pouco…

Continuando, eu creio que as pessoas gostam do gênero porque as faz ver coisas que normalmente elas jamais terias acesso, a menos que você seja morador do Rio de Janeiro, claro. Ou seja, violência e crimes frios perpetrados muitas vezes por pessoas aparentemente acima de qualquer suspeita. Ou por doidos mesmo, eu prefiro os doidos.

Me identifiquei muito mais com O Colecionador de Ossos do que Assassinato no Expresso do Oriente. Vai ver sou um americanófilo disfarçado…

Não…

Eu gosto é de sangue mesmo. Do medo das pessoas. O pavor que a vítima sente antes de ser esquartejada pelo maluco serial killer sem motivo aparente. Certamente eu peguei isso assistindo a muitos filmes.

O ambiente é ou não mais opressivo? E não temos ninguém elegante aqui!

Ambiente opressivo, tensão, medo. Tudo que não tem na foto dali de cima...

Bem, acho que é isso que eu tenho a dizer até agora sobre o troço. O que é uma vergonha pois estou tentando escrever um romance policial neste exato momento, mas não sei onde vai dar. Até porque eu sou maluco suficiente para querer mudar o gênero até o final da coisa toda.

Bem, é isso. Qualquer sujestão é só comentar!

Por que eu gosto de videogame – 2ª Parte

22 out

Sim, senhoras e senhores. Eis que venho com a segunda parte de minhas aventuras eletrônicas. Se antes fiz um breve resumo de minha vida de nerd na frente de um monitor e queimando meus neurônios tentando terminar o Sonic o mais rápido que podia, hoje falarei de um gênero de jogo que me cativou.

Trata-se dos Role Playing Games, RPGs, aqueles jogos que te fazem ficar uma semana na frente da televisão engordando como um porco de abate enquanto fantasia com coisas que não existem. É isso.

Antes de mais nada, devo dizer que começei a me dedicar ao gênero bem tarde. Pra ser mais exato, depois de ter me graduado em jornalismo e finalmente aprendido algum inglês prestável. Antes, esse tipo de jogo era visto por mim como praticamente a porta do inferno.

Quando era criança os moleques das locadoras – sempre eles – diziam que eram jogos que precisavam de quase um ano pra terminar devido ao tamanho deles. Eu, pequeno infante que gostava de terminar meus jogos num fim de semana nem fiquei muito atraído por eles.

Minto!

Na verdade minto descaradamente!

Quando lançaram Phantasy Star para Master System eu estava louco para jogá-lo. Tudo por uma única e mínima peculiaridade: era o primeiro jogo oficialmente traduzido para o português.

Então pensei, acho que desta vez em consigo jogar esse tal de RPG! Não deve ser tão difícil assim… Pensava eu em minha pueril mente.

Ledo engano. O jogo não só se revelou de uma tradução extremamente tosca – coisa que, justiça seja feita, só venho reparando agora – tanto que eu não conseguia matar o primeiro mosquito que vinha atrás de mim. Pior, eu não tinha a menor noção do que deveria fazer naquele jogo onde era tudo aberto e você podia entrar nas cidadezinhas a hora que quisesse.

Resumo da ópera, minha primeira experiência nisso foi um desastre total e absoluto. O que me fez perder anos de minha vida em jogos de corrida e Sonic. Pelo menos o Sonic era legal…

Ao sair da faculdade, resolvi retornar um pouco ao velho vício.

Sabem como é, cara desempregado, sem nada melhor pra fazer depois de distribuir montanhas de currículos e querendo treinar o inlês recém-aprendido. Acabei procurando por uns jogos de Super Nintendo, por serem bem mais fáceis de encontrar e menores também. Foi nessa época que ouvi de uma colega minha – que infelizmente não é solteira… – que Final Fantasy VI era um dos melhores jogos da série.

Mas eu só encontrei o tal do Final Fantasy III. Sim, eu não entendia patavinas da contagem maluca que existia antes, e só muito depois aprendi. Me processem.

No fim eu não gostei muito a apresentação do jogo e dos gráficos. Se falar que a movimentação em grade me irritava pra cacete. Então fui procurar por outro do mesmo nível. Foi quando me deparei com minha paixão.

Chrono Trigger simplesmente me roubou a alma.

Chrono Trigger simplesmente me roubou a alma.

Chrono tinha algo que eu amava desde pequeno. Viagens no tempo. Você não estava preso a um mundo medieval simplificado e plano. Existiam várias fases da história que você deveria explorar para evitar a grande catástrofe que se abateria sobre o mundo mil anos depois do começo do jogo.

Agora, você pensa o quão heróicos são os personagens, ou idiotas, depende do ponto de vista. Os caras estavam mil anos no passado, antes da destruição total do mundo, mas mesmo assim eles resolveram lutar para evitá-la. Se fosse você, seu nerd gordo e fedorento aí na frente do computador, tenho certeza que se cagaria nas calças e voltaria pra casa da mamãe. É claro que faria isso.

Mencionei que o jogo todo era desenhado por Akira Toryama, o cara de Dragon Ball? E que o protagonista parece um Goku de cabelos vermelhos? Pois é, com tanta identificação assim, fica difícil não gostar dos personagens.

Sem falar na história complexa e intrigante. E como toda boa história de viagem no tempo, o que você fazia no passado influenciava o futuro de uma forma ou de outra. Sensacional!!!

Agora vamos para outro jogo.

Desta vez não vou ser cronológico. Vou falar sobre um que acabei de terminar e que me marcou muito.

Suikoden 2!!

Reparem no olhar heróico do protagonista, a postura firme! Assim como eu!

Reparem no olhar heróico do protagonista, a postura firme! Assim como eu!

O jogo é uma continuação quase direta do primeiro. Digo quase porque  se passa numa região diferente do mesmo continente.

Tudo começa quando dois amigos que estão servindo ao exército de seu país estavam se preparando para voltar para casa depois do acordo de paz. Contudo, antes de os pobres coitados pudesse tirar seus rabos fora disso, descobriram que o Prícipe Luca Blight, do país ao qual eles pertenciam armou um massacre em seu próprio acampamento com o intuito de recomeçar a guerra e desta fez escrotizar geral.

Não minto, Luca Blight é o cara mais escroto, filho da puta e safado que você pode encontrar num jogo de videogame. O cara se compraz tanto com o sofrimento alheio em cenas tão pesadas que eu fiquei pensando como um jogo desses passou nos critérios de censura carolas do ocidente.

Já que falei dele, vamos continuar! O cara é foda, merece um parágrafo! Luca Blight tem a força de um batalhão a coragem de um louco enraivecido e é pior do que o próprio capeta num dia de mau humor. Certamente o tinhoso sentiria vergonha ao ser comparado a Luca Blight, e nunca mais sairia das profundas do inferno.

Até pra ser vencido esse cara necessitou de batalhões inteiros indo sem parar em cima dele. E ainda assim continuava de pé. Ao morrer ele ainda disse ser a encarnação do mal  absoluto. No fim ele corrompeu todo mundo e a guerra continuou muito pior do que com ele. Quero ver um vilãozinho de jogo fazer o mesmo que isso.  No máximo eles ficam pulando do alto de seus castelos fazendo maldades tão imbecis quanto furar a bola de futebol dos moleques a rua.

Luca Blight era realmente um monstro.

Luca Blight era realmente um monstro.

Depois dele, a guerra que antes tinha um tom maniqueísta fortíssimo passou a ser uma guerra entre dois amigos com interesses conflitantes. Mas a coisa já tinha degringolado tanto que nehum deles poderia mais simplesmente dizer que acabou e vamos ficar em paz. Tinha que tudo ser decidido até o último soldado cair.

E muitos caíram.

Por isso Suikoden 2 está em meu coração como um dos melhores RPGs que já joguei.

Então, vamos para a cereja do bolo?

Que foi? Pensaram que eu iria colocar o emo do Cloud?

Que foi? Pensaram que eu iria colocar o emo do Cloud?

Final Fantasy tornou-se uma das minhas fraquias de jogos preferidas por uma coisa bem simples. Privilegiava a história em detrimento do sistema de jogo muitas vezes.

O que provocava muitas vezes aberrações como Final Fantasy Tactics…

Serío, o jogo pode ter até uma história boa, mas é de uma dureza de matar. Simplesmente um joguinho de tabuleiro que você joga contra a inteligência artificial. Qual é a graça disso? E ainda me vem os panacas dizer que xadrez é a mesma coisa. Então eles enfiem um rei no cu pra ver que é a mesma coisa. Quem diz tamanha burrice certamente não passou tardes inteiras de xadres regadas a café enquanto conversava qualquer bobagem com seu adversário.

Eu já fiz muito na faculdade. E não me arrependo.

Se os nerds de joguinhos táticos não gostaram do que eu disse já falei o que devem fazer. E peguem de um conjunto de peças bem grandes.

Fim do desabafo…

Fora isso, Final Fantasy é uma série bem legal. Não é nada que se possa dizer, “nossa, o cara que escreveu essa história merece no Nobel”. Claro que não. São apenas jogos divertidos que fazem sua cabeça viajar num mundo fantástico. Às vezes medieval, às vezes mais tecnológico, uma vez que nenhum título tem absolutamente ligação com o outro, sendo totalmente indepentendentes. Vou ser pleonástico mesmo pra ver se as pessoas entendem de uma vez.

Final Fantasy não é uma série, é uma franquia! Não há a menor necessidade de se manter uma cronologia.

Muito melhor que o pessoal do Zelda que inventa mil e uma formas de ligar cada jogo. Todas totalmente estabapafúrdias.

De todas as personagens femininas do jogo Terra é minha preferida.

De todas as personagens femininas do jogo Terra é minha preferida.

A galera metida a espertona em relação ao jogo, costuma dizer que existe uma demarcação entre os jogos desde o advento do SNES e depois do aparecimento do Playstation 1. Dizem que Final Fantasy VII rompeu paradigmas da série.

Ao que eu respondo, rá! Final Fantasy VI já havia começado a romper os enredos chatos de simplesmente pegar os cristais e matar o vilão no final. Havia drama, emoção. Os personagens estavam ali não somente pra fazer número. Tá, só alguns, como em todos os jogos da franquia.

Não discuto os méritos e deméritos de Final Fantasy VII tem, como todos da franquia. Apenas digo que a Sony fez uma campanha de marketing muito mais eficiente para promover o jogo do que a Nintendo um dia faria até mesmo com o Mario. Esse foi o segredo. E por isso o jogo rende tanto ainda hoje. Quem não admitir isso classificarei como fanzoca idiota e sem cérebro sem a menor pena. Já está avisado.

No momento, estou agora à procura de um Playstation 3 com o qual eu possa finalmente jogar Final Fantasy XIII, o último título da franquia até agora. O problema é que, como bom jornalista duro que sou vai demorar um pouquinho até conseguir o raio do jogo.

Só pra terminar, fanzocas, nem tentem fazer arruaça. Tia Linghtning está de olho aberto.

Vai encarar?

Vai encarar?

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Miyazaki e seus mundos fantásticos.

18 out

Existe uma verdade da qual jamais escaparei. Não conheço absolutamente nada sobre literatura japonesa. Claro, vejo desenhos animados de montão e de vez em quando alguns quadrinhos. Mas isso não deve chegar nem perto da literatura que aquele país produz. Por uma óbvia barreira linguística e cultural, só temos acesso ao lixo produzido por eles.

Vamos falar sério….

Colegiais com espadas retalhando demonios ou sujeitos bombados soltando raios pelas mãos não é o que você exatamente chama de cultura. Mas os adolescentes idiotas acham isso, então eu não vou discutir esses pormenores, uma vez que não interessam a ninguém que lê este blogue.

Sério, se você está lendo o que eu escrevo deve desprezar do fundo do seu coração aquelas produções idiotas que simplesmente se resumem em porrada estilizada com acrobacias. Contudo, deve amar uma boa animação, que conta uma história bonita e cheia de profundidade…

Nossa, como estou gay hoje! Estou quase lambendo a mim mesmo!…

Isso pegou mal…

Agora dane-se.

Continuando… minha…exposição…

Não tenho a menor idéia do que se produz de livros no Japão que não sejam historias semi-pornôs idiotas envolvendo adolescentes. Porém, acho que conheço um pouco de boa coisa vinda de lá, pelo menos no que se condiz a animação – sim, otakus, eu jamais chamarei desenho japonês de animê, isso é imbecil à enésima potência.

Alguém consegue levar isso à sério tendo mais de 8 anos?

Alguém consegue levar isso à sério tendo mais de 8 anos?

Então, para sanar minha total ignorância acerca do beletrismo nipônico acabo assistindo a produções que primam por suas belas histórias e não por garotas de mini-saia que espalham a alegria e a pedofilia por onde passam. Nesta onda já peguei todos os filmes de Ghost in the Shell, dos quais falarei outro dia.

Hoje darei mais brilho às obras de um senhor chamado Hayao Miyazaki. Muitos o comparam a um Walt Disney de olhos puxados. O que eu acho uma ofensa da grossa na minha opinião.

Ele até hoje não inventou um pato que só se veste da cintura pra cima e quando toma banho coloca a toalha da cintura pra baixo. Nem mesmo um rato com sérias tendências homossexuais. Aliás, ele não parece sofrer de traumas emobichas como nosso colega americano, que odiava ver pais em suas obras.

Isso mesmo, papai e mamãe. Dizem que isso insinua sexo e as criancinhas americanas purinhas foram todas trazidas pelas cegonhas atrapalhadas de desenho animado.

Verdade, não consigo levar Disney à sério. Podem argumentar que Bambi tem uma carga emocional do cacete e técnicas de arrasar, mas é só isso. O resto é baboseira.

Mas estamos falando do japa e não do velho americano…

Só espero que ele não resolva montar um parque temático futuramente. Se a razão existe isso não vai acontecer!

Acho que perdi muito tempo reclamando dos outros então melhor irmos para os filmes.

O Castelo Animado é uma das últimas obras do velho.

O Castelo Animado é uma das últimas obras do velho.

O Castelo Animado infelizmente foi o único de seus filmes que eu realmente vi no cinema. O resto tive que me contentar com a locadora amiga ou a internet sempre presente.

A história trata de uma moça dona de uma loja de chapéus. Lá pelas tantas ela é salva pelo galâ saltador da história e por isso uma bruxa ciumenta a condena a viver num corpo de velha.

E é aí que está o pulo da história.

A moça já era uma velha desde o início, presa ao passado de uma loja de chapéus herdada pelo pai. Ninguém da própria família ligava pra aquilo. Ao se ver transformada de gatinha juvenil a uma velha nojenta ela se viu obrigada a fugir da cidade, encontrando abrigo no tal castelo que se mexia graças a um foguinho bem bacana chamado Calcifer. Como se fosse a alma do próprio castelo.

Eu disse que o proprietário do imóvel é o cara que a salvou e ao mesmo tempo condenou no início da história? Pois é, é ele mesmo. O sujeito sofre uma transformação todos os dias que o torna uma espécie de pássaro e ele passa a lutar numa guerra não muito distante e que atinge também o país da moça tornada velha.

O pulo do gato nessa história é que, toda vez que a moça é obrigada a se desvencilhar de velhos hábitos e medos ela rejuvenesce um pouco. Cada vez que ela se supera volta um pouco a ser mais jovem, até a superação final quando ela retoma totalmente sua aparência anterior, embora ainda continue para sempre com os cabelos brancos.

Uma linda forma de dizer que por mais que nos tornemos melhores, algo em nós continua ali para no dizer quem somos.

Disney faria algo assim? Não, ele fez a bela adormecida que fica lá roncando enquando não chega o príncipe fodão pra salvar a puta dorminhoca…

Grande contribuição as mentes infantis ele deu, meus parabéns!

Por fim, devo relatar que na sessão na qual assisti ao filme estava um trio, ou quarteto que era visivelmente abicharado… Me senti estranho num lugar onde teoricamente passaria um filme pra criança e de repente me aparece um batalhão de bichas… Deve ser azar meu mesmo…

Mas vamos para o próximo.

Uma cena dessas deve ser traumática para qualquer menininha.

Uma cena dessas deve ser traumática para qualquer menininha.

Muito bem, em A Viagem de Chirriro, uma menina estava viajando com os pais – coisa que Disney abomina como o diabo da cruz – quando inexplicavelmente param o carro em frente a um túnel estranho.

Do outro lado do túnel eles encontram o que parecia ser um festival com barracas cheias de comidas. E como os pais da menina estavam se roendo de fome abocanharam tudo sem nem mesmo se perguntar o que raio uma feira cheia de comida e vazia de gente estaria fazendo no meio do nada.

Parece que adultos sempre são idiotas ao não aceitar preceitos básicos para não se foder legal, essa que é a verdade.

A menina já estava com um medo de morte do lugar e queria sair dali o quanto antes. Mas o casal mané resolveu sentar e comer. E, enquanto eles comiam, transformavam-se em enormes e nojentos porcos bem na frente da filhinha.

Desnecessário dizer que ficou apavorada sem saber o que fazer. Só me lembro que pouco tempo depois ela foi admitida como empregada num hotel para espíritos – uma vez que o mundo que eles entraram era o mundo dos espíritos – para poder fazer com que os pais voltem ao normal.

O resto da história envolve o trabalho muitas vezes nojento, outras vezes hilário no tal hotel, suas relações com os hóspedes e empregados do mesmo e com um menino que não sabe o próprio nome.

Enfim, a menina tinha que se virar num lugar hostil para conseguir a humanidade dos pais de volta e não tinha nenhuma garantia de que isso realmente aconteceria. Queria ver se o tio Disney deixaria o Huguinho, Zezinho e Luizinho fazerem metade do que essa menina fez! Aliás, eles nem tem pais, só tios!

Porra, Disney, o que você tem contra sexo? Por acaso nasceu de inseminação artificial?

Vamos acabar com isso por hoje então.

Nausicaa do vale do vento é uma das coisas mais fodas que vi ultimamente.

Nausicaa do vale do vento é uma das coisas mais fodas que vi ultimamente.

Na verdade foi District 9. Mas como estou falando de animação japonesa não vou falar de favela-movie envolvendo ETs. Falarei de Nausicaa, uma moça que vive numa vila litorânea protegida pelo vento que mantém os esporos de um fungo letal à distância.

Passada num mundo pós-apocaliptico a história mostra que, mesmo depois de se ferrarem legal e definitivamente, a humanidade não toma jeito e sempre arruma uma desculpa pra fazer uma guerra.

Pois, nossa bela jovem Nausicaa estava vivendo sua vida tranquila, caçando carapaças vazias de insetos gigantes e passeando pela floresta de fungos e animais mortíferos quando num belo dia um avião cai em seu vilarejo. Todos os seus ocupantes morrem, inclusive uma menina, que a própria Nausicaa carrega em seus braços no meio da tragédia.

Mas o avião continha uma carga valiosa. O que fez com que o exército de um país tal que eu não tive vontade de identificar tomasse a vilazinha a força com todas as armas e tanques que tinha direito, subjulgando os pacatos cidadãos.

Nessa parte uma das cenas que mais me impressionou foi a de Nausicaa, que sempre fora toda fofinha até então, ao ver que os soldados mataram seu pai parte numa fúria assassina contra eles, só sendo controlada muito tempo depois por muitos, mas muitos soldados.

Pois é, nunca deixem garotas bravas o suficiente para quererem arrancar sua cabeça. Não é saudável.

A idéia dos invasores era queimar todo o fundo letal. O que de início parece razoável. Mas Nausicaa sabe que o fungo só é assim porque está limpando a sujeira que a humanidade fez durante séculos, como se fosse um aspirador de pó gigante e pegajoso. E que queimar a benga toda não iria ajudar em nada, ao contrário, só iria enfurecer os insetos gigantes que faziam o Godzilla parecer uma lagartixa mal formada.

Mas quem disse que sujeitos com armas têm cérebros na cabeça? Melhor era nem falar nada…

Além de bonita e uma moça corajosa!

Além de bonita e uma moça corajosa!

Ela e alguns membros da sua vila são levados de reféns para a capital do tal império idiota. Contudo, são atacados por inimigos e quase morrem todos, sendo a moça obrigada a salvar o dia e a pele da galera, até mesmo da general metida a besta.

Nesse meio tempo ela descobre um plano para usar os insetos superdesenvolvidos como uma arma para aniquilar de vez a vila da menina. E nem a tal arma deixada pelo avião pôde ter feito alguma coisa.

Coube a ela, pegar o inseto que estavam usando de isca e ir de encontro ao exército enfurecido de bichos sedentos de sangue com metros e metros de altura largura e comprimento…

E é isso…

A grande sacada as obras do velho é que as pessoas sempre tem que superar seus problemas internos para poder seguir em frente. Contudo, ao contrário de Disney, não há uma solução mágica que faça tudo ficar lindo e maravilhoso depois.

As consequências dos fatos se fazem sentir depois do final da história, sejam bons ou ruins.

Então chego ao final do texto de hoje. Espero que tenham gostado. Ah, é claro que eu não falei da obra toda dele porque eu simplesmente não vi. Pra qualquer coisa wikipédia é sua amiga.

Nausicaa2

O homem mais impressionante do mundo.

10 out

Já vou avisando que o texto de hoje será longo. E um pouco tenebroso para algumas almas mais sensíveis ou impressionáveis. Mas nada temam, estou aqui para guiá-los pela via da loucura e falta de noção humana.

Até porque, suponho que poucos de vocês conheçem o assunto sobre o qual vou falar.  Tem, como no texto anterior, a ver com fantasia. Contudo, não é aquela fantasia calculada, medida e sonolenta do senhor Tolkien. Quero falar hoje de algo bem, mas bem digamos, intenso, que a saga dos anéis queimados.

Enfim, dissertarei sobre o que torna uma pessoa absolutamente comum, e de certa forma, invisível aos outros, num sujeito espetacular. Pessoas de verdade, devo acrescentar. Que fazem coisas fantásticas e assombrosas durante todas as suas vidas sem nem mesmo darem notícia disso enquanto estão vivas. E quando elas viram pó, todos finalmente descobrem que genial, ou louca era a criatura.

Antes de mais nada quero que conheçam este simpático velhinho:
Henry_Darger

O nome dele é Henry Darger, e por toda sua vida foi zelador de um hospital católico em Chicago. Esta é uma das poucas fotos tiradas dele, talvez pouco antes de morrer, em 13 abril de 1973, aos oitenta anos, mais ou menos.

Em vida, ele praticamente não foi nada além de zelador do tal hospital e levava uma vida um tanto reclusa, com poucos amigos. Assim como os jogadores de MMORPGs, só que bem mais produtivo. Vivia num quarto alugado nos últimos quarenta anos de sua vida e, ao morrer, os senhorios dele entraram lá pra jogar a tralha do defunto fora.

E olhem o que eles encontraram:

Não sei quanto a vocês, mas essa imagem me impressiona.

Não sei quanto a vocês, mas essa imagem me impressiona.

O que eles encontraram foi o trabalho de toda uma vida. Uma história que tinha 15.145 páginas datilografadas e mais uma infinidade de gravuras de autoria dele mesmo para ilustrá-la. Simplesmente o maior livro já escrito.

O livro tem um nome enorme, que eu chamarei simplesmente de A História das Irmãs Vivian. Nela, a Terra é uma lua que orbita um grande planeta onde a maior parte da população é católica. E neste mesmo planeta ocorre uma guerra entre a nação cristã de Abbieannia contra o regime de escravidão infantil de um tal de John Manley.

Dentro dessa guerra essas irmãs Vivian são princesas da nação cristã que teriam algum tipo de poder ou qualquer coisa que desequilibraria a guerra em favor de Abbieannia. Aliás as cenas de matança e torturas, nas quais muitas vezes incluem as irmãs, são de um detalhismo e crueza impressionantes.

Uma das singelas cenas da história.

Uma das singelas cenas da história.

Continuando, as cenas de torturas são uma constante na história. Quase que para demonstrar o caráter monstruoso dos vilões. Com direito a estupros e desmembramentos. A imaginação do velho não parava um segundo!

Lembrem-se que ele passou a vida inteira dedicado a isso. Trancado em seu quarto alugado, escrevendo e pintando sobre a história dessas meninas. Ele também criou uma espécie de auto biografia e outra obra chamada “Crazy House”, que tinha cerca de 10 mil páginas datilografadas

Henry costumava catar revistas e jornais, entre outras coisas, no lixo. Ele as usava como inspiração e nas colagens e gravuras que fez durante a vida. O que o deixava sempre com um aspecto um tanto quanto esfarrapado, embora dissessem que ele tentava o máximo possível se manter alinhado.

Não é muito certo, mas parece que ele tinha predileção pela foto de Elsie Paroubek, uma menina que fora sequestrada e estrangulada. Na época o crime comoveu a população de Chicago e, claro, nosso autor. Foto essa que apareceu num jornal local e ele depois perdeu, não conseguindo encontrar nem mesmo nos arquivos do jornal, uma vez que não lembrava da data. Alguns pensam que foi a foto dessa menina uma das principais causas que o inspiraram a escrever a história. Uma vez que o insidente principal que causa a guerra é o assassinato brutal de uma menina.

A menina Elsie Paroubek, que fora morta por estrangulamento

A menina Elsie Paroubek, que fora morta por estrangulamento

Henry Darger se via como um defensor das crianças vítimas de maus tratos. Certamente por ele ter sido uma criança mal tratada que passou de orfanato em orfanato, até atingir os 16 anos, quando conseguiu o emprego no tal hospital. Algumas pessoas que conviveram com ele dizem que ele pode ter sofrido de um tipo de esquizofrenia, o que explica esse comportamento compulsivo com relação a crianças.

Não, antes que um nerd burro pergunte, ele não era pedófilo, mas tinha obssessão por salvar crianças do que ele passou. Provavelmente a infância difícil tenha moldado esse caráter recluso e paranóico.

Tanto que no túmulo dele está escrito “Protetor das Crianças”.  Está lá no cemitério de Chicago se quiserem ver!

Antes que eu termine, devo dizer que nas suas gravuras, Henry muitas vezes pintava as irmãs Viviam nuas e com pênis ao invés de vaginas. Uns doidos dizem que era porque ele nunca viu uma mulher nua. Da minha parte, acho que seja algo mais simbólico, para representar o poder das meninas. Não consigo acreditar que um cara que trabalhou a vida inteira num hospital não tenha visto corpos nus de vez em quando. Mas a cabeça de cada um é problema pessoal.

Por fim, tenho a dizer que infelizmente não há nenhuma edição do livro dele de forma integral por aí. Eu já procurei como um louco e não encontrei. Contudo, o mesmo não ocorre com as gravuras que ele criou. Estas lotam a internet e podem ser vistas com facilidade.

Desnecessário dizer que, após a morte de Henry e a descoberta de sua descomunal obra ele se tornou uma espécie de estrela do meio artístico da época. Um típico exemplo de arte intuitiva, “outsider” ou qualquer nome que os idiotas acadêmicos gostam de dar para essas coisas.

Ainda hoje ele é visto como um marco…

Mas o que eu queria era a droga do livro, mas ninguém tem coragem de publicar 15 volumes com porrilhões de páginas! Droga, publicam o Harry Potter, porque não podem publicar isso? Só porque tem cenas sangue a dar com o pau com crianças envolvidas? Povo mais idiota.

Enfim, é uma das coisas que eu achei pela internet nos últimos anos e que mais me impressionou. Espero que vocês tenham se interessado por ele também. Se quiserem saber mais é só procurar. A internet é cheia de citações a ele.

Mas infelizmente pouco ou quase nada dos textos…

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Tolkien e seus anéis ardentes.

6 out

Vou ser bem franco. Quando ouvi pela primeira vez falar o nome de Tolkien, Senhor dos Anéis e o escambau foi quando eu tinha acabado de entrar na faculdade. Na época estava-se na espectativa do tal filme a ser produzido e lançado sabe-se lá quando. Mesmo assim, só soube dessas coisas por meio de colegas viciados em RPG que, por motivos misteriosos, conheciam a saga dos hobbits e dos anéis.

Mas como um troço que era praticamente uma relíquia de sociedade secreta virou a febre de então? Se querem saber, eu não sei. Palavra, quando li O Senhor dos Anéis pela primeira vez, atiçado pelos meus amigos RPGistas, fiquei completamente decepcionado.

Sim, me decepcionei com quase tudo ali. A história, os personagens, o mundo em si. Não que a coisa toda fosse ruim. Achei realmente bem construída e tal. O problema é que o livro não me oferecia nada de novo, nada que eu já não esperasse. Era como estar vendo a mesma história só que com personagens e situações ligeiramente diferentes.

Vamos falar sério, o livro é uma montanha de clichês sobre outra. O fato do personagem fracote e medroso ter a obrigação de queimar o Anel do Poder na Montanha da Perdição – só eu que vejo alguma putaria nisso? – já é um tremendo de um lugar comum. Todo mundo já fez isso,  ora bolas!

Então os fãs vem com essa: O mundo é contruido nos mínimos detalhes, até nas línguas, seu nerd gordo de videogame!

Ao que eu respondo prontamente: E daí? Qualquer panaca pode construir um mundo de fantasia e encher de persoangens clichê. Não precisa ser mestre em linguística como o Tolkien pra fazer isso.

Eu posso fazer isso! Provavelmente até você, que está lendo isto agora! Tudo que é preciso é tempo e saco infinitos para tal…

Coisa que nem eu nem você certamente temos… Nem todos são sustentados por universidades como nosso autor de anéis. Sim, Tolkien era professor universitário e não escritor, nerd e fundador de sociedades secretas criadas com pactos em sindarin. Era um cara bem normal e prosaico.

Uma coisa ao menos deve ser dita. Liv Tailer é o máximo de elfa!

Uma coisa ao menos deve ser dita. Liv Tailer é o máximo de elfa!

Mas eu não começei este texto para falar mal da obra do homem. Não senhor! Caso pensem que sou um sujeito ranzinza sem amor no coração.

Primeiro queria expressar os primeiros sentimentos que tive ao ler O Senhor dos Anéis. Agora, mais velho e mais chato, resolvi ler O Hobbit e O Silmarillion, graças à promoçaozinha bacana que o Submarino aprontou esses dias – pena que não vou ganhar nada com essa propaganda!

O Hobbit é bem o que se vê no livro que o vai suceder. Um hobbit metido numa guerra maluca por motivos estapafúrdios. Pelo menos o livro tem o mérito de não ser tão maniqueísta quanto o posterior, embora o seja em grande medida. Não temos a batalha do bem supremo contra o mal supremo no final. O que pra mim é ótimo.

Sem falar no aspecto humano que Bilbo Bolseiro, o hobbit do título, dá a tudo. Todos os personagens são guerreiros com sangue nos olhos e querem se matar apenas pelo prazer da carnificina. Nosso amiguinho de pés peludos só quer fumar seu cachimbo em paz na varanda de casa. Não é um desejo ruim, não mesmo.

Bilbo é gente como a gente! Mais ou menos...

Bilbo é gente como a gente! Mais ou menos...

Então terminei O Hobbit com a mesma sensação de já ter visto aquilo antes. Mas pelo menos não era mais novidade…

Eis que começo O Silmarillion!!

O Relato dos Dias Antigos, ou seja lá como a turma chame aquilo.

Só sei que o cara resolve escrever como se fosse uma bíblia.

O que torna o livro chato…

Muito chato…

Tão chato que foi capaz de me fazer cabeçear enquanto leio. E eu nunca faço isso.

Não posso dizer muita coisa sobre ele. Apenas que é uma descrição do começo do mundo que o Tolkien inventou. É cheio de elfos e deuses em batalhas mais que épicas de tremer as montanhas.

Provavelmente vai terminar numa super batalha do bem contra o mal que vai estraçalhar metade do continente e destruir nações. No fim o mal será punido e o bem recompensado.

Nada de muito diferente do que estou acostumado…

A diferença é que já nao espero uma super história como quando começei a ler O Senhor dos Anéis, há anos atrás. Só uma história interessante que me distraia.

No fim das contas acho que era o que Tolkien também queria. E não posso culpá-lo por isso.

Por que gosto de videogames – 1ª Parte

3 out

Eu amo videogames, e não é segredo pra ninguém. Embora por alguns anos eu tenha me recalcado bastante com isso… Mas como já saí do armário – nesse sentido, sejamos claros – acho que vou contar um pouquinho das minhas aventuras eletrônicas pra vocês.

Começemos então!

A primeira lembrança que tenho acerca desses aparelhinhos é dos meus pais chegando com uma caixa com um Dactar, genérico do Atari que existia aos montes no final dos anos 80. Não lembro direito se era natal ou meu aniversário no dia e isso também não importa. O fato é que o videogame forjou o nerd que eu viria a ser no futuro a base de River Ride e Space Invaders por boa parte do dia.

Era um desses que eu tinha.

Era um desses que eu tinha.

Isso até a época que eu conheci a biblioteca da minha escola de segundo grau e me tornar um devorador de livros. E da mesma forma que eu passava os dias jogando passei anos a ler tudo que podia o tempo todo. Mas isso é outra história.

Pode parecer meio estranho um cara metido e literato dizer que gosta dessas formas baixas de entretenimento. Ao que eu responderei que você está redondamente errado e deveria se enfiar de novo na caverna de onde saiu. Videogames são tão bons ou até melhores do que os livros. Sim, prefiro jogar Final Fantasy a ler Harry Potter, os fãns dele que vão se masturbar com suas varinhas de condão.

Mas não nos apressemos…

Eu perdia dias da minha vida nesse jogo e nem me importava!

Eu perdia dias da minha vida nesse jogo e nem me importava!

Continuamos falando de mim, como uma alegre criança e seu Atari genérico passando tardes mágicas em frente a televisão! Sim, era muito legal jogar aquelas coisinhas que hoje qualquer moleque de 7 anos acharia tosco e sem graça. Mas eram os anos 80, e moleques de 7 anos como eu não tinham Playstation 3 pra poder se gabar de jogar qualquer FPS de olhos fechados.

Aliás, já disse que sempre odiei FPS? Se não disse adianto logo. Tenho nojo daqueles jogos chatos em primeira pessoa no qual a única coisa que se faz é atirar feito um doido em tudo que se mexe. Muito sem graça na minha opinião…

Mas estamos nos perdendo.

E as tardes regadas a coca cola e Dactar também vão ficando no passado… O que é uma pena.

Contudo, um primo meu, mais afortunado, tinha um super-mega-blaster Master System! E como, além de primos, éramos os melhores amigos de infância eu vivia indo na casa dele. Consequentemente jogávamos quase que todo dia, entre um descanso e outro de nossas histórias com nossos bonecos de Comandos em Ação.

Sim, sou um velho beirando os trinta anos! Vão todos à merda, seus molecotes que nunca ouviram falar em Comandos em Ação nem River Raid. Vocês não tiveram vida. Continuem chafurdando na lama dos God of Wars da vida e morram de hemorróidas crônicas!

Ufa! Cansei depois dessa…

Para dar prosseguimento a isso devo dizer que meus pais compraram o Master System desse meu amigo, que já havia adquidirido um poderosíssimo Mega Drive – esse eu nunca tive infelizmente.

Resultado, o Dactar ficou relegado ao alto do armário e sua caixa acumulou a poeira dos tempos. Provavelmente ainda está no mesmo lugar que o deixei, junto com o velho Master System também. Ambos inoperantes agora…

Mas como cheguei ao Master, tenho a obrigação de mencionar alguns jogos que formaram minha personalidade psicótica de hoje.

O primeiro é Alex Kidd in Miracle World

Não vou mentir, esse jogo era difícil pra cacete!

Não vou mentir, esse jogo era difícil pra cacete!

Alex Kidd foi o primeiro mascote oficial da SEGA, companhia que eu aprendi a amar de todo coração a partir de então. O jogo era basicamente passar de fases monstruosamente difícieis com ajuda de itens e veículos que mais atrapalhavam que ajudavam – menos a motinha, mas era só ela.

No fim de algumas delas você era obrigado a jogar pedra, papel e tesoura com um chefe. Se vencesse, teria que lutar com o mal perdedor!

Legal, não? Duvido que o Master Chief jogue par ou ímpar com seus inimigos antes de dinamitar tudo!

Foi o primeiro jogo que me rendeu horas e horas de insônia. Me fazendo terminá-lo finalmente numa noite qualquer perdida no tempo, onde ninguém, além de meu orgulho, pôde testemunhar meu triunfo…

Fico triste ao pensar nisso… Vamos logo pro Kenseiden!

Essa coisa foi responsável por pesadelos durante muitos meses.

Essa coisa foi responsável por pesadelos durante muitos meses.

Eu disse que Alex Kidd era difícil? Mentira! Kenseiden sim era o inferno transformado em pixels.

Você é um samurai que precisa recuperar o livro sagrado do seu clâ. No meio do caminho precisa encarar diversas criaturas demoníacas e imensamente mais fortes que seu personagem. Sorte que, ao derrotar os chefes, você recebe novas habilidades e ataques.

Mas nada disso ajuda quando se chega no último chefe! Simplesmente o filho da puta mais apelão e desgraçado que enfrentei num jogo. É simplesmente impossível vencer.

IM-POS-SÍ-VEL!!!

O cara parece o Chuck Norris…

Chega de falar desse jogo, me lembrou vários dos meus traumas de infância.

Mas pra terminar falemos um pouquinho de Sonic!

Sonic é, sem dúvida, o melhor jogo do Master System.

Sonic é, sem dúvida, o melhor jogo do Master System.

Não tenho muito pra falar do Sonic que todos vocês já saibam. Apenas acrescentarei que o acho infinitamente melhor e mais carismático que aquele encanador gordo de macacão vermelho!

Sim, é o que eu penso.

E assim, encerra-se minha época Master System.

Depois seguiu-se um pequeno limbo no qual os videogames não pertenciam somente a mim, mas a meu irmão.

Foi a época do Super Nes e das minhas partidas de International Super Star Soccer com ele. Foi o único jogo de futebol no qual eu fui realmente bom. Conseguia proezas como vencer o campeonato mundial no nível mais difícil com o pior time pra escolher.

Aproveitava os erros do jogo, que posso fazer? Aposto que você também fez isso milhões de vezes, seu safado!

Acho que só tem um jogo que eu realmente acho fodástico no SNES naquela época – e aqui é bom dizer que eu fui conhecer RPG e Final Fantasy só depois de muito tempo.

Esse jogo dos deuses era Blackthorne!

Não me lembro de nada mais foda do que isso no SNES

Não me lembro de nada mais foda do que isso no SNES

Simplesmente um cara com uma escopeta atirando em criaturas demoníacas! Muito foda! Sem falar no gráfico sensacional da época.

E este é o fim da época SNES e o começo da era Sega Saturno.

Finalmente eu havia voltado à minha amada SEGA, mas há pouco ou quase nada que posso dizer sobre o console. Já era um adolescente estudando para o vestibular e não poderia mais me dedicar tanto aos jogos como antes. Nem cheguei a jogar os clássicos do console. O que é uma lástima.

Mas preciso ao menos mencionar Burning Rangers, um jogo produzido pelo Sonic Team e foi uma das últimas coisas boas daquele pessoal.

Você era uma espécie de bombeiro espacial futurista que podia escolher entre dois personagens no começo do jogo. Um cara com pinta de galâ e a menina gostosinha. No mais o jogo era salvar pessoas de desastres se infiltrando nas instalações prestes a virar churrasco armados com uma pistola de gelo ou coisa assim.

Olhem a abertura e digam se não é foda!

Esta foi minha vida de jogador até o final da adolescência. Depois me meti em livros, faculdade, bebidas e todos os ilícitos que lá existem. De vez em quando parava pra jogar Civilization.

Só depois da faculdade que voltei com força a esse mundo. E foi quando eu finalmente conheci os RPGs!

Mas isso fica pro próximo texto. Certamente bem mais literário que este.

Fiquem com uma gravura de Final Fantasy XI para lhes dar água na boca!

Ah, Final Fantasy!

Ah, Final Fantasy!

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